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Fortuna do militante ateu Richard Dawkins vem de escravos que trabalharam para sua família, que há séculos se opõe a iniciativas cristãs, afirma jornal britânico

Publicado por Tiago Chagas em 23 de fevereiro de 2012

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Fortuna do militante ateu Richard Dawkins vem de escravos que trabalharam para sua família, que há séculos se opõe a iniciativas cristãs, afirma jornal britânico

O ativista ateu Richard Dawkins tem enfrentado questionamentos pelo passado de sua família, pois recentemente foi descoberto que seus ancestrais eram senhores de escravos na Jamaica. A revelação foi feita em um artigo escrito para o jornal britânico “The Telegraph”, no último dia 19/02.

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A informação é de que Henry Dawkins, ancestral do militante ateu, possuía uma fazenda de cana de açúcar na Jamaica, com 1.013 escravos trabalhando. Uma das propriedades da família na Inglaterra, uma área de 400 acres, que acabou sendo herdada pelo pai de Richard Dawkins, teria sido comprada com dinheiro proveniente do trabalho escravo.

A luta contra a escravidão no Reino Unido começou em 1796, quando o parlamentar William Wilberforce propôs uma lei para acabar com a escravidão. William tinha se convertido ao evangelho um ano antes, e um dos votos contra sua proposta partiu de James Dawkins, que havia comprado a propriedade mencionada acima. O irmão de James Dawkins, George, que também era contra a abolição da escravatura, afirmou que “a rápida aniquilação da escravatura seria acompanhada pela devastação das colônias das Índias Ocidentais, com inevitável desconforto e miséria reservados à população negra”.

Porém, em 1833, a proposta do parlamentar evangélico William Wilberforce foi aprovada, abolindo a escravidão em terras britânicas. A luta contra a escravidão dos negros no Reino Unido levou 37 anos para ser aprovada no parlamento. O Relatório Anti-escravidão de 1831, portanto, escrito antes da aprovação da lei, criticava os fazendeiros escravagistas por obrigarem seus escravos a trabalharem aos domingos, não permitindo que eles frequentassem ou realizassem cultos religiosos, condenando-os “ao trabalho duro e ao secularismo”.

Quando questionado sobre suas ligações com a escravidão, Dawkins afirma que apenas 1 a cada 512 genes de seu corpo descendem do senhor do engenho que mantinha escravos, e que a propriedade herdada de sua família não rende lucros. Curiosamente, ele é autor de um documentário, lançado em 2007, intitulado “Escravos da Superstição”, em que critica as práticas religiosas. Há informações de que existem pessoas se organizando para exigir indenização da família Dawkins por sua oposição à abolição da escravatura, segundo o blog “O Contorno da Sombra”.

Fonte: Gospel+

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