No CQC, Mara Maravilha se irrita com críticas à doutrina do dízimo: “É ‘freud’ esse preconceito”; Assista

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A cantora gospel Mara Maravilha foi entrevistada pela humorista Dani Calabresa durante o quadro “Sem Saída”, do programa CQC da Band.

A dinâmica do programa consiste em responder perguntas estando conectado a um polígrafo, aparelho que mede alterações fisiológicas e consegue identificar se a resposta do entrevistado foi verdadeira ou falsa.

Questionada por Calabresa sobre ter posado nua, Mara afirmou que foi constrangedor, mas a recompensa financeira foi boa: “Na época foi a nudez mais desejada da TV”, disse a cantora.  “Logo logo você consegue”, acrescentou, referindo-se à humorista Dani Calabresa.

Falando sobre sua vida sentimental, a cantora disse estar só por opção: “Eu to solteira, mas to muito bem. Não é porque ninguém queira me pegar não”.


Sobre a união de homossexuais, Mara Maravilha disse não ter nada contra: “Vamos esclarecer. Eu não tenho absolutamente nada com a escolha de cada um. Agora, com biba eu não teria problema, eu tenho problema com a sapata me cantar, entendeu? Se aparecesse uma mulher, chamada calabresa, e me cantar, eu vou ter problema”, afirmou.

Mara foi questionada se teria defendido o pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) durante as polêmicas com ativistas gays e respondeu enfaticamente: “Não”, e disse ter “vários” amigos homossexuais e inclusive ter um filho adotivo gay.

Sobre o polêmico projeto apelidado de “cura gay”, Mara resolveu ser mais abrangente ao explicar suas convicções: “Eu acredito na escolha de cada um. Por exemplo, eu tava me maquiando, e o maquiador me disse assim: ‘Eu sou, mas quero deixar de ser’. Se ele quer deixar de ser ele pode. Eu acredito que um gay pode virar um homem”. O polígrafo apontou como sendo verdadeiro: “Ela não mentiu nenhuma vez”, comentou Dani Calabresa.

Sobre a máxima que afirma que o fiel que não oferta o dízimo está roubando a Deus, Mara Maravilha demonstrou irritação: “Não sou eu que afirmei. Há quem não acredite na Bíblia. É ‘freud’ esse preconceito. Eu acredito no que está escrito na Bíblia”.

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Por Tiago Chagas, para o Gospel+

14 COMENTÁRIOS

  1. EU NÃO SEI O QUE ESSE POVO QUE SE DIZ EVANGÉLICOS VAI EM UM PROGRAMA COMO ESSE DE PESSOAS QUE NÃO CONHECE E NÃO LER A BÍBLIA ESSE POVO SÃO FILHOS DE SATANÁS TAL POVO QUE SÓ QUEREM ZOMBAR DE DEUS PERGUNTEM A ELES SE ELES QUEREM ACEITA JESUS E VIVER A VERDADE PORQUE É E SÓ A VERDADE VAI LIBERTA ELES

  2. “Sobre a máxima que afirma que o fiel que não oferta o dízimo está roubando a Deus, Mara Maravilha demonstrou irritação: “Não sou eu que afirmei. Há quem não acredite na Bíblia. É ‘freud’ esse preconceito. Eu acredito no que está escrito na Bíblia”.

    Eu também creio no que está na Bíblia, mas nela não está escrito que o crente que deixa de dar dinheiro para as organizações religiosas com o apelido de dízimo é ladrão.

    Em toda a Bíblia há 34 referencias ao dízimo, sendo 25 no AT e 09 no NT e somente em Malaquias 3:8-10 fala sobre esse tal roubo, qual muitos aproveitadores se utilizam para julgar aqueles que não pagam esse imposto.

    Para entendermos esse roubo precisamos ler o livro de Neemias que foi contemporâneo de Malaquias, principalmente o último capítulo. O capítulo 13 de Neemias nos fornece detalhes de como aconteceu esse roubo, bem como o que era a casa do tesouro, onde deveriam ser levados os dízimos e as ofertas do povo.

