Patrícia Lélis é diagnosticada como mentirosa compulsiva e poderá ser internada em hospital psiquiátrico

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O indiciamento formal de Patrícia Lélis por extorsão e denunciação caluniosa ocorreu na tarde da última quinta-feira, 18 de agosto, e o delegado responsável pela investigação revelou que Patrícia Lélis tem problemas psiquiátricos graves e já havia sido diagnosticada com mitomania.

Luiz Roberto Hellmeister, delegado titular do 3º Distrito Policial de São Paulo, afirmou categoricamente que a estudante de jornalismo mentiu em depoimento ao dizer que foi ameaçada e mantida em cárcere privado pelo ex-chefe de gabinete do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), Talma Bauer.

O delegado irá pedir a prisão preventiva de Patrícia Lélis ao final do inquérito: “Em decorrência do perigo que ela coloca à sociedade e às pessoas que a cercam, com falsas verdades, com mentiras, não medindo as consequências, dos seus atos”, disse Hellmeister, explicando os motivos do futuro pedido de prisão.

“Ela inventou a história de sequestro aqui em São Paulo. Agora, se houve estupro ou não, isso está em Brasília”, disse o delegado, segundo informações da Veja.


Hellmeister revelou ainda que Patrícia Lélis foi diagnosticada com mitomania no ano passado, quando denunciou um suposto estupro ocorrido quando ela tinha 15 anos de idade. “Ela narrou que com 15 anos de idade ficou em cárcere com mais duas amigas, por cerca de três dias, sendo estuprada todos os dias”, afirmou o delegado.

Na entrevista concedida ao Conexão Repórter, Patrícia afirmou que o estupro tinha sido perpetrado por um técnico que tinha ido à sua casa consertar uma máquina de lavar roupa.

A decisão final sobre o indiciamento de Patrícia Lélis foi tomada após o delegado ouvir o depoimento de outras pessoas, incluindo o ex-namorado da estudante, Rodrigo Simonsen. As revelações feitas por ele foram consideradas cruciais para derrubar a versão de cárcere privado e coação atribuídas falsamente ao ex-assessor parlamentar.

Simonsen revelou que dormiu quatro noites com Patrícia no hotel San Raphael, no mesmo período em que ela alegava estar em cárcere privado.

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Bauer

Novos detalhes da atuação de Bauer foram revelados pela Polícia na tarde de ontem. Inicialmente, o ex-assessor negou o pagamento dos valores, mas diante dos indícios que a jovem lançou na internet, aceitou pagar para que a estudante interrompesse as acusações a Feliciano.

Ele chegou a dar R$ 20 mil em dinheiro a Patrícia Lélis, e reiterou que os valores teriam saído de suas economias pessoais, já que ele é um investigador aposentado e como chefe de gabinete parlamentar recebia cerca de R$ 20 mil mensais. Hellmeister entendeu que não houve crime da parte dele.

Internação

Patrícia Lélis pediu ao delegado um prazo de cinco dias para que ele encerre o inquérito em que ela terminou indiciada por extorsão e denunciação caluniosa.

De acordo com o jornalista Leandro Mazzini, da Coluna Esplanada, no Uol, esse prazo teria sido pedido pela estudante e sua advogada para que fossem apresentadas provas de que ela não extorquiu Bauer. Mazzini foi o primeiro jornalista a noticiar as acusações de Lélis contra Feliciano e seu ex-chefe de gabinete.

No entanto, o Gospel+ apurou com testemunhas que estiveram na delegacia durante os depoimentos na tarde de ontem, que o prazo de cinco dias teria sido pedido pela advogada para que a estudante formalizasse uma confissão de mentira, assumindo os crimes.

Essa confissão seria feita para que Patrícia fosse conduzida a uma instituição psiquiátrica, onde teria sua saúde mental tratada, ao invés de presa preventivamente.

Ainda de acordo com a mesma testemunha, que pediu anonimato, Patrícia teria argumentado que ela jamais acusou Bauer de cárcere privado e coação, e que essa teria sido uma dedução do delegado Hellmeister diante de seu relato.

Feliciano

O pastor publicou uma nota em seu site oficial e afirmou que confia na Justiça para que as acusações de estupro contra ele sejam derrubadas. Confira:

O indiciamento da estudante PATRÍCIA LÉLIS pela prática dos crimes de extorsão e denunciação caluniosa pela polícia do estado de São Paulo, reafirma a nossa plena confiança na lisura das instituições públicas e da Justiça de nosso país.

Já dizia o apóstolo Paulo no livro de Efésio onde disciplinou o necessário para realmente sermos filhos de Deus: ‘Assim, mantenham-se firmes, cingindo-se com o cinto da verdade, vestindo a couraça da justiça’ (Efésios – 6:14). Boatos são boatos e nunca serão verdades! É o que temos para o momento, e seguimos confiantes até o término das investigações.

Deputado Federal
Pr. Marco Feliciano – PSC/SP
Assessoria Jurídica de Gabinete.

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