Home » Brasil, Mundo Cristão, Política

Blogueira critica líderes evangélicos que indicam candidatos por interesses particulares: “Estelionato gospel”. Leia na íntegra

Notícias Gospel em seu email

Receba Notícias Gospel em seu email gratuitamente! Insira seu email:

Gospel+ no Twitter!

ou no facebook

Blogueira critica líderes evangélicos que indicam candidatos por interesses particulares: “Estelionato gospel”. Leia na íntegra

Com as campanhas políticas para as eleições deste ano em curso, diversos líderes evangélicos anunciam suas preferências entre candidatos e recomendam os mesmos a seus liderados.

Visite: Gospel +, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

Sobre esse assunto, a blogueira Vera Siqueira publicou um artigo questionando as motivações por trás das recomendações de líderes evangélicos a candidatos, e levantou uma dúvida em seu texto: “Esse apoio se deve a uma direção que o Espírito Santo deu aos líderes evangélicos, ou se deve a acordos de bastidores entre as lideranças gospel e os políticos em questão?”, questionou.

Vera Siqueira pondera sobre a possibilidade de que a indicação tenha motivações verdadeiras, livre de interesses particulares, mas ressalta que caso a indicação não seja apenas baseada em propostas, está errada.

-Se a indicação se deve à inspiração divina, é totalmente válida, afinal devemos obedecer a Deus. Porém, se a indicação se deve aos interesses eclesiásticos, isso se torna algo criminoso espiritualmente falando, um verdadeiro estelionato gospel, afinal se usa da influência que um líder religioso tem sobre suas ovelhas para levá-las a agir conforme a vontade humana, e ainda usando do nome de Deus (mesmo subliminarmente, afinal levar um candidato ao púlpito e orar por sua eleição predispõe os fiéis a acharem que Deus está no negócio) – pontua a blogueira.

O texto propõe ainda uma reflexão a respeito do tema e possíveis contradições protagonizadas por líderes evangélicos: “Cá para nós, isso é algo ético? É algo cristão? Jesus agiria assim? Como é engraçado (para não dizer triste) ver esses mesmos líderes gritando do alto de seus púlpitos que os fiéis devem depender exclusivamente de Deus (pregação ótima para obtenção de maiores e melhores ofertas), porém eles mesmos não dependem de Deus, mas de favores conseguidos em conchavos de bastidores”.

A blogueira encerra seu artigo com uma definição a respeito daquilo que ela entende que a igreja deva se ater: “Púlpito é lugar de pregação da Palavra, não de exposição de acordos humanos e políticos”.

Leia a íntegra do artigo “As igrejas indicam candidatos a cargos políticos por inspiração do Espírito Santo ou por interesses pessoais?”, de Vera Siqueira, abaixo:

Estamos em agosto, há poucos meses das eleições para prefeito e vereadores. Aqui em São Paulo as ruas já estão cheias de faixas, banners, cartazes e afins com fotos dos candidatos. É engraçado, pois se um comerciante quiser colocar uma faixa na frente do seu estabelecimento não pode, por conta da lei “Cidade Limpa”. Porém, emporcalhar São Paulo com as fotos dos caras de pau (com raras exceções) que pleiteiam uma boquinha na política, isso pode. Contradições que só os bastidores do poder podem explicar.

Mas enfim, o assunto deste artigo é outro. Nas últimas semanas, várias igrejas manisfestaram seu apoio político – diga-se de passagem, a “indicação” (ou será ordenamento?) – a candidatos. Mas fica a dúvida: esse apoio se deve a uma direção que o Espírito Santo deu ao líderes evangélicos, ou se deve a acordos de bastidores entre as lideranças gospel e os políticos em questão?