    A Casa do Tesouro era uma espécie de despensa (armazém) no templo onde se guardavam os mantimentos (dízimos e ofertas) que deveriam servir para sustentos dos levitas, cantores, porteiros e necessitados do povo. A casa do tesouro era uma câmara que não constava na planta original do templo de Salomão. Esta foi construída pelo rei Ezequias, depois de um período de apostasia em Judá, quando este organizou novamente as turmas de levitas e sacerdotes para cultuarem ao Senhor. Feito isto, Ezequias conclamou o povo a voltar a trazerem os dízimos e as ofertas para que os sacerdotes e levitas pudessem se dedicar à Lei do Senhor, como diz: “E, depois que se divulgou esta ordem, os filhos de Israel trouxeram muitas primícias de trigo, mosto, azeite, mel, e de todo o produto do campo; também os DÍZIMOS de tudo trouxeram em abundância. E os filhos de Israel e de Judá, que habitavam nas cidades de Judá, também trouxeram dízimos dos bois e das ovelhas, e DÍZIMOS das coisas dedicadas que foram consagradas ao SENHOR seu Deus; e fizeram muitos montões” (2Cronicas 31:5,6).

    Por quatro meses ininterruptos os israelitas trouxeram os seus dízimos a Jerusalém. Quando o Rei Ezequias viu aqueles montões (não dá pra fazer montões de dinheiro né?), perguntou aos sacerdotes e levitas sobre o que era aquilo. “E Azarias, o sumo sacerdote da casa de Zadoque, lhe respondeu, dizendo: Desde que se começou a trazer estas ofertas à casa do SENHOR, temos comido e temos fartado, e ainda sobejou em abundância; porque o SENHOR abençoou ao seu povo, e sobejou esta abastança. Então ordenou Ezequias que se preparassem câmaras na casa do SENHOR, e as prepararam. Ali recolheram fielmente as ofertas, e os DÍZIMOS, e as coisas consagradas; e tinham cargo disto Conanias, o levita principal, e Simei, seu irmão, o segundo.” (2Cronicas 31:10:12). O texto fartamente explica que o dízimo era para ser COMIDO e não para outras finalidades.

    • O ROUBO NO TOCANTE AOS DÍZIMOS – QUEM ERAM OS LADRÕES

      Em Neemias 13:4 diz: “Ora, antes disto, Eliasibe, sacerdote, que presidia sobre a câmara da casa do nosso Deus, se tinha aparentado com Tobias”

      Quem era esse Tobias que havia se aparentado com o sacerdote que era o tesoureiro da casa do tesouro? Era nada mais, nada menos aquele que tentou atrapalhar Neemias no tocante as obras de reconstrução dos muros de Jerusalém (Neemias 2;10;19; 6:1). Aproveitando a ausência de Neemias, que precisou voltar a Persia, Eliasibe, o sacerdote viola a aliança levítica e, por interesses escusos, dá sua filha como esposa a este estrangeiro amonita. Não fosse suficiente esse mal, ainda comete o sacrilégio de preparar a casa do tesouro para este inimigo do povo de Deus morar ali dentro, como diz o verso 6: “E fizera-lhe uma câmara grande, onde dantes se depositavam as ofertas de alimentos, o incenso, os utensílios, os DÍZIMOS do grão, do mosto e do azeite, que se ordenaram para os levitas, cantores e porteiros, como também a oferta alçada para os sacerdotes”.

      O que aconteceu daí pra frente é que os levitas e aqueles que trabalhavam no santuário não tiveram mais acesso ao mantimento diário para suas subsistências, sem falarmos nos órfãos e nas viúvas que dependiam também desse dízimo. Os levitas tiveram de fugir para suas cidades, abandonado a casa de Deus para não morrerem de fome com suas famílias (Nee 13:10). Foi aí que Deus se sentiu roubado, pois os dízimos e as ofertas estavam tendo um destino diferente dos quais o Senhor havia estabelecido (Deut 12). Todo esse mal aconteceu na ausência de Neemias que passou sete anos cuidando dos negócios do rei a quem serviu como copeiro. Foi nesse tempo que Deus levantou o profeta Malaquias para por intermédio dele, reivindicar respeito, honra a Seu Nome e a devolução dos dízimos, para mantimentos na Sua Casa (Malaquias 3:10).

