Home » Destaque, Mundo Cristão

Dízimo não é obrigatório segundo maioria de líderes evangélicos, revela pesquisa

Avatar de Renato Cavallera Publicado por Renato Cavallera em 8 de abril de 2011

Notícias Gospel em seu email

Receba Notícias Gospel em seu email gratuitamente! Insira seu email:

Gospel+ no Twitter!

ou no facebook

Dízimo não é obrigatório segundo maioria de líderes evangélicos, revela pesquisa

A maioria dos líderes evangélicos acredita que a Bíblia não exige que os Cristãos dizimem, de acordo com uma pesquisa divulgada pela Associação Nacional de Evangélicos, na quarta-feira.

Visite: Gospel +, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel

Cinquenta e oito por cento dos entrevistados (membros do conselho de diretores da NAE) disse que não acha que dar 10 por cento da renda para a Igreja é mandatório pela Bíblia, enquanto 42 por cento acham que sim.

Provavelmente o texto da pesquisa explica porque a maioria dos entrevistados disse que ofertar o dízimo, uma tradição forte entre as Igrejas evangélicas, não é um dever dos fiéis.

Dr. John Walton, professor do Antigo Testamento na Wheaton College, em Wheaton, Illinois, disse que não ficou surpreso com a pesquisa depois que viu a formulação da pergunta. Ele disse que a palavra “obrigatório” é o termo operativo.

“As pessoas que poderiam concordar com o dízimo ainda teriam dito: “Pois não, mas eu não tenho certeza se eu chamaria de obrigatório,” explicou Walton ao The Christian Post. “De volta ao velho [argumento], estamos debaixo da lei o ou da graça.”

Muitos dos líderes da NAE observaram em sua resposta que, embora o dízimo seja um modelo legal do Antigo Testamento, os Cristãos do Novo Testamento devem dar de sua generosidade. A maioria esmagadora, 95 por cento dos entrevistados disseram que dão pelo menos, 10 por cento.

“Qualquer coisa menos que isso parece ser uma resposta pouco generosa para com Deus,” escreveu David Neff, editor-chefe da Christianity Today, em sua resposta.

Dr. Kurt Fredrickson, diretor do Programa Doctor of Ministry no Seminário Fuller, em Pasadena, Califórnia, disse que a linguagem que está cada vez mais vendo entre pastores é a mordomia toda a vida.

“é sobre como damos todo o nosso ser a Deus, o que inclui dinheiro, é claro, mas também o nosso tempo e os dons,” disse Frederickson, que foi pastor durante 24 anos. “Eu gosto do comentário de David Neff… há certamente o senso de que a maneira como gastamos o nosso dinheiro diz muito sobre quem somos.”

O professor da Fuller apontou para John Wesley, fundador do movimento metodista, que deu muito de sua renda, e ganhou mais e manteve seu padrão de vida da mesma. Ele acabou dando cerca de 90 por cento de seu dinheiro e vivendo com 10 por cento.

Em vez de pensar em uma obrigação estrita, o professor de Antigo Testamento Walton também convidou os Cristãos a pensar sobre o dízimo em termos diferentes.

“Uma visão global de mordomia deve incluir um sentimento de gratidão para com Deus como a fonte de nossos bens. Se estamos tentando expressar nossa gratidão a Deus, não acho que as nossas palavras são suficientes,” disse Walton.

Ainda assim, a porcentagem padrão de 10 no Antigo Testamento pode servir como um “referência” acrescentou.

“Minha gratidão a Deus é ilimitada, portanto isso significa que eu preciso dar tudo?” ele colocou. “O que seria uma expressão adequada de gratidão? E isso é de onde a informação vem dentro do Antigo Testamento. Que Deus considerou ser uma expressão adequada para ser o dízimo.”

Ele acrescentou: “Mais ou menos como a referência para gorjetas em um restaurante, define quais são as expectativas.”

Ao contrário de quase todos os líderes da NAE que disseram que dizimaram pelo menos 10 por cento, Empty Tomb, Inc., relatou que os evangélicos ofertam às Igrejas apenas cerca de quatro por cento dos seus rendimentos. Entre todos os Cristãos, o percentual é ainda menor – apenas 2,43 por cento.

Douglas LeBlanc, autor do Dízimo: Provai-me Nisto, Comentou: “O que me enlouquece é que se houvesse um mandamento mais explícito para dar o dízimo, acho que ainda haveria gente que diria: ‘Não somos escravos da lei depois de tudo.”

“Os Cristãos americanos em particular, eu acho, nunca vão deixar de encontrar uma saída do dízimo, se eles não estão interessados.”

