Home » Brasil, Política

Crivella: Lula, como Cristo, foi traído

Por Redação Gospel+ em 23 de agosto de 2006

Notícias Gospel em seu email

Receba Notícias Gospel em seu email gratuitamente! Insira seu email:

Gospel+ no Twitter!

ou no facebook

Crivella cita Cristo para dizer que Lula foi “traído”
Senador diz que ignorava envolvimento de ex-bispo da Universal em escândalos
Candidato ao governo do Rio defende que as votações no Senado ocorram pela internet e sustenta que o Rio de Janeiro “é Estado falido”

Visite: Gospel +, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

“Você culparia Cristo pela traição de Judas?” Assim o senador Marcelo Bezerra Crivel- la, 48, candidato a governador do Estado do Rio pelo PRB (Partido Republicano Brasileiro), apoiado por Luiz Inácio Lula da Silva, usou Jesus Cristo para enfatizar sua convicção de que o presidente ignorava a existência do mensalão, esquema de compra de apoio parlamentar em investigação.
“Não se pode culpar e responsabilizar o pai por um filho (…) O presidente teria pecado se não tivesse permitido que as investigações chegassem ao ponto em que chegaram. O eleitor tem feito a distinção entre o presidente Lula e o grupo que ficou a seu lado e se aproveitou do poder em interesse próprio”, disse Crivella.
O mensalão foi denunciado pelo ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ). Resultou na demissão do ministro José Dirceu (Casa Civil) e na dissolução da cúpula do PT.
A defesa de Lula foi feita no segundo dia da sabatina da Folha com candidatos ao governo fluminense. Anteontem, foi sabatinado o candidato do PMDB, Sérgio Cabral Filho. Hoje será a vez de Denise Frossard, do PPS, a partir das 15h, no Teatro das Artes, no Shopping da Gávea, zona sul do Rio.
O senador disse que também ignorava o envolvimento do ex-bispo da Igreja Universal e ex-deputado Carlos Rodrigues com o mensalão e, como descoberto mais recentemente, com a máfia dos sanguessugas.
O senador foi sabatinado pelas colunistas da Folha Danuza Leão e Eliane Cantanhêde, pela diretora da Sucursal do Rio, Paula Cesarino Costa, e pelo coordenador da sucursal, Plínio Fraga.

Juros

Ao ser questionado se não era incoerente elogiar Lula, depois de ter discordado publicamente, em 2004, da política econômica e dos juros altos, Crivella negou que tenha rompido com ele. Disse que, como o vice-presidente José Alencar, também do PRB, criticou os juros por entender que impediam o crescimento da economia, e que Lula lhes dá razão, tanto que os juros diminuíram.
“Como fazer política pública no Rio com 10% de desemprego aberto, com 10% de desalentados que não procuram mais emprego e com 20% da população subempregados? Isso é um horror.” Declarou que o Rio é um “Estado falido”.

Ausência

Ele defendeu que o Senado passe a adotar o voto pela internet, principalmente de questões consideradas pouco relevantes, como as que tratam da indicação de embaixadores. Embora tenha faltado a 86% das votações no Senado neste ano, Crivella disse não se considerar um político ausente. “A atividade no Senado está nos gabinetes, nas comissões e no plenário. Não tive falta física. Estive sempre no plenário.”
O senador disse ter apresentado um projeto de lei para que o Senado permita que os integrantes participem de votações mesmo quando estivessem viajando. Votariam pela internet.

Segurança

O candidato pregou a criação de batalhões da Polícia Militar para vigilância de portos, aeroportos, rodovias, estradas vicinais e divisas com os Estados, para impedir a entrada de drogas e armas. “”Temos que mandar uma mensagem para a bandidagem de que o poder público está articulado, unido e que vai enfrentar o problema de maneira cartesiana. Isso passa também por despolitizar as polícias”, afirmou.

Violência

“A causa básica da violência no Rio é a falta de perspectiva de vida de grande parte da população. Jovens que não trabalham nem estudam e vivem sob permanente tentação das drogas, que são baratas. Um pacote de cocaína custa de R$ 3 a R$ 4. Temos de agir nas linhas de suprimento da droga. O Rio virou pátio de logística da droga.”

Zona franca social

O candidato propôs criar zonas livres de impostos em áreas carentes do Estado para estimular o uso de mão-de-obra feminina. Ele batizou a proposta de “zona franca social”.

Ideologia

Crivella se definiu como “democrata social”. Riu com o comentário de que seria um “tucano invertido”. “Sou um sujeito que acredita no valor da iniciativa privada, mas o mercado precisa ser regulado.”

Sérgio Cabral Filho

Crivella ironizou ao falar sobre seu adversário na eleição. Na sabatina a que foi submetido, o candidato do PMDB definiu-se sendo de uma “neutralidade radical”. “Um líder político tem que ter opinião e assumir suas posições”, criticou.

Fonte: debrasilia.com

Comentários Facebook

1 já comentou, comente você também

  1. É incrível como mesmo cristãos usam o nome de Deus pai e filho em vão.

    

Sua resposta

Adicione seu comentário abaixo, ou faça trackback de seu site ou blog. Você pode também assinar esses comentários via RSS.
Seja legal. Não escreva em CAIXA ALTA. Mantenha no tópico. Limite de 3000 caracteres no comentário.

Há 74,016 comentários aprovados no Notícias Gospel.

Quer ganhar 2 viagens para Israel? No aniversário de 6 anos do Gospel+, quem ganha é você. Participe e concorra!