      Ao retornar da Persia, Neemias compreendeu o mal que o sacerdote Eliasibe fizera e tomou uma atitude radical, que tempos depois foi repetida por Jesus no mesmo templo em Jerusalém (Mateus 21:12). Atitude esta que muitos líderes deveriam imitar, para não deixar o Nome de Cristo ser blasfemado, por causa de muitos “comerciantes” que têm se levantado nestes últimos dias.

  3. O dízimo, segundo a Bíblia Sagrada.

    “O coração do entendido adquire o conhecimento, e o ouvido dos sábios busca a sabedoria.” (Provérbios 18:15)

    O objetivo desse estudo é mostrar que o dízimo, de acordo com a Palavra de Deus, nunca esteve associado a dinheiro, e que não é ordenança para a igreja, ou seja, as pessoas que fazem parte do corpo de Cristo, as quais podem colaborar com a obra de Deus seguindo critérios bem definidos, que serão abordados no decorrer do texto.

    Antes de efetuar algum juízo antecipado, recomendo que faça a leitura completa desse texto, acompanhando em sua própria Bíblia todas as referências indicadas, para que o seu entendimento possa ser completo.

    Esse assunto costuma ser polêmico para alguns, mas é necessário que busquemos conhecimento acerca da Palavra de Deus, fazendo como os bereanos (Atos 17:10-11), que tinham por costume examinar as Escrituras Sagradas, a fim de obterem a certeza das coisas.

    A fim de facilitar o entendimento, o artigo acerca dos dízimos foi dividido em três momentos distintos: Dízimo antes da lei, Dízimo durante a lei e Dízimo no período da graça.

    Bom estudo e que o Espírito Santo tenha liberdade para abrir o seu entendimento, a fim de que compreenda as Escrituras da forma correta.

    :::: Dízimo antes da lei ::::

    Antes do período da lei, Abrão (mais tarde chamado Abraão) deu os dízimos dos bens que havia conquistado dos inimigos durante uma batalha (Gênesis 14:16-20). Melquisedeque saiu ao encontro de Abraão porque era rei de Salém, e recebeu o tributo, que lhe cabia. Isso aconteceu uma única vez.

    Além de Abraão, sabemos que Jacó prometeu dar a Deus dízimos de tudo que recebesse (Gênesis 28:22), mas a Bíblia não relata se essa promessa foi cumprida e com qual frequência foi satisfeita.

    :::: Dízimo durante o período da lei ::::

    Quando as Escrituras Sagradas começaram a ser redigidas (por volta do ano 1500 antes de Cristo), o dinheiro (em hebraico כסף) já era uma realidade, como vemos em Gênesis 17:12, Deuteronômio 14:25, Êxodo 12-44, Números 3:49, 1 Reis 21:2, etc. Apesar disso, o povo deveria seguir as determinações de Deus e dizimar apenas dos rebanhos e cereais, conforme escrito em Deuteronômio 14:22, Levítico 27:30, Êxodo 34:2; 26, 1 Samuel 8:17, etc.

    “Também todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores, são do SENHOR; santas são ao SENHOR.” (Levítico 27:30)

    Em razão disso, as pessoas que exerciam outras profissões, tais como artesãos (Êxodo 31:3-5), copeiros e padeiros (Gênesis 40:1-2), carpinteiros e pedreiros (II Samuel 5:11), músicos (I Reis 10:12), alfaiates (Êxodo 28:3), mestres-de-obras (I Reis 5:16), ourives, pescadores, mercadores, coletores de impostos, guardas, cozinheiros, não poderiam ser dizimistas, pois não eram pessoas do campo.