O Presidente da NAE, Leith Anderson comentou no final da pesquisa que espera ver mais “generosidade, proporcionada, alegre e sacrificial entre os evangélicos americanos” nos próximos anos cada vez mais as Igrejas oferecem cursos financeiros e ensinam sobre mordomia.

A NAE realiza Pesquisas de Líderes Evangélicos mensalmente entre sua diretoria, que incluem os presidentes das denominações, missões de organizações, universidades, editoras e Igrejas.

Fonte: Christian Post



PS.: Comentários via Google+ estão logo abaixo desabilitados no momento.


Comentários via Facebook

2 comentaram, comente você também!

  1. O dízimo, segundo a Palavra de Deus

    Em nenhum lugar nas Escrituras Sagradas você vai encontrar pessoas devolvendo dízimos em dinheiro. Na Bíblia, o dízimo está associado a cereais e rebanhos, ou seja, frutos da terra em geral. Antes do período da lei, Abrão (mais tarde chamado Abraão) deu os dízimos dos bens que havia conquistado dos inimigos (Gênesis 14:16-20) durante uma batalha. Melquesedeque saiu ao encontro de Abraão porque era rei de Salém, e recebeu o tributo. Isso aconteceu uma única vez e não há mais registros de que Abraão tenha dizimado depois.

    Quando as Escrituras Sagradas começaram a ser redigidas (por volta do ano 1500 antes de Cristo), o dinheiro (em hebraico כסף) já existia, conforme Gênesis 17:12, Deuteronômio 14:25, Êxodo 12-44, Números 3:49, 1 Reis 21:2, etc. Apesar disso, o povo deveria seguir as determinações de Deus e dizimar apenas dos rebanhos e cereais, conforme escrito em Deuteronômio 14:22, Levítico 27:30, Êxodo 34:2; 26, 1 Samuel 8:17, etc.

    “Também todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores, são do SENHOR; santas são ao SENHOR.” (Levítico 27:30)

    Desse modo, as pessoas que exerciam outras profissões, tais como artesãos (Êxodo 31:3-5), copeiros e padeiros (Gênesis 40:1-2), carpinteiros e pedreiros (II Samuel 5:11), músicos (I Reis 10:12), alfaiates (Êxodo 28:3), mestres-de-obras (I Reis 5:16), ourives, pescadores, mercadores, coletores de impostos, guardas, cozinheiros, não poderiam dar dízimos, mas apenas ofertar.

    Na Bíblia, Deus não recebeu dízimo em dinheiro, apesar de existir o dinheiro, e ninguém pode provar o contrário. Observe:

    “Separem o dízimo de tudo o que a terra produzir anualmente. Comam o dízimo do cereal, do vinho novo e do azeite, e a primeira cria de todos os seus rebanhos na presença do Senhor, o seu Deus, no local que ele escolher como habitação do seu Nome, para que aprendam a temer sempre o Senhor, o seu Deus. Mas, se o local for longe demais e vocês tiverem sido abençoados pelo Senhor, pelo seu Deus, e não puderem carregar o dízimo, pois o local escolhido pelo Senhor para ali pôr o seu Nome é longe demais, troquem o dízimo por prata, e levem a prata ao local que o Senhor, o seu Deus, tiver escolhido. Com prata comprem o que quiserem: bois, ovelhas, vinho ou outra bebida fermentada, ou qualquer outra coisa que desejarem. Então juntamente com suas famílias comam e alegrem-se ali, na presença do Senhor, do seu Deus.” (Deuteronômio 14:22-26)

    Como vimos, Deus não aceitaria a prata no lugar do dízimo, ou seja, o dinheiro no lugar dos frutos da terra, mas permitiria, por causa de uma longa distância, a troca do dízimo por prata, por ser fácil de transportar, mas com a condição de o dizimista (homem do campo), já no local indicado por Deus, comprar o que quiser para ali “comer do seu dízimo” e se alegrar na presença do Senhor Deus, o nosso mantenedor.

    Quem não era fazendeiro poderia colaborar com ofertas de alimentos, incenso, utensílios (Neemias 13:5) e também dinheiro:

    “E disse Joás aos sacerdotes: Todo o dinheiro das coisas santas que se trouxer à casa do Senhor, a saber, o dinheiro daquele que passa o arrolamento, o dinheiro de cada uma das pessoas, segundo a sua avaliação, e todo o dinheiro que trouxer cada um voluntariamente para a casa do Senhor,” (2 Reis 12:4)

    Algumas ofertas deveriam ser feitas obrigatoriamente em dinheiro, como a do arrolamento citado na referência acima, em obediência ao escrito em Êxodo 30:13-16.

