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Flamengo é bicampeão e faz a quina no Vasco

Por Redação Gospel+ em 27 de julho de 2006

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Com facilidade, Rubro-Negro vence e é o primeiro brasileiro na Libertadores


RIO DE JANEIRO – Foi um título como todo torcedor rubro-negro sonhou. Sem sustos, com um baile de bola, direito a gritos de “olé” e “vice de novo” ainda no primeiro tempo. Está certo que o
Vasco ajudou… E muito. Valdir Papel foi expulso logo no início da partida, e o time entrou sem a tão falada “atitude” prometida pelo técnico Renato Gaúcho. No fim, 1 a 0 para o Flamengo, que já havia vencido a primeira partida por 2 a 0. O time conquista o bicampeonato da Copa do Brasil e fica com a primeira vaga brasileira na Libertadores de 2007.

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É o quinto título seguido do Flamengo em cima do Vasco, o terceiro com Eurico Miranda na presidência. O dirigente foi insultado por torcedores cruzmaltinos no Maracanã e teve o nome gritado, ironicamente, pelos rubro-negros.

Vasco nem chega a assustar

Logo no primeiro minuto, bobeira da defesa do Vasco e Renato Augusto recebeu livre na área. Mas chutou fraco facilitando a defesa do goleiro Cássio. Jogando de preto e precisando vencer, o Vasco só conseguiu dar o primeiro chute a gol aos 14 minutos. Falta de longe cobrada por Andrade. Mas a bola parou no meio do caminho batendo nas costas de Edílson.

E se a situação do Vasco já era complicada, ficou ainda pior aos 16 minutos, quando Valdir Papel foi expulso. O atacante já tinha levado o cartão amarelo em uma falta por trás em Renato e deu um carrinho desnecessário em Leonardo Moura. Detalhe, os dois lances foram no campo de defesa do Flamengo.

Com um jogador a mais, o técnico Ney Franco colocou Obina ao lado de Luizão e passou a jogar com dois atacantes. Já Renato Gaúcho, que prometeu durante a semana que tiraria de campo ainda no primeiro tempo quem não demonstrasse atitude, via Wagner Diniz sentir o nervosismo da partida e Edílson andar em campo.

O gol era questão de tempo. Pouco tempo. E saiu aos 28 minutos com um chute forte e rasteiro de Juan da entrada da área. Festa no Maracanã e gritos de “vice de novo”. O Vasco estava completamente desorganizado e entregue. Só depois do gol Renato Gaúcho resolveu mexer no time. Tirou Ramon e colocou Valdiram. O meia não gostou nem um pouco da mudança.

No segundo tempo, o Flamengo jogou com inteligência. Foi ao ataque com cautela, mas sempre com perigo. Obina perdeu uma boa oportunidade. Já o Vasco tentava correr, correr e correr. Mas sem qualquer objetividade. A festa rubro-negra só não foi perfeita porque integrantes de uma torcida organizada brigaram com os policiais na arquibancada. Tumulto, correria, pânico. Uma triste cena que em nada combinou com a merecida festa pelo título.

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