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“Religiosidade é um dos segredos do sucesso”, afirma renomado jornalista em entrevista.

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“Religiosidade é um dos segredos do sucesso”, afirma renomado jornalista em entrevista.

A religiosidade é um comportamento moldado pela seleção natural e fez alguns grupos de seres humanos terem vantagens competitivas sobre outros há milhares de anos. O resultado disso é que hoje todos nós temos um instinto religioso, que nos faz querer acreditar em Deus.

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A polêmica tese está no livro The Faith Instinct (O Instinto da Fé em tradução literal, ainda sem nome oficial no Brasil), do jornalista britânico Nicholas Wade, repórter especial de Ciências do jornal americano The New York Times.

Nascido e criado no pequeno condado inglês de Buckinghamshire, Wade foi criado na Igreja Anglicana, mas diz que sua religião não influenciou a obra. Wade conta que escreveu o livro como jornalista e, portanto, tentou evitar a inclusão de qualquer experiência pessoal.

Como fez no livro de 2006 Before the Dawn (Antes do Amanhecer em tradução literal), no qual tenta reconstruir a ancestralidade do homem desde a dispersão pela África, há 50 mil anos, Wade usa descobertas recentes da arqueologia para tentar provar que o fato de ter uma religião – seguindo o chamado instinto da fé – está na base do sucesso dos seres humanos como espécie.

Nesta entrevista a ÉPOCA, Wade conta como chegou a essa conclusão e explica como a religião beneficiou a humanidade.

ÉPOCA – O senhor se baseia em evidências arqueológicas que provariam que o comportamento religioso do ser humano existe há milhares de anos. Quais são as principais evidências?
Nicholas Wade – Há uma série de evidências descritas no livro, como arenas para danças religiosas de 7 mil anos, templos de 1,5 mil anos. Essas evidências são persuasivas e mostram que a religiosidade é universal. Isso sugere que esse comportamento é muito antigo e já estava presente na população humana ancestral antes de ela se dispersar na África, 50 mil anos atrás.

ÉPOCA – Quais são as vantagens evolutivas proporcionadas pela religiosidade?
Wade – A religiosidade conferiu uma vantagem muito significativa a alguns grupos de humanos. Ela permitiu que determinados grupos permanecessem juntos, criassem uma ligação emocional e buscassem um objetivo comum. Uma vez que todos estivessem comprometidos com esse objetivo, eles poderiam chegar a um acordo sobre como se comportar em relação ao outro, definindo padrões morais, poderiam decidir como se defender contra inimigos. Era uma vantagem poderosa, e a seleção natural permitiu que os grupos com comportamento religioso sobrevivessem e florescessem.

ÉPOCA – Então a religião e a moralidade evoluíram em conjunto?
Wade – São instintos diferentes. Nós vemos indícios de um comportamento pré-moral em animais, como por exemplo nos chimpanzés. Dois machos podem brigar, mas depois fazem as pazes e essa reconciliação traz benefícios ao grupo. A religião e a religiosidade funcionam de forma diferente. Uma coisa é saber o que é certo e outra é realmente fazer o que é certo. A religião força o comportamento moral.

No começo do século XX algumas pessoas diziam que a religião iria acabar, mas elas estavam completamente erradas.

ÉPOCA – A seleção natural de grupos é contestada por muitos biólogos. Como o senhor defende essa constatação sobre o comportamento religioso diante dessas críticas?
Wade – Sempre houve uma dificuldade para a Teoria da Evolução explicar vários comportamentos sociais humanos, como é a religião. O problema é o seguinte: se você gastar tempo ajudando as pessoas, terá menos tempos para ajudar seus filhos a sobreviver. Então, por essa lógica, uma pessoa que ajuda as outras, um altruísta, deixará menos filhos, e assim os genes do altruísmo desapareceriam rapidamente da população. Mas o que vemos é uma sociedade com muitos altruístas. Então, como explicar isso? O próprio Darwin pensou nesta questão e sugeriu que a seleção natural atua nos grupos. Segundo ele, se um grupo tiver mais altruístas, esse grupo vai prevalecer sobre um grupo com menos altruístas. Desde Darwin, muitos biólogos questionaram isso e defendem que a seleção natural agiria muito mais rapidamente sobre indivíduos, contra o altruísmo, do que sobre grupos, a favor do altruísmo. Por conta desse argumento a teoria da seleção de grupos perdeu espaço, mas recentemente alguns biólogos, como Edward O. Wilson [pioneiro do estudo da sociobiologia, de Harvard], disseram que a seleção natural dos grupos pode ter tido papel importante, especialmente na evolução humana, por conta de dois fatores: as guerras e as pressões internas contra comportamentos individualistas, que forçavam, por exemplo, que o caçador dividisse a comida com os outros. Isso pode ter suprimido ou reduzido a velocidade dos efeitos da seleção natural individual.