    Apesar de não serem dizimistas, essas pessoas poderiam ofertar voluntariamente ao Senhor (Esdras 3:5;7, Deuteronômio 16:10, Êxodo 35:29, 1 Crônicas 29:5-9). O dízimo era obrigatório; as ofertas, porém, voluntárias, pelo menos a maioria delas.

    “E o povo se alegrou porque contribuíram voluntariamente; porque, com coração perfeito, voluntariamente deram ao Senhor; e também o rei Davi se alegrou com grande alegria.” (1 Crônicas 29:9)

    “E disse Joás aos sacerdotes: Todo o dinheiro das coisas santas que se trouxer à casa do Senhor, a saber, o dinheiro daquele que passa o arrolamento, o dinheiro de cada uma das pessoas, segundo a sua avaliação, e todo o dinheiro que trouxer cada um voluntariamente para a casa do Senhor” (2 Reis 12:4)

    Além do dinheiro, as pessoas poderiam ofertar alimentos, incenso, utensílios (Neemias 13:5). Algumas ofertas, no entanto, deveriam ser feitas obrigatoriamente em dinheiro, como a do arrolamento citado na referência acima, 2 Reis 12:4, em obediência ao escrito em Êxodo 30:13-16.

    Depois de ler a Bíblia de Gênesis a Apocalipse, perceberá que não há registros de que alguém tenha dado dízimo em dinheiro. Eles poderiam ofertar voluntariamente, ou entregar os dízimos dos grãos e animais. Nem todos os dízimos eram entregues, mas alguns eram comidos pelos próprios dizimistas. Observe:

    “Separem o dízimo de tudo o que a terra produzir anualmente. Comam o dízimo do cereal, do vinho novo e do azeite, e a primeira cria de todos os seus rebanhos na presença do Senhor, o seu Deus, no local que ele escolher como habitação do seu Nome, para que aprendam a temer sempre o Senhor, o seu Deus. Mas, se o local for longe demais e vocês tiverem sido abençoados pelo Senhor, pelo seu Deus, e não puderem carregar o dízimo, pois o local escolhido pelo Senhor para ali pôr o seu Nome é longe demais, troquem o dízimo por prata, e levem a prata ao local que o Senhor, o seu Deus, tiver escolhido. Com prata comprem o que quiserem: bois, ovelhas, vinho ou outra bebida fermentada, ou qualquer outra coisa que desejarem. Então juntamente com suas famílias comam e alegrem-se ali, na presença do Senhor, do seu Deus.” (Deuteronômio 14:22-26)

    A orientação é muito simples. Deus não aceitaria a prata no lugar do dízimo, ou seja, o dinheiro no lugar dos frutos da terra, mas permitiria, por causa de uma longa distância, a troca do dízimo por prata, por ser fácil de transportar, mas com a condição de o dizimista (homem do campo), já no local indicado por Deus, comprar o que quiser para ali “comer do seu dízimo” e se alegrar na presença do Senhor Deus, o nosso mantenedor.

    No Novo Testamento, mas ainda durante o período da lei, a palavra dízimo aparece no evangelho. Observe

    “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas.” (Mateus 23:23)

    Porém isso não quer dizer que o Senhor Jesus Cristo tenha ordenado à igreja a observância desta prática.

    Em primeiro lugar, Jesus está se dirigindo aos escribas e fariseus, e não à igreja. Nessa passagem, o Senhor repreendeu duramente os escribas e os fariseus por se preocuparem com as coisas mínimas da lei, mas desprezarem as que importavam mais: o juízo, a misericórdia e a fé.

    Observe que o dízimo era constituído apenas de produtos do campo. Os fariseus e escribas eram tão meticulosos que se preocupavam com coisas mínimas, mas se esqueciam das mais importantes da lei. Perceba que o Senhor Jesus não incluiu o dinheiro na relação, apesar de haver grande circulação de moedas romanas naquele tempo (Mateus 22:19-21).

