Agente de trânsito é condenada por dizer a juiz que ele não é Deus durante uma blitz

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Uma agente de trânsito que parou um juiz numa blitz da lei seca no Rio de Janeiro foi condenada a pagar uma indenização de R$ 5 mil por ter dito ao magistrado que ele, apesar de juiz, não era Deus.

A sentença foi emitida pela 36ª Vara Cível do Rio de Janeiro, num processo movido pela própria agente de trânsito contra o juiz. No dia do imbróglio, o juiz João Carlos de Souza Correa, do 18º Juizado Especial Criminal do Rio de Janeiro, foi flagrado em um carro sem placas e sem a Carteira Nacional de Habilitação.

Como procedimento padrão, a agente de trânsito Luciana Silva Tamburini afirmou a Correa que o carro seria apreendido. O juiz então se identificou, numa tentativa de contornar a situação. Como resposta, Tamburini disse a Correa que “juiz não é Deus”.

Nesse momento, Correa deu voz de prisão a Tamburini, e acionou a Polícia Militar para levá-la em custódia, porém Luciana Tamburini se recusou. O juiz foi a uma delegacia e registrou queixa contra a agente de trânsito.


Juiz João Carlos de Souza Correa
Juiz João Carlos de Souza Correa

Posteriormente, Luciana moveu uma ação pedindo indenização do juiz, sob o argumento de que ele tentou receber tratamento diferenciado por causa de sua função como magistrado. Porém, a Justiça considerou que a agente de trânsito perdeu a razão ao ironizar o cargo de uma autoridade pública, e reverteu a ação, condenando-a a pagar a indenização a Correa, segundo informações do Extra.

“Ao apregoar que o demandado era ‘juiz, mas não Deus’, a agente de trânsito zombou do cargo por ele ocupado, bem como do que a função representa na sociedade”, escreveu o desembargador José Carlos Paes, da 14ª Câmara Cível do TJ-RJ, em segunda instância.

Sem condições de pagar a indenização, Tamburini foi beneficiada pela organização de uma “vaquinha” espontânea nas redes sociais, que arrecadou quatro vezes mais o valor necessário para quitar sua dívida. De acordo com o Uol, a iniciativa partiu da advogada paulista Flavia Penido, que informou na página que todo o valor excedente será entregue a Luciana “como uma reparação da sociedade pelo sofrimento dela durante o caso e o curso do processo”.


17 COMENTÁRIOS

  1. Tai o que sempre falo das instituições no Brasil, seja político professor médico militar ou no judiciario o corporativismo fala mais alto, mesmo que o juiz estivesse errado, tentado dar o famoso carteiraço, subjugar, ainda tentou humilhar e prender. mas quem pagou a conta foi o pobre funcionário.

  2. Mas e ai o juiz teve o carro prendido e pontos na cnh??? Ppor que se nao fica facil neh …. E a mentora da vaquinha p ajudar foi fantastica !!!! Em contra partida e o que falo nunca podemos dizer o que realmente queremos …

  3. Ué mais ele não é Deus mesmo!!! ficou com raivinha, pois não queria submeter ao exame. a agente fez o trabalho dela, e acabou sobrando pra ela. Essa é justiça que temos!!! francamente seu juiz.

  4. Essas pessoas, só porque tem estudo pensam que são melhores do que os outros, mas querem pisar e humilhar, e mesmo assim a justiça encobre e da razão a essas pessoas, mas o que podemos fazer é entregar na mão de Deus, pois sua justiça não falha, e esse juiz terá o que ele merece.

  5. De onde deveria vir o exemplo ele não veio, pior foi o juiz que a condenou ciente que a mesma estava em pleno exercício de suas tarefas cumprindo estritamente o previsto no código de trânsito.

    O judiciário brasileiro não pode ser conivente com os seus maus elementos.

    • Mauro é o seguinte, se você não viu o processo, sugiro que veja.
      O juiz estava sem a habilitação, pois estava na bolsa da esposa dele.
      Numa blitz quando somos parados, o agente pede documento do veículo, habilitação e identidade.
      A identidade de um juiz é a identificação de juiz e isso não é carteirada.
      O erro do juiz foi não estar com a habilitação e o erro da agente foi fazer chacota com ele.
      A agente extrapolou sua função ao fazer gracinha ou a responder a uma suposta provocação que não estava no relatório do processo.

      Eu estava há dois meses com um carro que tirei zero km e numa blitz os agentes só faltaram fazer-me entrar para baixo do carro para ver se tinha algo faltando.
      Estavam doidinhos para me apanhar em um deslize mesmo com o documento do veículo indicando que o carro era novo.

  6. Com certeza ele não é Deus e bem longe disso. Afinal, quem recebeu ajuda de Deus foi a moça, que acabou recebendo para pagar a indenização e ainda sobrou. Quanto ao juiz, é mais uma prova que o nosso Brasil está muito a desejar. NADA FUNCIONA, TUDO MENTIRA, quando se trata dos nossos políticos e das nossas instituições, falidas e corrompidas. Muitas das vezes, um porteiro tem mais de juiz e um juiz tem mais de porteiro. Tudo é questão de oportunidade, e claro de ser humano.

  7. sem carteira de abilitação, carro sem placa, fora da lei, ou a lei mudo? e uma pessoa que tinha que da exemplo, mas e uma vergonha, porque acha que e melhor que as outras pessoas, ser juiz e um cargo de respeito, mas tem que cumpri a lei igual aos outras pessoas, ou estou erado?
    ³ uma agente trabalhando dentro da lei, jugada injustamente.

  8. Mostra a sua cara Brasil. Meritíssimo juiz saiba que ningeum pode fazer justiça com outros se primeiro não fizer consigo mesmo. Dirigir sem habilitação, e o carro sem placa é crime ou as autoridades não são sujeitas às leis? Mostra a sua cara Brasil

  9. Esse é o belo Brasil!!!
    Onde os safados e bandidos se dão bem…
    Os que buscam trabalhar corretamente é que se ferram…tenho vergonha de ser brasileiro!!!

  10. Este elemento, alem de não ser Deus. Ele é um inflator como qualquer outro. Portanto como magistrado inflator deveria ser cassado e proscesado como qualquer criminoso.

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