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QG de Hitler possuía discos de compositores judeus

Por Redação Gospel+ em 9 de agosto de 2007

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Obras foram encontradas por oficial russo em Berlim, em 1945.

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Coleção possui discos de compositores judeus e russos.

Uma coleção de discos levados do quartel-general de Adolf Hitler no final da Segunda Guerra Mundial inclui obras de compositores russos e judeus, segundo uma reportagem da revista alemã Der Spiegel.

A revista semanal afirmou que a filha de um oficial da inteligência russa mostrou uma coleção de cerca de 100 discos que seu pai levou da chancelaria do Reich em Berlim quando a cidade foi conquistada pelo Exército Vermelho em 1945.

Apesar dos álbuns previsíveis, como a abertura da ópera “O navio fantasma”, de Richard Wagner, o preferido de Hitler, a coleção inclui trabalhos de compositores da Rússia, gente que era considerada sub-humana pela ideologia nazista, segundo informa a reportagem.

Entre as obras levadas por Lev Bezymenski estavam uma ária de Modest Mussorgsky, “Boris Godunov”, executada pelo russo Fyodor Shalyapin, e um álbum de Tchaikovsky em companhia do violinista Bronislaw Huberman – judeu polonês – como solista. Obras de Rachmaninov e Borodin também figuram na coleção.

“Eu achei grotesco”, disse Alexandra Bezymenskaya, filha de Bezymenski, à revista. “Milhões de eslavos e judeus morreram como resultado da ideologia racial nazista.”

Artur Schnabel, pianista judeu da Áustria, terra natal de Hitler, também está na coleção. A família Schnabel deixou a Alemanha quando Hitler subiu ao poder e se tornaram cidadãos americanos em 1944.

Eram de Hitler?

Não está claro a quem os discos pertenciam, se Hitler realmente os escutou ou o lugar da chancelaria onde foram encontrados.

A Der Spiegel publicou uma fotografia de um disco com uma etiqueta na qual podia-se ler “quartel-general do Fuehrer” e com um número de inventário.

De acordo com a reportagem, Bezymenskaya achou por acaso os discos, que ficaram armazenados no sótão da fazenda de sua família perto de Moscou, até 1991. Até que, há três anos, Alexandra persuadiu seu pai a escrever sobre a coleção.

“Eram gravações de música clássica executada pelas melhores orquestras e solistas da Europa e da Alemanha na época”, escreveu Bezymenski. “Foi uma surpresa pra mim que lá tivesse também música russa.”

Bezymenski, que também era judeu, escutou os discos – alguns arranhados e quebrados, mas na maioria bem preservados – e escreveu que ocasionalmente os emprestou a músicos.

Após a guerra, Bezymenski se tornou historiador e professor na academia militar de Moscou, e morreu em 1986. Sua filha ainda não decidiu o que fazer com a coleção.

Fonte: G1

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