    O fato de Jesus Cristo ter ordenado aos fariseus a não omitirem o pagamento de dízimos não transfere para a igreja a mesma obrigação. Digo obrigação porque Jesus Cristo falou “deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas”. O dízimo realmente era uma obrigação, no período da lei, mas o dízimo dos frutos da terra, e não do dinheiro.

    Lembre-se de que o período da graça, no qual estamos agora (Efésios 2:8, Atos 15:11), iniciou apenas após a morte e ressurreição corpórea de Jesus Cristo, quando os apóstolos foram cheios do Espírito Santo (Atos 2:4) e foram testemunhas de Cristo, por onde passaram (Atos 1:8).

    Dizer que a igreja deve devolver dízimos em dinheiro só porque a palavra dízimos apareceu no evangelho é uma atitude desesperada para defender uma tese impossível.

    Nem tudo que está nos evangelhos se aplica à igreja ou a sua vida. Por exemplo, o evangelho informa que o Senhor Jesus foi circuncidado ao oitavo dia (Lucas 2:21), mas isso não significa que você tenha que fazer o mesmo só porque essa informação está no Novo Testamento. Considere o contexto.

    Observe mais esse exemplo:

    “E, eis que veio um leproso, e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo. E Jesus, estendendo a mão, tocou-o, dizendo: Quero; sê limpo. E logo ficou purificado da lepra. Disse-lhe então Jesus: Olha, não o digas a alguém, mas vai, mostra-te ao sacerdote, e apresenta a oferta que Moisés determinou, para lhes servir de testemunho.” (Mateus 8:2-4)

    Hoje, se alguém é curado milagrosamente por Deus, o tal que recebeu a cura não precisa guardar segredo e nem muito menos pagar a oferta determinada por Moisés. A pessoa abençoada pode e deve contar isso para o maior número de pessoas, a fim de que o nome do SENHOR seja glorificado.

    Considerando que o dízimo só poderia ser dado por agricultores e criadores de rebanhos, e que o Senhor Jesus Cristo cumpriu toda a lei com perfeição, e sem cometer qualquer tipo de pecado, podemos concluir que Jesus não dizimou no templo e nem cobrou dízimos de qualquer pessoa por dois motivos muito simples: o primeiro é porque Ele exerceu o ofício de carpinteiro (Marcos 6:3), e não de produtor rural; o segundo é porque não pertenceu à tribo de Levi, mas a de Judá.

    “Visto ser manifesto que nosso Senhor procedeu de Judá, e concernente a essa tribo nunca Moisés falou de sacerdócio.” (Hebreus 7:14)

    :::: Dízimo no período da graça ::::

    Não existe qualquer mandamento para a igreja no sentido de arrecadar dízimos e muito menos que esses dízimos sejam dados ou devolvidos em dinheiro.

    Ao observarmos o livro de Atos, que registra, entre outros assuntos, as ações dos apóstolos durante o período da igreja primitiva, não encontraremos qualquer indício de que os membros devolvessem dízimos, nem em frutos do campo e muito menos em dinheiro.

    Observe como funcionava a primeira igreja:

    “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister.” (Atos 2:42-45)

    Quando chegava um novo convertido, este vendia suas herdades, apresentava o valor diante dos apóstolos e dos demais e imediatamente o valor era dividido entre todos, inclusive entre os membros, de acordo com a necessidade de cada um, o que justifica o fato de não haver necessitado na igreja, naquele período.

    As pessoas podem sim colaborar e isso agrada a Deus, pois muito pode ser feito com os recursos destinados à obra de Deus: alimentar e vestir os mais necessitados, primeiramente dentro da congregação (Gálatas 6:10), adquirir e distribuir exemplares da Bíblia e mensagens de evangelismo, possibilitar a pregação da Palavra de Deus nos locais mais distantes, permitir o funcionamento dos locais de reunião (limpeza, água, luz, aluguel), custear a vida sem extravagâncias de obreiros (Mateus 10:10; 1 Timóteo 5:18) que vivam exclusivamente em prol da obra de Deus.