    Consideradas essas coisas, podemos concluir que a igreja, no período atual, vem utilizando a palavra “dízimos” equivocadamente e fora do seu contexto original.

    Atualmente, muitas denominações ensinam que os crentes devem dar 10% do salário, caso desejem ter uma vida financeira abundante e intocada pelo devorador. Quem não dá o dízimo, dizem alguns, está sujeito à ação do devorador, é ladrão e está roubando a Deus. Para sustentar esse ensinamento equivocado, utilizam indevidamente o capítulo 3 de Malaquias, que não está dirigido à igreja, mas apenas à nação de Israel, sob o regime da lei (Malaquias 4:4).

    A Palavra de Deus nos ensina, no entanto, que toda maldição (inclusive a do devorador) foi desfeita com o sacrifício de Cristo (Gálatas 3:13), pelo menos para os que creem nisso. Porém se o crente ainda deseja se justificar pelas obras da lei, o tal permanece sobre o efeito de qualquer maldição (Gálatas 3:10), inclusive a do devorador.

    É importante esclarecer que o devorador não é um demônio, como alguns pensam, mas sim uma espécie de gafanhoto. Observe essa passagem:

    “O que o gafanhoto cortador deixou o gafanhoto peregrino comeu; o que o gafanhoto peregrino deixou o gafanhoto devastador comeu; o que o gafanhoto devastador deixou o gafanhoto devorador comeu.” (Joel 1:4) Nova Versão Internacional.

    As Escrituras Sagradas nos alertam para a possibilidade de passarmos até por alguns apertos. O próprio apóstolo Paulo padeceu necessidades, enfrentando até mesmo a fome, porque não tinha dinheiro:

    “porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade.” (Filipenses 4:11-12)

    O profeta Malaquias não se dirigiu à igreja, do contrário Deus estaria entrando em uma irreparável contradição ao prometer bênçãos e prosperidade, mas ao mesmo tempo permitindo que os crentes, inclusive dizimistas, enfrentassem necessidades tão grandes, como as que Paulo enfrentou.

    Outra questão importante é acerca da legitimidade para receber dízimos (frutos do campo). Quem pode atualmente tomar dízimos, segundo a Palavra de Deus?

    “E os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem, segundo a lei, de tomar o dízimo do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que tenham saído dos lombos de Abraão.” (Hebreus 7:5)

    Portanto atualmente ninguém no mundo tem autorização, segundo a lei, para tomar dízimos do povo. Nem mesmo entre os judeus legalistas em Israel, pois não há mais templo e levitas servindo como sacerdotes.

    Considerando que o dízimo só poderia ser dado por agricultores e criadores de rebanhos, e que o Senhor Jesus Cristo cumpriu toda a lei com perfeição e sem cometer qualquer tipo de pecado, podemos concluir que Jesus não dizimou no templo e nem cobrou dízimos de qualquer pessoa por dois motivos muito simples: o primeiro é porque Ele exerceu o ofício de carpinteiro (Marcos 6:3), e não de produtor rural; o segundo é porque não pertenceu à tribo de Levi, mas a de Judá.

    “Visto ser manifesto que nosso Senhor procedeu de Judá, e concernente a essa tribo nunca Moisés falou de sacerdócio.” (Hebreus 7:14)

    Desse modo, é incorreto afirmar que Jesus Cristo, em Mateus 23:23, esteja cobrando dízimos da igreja. Nessa passagem, o Senhor repreendeu duramente os escribas e os fariseus por se preocuparem com as coisas mínimas da lei, mas desprezarem as que importavam mais: o juízo, a misericórdia e a fé.

    “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas.” (Mateus 23:23)

    Repare que o dízimo dado pelos fariseus e pelos escribas era constituído apenas de produtos do campo. Eles eram tão meticulosos que se preocupavam com coisas mínimas, mas esqueciam das mais importantes. Perceba que o Senhor Jesus não incluiu o dinheiro na relação, apesar de haver grande circulação de moedas romanas naquele tempo (Mateus 22:19-21).

    O fato de Jesus Cristo ter falado para os fariseus não omitirem o pagamento dos dízimos não dá respaldo algum para o pagamento de dízimos pelos crentes, e ainda mais em dinheiro. É preciso compreender que o Senhor Jesus está se dirigindo a pessoas que viviam sob o regime da lei.