ÉPOCA – E essas vantagens são importantes hoje em dia?
Wade – Ainda são, tanto que todas as sociedades que conhecemos possuem religião, mesmo aquelas em que houve uma tentativa de acabar com a religiosidade, como a União Soviética. Temos um instinto religioso, e a maioria das pessoas quer ter algum tipo de religião, mesmo aquelas que não acreditam nas religiões em que foram criadas. A religião continua a desempenhar um papel importante na vida das pessoas.

ÉPOCA – Vivemos em uma era de triunfo da ciência, na qual muitas pessoas se dizem religiosas, mas não vão à igreja ou a qualquer que seja o templo. Qual é o futuro da religião?
Wade – Essa é uma pergunta tão interessante como difícil de responder. Se olharmos apenas para o Ocidente veremos situações díspares. Nas sociedades europeias, cada vez mais as pessoas estão deixando de ir à igreja, mas nos Estados Unidos elas continuam indo muito, e a religião tem um papel muito importante na sociedade. Podemos dizer que as pessoas sempre terão o instinto da fé dentro delas e se vão ou não à igreja depende da condição em que estão, por exemplo passando por uma guerra, pobreza ou estresse, situações que tendem a aumentar a necessidade de ir à igreja. Talvez seja por isso que na Suécia, onde há um estado de bem-estar que funciona muito bem, as pessoas têm menos necessidade de ir à igreja, enquanto na sociedade como a americana, na qual é muito difícil ser pobre, elas vão mais à igreja. É difícil encontrar uma resposta, mas é fato que no começo do século XX algumas pessoas diziam que a religião iria acabar, e elas estavam completamente erradas.

Fonte: Época / Gospel+
Via: Pavablog

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8 Comentários | Comente você também!

  • Missionária Delair disse:

    Os cientistas podem filosofar a vontade, mas a verdade é que o ser humano tem fome e sede de Deus.

    Alguns nem sabem disso, por enxergar somente o mundo material.

    Mas a essência do ser humano, o seu espírito ( que é eterno ), ao qual Darwin jamais teria o controle científico, anseia por um relacionamento com o Criador, nosso Deus.

    Por isso, desde a antiguidade, o ser humano busca a Deus!

    As coisas de Deus são sobrenaturais, não adianta querer explicar o poder de Deus, a existência Dele, o agir dele…

    Os cientistas vão queimar os miolos de tanto pensar, porém se não der lugar à fé e o conhecimento da Palavra de Deus, eles vão ficar só na vontade de entender o que eles chamam de religiosidade.

    Lembrando que religião pra Deus é diferente do conceito do mundo:

    Tiago 1:27
    27 A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as suas Viúvas Nas Tribulações, E guardar-se da corrupção do mundo.

    A PAZ DO SENHOR JESUS A TODOS!!!

  • Georges disse:

    Isto prova o que nós já sabíamos há muito tempo: quem crê em Deus é muito mais evoluído do que que não crê… ou seja, incredulidade é sinal de atraso. Doa a quem doer.

  • www.videolog.tv/aigrejaaogostodofregues disse:

    É uma prova da criação, que a ciência tenta explicar.

  • Jairo Ferreira Alves disse:

    A ciência ainda que tente provar uma vida sem fé, sem Deus e vida eterna, no fim sempre se rende pois é impossível viver sem Deus e nas provas de sua existéncia fomos feitos para adorá-lo. O homem é feito de fé ainda que ele não adimita lá no fundo da alma há uma voz que clama por algo invisível, imaterial mas vivo e que pode se relacionar com ele. Ainda que não queiram a alma do homem clama por seu criador DEUS.

  • eliel disse:

    Isso que o jornalista chama de instinto da fé , não é nada mais , nem nada menos que ; DEUS ! , quando criou o homem macho e fêmea , o criou para ADORAR , a ELE ! , mas como também deu o livre arbítrio para o homem , o homem adora quem ele quer , santo , dinheiro , astros do rock e da tv etc… , resumido quando não adoramos a DEUS , adoramos qualquer coisa pois DEUS , nos criou com essa lacuna , ou podemos também chamar de instinto .

  • Evangelista Junior disse:

    “E os seus nobres serão deles; e o seu governador sairá do meio deles, e o farei aproximar, e ele se chegará a mim; pois, quem de si mesmo se empenharia para chegar-se a mim? diz o SENHOR”.

    Na verdade, o amado jornalista acima não está errado, pois a religiosidade é realmente fruto de uma “seleção natural” imposta ou herdada em decorrência de determinados costumes locais dos povos. Em se tratando de comunnhão com Deus, a coisa muda de figura. Segundo o apóstolo Pedro, nós os eleitos, somos chamados à comunhão com o Todo Poderoso, não por nós mesmos, mas pela misericórdia dEle, que não resiste a um coração querbrantado.