    Se o obreiro de Deus já possuir emprego, há recomendação bíblica para que ele não sobrecarregue a igreja, mas a abençoe (2 Coríntios 12:14). Tudo deve ser feito com muita transparência e temor a Deus.

    A escolha da contribuição para a obra é de foro íntimo, ou seja, decisão pessoal (2 Coríntios 9:7), conforme a renda (1 Coríntios 16:2), liberal (2 Coríntios 9:5) e, por mais incrível que pareça, dentro das possibilidades financeiras (2 Coríntios 8:12), a fim de que não se sobrecarregue financeiramente (2 Coríntios 8:13). Leia as referências bíblicas indicadas e constate por si mesmo.

    Colabore espontaneamente na sua congregação, ajude sua família, socorra os mais necessitados, conforme a sua capacidade.

    O dízimo no período da graça foi instituído pela Igreja Católica em 567 d.C. Em 585 d.C., no Concílio de Mâcon, a IC resolveu ameaçar com excomunhão as pessoas que não dessem dízimos. É importante lembrar que a igreja evangélica surgiu da católica, o que justifica o fato de esse procedimento ter sido preservado em muitas denominações evangélicas.

    No Brasil, é difícil encontrar uma congregação que não arrecade dízimos, MAS ISSO NÃO É MOTIVO PARA NÃO CONGREGAR. Não existe igreja perfeita, porém devemos evitar as congregações que praticam e ensinam heresias de perdição, por negar a Cristo, o Salvador.

    No entanto, se você congrega em um lugar onde o dinheiro é o tema principal da pregação, onde os “maiores dizimistas” recebem tratamento diferenciado, onde ocorre venda de oração, de bênçãos, de produtos ungidos, onde os valores das ofertas são predeterminados, onde a Palavra de Deus é usada para arrancar mais dinheiro dos fiéis, onde há brigas por cargos, por causa de dinheiro, onde se encontra de tudo (estacionamento amplo, seguranças, elevador, telão, ar-condicionado, poltronas acolchoadas), menos a real presença de DEUS, muito cuidado.

    Talvez você esteja congregando em uma Laodicéia:

    “Ao anjo da igreja em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; oxalá foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca. Porquanto dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; aconselho-te que de mim compres ouro refinado no fogo, para que te enriqueças; e vestes brancas, para que te vistas, e não seja manifesta a vergonha da tua nudez; e colírio, a fim de ungires os teus olhos, para que vejas. Eu repreendo e castigo a todos quantos amo: sê pois zeloso, e arrepende-te.” (Apocalipse 3:14-19)

    Antes de encerrar esse estudo, é importante apontar alguns erros comuns, acerca do ensino sobre os dízimos.

    ::: Erros sobre o dízimo :::

    1 – NÃO SE DAVAM DÍZIMOS EM DINHEIRO PORQUE O DINHEIRO NÃO EXISTIA:

    O dinheiro existia bem antes do período da lei iniciar e não era só o dinheiro, mas já havia também comerciantes.

    “Passando, pois, os mercadores midianitas, tiraram e alçaram a José da cova, e venderam José por vinte moedas de prata, aos ismaelitas, os quais levaram José ao Egito.” (Gênesis 37:28)

    Volto a repetir: Dízimo, de acordo com a Bíblia, nunca esteve associado a dinheiro, mas com a parte que cabia a Deus, das novidades do campo. Em Cristo, nós temos liberdade para dar mais ou menos que 10% de nossa renda, conforme a nossa capacidade e segundo aquilo que estiver proposto no coração, lembrando sempre que a nossa confiança não pode estar no dinheiro, mas em Deus.

    2–O DEVORADOR É UM DEMÔNIO:

    O devorador não é um demônio, como pensam alguns, mas sim uma espécie de gafanhoto. Por isso, o profeta Malaquias afirmou que o devorador não destruiria os frutos da terra. Como sabemos, dependendo da quantidade, o gafanhoto pode ser uma praga terrível até mesmo para uma enorme plantação.