Essa é uma questão muito importante. Se a indicação se deve à inspiração divina, é totalmente válida, afinal devemos obedecer a Deus. Porém, se a indicação se deve aos interesses eclesiásticos, isso se torna algo criminoso espiritualmente falando, um verdadeiro estelionato gospel, afinal se usa da influência que um líder religioso tem sobre suas ovelhas para levá-las a agir conforme a vontade humana, e ainda usando do nome de Deus (mesmo subliminarmente, afinal levar um candidato ao púlpito e orar por sua eleição predispõe os fiéis a acharem que Deus está no negócio).

Mas como discernir se as igrejas estão agindo por interesse próprio ou por inspiração divina?

Devemos ter em mente que a Verdade é uma só (embora o adversário tende a construir “verdades alternativas” para enganar os incautos em todas áreas da nossa vida, não apenas no campo espiritual). Assim, o Espírito Santo tem que, por coerência, se agradar de apenas um candidato a prefeito, por exemplo (afinal, não dá para eleger mais do que um). Assim sendo, como explicar os dados a seguir?

Igreja Mundial do Reino de Deus apoia José Serra (http://www.pragmatismopolitico.com.br/2012/08/waldemiro-abencoa-candidatura-serra-prefeitura-sp.html)

Assembléia de Deus do Brás Ministério Madureira apóia Gabriel Chalita (http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2012-08-08/candidatos-a-prefeito-de-sao-paulo-buscam-apoio-de-igrejas.html)

Convenção Geral das Assembléias de Deus apoia José Serra (http://www.pragmatismopolitico.com.br/2012/08/waldemiro-abencoa-candidatura-serra-prefeitura-sp.html)

Igreja Sara Nossa Terra apoia Gabriel Chalita (http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2012-08-08/candidatos-a-prefeito-de-sao-paulo-buscam-apoio-de-igrejas.html)

Igreja Renascer em Cristo vai divulgar apoio a José Serra (http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,serra-se-aproxima-da-renascer-e-tem-apoio-99-fechado,916171,0.htm)

Igreja Universal do Reino de Deus apoia Celso Russomano (http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2012-08-08/candidatos-a-prefeito-de-sao-paulo-buscam-apoio-de-igrejas.html)

Estranho, não? Não fica bastante claro que muitas igrejas estão usando da sua influência para ajudar a eleger um candidato que será, obrigatoriamente, um “devedor de favor”? E que, assim, terá que fazer concessões a favor dessas igrejas, em detrimento do resto da sociedade?

Cá para nós, isso é algo ético? É algo cristão? Jesus agiria assim?

Como é engraçado (para não dizer triste) ver esses mesmos líderes gritando do alto de seus púlpitos que os fiéis devem depender exclusivamente de Deus (pregação ótima para obtenção de maiores e melhores ofertas), porém eles mesmos não dependem de Deus, mas de favores conseguidos em conchavos de bastidores. Doce e triste ironia essa em que vive boa parte do mundo dito evangélico.

Todos devemos depender exclusivamente de Deus, e isso se refere também aos “intocáveis” líderes gospel. E, como tal, lhes compete levar as ovelhas ao senso crítico na hora de votar, e a orar por quem quer que seja eleito (afinal, a eleição não compete apenas aos evangélicos, mas a toda a sociedade, de forma que mesmo que uma igreja vote em bloco no candidato X, isso não significa que o candidato Y não venha a se eleger). Púlpito é lugar de pregação da Palavra, não de exposição de acordos humanos e políticos. Um candidato que sobe no púlpito não significa que virou cristão, embora os líderes gospel gostem de bradar isso (procurem no Youtube o vídeo da “conversão do Kassab” e morram de vergonha alheia). Ao contrário, temos visto muitos lobos políticos se unindo aos lobos eclesiásticos, profanando o Sagrado a olhos vistos.

Que Deus poupe as ovelhas do matadouro

Redação Gospel+



PS.: Comentários via Google+ estão logo abaixo desabilitados no momento.


Comentários via Facebook

5 comentaram, comente você também!

