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Álbuns do Orkut revelam ação de pelo menos 500 pedófilos, diz CPI

Por Jaline Moraes em quarta-feira, 7 maio 2008

Quebra de sigilo bancário e telefônico pode levar à identificação desses suspeitos.
Álbuns estavam 'trancados'; Google forneceu dados para CPI checar o conteúdo.

A quebra de sigilo de 3.261 álbuns no site de relacionamentos Orkut revelou a ação de mais de 500 pedófilos nessa rede social, afirmou nesta terça-feira (6) o senador Magno Malta (PR-ES), presidente da CPI da Pedofilia. Esses álbuns estavam trancados e haviam sido denunciados por internautas para a ONG SaferNet, que repassou as suspeitas ao Ministério Público Federal (MPF), ao Google Brasil e também aos representantes da CPI.

O Google Brasil entregou os dados referentes aos álbuns no último dia 23, em diversos DVDs — na ocasião, estimava-se que essas informações possibilitariam a identificação de cerca de 200 pedófilos. Os dados referentes aos álbuns denunciados foram coletados entre o dia 29 de novembro de 2007 e 31 de março de 2008.

Em entrevista ao G1, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que também participa da CPI, afirmou que será determinada a quebra de todo o tipo de sigilo — entre eles telefônico e bancário — para identificar os suspeitos de pedofilia no Orkut. Apesar de agirem no Brasil, diz a Agência Senado, nem todos eles são brasileiros.

A ONG SaferNet, responsável pela denúncia dos álbuns, estima que esses dados possam gerar a maior operação antipedofilia já registrada no Brasil. “As informações sobre esses suspeitos são bastante recentes e devem ajudar a prender centenas de pessoas envolvidas com a pedofilia no país”, afirmou ao G1 Thiago Tavares, presidente da ONG que defende os direitos humanos na internet.

Compromisso

Além de fornecer os dados à CPI da pedofilia, o Google assumiu outros compromissos para combater a pedofilia em sua rede social, o Orkut. Todas essas medidas, disse a empresa, serão adotadas até o dia 1º de julho.

Entre as iniciativas está a preservação dos registros de computadores usados para acessar o site por até seis meses, enquanto antes esse prazo era de um mês. A companhia também divulgou a adoção de um filtro de imagens que impede a publicação de fotos ilícitas, além do apoio para a concretização de acordos de cooperação internacional que visam o combate ao crime. Por último, o Google afirmou que vai usar uma solução de software, hardware e pessoas com o objetivo de atender com mais agilidade às requisições das autoridades brasileiras.

Em sessão na CPI da Pedofilia, a empresa disse ter apresentado 1.032 ordens judiciais atendidas — cerca de 800 delas teriam sido atendidas depois de setembro, quando a filial brasileira do Google passou a responder oficialmente por problemas relacionados ao Orkut. Segundo Paulo Sérgio Suiama, procurador da República no Estado de São Paulo, 90% das 56 mil denúncias de pedofilia na internet nos últimos dois anos referiam-se ao Orkut.

Fonte: G1

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