Famoso pastor afirma: “Deus nos livre de um Brasil evangélico”

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O pastor, escritor, conferencista e poeta Ricardo Gondim, nacionalmente conhecido por suas pregações inteligentes e críticas, postou um texto em seu blog dizendo que o país entrará em decadência caso seja governado totalmente por evangélicos. A crítica, explicada no texto, não se refere ao cristianismo, mas sim à religião. Ricardo Gondim descreveu cenas prevendo ações dos evangélicos.

Segundo ele o país se tornará chato, entendiate e repressor. Até mesmo mais ditador que outros regimes, pois a religião evangélica está longe de ser algo livre.  “E a esse movimento não interessa que haja um veloz crescimento entre católicos ou que ortodoxos se alastrem. Para ‘ser do Senhor Jesus’, o Brasil tem que virar ‘crente’, com a cara dos evangélicos”, escreveu o pastor.

Algo grave que iria acontecer seria inibição da criatividade, já que muitos poetas, escritores, cientistas e músicos seriam reprimidos e as teorias já existentes seriam ignoradas, elevando o grau de desconhecimento e percepções sobre o mundo.

“Um Brasil evangélico significaria o triunfo do ‘american way of life’, já que muito do que se entende por espiritualidade e moralidade não passa de cópia malfeita da cultura do Norte. Um Brasil evangélico acirraria o preconceito contra a Igreja Católica e viria a criar uma elite religiosa, os ungidos, mais perversa que a dos aiatolás iranianos”, afirmou Gondim.


A crítica refere-se principalemente à importação dos usos e costumes estadunidenses, pois muito da cultura de lá é copiada em algumas igrejas brasileiras, ignorando a própria cultura desse país. O texto segue falando da repressão aos católicos, pois se os evangélicos fossem maioria poderia até existir uma nova “Guerra Santa”.

Ele comentou que prefere ler textos de Gabriel Garcia Márquez, do Mia Couto, do Victor Hugo, do Fernando Moraes, do João Ubaldo Ribeiro, do Jorge Amado a qualquer livro da série “Deixados para Trás” ou do Max Lucado. Embora Gondim tenha criticado de forma sutil os livros de Max Lucado, muitos de seus livros foram publicados pela MK editora, a mesma que detém direitos para tradução e publicação de alguns livros de Lucado.

Gondim é presidente nacional da igreja Assembléia de Betesda, que do hebraico significa “Casa da Misericórdia”. Sua trajetória na fé iniciou em uma igreja Presbiteriana e mais tarde passou a participar da Assembléia de Deus, depois foi para a Assembléia de Deus Betesda. Sua jornada como pastor tem gerado muita polêmica pois é contra a teologia da prosperidade e maldição hereditária. Entre os calvinistas já foi apontado como herético, por sua visão é de se afastar da religiosidade. Já escreveu 21 livros que em sua maioria tenta responder dúvidas de muitos cristãos e que em suma falam de um relacionamento aberto com Deus.

Em seu texto crítico à regência evangélica no Brasil concluiu sintetizando sua ideia central. “Levar a boa notícia não significa exportar uma cultura, criar um dialeto, forçar uma ética. Evangelizar é anunciar que todos podem continuar a costurar, compor, escrever, brincar, encenar, praticar a justiça e criar meios de solidariedade; Deus não é rival da liberdade humana, mas seu maior incentivador”.

Fonte: Gospel+

10 COMENTÁRIOS

    • Realmente, é muito melhor viver em um país evangélico do que em um país anti-cristão, se você for evangélico, porque se você não for, é uma droga.

      Melhor mesmo é viver em um país que respeita a liberdade das pessoas, inclusive a liberdade de se privarem de quase toda liberdade.

  1. É,tem razão quem afirma que nem tudo está perdido.Eu,que já fui assediado por membros de igrejas evangélicas,pude comprovar o quanto são mentes fechadas,arrogantes,se dizem representantes de Deus(!!!!!??????)na terra e como adoram chamar os que não os aceitam de malditos ou seguidores do diabo.Parabéns,Ricardo Gondim.

  2. Ricardo Gondim…. Deus te livre de uma país evangélico….
    Engraçado e um tanto irônico ter que bater na madeira três vezes. A mesma quantidade de vezes que Pedro negou a Jesus. É evidente que o Evangelho de Jesus precisa de uma outra reforma, na medida em que as curas, milagres, prosperidade financeira tornaram-se mais importantes do que o próprio mestre. O que me admira tanta “cultura” desse escritor dizer que não haveria mais cultura. Me respondam: quem tem acesso a essa “cultura”? O pai de família que ganha um salário mínimo? Sabendo que, o interesse dos nossos governantes é de que quanto menos cultura, melhor! O que Ricardo Gondim quer? Os governantes corruptos que temos? Milhares de dependentes de crack? Hospitais superlotados? Talvez uma nação evangélica faria falir a Souza Cruz… ninguém morreria por causa do cigarro. Não teriam abortos. Nem roubos, nem mentira. Se fosse evangélico como o verdadeiro Evangelho, ressalto. Não falo desse evangelismo distorcido com tanta “prosperidade”. Universidades comandadas por evangélicos? E daí? Hoje elas não são e o que as torna melhores? Todos têm mais acesso devido a isso? Ah, me poupe Ricardo… é pastor, mas apóia o casamento entre homossexuais, porque o país é laico? Então ser laico está acima dos princípios deixados por Deus? Você pode ser pastor de qualquer coisa, menos representante do Evangelho de Jesus.

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