  1. Tadeu de Araújo disse:

    Distintos irmãos, graça e paz!
    É digno de elogios o brilhante artigo da blogueira-irmã, Vera Siqueira, quando a mesma
    trata da posição de líderes no que se refere suas preferências a candidatos à majoritária.
    Os evangélicos, como cidadãos da terra, não devem ficar às margens às decisões do país.
    Ora, se temos grande influência não somente na formação, mas também no bem-estar da
    sociedade civil organizada, por que não participarmos das eleições?
    Nada demais escolhermos alguém, ainda que venhamos ser traídos, o que não será novidade.
    O que discordamos em absoluto é termos informações de que líderes, além de apresentarem
    seus pretendentes, tentam influenciar os fiéis a votar nos indicados.
    Do nosso ponto de vista, a posição dos pastores deveriam ser de magistrados, melhor dizendo,
    não tomar partido no tocante às escolhas do rebanho.
    Muito embora desconhecemos qualquer imposição.
    No entanto, perdoe-nos os pastores que estão divulgando seus prediletos, quem assim procede,
    infelizmente, deixa a entender para a grande maioria que há interesses diversos. Ainda que os senhores não estejam assim pensando.
    Não se esqueçam também que é perigoso o casamento da Igreja com o Estado.
    Que pena a admoestação do apóstolo Paulo ( 2 Timóteo 2.4) não ser mais levada a sério
    por muitos que estão à frente de rebanhos de Cristo.
    Em Cristo,
    Tadeu de Araújo

    • Ha` liberdade para votarmos em quem quisermos,pois em Cristo somos livres.Por isso,como suportar querer nos obrigar em candidatos ,que quando lhes e`conveniente ate´de renascidos em Cristo se fantasiam?Que Deus me perdoe,mas e`nojento!E nem passa pela minha cabeça,apoiar algo que para mim somente e infelizmente nos iguala aquele que esta`longe da vontade do Pai.E como e`preciso e obrigado a votar,a mim somente importa e`orar ao Senhor,e por Ele orientada escolherei meu candidato .

  2. Gisvânia Dias disse:

    Vale lembrar que a maioria dos políticos religiosos, tem algum problema na justiça, como: Magno malta, Russomano, Etc. Sinal de que religião não define caráter de político.

  3. Renato M Veras disse:

    Política nunca corrompeu o ser humano; as pessoas são corrompidas quando cedem espaço para a natureza pecaminosa dominar suas vidas.

    Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência.
    Tiago 1:14

    Essa menina blogueira só tem causado divisão e brigas, e curioso isso, a Igreja não tem sido edificado pelas atitudes dela, e ao meu ver, comportamentos que não edificam devem ser descartados.

  4. O grande exemplo da venda de apoio foi os dois milhões de quatrocentos mil reais doados ao MALAfaia pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes. Onde está o Ministério Público que não vê isso? Tirando o dinheiro da Saúde, da Educação, da Segurança Pública…e entregando a esses estelionatários da fé a troco de apoio eleitoral. Um absurdo! Hipócritas! (Mateus 23:27,28)

  5. Há muito tempo que os púlpitos viraram palanques políticos.

  6. Por isso Jesus não volta… hehehehehehe… pra encontrar essa escória…

  7. Marco Antonio disse:

    Estas ações, a de apoiarem políticos em troca de de favores no futuro, são alem de estelionato gospel, um estellionato religioso, tal qual o famigerado e satânico dízimo. Não aberto a debate.

  8. Política é algo que todo brasileiro deve estar bem informado e também sobre quem será colocado para executar, legislar e julgar a política que querendo nós evangélicos ou não, influencia em toda nossa vida, não podemos ser contados nas fileiras de analfabetos políticos desse país, que bem sabemos é um número bem expressivo. Agora aceitar conchavos políticos, prestação de favores escusos, obtenção de áreas sem o devido pagamento, manipulação dos membros e congregados para colocar pessoas na política que só defendam os interesses do povo protestante também sou contra, porque cargos eletivos são escolha da população em geral, e que deve legislar para todos sem distinção ou acepção.

