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Igreja Universal é condenada a devolver dízimo de fiel

Por Redação Gospel+ em 8 de outubro de 2009

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Igreja Universal é condenada a devolver dízimo de fiel

Igreja terá de devolver doações de fiel que ficou na misériaPor Fernando Porfírio A Igreja Universal do Reino de Deus está obrigada a devolver R$ 10 mil para a costureira Maria Pinho que lhe entregou todo seu patrimônio e hoje amarga a miséria. A decisão é da 4ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, por maioria de votos. Ainda cabe recurso.

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Para o TJ paulista, “a liberdade de aderir a uma religião não constitui salvo conduto para que as igrejas recebam dádivas vultosas. O entendimento da turma julgadora foi o de que o Código Civil brasileiro impõe limite a doação e determina que quando ela é feita sem reserva de bens suficientes para a subsistência do doador é nula de pleno direito. Os julgadores destacaram que a decisão é um recado não só para a Universal, mas para todas as igrejas.

A costureira passou por várias igrejas evangélicas (Quadrangular, Batista, Presbiteriana, Internacional) até bater às portas da Igreja Universal do Reino de Deus, onde imaginou ter encontrado a resposta para suas angústias espirituais. Ela alegou que doou à IURD R$ 106.353,11, resultado da entrega de vários bens e da venda de dois imóveis.

Maria Pinho tinha uma pequena confecção que funcionava em sua casa. Ela disse que semanalmente entregava entre R$ 500,00 e R$ 700,00 para a igreja. Afirmou que trabalhava na limpeza de banheiros da igreja, na organização do local das missões e no auxílio de campanhas para atrair novos fiéis. A costureira afirmou, ainda, que acabou por vender as duas máquinas de costura que tinha, as ações de telefone e um apartamento no valor de R$ 20 mil. Comprou um outro apartamento por R$ 8 mil e entregou a diferença para a igreja.

Ela contou, também, que diante das pressões de pastores e das ameaças de que seria amaldiçoada por Deus caso desistisse de participar dos eventos da igreja, acabou vendendo o novo apartamento por R$ 15 mil e entregou um cheque administrativo nominal à IURD no valor de R$ 10 mil.

A ex-obreira afirmou que fez as doações na esperança de que as graças prometidas pelos pastores seriam alcançadas. Como isso não aconteceu, ela passou a viver em situação de miséria e arrependeu-se das doações que fez. Ela considera que foi vítima de armadilha, armação e cilada. Maria Pinho também disse que a receptação de seus bens foi um ato ilícito praticado pela Igreja Universal.

A turma julgadora reconheceu que a situação vivida hoje por Maria Pinho inspira piedade e compaixão. A mulher levava uma vida razoável e agora é uma indigente, sobrevivendo da misericórdia alheia. Nesse aspecto, segundo entendeu o relator sorteado, desembargador Ênio Zuliani, as provas são persuasivas. A igreja admite e confessa que recebeu doações da ex-fiel, mas a única prova material das oferendas que há é a emissão de um cheque de R$ 10 mil que foi compensado em julho de 1997.

O entendimento da maioria vencedora no julgamento foi o de que é nula a doação de todos os bens sem reserva de parte ou renda suficiente para a subsistência do doador. Que essa limitação tem interesse individual e social, para que cada membro da comunidade tenha sua própria fonte de recurso e de sobrevivência, requisito que também preserva o Estado de ter que arcar com o amparo de mais uma pessoa carente.

A reclamação

Maria Pinho disse que, em meados de 1991, conheceu os cultos da igreja e se empolgou com a idéia de trabalhar como voluntária nas missões religiosas. Em 10 anos que permaneceu na igreja, entregou todos os rendimentos que recebia com seus trabalho, além de seus bens para a Universal.

A costureira afirmou que fez as doações sob coação de que seria amaldiçoada por Deus se não agisse daquela maneira. Ela contou que depois que se arrependeu pediu para sair da igreja, tendo sido insultada e maltratada pelo bispo, que a dispensou sumariamente. Estimou que teve prejuízos da ordem de R$ 106.353,11 e pediu que a IURD fosse condenada a restituir o valor alegado como indenização.

A primeira instância julgou a ação improcedente com o fundamento de que não havia provas de que a costureira passava por transtornos em sua vida, nem que a entrega dos bens teria acontecido por força de erro ou por dolo do bispo da Igreja Universal. Insatisfeita, ela recorreu ao Tribunal de Justiça com o argumento de que houve ato ilícito da igreja, que se valeu de ardil para mantê-la em erro, com o objetivo de obter proveito material em troca de promessas impossíveis de serem cumpridas.

