Escola cristã rejeita aluna de oito anos por ela não parecer “feminina o suficiente”

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Uma escola primária cristã causou revolta na opinião pública dos Estados Unidos por enviar à família de uma de suas alunas uma carta dizendo que recusaria a matrícula da menina se ela não começasse a se vestir de forma mais feminina.

A criança, de oito anos de idade, usa um corte de cabelo curto, e aparentemente os diretores da escola entenderam que isso seria um indicativo de que ela teria problemas com sua identidade de gênero.

“Acreditamos que, a menos que Sunnie, bem como sua família, entendam claramente que Deus a fez fêmea, com sua própria vestimenta e comportamento, e precisa seguir o exemplo com sua identidade ordenada por Deus, a TCS não seja o melhor lugar para o seu futuro na educação”, diz a carta da Escola Cristã Timberlake, enviada à família.

Procurados pela reportagem da emissora WSET, os representantes da escola afirmaram que as questões que preocuparam os educadores vão “muito além do seu comprimento de cabelo”, pois outros problemas “perturbaram o ambiente de sala de aula”.


Sunnie Kahle é criada pelos avós, e gosta de atividades que comumente são mais praticadas por meninos, como jogar bola, por exemplo: “Sunnie percebe que ela é uma mulher, mas ela quer fazer as coisas menino”, afirmou sua avó, Doris Thompson.

Apesar de a menina não ter sido acusada formalmente de nenhum delito pela escola – que é ligada à Igreja Batista de Timberlake – os avós optaram por tirá-la da instituição, segundo informações do Huffington Post.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+

16 COMENTÁRIOS

    • Esse é o amor cristão. O mesmo que queimava hereges para dar exemplo para que outros não fizessem o mesmo e para que eles não espalhassem suas heresias e arrastassem muitos ao inferno.

  1. pelo jeito esta familia, tenta recuperar os problemas de casa dentro da escola, e nós sabemos escola é para ensinar só isto e impedir que determinados comportamentos, atrapalhem os outros estudantes, logo educação deve ser proviniente do lar, onde pai e mãe devem educar seus filhos, e ensinar que não são donos do mundo, mas que devem se adequar aos padrões exigidos, pela instituição, e não a escola se adequar ao padrão da familia, agora uma ajuda de psicólogos e ou de uma igreja ai sim podem ajudar

    • >> “pelo jeito esta familia, tenta recuperar os problemas de casa dentro da escola”

      E desde qdo uma menina usar roupas masculinas é um problema?

      >> “e nós sabemos escola é para ensinar só isto e impedir que determinados comportamentos, atrapalhem os outros estudantes…”

      E como é que essa garota – ao usar roupas masculinas – está prejudicando outros estudantes? Pela pesquisa que eu fiz em relação à este assunto, são os outros alunos que estão prejudicando esta garota ao fazer bullying contra ela…e com conivência dessa escola ainda por cima por colocar culpa do bullying na vítima e puni-la em vez de responsabilizar e punir os estudantes que a intimidam.

      >> Acontece que uma escola deve garantir o bem-estar dos seus alunos em vez de julga-los e discrimina-los por causa de algo que faz parte da identidade deles, punindo-os por isso.

      E com certeza, essa escola não garantiu o bem-estar dessa criança. Além de julga-la por causa de sua identidade, ainda por cima colocou ela como culpada do bullying que ela estava sofrendo na escola por parte de outros alunos. Onde já se viu isso?

      Eu sei – por experiência própria – que geralmente escolas fazem vista grossa ao bullying que acontece dentro de suas dependências, mas culpar a própria vítima do bullying por ser intimidada é algo inaceitável e que ultrapassa todos os limites da ética e do bom-senso.

      Essa escola tb ensina intolerância, preconceito e discriminação contra quem ela acha que fere alguma regra supostamente divina. Isso não é correto. Uma escola jamais deve incitar esse tipo de atitude, afinal – assim como os pais – ela tb serve como modelo de conduta para os alunos que a frequentam. Assim sendo, a mensagem que ela passa é que pessoas diferentes como essa criança não devem ser aceitas pelo que são e – como se não fosse suficiente essa exclusão social – ainda devem ser discriminadas e penalizadas.

      >> “agora uma ajuda de psicólogos e ou de uma igreja ai sim podem ajudar”

      Eu concordo que uma ajuda psicológica para ajudar essa criança a superar o trauma de ser discriminada e intimidada por pessoas que ela confiava é necessária. Mas a “ajuda” de uma igreja pode mais atrapalhar do que ajudar, afinal essa igreja vai ser da mesma opinião intolerante e preconceituosa que essa escola.

  2. Sunnie Kahle é criada pelos avós, e gosta de atividades que comumente são mais praticadas por meninos, como jogar bola, por exemplo: “Sunnie percebe que ela é uma mulher, mas ela quer fazer as coisas de menino”, afirmou sua avó, Doris Thompson.
    1) A própria garota percebe que é mulher; 2) as atividades são comumente “mais praticadas” por meninos (então existem meninas que praticam essas atividades); 3) futebol não é proibido para as mulheres (jogar futebol não é a declaração de homosexualidade); 4) cortar cabelo curto não é o atestado de homossexualidade feminina; 5) Muitos avós costumam fazer tudo o que os netos pedem (não generalizando), até comprar as roupas unissex, que junto com o corte de cabelo, podem compor esse visual; 6) Ela pode estar transmitindo algo que não se pode compreender sem a conhecer pessoalmente.

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