    “E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos.” (Malaquias 3:11)

    “O que o gafanhoto cortador deixou o gafanhoto peregrino comeu; o que o gafanhoto peregrino deixou o gafanhoto devastador comeu; o que o gafanhoto devastador deixou o gafanhoto devorador comeu.” (Joel 1:4) Nova Versão Internacional.

    3 – QUEM NÃO DÁ DÍZIMOS ESTÁ DEBAIXO DE MALDIÇÃO:

    Algumas pessoas acreditam que se não destinarem 10% da renda a uma denominação, estarão debaixo de uma maldição. Isso, além de ser um engano, é uma grande demonstração de ingratidão para com o Senhor, que morreu justamente para nos salvar, e nos livrar da maldição da lei:

    “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro;” (Gálatas 3:13)

    De fato o devorador (gafanhoto) era uma maldição terrível que acometia a nação de Israel por causa da desobediência. Porém, com a morte de Cristo, segundo a Palavra de Deus, todas as maldições já foram desfeitas.

    Porém quando o crente ainda deseja se justificar pelo cumprimento das obras da lei, o tal permanece ao alcance da maldição:

    “Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las.” (Gálatas 3:10)

    Isso explica o fato de o dizimista sofrer uma série de tribulações na área financeira, quando falha na entrega do dízimo. Isso é uma evidência de que essa pessoa não desfruta da graça de Cristo, mas está presa ao rigor da lei, ficando assim debaixo da maldição. Se a pessoa está presa a uma maldição, é porque aniquilou a graça de Deus, e isso significa que a morte de Cristo foi em vão para essa pessoa:

    “Não aniquilo a graça de Deus; porque se a justiça provém da lei, segue-se que Cristo morreu debalde.” (Gálatas 2:21)

    4– PASTOR PODE COBRAR DÍZIMOS:

    De acordo com Escrituras Sagradas, somente quem tem legitimidade para tomar dízimos são alguns integrantes da tribo de Levi.

    “E os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem, segundo a lei, de tomar o dízimo do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que tenham saído dos lombos de Abraão.” (Hebreus 7:5)

    Atualmente nenhum ser humano em todo o mundo tem autorização de Deus, segundo a lei, para tomar dízimos do povo. Nem mesmo entre os judeus legalistas em Israel, pois não há mais templo e consequentemente levitas servindo como sacerdotes.

    Os sacerdotes são as pessoas responsáveis por, dentre outras coisas, fazer interação entre o povo e Deus e Deus e o povo. O sacerdote é escolhido por Deus para esse ofício.

    O capítulo 7 de Hebreus discorre sobre Melquisedeque e sobre a semelhança do sacerdócio de Jesus Cristo com o dele. Nesse capítulo, há informação de que Abraão foi ao encontro de Melquisedeque e deu os dízimos de tudo (despojos de guerra), porque Melquisedeque era rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo.

    De acordo com Hebreus 7:17, Jesus Cristo é sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque. Então por uma questão lógica, Jesus Cristo também pode receber o dízimo de tudo. Mas a Palavra não fala sobre homens recebendo o dízimo de tudo no lugar do Senhor Jesus Cristo.

    Mas como dar verdadeiramente os dízimos ao Senhor Jesus Cristo?

    “Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;
    Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e foste me ver. Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos? E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te? E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” (Mateus 25:34-40)

    Sempre que você ajuda as pessoas, doando alimentos, roupas, atenção para os doentes, visitando os presos, na verdade você está dizimando para o Senhor Jesus Cristo, não apenas do dinheiro, mas de tudo.

    Se alguém pedir, cobrar ou exigir dízimos, inclusive fazendo ameaças antibíblicas, esse tal estará usurpando o lugar do próprio Cristo, o único que tem legitimidade para receber os dízimos de tudo. Por isso você jamais encontrará na Bíblia qualquer registro de que os apóstolos escolhidos pelo Senhor Jesus tenham arrecadado dízimos da igreja primitiva. ISSO JAMAIS ACONTECEU E NINGUÉM CONSEGUE PROVAR O CONTRÁRIO.

