Conexão Repórter: Malafaia se diz perseguido e garante inocência em acusação de corrupção

Jornalista Roberto Cabrini frisou que o pastor Silas Malafaia não impôs condições para a entrevista e não se recusou a responder nenhuma das "duras" perguntas feitas; Confira na íntegra

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O programa Conexão Repórter apresentado no último domingo, 12 de março, trouxe uma entrevista com o pastor Silas Malafaia, que falou sobre a acusação de lavagem de dinheiro e também a respeito do beijo gay mostrado no desenho infantil da Disney, além de mostrar, em detalhes, suas propriedades e rotina.

Malafaia abriu as portas de sua casa, no condomínio de luxo em Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, assim como as instalações da Editora Central Gospel e da Associação Vitória em Cristo (AVEC), que mantém programas sociais e um jato de US$ 2 milhões para os deslocamentos do pastor.

Sempre cercado por seguranças armados, o líder evangélico admitiu que se previne contra agressões e eventuais tentativas de homicídio, porque se considera inimigo de muitos ativistas políticos, sejam de esquerda ou LGBT.

Na entrevista, o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) reiterou sua posição contra a prática homossexual, e salientou que ser contra uma ideia ou hábito não o torna avesso às pessoas que mantém determinada conduta.


Sobre o beijo gay no desenho infantil da Disney, novamente o pastor foi incisivo: “Vê se isso tem cabimento! O que a Disney quer? Beijo gay? Erotizar crianças é a coisa mais covarde que se tem. A Disney quer colocar o homossexualismo para as crianças… E eu vou me calar? Aí querem me bater. Você vai me desculpar, eu não posso me calar”.

Corrupção

O pastor expôs sua narrativa sobre o episódio do cheque de R$ 100 mil, recebido há quase quatro anos como doação pessoal do advogado que hoje é investigado pela Operação Timóteo. A entrevista foi gravada dias antes da revelação, pelo jornal O Globo, que o advogado investigado garantiu que o valor dado a Malafaia era, realmente, uma oferta, e não um repasse de corrupção.

O jornalista Roberto Cabrini, questionou o pastor sobre o que mais o incomodava nos confrontos que trava com adversários, e Malafaia não titubeou: “O que mais incomoda é a calúnia e a difamação”. Em certo ponto da entrevista, o líder evangélico demonstrou irritação com a postura adotada por parte da imprensa, que segundo ele, está cheia de “bibas”.

A Operação Timóteo, claramente, incomodou o pastor: “Dizer que estou sendo acusado de lavagem de dinheiro. Isso é a maior bandidagem”, afirmou, acrescentando que não se preocupa com o indiciamento: “Deixa eu te falar: o delegado tem o direito de indiciar quem ele quiser, como ele quer. Para isso tem a Justiça”.

Cabrini perguntou ao pastor se a Polícia Federal suspeita que ele tenha usado as contas para esconder o dinheiro da máfia da mineração, e Malafaia ofereceu mais detalhes do processo, novamente repetindo os argumentos que ele mesmo já havia apresentado através de vídeos e postagens nas redes sociais.

“O processo tem mais de mil páginas, meu nome aparece em duas linhas e meia. Eu recebi uma oferta de R$ 100 mil, depositei na minha conta, declarei ao Imposto de Renda e poderia ter usado como usei outras ofertas. Não tem nada ilegal, vou provar com toda essa documentação que sou inocente, não tenho nada a ver com esses canalhas e bandidos, que roubaram mais de 70 milhões, isso é um jogo”, garantiu.

“O senhor teme ser preso?”, perguntou o jornalista. “Não, não tem uma vírgula de motivo para isso, não tem uma prova de que eu participei de uma operação para roubar a nação. Isso é uma infâmia, é uma safadeza, querem me denegrir porque eu sou um pastor que tem influência na sociedade”, disse.

Homossexualidade

Em certo ponto da entrevista, Cabrini questionou ao pastor como ele trataria um filho se este se decidisse pela homossexualidade: “Sem abrir mão do meu amor, mas diria para ele a verdade, dizer que está errado, porque amar não significa ser conivente […] Toda a história da sociedade está sustentada por um homem, a mulher e seus filhos. A prole. Isso aqui é a sociedade, história da civilização. Querem mudar esse status, vamos ver esse resultado nas gerações futuras”.

O pastor Silas Malafaia aproveitou para frisar um ponto da doutrina protestante durante a entrevista, afirmando que “a oferta na igreja não tem nada a ver com salvação”, e na frase seguinte, defendeu a teologia da prosperidade: “A oferta tem a ver com a prosperidade de viver, a soberania de Deus”.

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