  9. O Que falta a alguns líderes é fazer a seguinte pergunta: NO MEU LUGAR O QUE FARIA JESUS ?

  10. Existe sim , duas faces , irmãos com chamado em atuar para o bem de todos sem acepção e outro com compra de votos para benficiar alguns Pastores com desculpa de que é para obra de DEUS . Se houver este tipo de acordo É CORRUPÇÃO E CRIME , E DEUS NÃO TÊM PARTE COM ESTES !
    NÃO é a politica que é corrupta , isso vem do coração do homem , ninguém é obrigado a se corromper , se corrompe por livre arbítrio , isso É ROUBAR , escarnecer .
    GRATO :IRMÃO GARCIA.

  11. Já comentei outras vezes quando o tema da matéria era semelhante a este e torno a repiti, como esta blogueira diz nesta matéria, o púlbito da igreja é lugar para a pregação da palavra do Senhor, para se louvar a Deus, há outros lugares onde os políticos podem fazer suas campanha além de igrejas ou lugares em que no momento esteje sendo prestado culto a Deus e apresentar suas propostas a nós cristão.
    Não se pode usa a igreja muito menos o nome do Senhor para se apoiar candidatos políticos seja lá quem for. Porém o pastor da igreja está lá para nos orientar, e o parecer de um pastor acerca de um candidato ou de suas propostas é legítimo e deve ser levado a sério, pois um verdadeiro pastor segue a orientação de Deus e só quer o melhor para a igreja do Senhor.

  12. O problema não é apoiar ou não um candidato ou outro, o problema é que este apoio vem com um preço, os lideres apoiam os candidatos que se forem eleitos trarão algum tipo de favorecimento a esta ou aquela denominação, se tem um favorecimento é porque vão passar por cima de algumas normas ou fazer vistas grossas, para alguns problemas, e é aí que nasce a corrupção, o famoso jeitinho, que nada tem haver com os princípios bíblicos que deveriam não só ser ensinado por estes líderes mas principalmente vividos na prática.

  13. vc estar certa, a politica corrompe o homem, o verdadeiro crente não se deixa levar por essa politrica podre que esta ai;

  14. Odeio politica. Politica é podre. Eu não voto em evangelicos pq são piores que os não evangelicos. É chantagem isso tudo

  15. toma la da ca, te dou apoio depois me deixa em paz, pra que eu possa enrolar meus fieis no lugar que eu quiser sem pertubaçao da prefeitura ok, e essa a barganha, porque o valdemiro ta peidano seco, tem politico na sua cola so jogando areia no negocio

  16. Eu nao consigo entender a ligação entre Igreja e partidos (politicos), algumas colocaçoes a respeito do assunto parecem ate verdadeiras mas, nao vejo sustentação na Palavra de Deus para certos conceitos, visto, que usa se fala que a Igreja deve se contextualizar.
    sera esse o ide que Jesus nos deixou? ou sera que precisamos ser manipuladores para mostrar
    que somos uma Igreja de grande influencia, deveriamos ser influentes atraves da implantaçao da palavra de Jesus Cristo neste mundo.

  17. Em primeiro lugar, ovelha não é sinônimo de tolo, e a igreja indicar um candidato não significa que o membro é obrigado a votar neste ou naquele, pois um grande ensinamento que todas as igrejas ensinam é o Livre Arbítrio. E se homossexuais, bicheiros, traficantes, agropecuaristas e tantos colocam seu candidatos para defenderem seus interesses porque a igreja não pode ter seus candidatos para defende-la, pois se não tivermos pessoas lá quem vai defender os direitos da igreja aqui na terra? Os mesmos citados a cima ou seu blog minha cara jornalista?

    

Sua resposta

Adicione seu comentário abaixo, ou faça trackback de seu site ou blog. Você pode também assinar esses comentários via RSS.
Seja legal. Não escreva em CAIXA ALTA. Mantenha no tópico. Limite de 3000 caracteres no comentário.

Há 454,446 comentários no Notícias Gospel.