A defesa

A Igreja Universal do Reino de Deus sustentou que não agiu com erro ou dolo e pediu a rejeição do recurso. Apontou que as doações foram feitas com a convicção da ex-obreira que seria uma peregrina insatisfeita com as ideologias dos inúmeros templos que freqüentou e que se entregou aos eventos da IURD restritos aos fiéis que demonstram desapego dos bens materiais.

A defesa sustentou que a ex-fiel participava do quadro de voluntários obreiros e desempenhou o ministério voltado à atividade vocacional, com zelo e dedicação, por cerca de uma década, chegando inclusive a visitar Israel, num ritual de fé que integra a liturgia da IURD.

A advogada da IURD reconheceu que a ex-obreira fez a doação dos R$ 10 mil com total consciência e liberdade. A defesa afirmou que o sacrifício patrimonial é amplo e representa apenas um dos aspectos da liturgia da Igreja Universal, podendo chegar a disposição de abrir mão da riqueza material.

Fraqueza de espírito

A tese vencedora entendeu que a generosidade excessiva e a liberalidade impetuosa da costureira revelavam sua fraqueza de espírito e fragilidade emocional, numa busca irracional por uma razão religiosa.

Para o desembargador Ênio Zuliani, não é justo ou jurídico admitir que fervorosos passionais entreguem tudo em busca de um conforto espiritual que, quando não vem, causa desilusão muito mais dolorida que aquela que vem da ingratidão de filhos.

“O cheque que a Igreja compensou esvaziou o patrimônio da autora. Não permaneceram bens de raízes, sendo certo que ela não possuía rendas ou trabalho que possibilitassem a sua sobrevida com qualidade de vida semelhante ao padrão existente antes da doação”, afirmou Zuliani.

A divergência

O caso de Maria Pinho dividiu a turma julgadora. O debate foi focado nas doações de Maria e se sua conduta estaria ou não maculada por vício de consentimento, capaz de gerar nulidade e justificar a indenização. O desembargador Jacobina Rebello concluiu que não havia vício no consentimento da doação feita pela ex-obreira. O desembargador Ênio Zuliani tomou o caminho oposto entendendo que não só havia vício, como o agravante da mulher ter ficado na miséria.

O desempate do julgamento ficou a cargo do desembargador Maia da Cunha. Ele concordou com o raciocínio jurídico de Jacobina, mas decidiu acompanhar a conclusão de Zuliani, de obrigar a igreja a devolver a doação do valor comprovado pelo cheque de R$ 10 mil.

Ou seja, Maia da Cunha entendeu que não havia vício de consentimento que justificasse a indenização pelas doações feitas à IURD. Segundo o desembargador, os bens foram entregues por vontade consciente de quem participava ativamente das obras da igreja e tinha conhecimento do significado das doações que eram feitas com objetivo de receber de volta valores materiais muito maiores do que aqueles doados.

No entanto, a última doação, de R$ 10 mil, seria considerada nula por não se adequar ao Código Civil. E mais: por não reservar bens suficientes à sobrevivência do doador. Para Maia da Cunha, esse fato comprovado no processo independe da tese abraçada por ele e por Jacobina Rabello de inexistência de vício de consentimento.

Fonte: O Canal / Gospel+
Via: Notícias Cristãs

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85 comentaram, comente você também!

  1. Qualquer réplica ou tréplica só depois do dia 27/10 quando retorno de férias. Vou pegar um solzinho no nordeste…rsrsrs
    Forte abraço a todos.

  2. PAULO, COMO VC DISSE QUE TEM 14 ANOS TEM MUITO A APRENDER,EU TENHO 28 MAS TAMBEM QUERO APRENDER,COMO VC GOSTA DE DISCUTIR RELIGIÃO EU TE DIGO QUE VC SÓ VAI DESAPRENDER,POIS RELIGIAO LEVA MUITOS PARA O INFERNO,DEVEMOS PREGAR O EVANGELHO, POIS EM NENHUMA PASSAGE,A BIBLIA MANDA PREGAR OU DISCUTIR RELIGIAO, POIS SÓ CRISTO SALVA, UM ABRAÇO E FIQUE COM DEUS.

  3. Tambem volto no dia 27/10.
    Tambem estou no nordeste.
    Abraços a todos e até lá, se Deus quiser.
    Ninguem é de ferro e férias são sempre benvidas.