    Dizer que a igreja deve devolver dízimos só porque a palavra dízimos apareceu no evangelho não é um argumento válido. Nem tudo que está no evangelho se aplica para a igreja ou para a sua vida. Por exemplo, o evangelho informa que o Senhor Jesus foi circuncidado ao oitavo dia (Lucas 2:21), mas isso não significa que você tenha que fazer o mesmo só porque esse texto está no Novo Testamento. Observe ainda a passagem abaixo, retirada também do evangelho:

    “E, eis que veio um leproso, e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo. E Jesus, estendendo a mão, tocou-o, dizendo: Quero; sê limpo. E logo ficou purificado da lepra. Disse-lhe então Jesus: Olha, não o digas a alguém, mas vai, mostra-te ao sacerdote, e apresenta a oferta que Moisés determinou, para lhes servir de testemunho.” (Mateus 8:2-4)

    Atualmente, se alguém é curado milagrosamente por Deus, o que recebeu a cura não precisa guardar segredo e nem muito menos pagar a oferta determinada por Moisés. Hoje ela deve contar isso para o maior número de pessoas, a fim de dar testemunho do poder do SENHOR para honra e glória de Deus.

    Para compreender as Escrituras Sagradas, é necessário obter inspiração do Espírito Santo, considerando o contexto, o momento histórico, os destinatários, costumes locais (como rasgar as vestes, lançar poeira para o alto), etc.

    Na Bíblia não existe qualquer mandamento para a igreja no sentido de arrecadar dízimos e muito menos que esses dízimos sejam dados ou devolvidos em dinheiro.

    Todavia, encontramos algumas instruções no sentido de a pessoa contribuir para socorrer os mais carentes (1 Coríntios 16:1-3). Hoje, as contribuições podem ser utilizadas para alimentar e vestir os mais necessitados, distribuir exemplares da Bíblia e mensagens de evangelismo, possibilitar a pregação da Palavra de Deus nos pontos mais distantes (existem custos), permitir o funcionamento dos locais de reunião (limpeza, água, luz, aluguel), custear a vida sem extravagâncias de obreiros (Mateus 10:10; 1 Timóteo 5:18) que vivam exclusivamente em prol da obra de Deus. Se o obreiro de Deus possuir emprego, há recomendação bíblica para que não seja pesado aos demais. Tudo deve ser feito com muita transparência e temor a Deus.

    O valor a ser destinado para a obra é pessoal (2 Coríntios 9:7), conforme a renda (1 Coríntios 16:2), liberal (2 Coríntios 9:5) e, por mais incrível que pareça, dentro das possibilidades financeiras (2 Coríntios 8:12), a fim de que não se sobrecarregue financeiramente (2 Coríntios 8:13). Leia as referências bíblicas indicadas e constate por si mesmo.

    Ao observarmos o capítulo 4 de Atos, do versículo 32 ao 35, não encontraremos qualquer indício de que a igreja primitiva devolvesse dízimos. Segundo as Escrituras Sagradas, os membros possuíam todas as coisas em comum. Quando chegava um novo convertido, este vendia suas herdades, apresentava o valor diante dos apóstolos e dos demais e imediatamente o valor era dividido entre todos, inclusive entre os membros, de acordo com a necessidade de cada um, o que justifica o fato de não haver necessitado na igreja. Esse modelo de igreja acabou muito rápido.

    Colabore com a sua congregação, ajude sua família, socorra os mais necessitados, faça tudo dentro das suas possibilidades.

    O “dízimo em dinheiro” foi inventado no século V, pela igreja Católica, embora essa prática tenha adquirido força somente a partir do século VII. É importante lembrar que a igreja evangélica surgiu da católica, o que justifica o fato de esse procedimento ter sido preservado, juntamente com alguns outros incorretos.

    Atualmente, o dízimo em dinheiro é mais comum nas Américas e em parte da Europa. No Brasil, é difícil encontrar uma congregação que não mencione o dízimo, mas isso não é motivo para não congregar.

    “Reparte com sete, e ainda até com oito, porque não sabes que mal haverá sobre a terra.” (Eclesiastes 11:2)

    Espero que o Espírito de Deus possa falar melhor ao seu coração.

  2. Ketelyn Barros da Costa disse:

    oi malukinha!!!! ti adoro minha filha.

    

Sua resposta

Adicione seu comentário abaixo, ou faça trackback de seu site ou blog. Você pode também assinar esses comentários via RSS.
Seja legal. Não escreva em CAIXA ALTA. Mantenha no tópico. Limite de 3000 caracteres no comentário.

Há 445,762 comentários no Notícias Gospel.