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A marinheira britânica e o véu islâmico

Por Redação Gospel+ em 9 de abril de 2007

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INTERNACIONAL – A exibição pela TV iraniana da marinheira britânica Faye Turney com a cabeça coberta pelo hijab (véu islâmico) causou grande consternação e perplexidade a muitos cidadãos no Reino Unido. Um deles, indignado, disse o seguinte: “É ultrajante que os iranianos exibam uma mulher do serviço britânico na TV usando trajes do oponente (por exemplo, o hijab). É uma política detestável nos tratarem com descaso e escárnio. Nem mesmo os alemães na Segunda Guerra fizeram com que seus prisioneiros usassem a faixa com a suástica nazista nos ombros!”

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Análise

Ficou claro que os iranianos queriam deliberadamente humilhar o Reino Unido e enfatizar a superioridade do Irã islâmico. O islamismo tradicionalmente aprecia o poder, a dominação e a honra, e o conceito da superioridade islâmica é central em sua perspectiva do mundo. Em uma hadith (ditos do profeta), Maomé é citado dizendo: “O islã é sempre mais excelente e nunca inferior”.

Sentimentos de humilhação impostos pelas mãos de um ocidente superior são uma das forças motrizes do ressurgimento do islamismo contemporâneo, inclusive da Revolução Islâmica no Irã. Como resultado, uma das principais fixações do regime é demonstrar a superioridade iraniana islâmica e humilhar as nações ocidentais a cada oportunidade.

A captura de uma britânica que serve às forças armadas britânicas lhes deu uma oportunidade de demonstrar audaciosamente seu desprezo pelos britânicos (e ocidentais) e pelas nações, culturas e valores não muçulmanos. Isso se encaixa na prática cultural muçulmana de envergonhar os oponentes abusando de suas mulheres.

Forçar Faye Turney a usar o véu islâmico na cabeça reforça a ideologia islâmica do regime iraniano da dominação masculina e subordinação feminina diante dos valores ocidentais de igualdade de gêneros. Na maioria dos países muçulmanos, incluindo o Irã, as mulheres ainda sofrem com o status de segunda categoria, tratamento injusto e imposições legais. As culturas muçulmanas ainda são predominantemente patriarcais e misóginas, e a honra familiar ainda é um fardo que principalmente as mulheres têm de carregar. No Irã as mulheres ainda são obrigadas a usar o chador (uma capa negra) em público, como símbolo de sua inferioridade.

Forçar a marinheira britânica a usar o hijab tem também o aspecto político de humilhar os britânicos e declarar a independência do Irã de qualquer constrangimento moral em sua luta contra os regimes não muçulmanos. Além disso, também serve para identificar o inimigo como fraco e sujeito à autoridade islâmica do Irã.

Essa humilhação dos presos, ao mesmo tempo em que contradiz as regras internacionais para tratamento de prisioneiros de guerras está de acordo com a prática islâmica de humilhar não-muçulmanos e forçá-los a adotar as normas da lei sharia. Forçar Faye e os outros marinhos britânicos a tornar pública, por escrito, a confissão de culpa na TV e em cartas aumenta ainda mais o orgulho iraniano de seu próprio poder e a impotência dos britânicos de fazer qualquer coisa a respeito.

Finalmente, esse caso levanta a questão de mulheres muçulmanas britânicas que pedem o uso do hijab como uma livre escolha para as mulheres muçulmanas no Reino Unido para que possam demonstrar sua identidade islâmica, supostamente enfatizando o aspecto da liberdade. Entretanto, esse caso mostra que o principal motivo do hijab islâmico é o cumprimento da subordinação das mulheres aos homens, sancionado pela lei sharia.

Com Portas Abertas

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