  4. Abraão, seu comentário foi uma revelação, eu me solidarizo com você…

  5. Crente fanático é tudo burro mesmo, continuem dizimando…

  6. Demônio significa conhecimento, que impede que o ser seja manipulado.

  7. A Lei precisa ser revista, afinal não é justo o pastor, (reverendo, profeta, bispo, missionário ou seja lá qual for a denominação,) ralar tanto para convencer uma pessoa à vender sua própria casa e depois ter que devolver o dinheiro e o coitado do pastor como fica nessa história?

  8. poxa IVAN senti sua falta cara….
    pô vc desaparece ….rsssss
    meu Deus o menino pensa que sou pédolfila
    credo!!!!
    não colega, não tenho paciência para crianças não…

  9. um grande abraço para todos vou para o Nordeste…
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    agora só depois do meu aniversário 25/10
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  10. Oi Gisella, estou trabalhando muito e resta pouco tempo para postar comentários. Quanto ao garoto, o difícil vai ser entender o português dele… rsrsr. Boa viagem.

  11. Karla Cristina disse:

    Rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrrsrsrsrsrssrsrs…

  12. Paulinho, amigo! Em que país vc mora meu?rsssss

  13. em toda denominação há o joio no meio do trigo, isso foi o propio Jesis quem disse; Uns vasos de ouro para a honra e outros de barro para a desonra. Mas por favor deixem os batistas tradicionais fora dessa sujeirada, não sou nenhuma ing]~enua em acreditar que nessa conceituada denominação não existam pesoas mau intençionadas, mas não é regra e sim exceções.

  14. este Abraão deve esta com uma raiva doiiiiiiiida dos batistas, deve ter aconteçido alguma coisa . logico

  15. ESSA SENHORA DEVERIA CRIAR VERGONHA NA CARA E SE CONVERTE.TA FALTANDO ELA TER UM VERDADEIRO ENCONTRO COM DEUS. DIZIMO E BIBLICO.

  16. AME A DEUS NOSSO JESUS CRISTO SEU ÚNICO FILHO QUE MORREU POR TODOS NÓS !!!!!!!!
    DEUS É UM SÓ PARA TODOS NÓS, TENTEMOS FAZER NOSSA PARTE ENQUANTO PODEMOS AMÉM A TODOS E A TODAS…

  17. Ô Paulinho, conheço o marido da Gisella cara, ele é da Polícia Federal e é um armário de 2 metros de altura, você tá se metendo em fria véio..

  18. Bom, a matéria fala tudo. Ela não tinha que ter entrado na justiça, a igreja, como igreja que serve ao Senhor , teria que ver as condições da senhora e devolver nem que fosse um apartamento a ela, precisou entrar na justiça para resolver isso? Td bem que ela foi completamente cega com mts são por aí, mas ela deu de coração. O que são 20 mil pra essa igreja? A iurd não podia lhe comprar uma apartamento? Fala sério, não tem amor ao próximo e nem caridade para ajudar seus membros, imagina uma pessoa de rua… Misericórdia!!!!!!!!!

  19. Lendo e relendo os comentários, mais eu vejo que as pessoas não conhecem o trabalho da IURD…hehe…

  20. É só ficar atento aos telejornais e a matéria de ex obreiros dessa igreja, que conhecremos cada vez mais o trabalho da iurd

  21. Karla Cristina disse:

    Graças a Deus, não temos o hábito de dar ouvidos a ‘notícias’ sem PROVAS de uma mídia preconceituosa e tendênciosa e nem de pessoas caídas…

  22. Karla Cristina disse:

    Se dar ‘ouvidos’ a coisas assim é ter ‘mente aberta’, então prefiro ter a mente fechada, pra não acreditar em bobagens,rsrsrsrsrsrrsrsrsrsrs

  23. Eu também…hehe…

  24. Ela deu o dinheiro porque quiz…uma mulher que não teve sabedoria e por isso doou essa dinheirama. Como a bíblia diz: Sacrfício de Tolo.

  25. A paz do Nosso Senhor Jesus Cristo, venho pedir ajuda em oraçao aos irmaos para que pela fé Deus venha libertar as vidas de Giuseppina tammra, Lina Salvatore Filhos e familiares, pois o maligno tem usado muito eles para peseguirem minha vida e também as portas que pela fé Deus tem aberto para que eu possa trabalhar, e também para que pela fé Deus venha operar na parte fanaceiras para mim Deus conhce a situaçao que estou atravessando.

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