    No amor de Cristo Jesus,
    Evangelista Junior

    alvarojuniorbm@hotmail.com

  • Carlos Roberto disse:

    A FOGUEIRA DA SANTA ENGANAÇÃO
    MILAGRES FINANCEIROS

    Porque a “FOGUEIRA SANTA DE ISRAEL” só mostra milagres financeiros? Esta é uma pergunta que não cala, toda vez que ligo a televisão e vejo os PILANTRAS da UNIVERSAL – IURD falando aquele monte de besteiras, encenando um espetáculo digno do inferno e pregando mentiras, eu me sinto culpado por tanta picaretagem sendo praticada livremente e sem que alguém tenha a coragem suficiente para contestar. É muito molecagem levar as pessoas para contar como conseguiram prosperar depois de passarem pela “FOGUEIRA DE SÃO JOÃO”, ou melhor, “Santa de Israel”. Santa por quê? Qual a relação de santidade que ela possui? Seria a madeira que é queimada? Seria as cinzas por ela deixada? Ou seria o poder das chamas? Os testemunhos são sempre de vitórias financeiras para lá de exageradas, onde pessoas quase falidas viram donas de patrimônios extremamente grandes. De cara eu já pergunto: Qual a base Bíblica para esta picaretagem? O que há por trás desta farsa e deste imbróglio comercial? O que querem estes mercenários expondo estas pessoas ao ridículo?

    Mas, por que será que só são mostrados pelos PILANTRAS testemunhos de vitórias financeiras e não vemos pessoas testemunhando sobre arrependimento, boas obras, santidade, etc.? Por que será que os PICARETAS não mostram pessoas convertidas, que falem sobre as mudanças espirituais experimentadas com a presença de Deus em suas vidas? Eu sei, dá urticária neles ouvirem tais coisas, eles são alérgicos a questões espirituais de transformação da alma e do coração.

    Da mesma forma que a televisão brasileira normalmente consegue, de forma baixa e ridícula, mais ibope através de programas que mostrem mulheres semi-nuas, sensacionalismo, violência e coisas semelhantes, as igrejas também tem suas formas podres e sujas de conseguir ibope. Os ditos “PROGRAMAS EVANGÉLICOS” estão entre os piores já produzidos pelas televisões hoje, a coisa é tão baixa que beira ao ridículo. O que não falta são picaretas dispostos a explorar a fé e principalmente o BOLSO do cidadão.

    Os testemunhos dos arrependidos, dos salvos em Cristo Jesus, dos libertos de vícios, dos que largaram tudo para servir a Cristo, dos que dedicam suas vidas ao próximo e não a conseguir riquezas, dos que não receberam a cura, mas receberam a graça da salvação, dos que não ficaram ricos, mas tem o dom da fé, dos que venceram o pecado, dos que tem algo a ensinar sobre a Bíblia, dos missionários que lutam em terras distantes, dos que oram segundo a vontade de Deus… Estes testemunhos não dão ibope, não dão audiência à igreja que controla a mídia. Seus templos e suas reuniões não estariam cheias através dos testemunhos citados, sua fogueira talvez seria um “PALITINHO DE FÓSFORO” aceso, suas escadarias não poderiam ser de mármore, não haveria tanta riqueza, não haveria tanta audiência, tanta gente no templo. Não haveria dinheiro para depositar nas contas secretas e nas cuecas…

    É mais fácil dizer o que as pessoas querem ouvir do que o que elas precisam ouvir. Com isso uniu-se o útil ao agradável. É o queijo com goiabada dentro da igreja. É a relação de consumo entre Deus, seus “SERVOS”, o público que assiste e participa e as bênçãos. É por isso que na maioria das vezes são colocados testemunhos de “BÊNÇÃOS” financeiras. O céu é aqui e agora…

    Ao invés de pregar o Evangelho de verdade, que nunca deu tanto ibope, desde os tempos de Jesus, optou-se por pregar o “EVANGELHO” do ibope e da prosperidade, que engana seus ouvintes, mas deixa a audiência lá em cima. De “Boas Novas” a “Negócio da China”, literalmente, é tudo falsificado e pirateado sem nenhum pudor. Os comerciantes, transvestidos de BISPOS, APÓSTOILOS, MISSIONÁRIOS e PASTORES deitam e rolam com a falta de discernimento de nossa gente, eles falsificam tudo, embrulham em lindos arranjos e jogam tudo sobre o povão, e vamos que vamos, é tudo fé-dido, podre e imoral.

    “Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina, pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas” – II Timóteo 4.3 e 4.

    A VERDADE está com pouca audiência, ninguém quer saber dela, e isto está claro, pelo que se vê na televisão e em algumas igrejas! Mentir usando a Bíblia como pano de fundo virou moda, e o que não falta são candidatos a MENTIROSOS, eles estão soltos e agindo livremente no mercado da fé. Estes camaradas são especialistas em PROSPERIDADE, principalmente de suas contas bancárias e as de suas Emprejas S/A. Na Fogueira da ignorância eles queimam as esperanças dos desavisados, e de quebra aquecem o mercado da exploração religiosa com falsificações grosseiras das Escrituras Sagradas.

    “Não sejais como o cavalo, nem como a mula, que não têm entendimento, cuja boca precisa de cabresto e freio para não se atirem a ti” – Salmos 32:9.

    Carlos Roberto Martins de Souza
    crms2casa@hotmail.com

  • Júnior Bocelli disse:

    Diz isso pra Jesus, pois religião tratou de matá-lo rapidinho.

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