Juiz sentencia católico praticante a frequentar cultos em Igreja Batista por se envolver em confusão

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Um desentendimento entre um católico praticante e um grupo de evangelistas de uma Igreja Batista virou caso de Polícia, e o fiel da Igreja romana terminou condenado a frequentar cultos na denominação protestante.

A história, que parece surreal, começou quando o vendedor Jake Strotman, 23 anos, católico praticante, encontrou um grupo de fiéis da Igreja Batista pregando. Jake estava voltando para casa após assistir a um jogo de hóquei, e resolveu abordar os evangelistas para saber do que se tratava aquela reunião. Os pregadores – não muito sábios – o viram com algumas latas de cerveja e disseram que ele não seria salvo.

Obviamente, a afirmação dos batistas não foi bem recebida e o evangelismo virou bate-boca. Um homem, que viu a discussão, tomou as dores de Jake e empurrou um dos evangélicos, o que desencadeou uma pancadaria generalizada.

Segundo o próprio Jake, ele foi o primeiro a ser derrubado, e na sequência, os fiéis evangelistas se amontoaram sobre ele. Segundo informações do Cincinnati Enquirer, ao se debater para tentar levantar, Jake acertou o rosto de Joshua Johnson, quebrando seus óculos e cortando seu rosto.


Quando a Polícia chegou para apartar a briga, Jake foi preso e indiciado por tentativa de agressão, o que renderia a ele 90 dias na cadeia. Quando o caso foi levado à Justiça, caiu nas mãos do juiz William Mallory, do Condado de Hamilton, estado de Ohio (EUA), conhecido por sua criatividade ao estipular sentenças.

Mallory só manda os réus que condena para a cadeia quando não tem alternativa. Quando pode, estipula penas alternativas, e se gaba disso. Jake, ciente da fama do juiz, sabia que seria condenado, e quando o juiz estava para pronunciar a sentença, ele o interrompeu, sugerindo uma pena alternativa: frequentar os cultos da Igreja Batista por um determinado período, o que seria uma oportunidade de aprender a respeitar a religião alheia.

O juiz, afeito a esse tipo de opção, perguntou a Joshua Johnson se aceitava e ele concordou. Os advogados e o promotor também concordaram, e Mallory determinou que Jake frequentasse, por 12 semanas seguidas, os cultos dominicais da Morning Star Baptist Church.

Na igreja, que fica a 40 quilômetros de sua casa, Jake irá assistir ao culto, que dura 90 minutos, e receberá um programa semanal para cumprir e entregar, a cada domingo, ao pastor, para que ele assine. Ao final, serão 18 horas de participação em cultos na Igreja Batista.

Jake saiu satisfeito – apesar de ter que pagar US$ 480 de multa e US$ 2,8 mil de honorários advocatícios – porque poderá aproveitar as 12 semanas de domingo para fazer novas amizades e, quem sabe, conquistar novos clientes, já que ele trabalha como autônomo, vendendo janelas, divisórias e portas. “Quem sabe, no final das contas, vou vender algumas janelas, divisórias e portas a meus novos amigos e clientes”, disse ele à TV 12News.


5 COMENTÁRIOS

  1. concordo maravilhosa esta pena pois a maior riqueza para o ser humano é conhecer e aprender a palavra de Deus melhor do que ficar na cadeia e sair pior aprender so atitudes gestos que o levariam ao fundo do poço!

  2. Polícia de SC pede à Justiça que afaste pastor suspeito de crime sexual
    Apesar de ter sido indiciado, ele segue conduzindo cultos em Joinville.
    Em gravação, pastor admite a violência e diz que motivos foram religiosos.
    Em Joinville, no Norte de Santa Catarina, a polícia pediu à Justiça que afaste um pastor das funções na igreja. Ele foi indiciado por posse sexual, mas segue conduzindo cultos, conforme mostrou o RBS Notícias desta terça-feira (21).
    A vítima, de 30 anos, sofreu o abuso dentro da igreja. O pastor, de 47, foi indiciado pela Polícia Civil por violação sexual mediante fraude. Isso significa praticar ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima. O crime prevê pena de dois a seis anos de prisão.
    Crime
    “Ele passou a mão em vários lugares e eu não conseguia me mover, eu só pedia a Deus para sair dali. Eu… primeiro não consegui entender. Eu falei ‘Meu Deus, o que que está acontecendo?'”, disse a vítima à RBS TV.
    “Eu fiquei muito mal. Não conseguia dormir, não conseguia comer. Fechava o olho eu lembrava… Lembrava dele. Porque a cena ali foi muito horrível. Ele parecia um monstro”, continuou a mulher.
    Depois do crime, a vítima voltou à igreja e gravou uma conversa que teve com o pastor sobre o abuso. “Quando o senhor pegou por dentro da minha calça…”, começa a mulher, no áudio. “Tocou. Tocou. Sim.”, responde o pastor. “Eu me senti envergonhada”, diz a vítima. “Eu estava repreendendo o que estava ali”, declara o suspeito.
    “Mas é necessário?”, pergunta a mulher. “É necessário. Pôr a mão aqui, aqui… para que ele saia”, responde o pastor.

    “Nesse áudio, que inclusive foi franqueado ao investigado por ocasião do interrogatório, ele deixa muito claro o que ele fez”, afirmou a delegada responsável pelo caso, Tânia Harada.
    Inquérito concluído
    O caso agora segue para o Ministério Público de Santa Catarina. No final de maio, a delegada pediu à Justiça que o pastor ficasse proibido de exercer a função na igreja.
    Nesse mesmo dia, a RBS TV fez imagens dele em uma sessão religiosa para dezenas de fiéis. A delegada ainda aguarda decisão da Justiça.
    “O inquérito já está concluído. Ele tem um respaldo probatório bom, que não me deixa margem nenhuma a dúvida de que esse abuso ocorreu, de que essa moça é vitima”, afirmou a delegada.
    O suspeito foi procurado pela RBS TV, mas se negou a conversar com a equipe. A reportagem também tentou contato com o advogado do pastor, mas ele não foi encontrado. A RBS TV entrou em contato também com a sede da igreja evangélica do suspeito, mas o responsável não quis se pronunciar sobre o caso.
    Abuso e gravação
    A mulher conheceu o pastor após procurar uma igreja evangélica de Joinville enquanto passava por problemas pessoais. Ele pediu que ela voltasse no dia seguinte para receber uma oração individual. Ao final dessa sessão que o abuso ocorreu.
    A vítima já havia sofrido abusos sexuais quando criança. Foi abusada pelo avô dos 6 aos 11 anos de idade. “E eu, agora, com 30 anos, passar por isso? Na hora, eu entrei em choque”, disse a mulher à RBS TV.
    Depois da violência, a vítima procurou a delegacia e foi orientada por um policial a produzir provas. Ela gravou a conversa com o pastor recontando o que tinha acontecido. Quando ouviu a gravação durante o interrogatório, ele confessou a prática. Mas, antes, chegou a sustentar a versão de que o abuso teria motivo religioso.
    “Eles não sabem o mal que eles estão fazendo, que não é só aquele momento. Um mal desses pode afetar para o resto da sua vida”, disse a vítima à reportagem.
    Globo.com

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