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Blair encontra Bush para pressionar solução da ONU

Por Dan Cortazio em sexta-feira, 28 julho 2006

Por Adrian Croft

A BORDO DO AVIÃO DE TONY BLAIR (Reuters) - O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, vai pressionar pela rápida adoção de uma resolução na ONU sobre a crise no Oriente Médio e pelo envio de forças de manutenção de paz ao Líbano quando se encontrar com o presidente norte-americano, George W. Bush, em Washington nesta sexta-feira.

“Temos que mudar de marcha, queremos aumentar a urgência, o ritmo da diplomacia”, disse um porta-voz de Blair a jornalistas que viajavam em seu avião rumo aos EUA.

“Temos de trabalhar por uma resolução da ONU a ser adotada já na próxima semana.”

Blair também quer “identificar aqueles que serviriam numa força de estabilização (no sul do Líbano) e acelerar o ritmo de formação dessa força de estabilização”. O porta-voz não revelou detalhes sobre o que Blair gostaria de ver incluído numa resolução da ONU.

Ele se reúne com Bush mais tarde antes de voar para a Califórnia para promover interesses comerciais britânicos no Estado.

Assim como na guerra do Iraque, Blair tem se posicionado ao lado de Washington no conflito entre Israel e o Hizbollah, negando-se a pedir um cessar-fogo imediato.

Isso o colocou em rota de colisão com países árabes e aliados europeus e alimentou críticas dentro do Reino Unido de que ele está seguindo cegamente a política de Bush e fazendo muito pouco para impedir a morte de civis.

“Eu desafio qualquer pessoa que tem assistido à TV a não gritar em voz alta por um cessar-fogo imediato no Líbano. Mesmo assim, nosso governo e o dos EUA adotaram um discurso evasivo durante esta tragédia”, escreveu Stephen Wall, ex-conselheiro de política externa de Blair, na revista New Statesman desta semana.

Segundo ele, Blair “perdeu rapidamente de vista o fato de que os interesses britânicos e aqueles dos EUA não são idênticos.”

Blair afirma que um cessar-fogo só vai funcionar se algumas condições forem cumpridas para garantir que os dois lados respeitarão a trégua. Ministros das Relações Exteriores dos EUA, Europa e do Oriente Médio não adotaram medidas concretas para interromper o combate durante uma conferência em Roma na quarta-feira.

Blair deposita suas esperanças num plano de paz que determine o fim do conflito, o retorno dos soldados israelenses sequestrados e uma força internacional para agir como “tampão” entre Israel e o Hizbollah.

O Reino Unido, que participa militarmente de missões no Afeganistão e no Iraque, não tem planos de oferecer tropas para a força de estabilização.

A chanceler britânica, Margaret Beckett, disse na quarta-feira ter reclamado com os EUA por terem utilizado um aeroporto britânico para transportar bombas para Israel. Os EUA negam ter violado o código de conduta de transporte aéreo britânico.

Fonte: Reuters

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