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“Ex-chefinho” da Rocinha prega paz no Pan

Por Redação Gospel+ em 9 de julho de 2007

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Garoto recebeu neste domingo uma tocha simbólica, representando o pedido de paz durante o Pan-Americano

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Rio – Com um semblante muito mais tranqüilo se comparado ao de poucos anos atrás, CDS, 10 anos, o ex-Chefinho da Rocinha participou neste domingo na comunidade de um revezamento da uma tocha simbólica, usada para promover a paz nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro.

O garoto recebeu a tocha simbólica das mãos do coronel Jorge Braga, responsável pelo 23º Batalhão da Polícia Militar do Leblon. C.D.S.

“Esse garoto era o capeta em forma de gente”. A definição é consenso entre os moradores da favela da Rocinha quando falam sobre CDS, 10 anos. Há dois anos, ele ganhou o apelido de “Chefinho” após ser fotografado pelo O DIA, equilibrado em um blindado da Polícia Civil, simulando atirar com um fuzil imaginário, sem qualquer sinal de medo da operação policial na Rocinha que buscava o chefe do tráfico Erismar Rodrigues Moreira, o Bem-Te-Vi. Hoje, porém, mudou de vida.

“Quantos locais de lazer você viu no morro?”, questiona José Ricardo Ramos, o Bocão, após acompanhar a ida da reportagem do Terra à favela da Rocinha. “Essas crianças não têm o que fazer no morro. Precisam gastar energia de alguma maneira. Por isso acabam no crime”, completa o professor de surfe e um dos responsáveis pela guinada na vida de “Chefinho”.

Bocão chegou à Rocinha com apenas 6 meses de vida. Sem nunca ter conhecido seus pais, foi adotado. Como fugiu do mundo do crime? “Sempre fui muito forte. Com apenas 10 anos eu já trabalhava. E me acostumei com isso”, explica.

Com uma história de vida muito parecida com a de “Chefinho”, Bocão resolveu ajudar o garoto. Enquanto uma família da Rocinha adotou a criança e ofereceu um lar, o surfista apresentou-lhe uma prancha, que serviu de ocupação no lugar do tempo que o menino passava nas ruas.

A igreja evangélica também entrou na vida dele. Assim, unindo forças, a comunidade conseguiu fazer com que, segundo eles mesmos, C.D.S. “Chefinho” retornasse à escola e se passasse a ser um aluno dedicado.

Hoje, o garoto ainda usa o equilíbrio para se divertir. Mas, dessa vez, surfando sobre as ondas de São Conrado e ajudando até a carregar a tocha simbólica para promover a paz nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro.

Fonte: Terra

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