    É claro que os obreiros de Deus, desde que escolhidos verdadeiramente pelo Senhor para essa responsabilidade, são dignos de serem auxiliados pelas igrejas.

    “porque digno é o operário do seu alimento.” (Mateus 10:10)

    Alguém precisa se responsabilizar civilmente pelos locais de reunião (aluguel, contas) e, por isso, é necessário que obtenha recursos para arcar com as despesas, mas isso não lhe dá o direito de receber dízimos dos crentes. Porém, isso não o impede de receber as contribuições voluntárias, de acordo com os critérios definidos para a igreja, já no período da graça.

    5–O DIZIMISTA ENRIQUECE

    As Escrituras Sagradas nos alertam para a possibilidade de passarmos até por alguns apertos. O próprio apóstolo Paulo padeceu necessidades, enfrentando até mesmo a fome, porque não tinha dinheiro:

    “porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade.” (Filipenses 4:11-12)

    O profeta Malaquias não se dirigiu à igreja quando disse que Deus abriria as janelas do céu para derramar as muitas bênçãos materiais, do contrário Deus estaria entrando em uma irreparável contradição ao prometer bênçãos e prosperidade, mas ao mesmo tempo permitindo que os crentes, inclusive dizimistas, enfrentassem necessidades tão grandes, como as que Paulo enfrentou.

    Pedro não era um homem rico, apesar de ser uma das colunas da igreja (Gálatas 2:9). Veja o que Pedro disse ao homem que queria receber esmola:

    “E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda.” (Atos 3:6)

    “Nós somos loucos por amor de Cristo, e vós sábios em Cristo; nós fracos, e vós fortes; vós ilustres, e nós vis. Até esta presente hora sofremos fome, e sede, e estamos nus, e recebemos bofetadas, e não temos pousada certa, e nos afadigamos, trabalhando com nossas próprias mãos. Somos injuriados, e bendizemos; somos perseguidos, e sofremos; somos blasfemados, e rogamos; até ao presente temos chegado a ser como o lixo deste mundo, e como a escória de todos.” (1 Coríntios 4:10-13)

    Quem vai a Cristo esperando receber DELE apenas prosperidade nesse mundo vil está perdendo tempo. A maior riqueza que Jesus tem para dar é o perdão dos pecados e a vida eterna no reino dos céus. Ele pode enriquecer ou empobrecer aqueles que se aproximam DELE, mas isso depende de sua perfeita e, algumas vezes, incompreensível vontade (1 Sm 2:7, Rm 11:34).

    ::: Considerações finais :::

    Se você é verdadeiramente servo de Deus, então honre ao Senhor com o que você puder. Ele não quer sacrifício, mas misericórdia (Oséias 6:6, Mt 12:7).

    Embora não seja uma ordenança para a igreja, entregar o dízimo em dinheiro em uma congregação pode ser até uma questão de escolha, de propósito com Deus. Errado é o dar pensando em ficar rico ou em escapar da “maldição do devorador”.

    O objetivo desse estudo é orientá-lo a não aceitar o falso ensino de que os crentes estão obrigados a entregarem dízimos em uma denominação e de que, se não o fizerem, estarão sujeitos a maldições. A verdade é que Cristo nos libertou da maldição da lei há quase 2000 anos.

    Devemos agradecer a Deus por poder investir em sua obra aqui no mundo, pois há prazer nisso, não apenas colaborando com dinheiro, mas também com a própria vida.

    “Reparte com sete, e ainda até com oito, porque não sabes que mal haverá sobre a terra.” (Eclesiastes 11:2)

    “manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a sua esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que nos concede abundantemente todas as coisas para delas gozarmos;” (1 Timóteo 6:17)

    “Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.” (1 Timóteo 6:10)

    Deus seja louvado e glorificado eternamente!

    Atenciosamente,

    Hubner Alessandro

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