“Jesus é a cura”, disse mulher após ser liberta da dependência sexual

Ela sofria de dependência sexual, com vários parceiros se fez de escrava do sexo e desenvolveu parafilias, mas encontrou em Jesus Cristo a força que precisava para se libertar e se tornar uma nova criatura

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A dependência sexual é algo mais comum do que se imagina. Alguns chamam de “vício”, mas esse termo não é adequado, segundo os novos conceitos em saúde mental. O termo dependência caracteriza algo mais complexo e menos pejorativo acerca de quem sofre com o popular “vício”, esteja ele relacionado ao sexo, entorpecentes ou a qualquer outra forma de dependência, orgânica ou psicológica. Em todo caso, a afirmação de que “Jesus é a cura” é uma experiência real constatada por quem encontra em Deus a verdadeira libertação.

O caso em questão trata de Isabella (nome fictício) e foi publicado no portal Guiame, testemunhando como a dependência sexual é algo destrutivo, bem diferente do que transmite a mensagem do filme “50 tons mais escuros”, retratando um transtorno de natureza sexual como um estilo de vida, invés de uma patologia que é motivo de intenso sofrimento para milhares de pessoas e precisa de tratamento.

Início da experiência sexual e o afastamento de Deus

Isabella teve a primeira experiência sexual aos 24 anos, quando a partir do envolvimento com fantasias sexuais se afastou de Deus e da igreja, vindo a se relacionar com diversos homens que fizeram dela uma “escrava sexual”:

“Enquanto submissa, eu sentia um certo acalento quando algum dos dominadores que eu me relacionava demonstrava proteção e cuidado. Eu, na verdade, buscava amor, proteção e não necessariamente sexo. Mas esta era a minha forma de receber afeto. É terrível a sensação… Você se sente um lixo, de fato um escravo sexual, sem nem ter nem o direito de se apaixonar pelo seu dominador”, relatou Isabella ao portal.


De fato, a busca de Isabella por sexo como forma de mascarar sua necessidade de amor e proteção é um dos principais sintomas da dependência sexual, caracterizando relacionamentos confusos, perca do autocontrole, compulsividade, baixa estima e o confronto com sentimentos que oscilam conforme se relaciona com novos parceiros.

A perversão sexual e o “espírito de Jezabel”

Isabella relatou que logo após sua primeira experiência, desenvolveu o que de acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM IV) e pela Classificação Estatística Internacional de Doenças (CID 10), pode ser considerado uma “parafilia”. Isto é; desejos, geralmente fantasiosos, persistentes, que submetem o indivíduo e seus parceiros a situações de humilhação, causando sofrimento psíquico e social às partes envolvidas.

“Eu me sentia atraída por ter e causar dor psicológica por meio da ‘humilhação’, tanto gostava de humilhar e ser humilhada no ato sexual. Isso é bizarro, eu sei, e dou graças à Deus por ter me livrado disso. Ele me tirou do fundo do poço emocional e do lamaçal do pecado sexual”, disse ela.

Isabella, porém, notou algo mais em sua condição. Durante uma pregação na igreja, ela percebeu em sua vida o que poderia ser o “espírito de Jezabel”, uma referência popular, porém, simbólica, entre os cristãos, para se referir a algo ruim ou mesmo a existência de um “demônio dominador” sobre alguém, trazendo destruição onde está através da idolatria. Sua referência está em 1 Reis 21:25-26.

“Este espírito não tem a ver apenas com sensualidade, mas com a questão da mulher dominar o homem em diversos aspectos”, contou Isabell, que acrescentou: “Mas a boa notícia é que Jesus é a cura e a salvação para as pessoas que estão presas em perversões sexuais severas. Muitas estão aprisionadas em um mundo tão secreto que a sociedade não pode ver. Por isso, somente Deus que tudo vê pode livrar o homem de suas prisões psicológicas”.

Quem sofre com a dependência sexual precisa buscar ajuda

Após ter um novo encontro com Deus, Isabella diz que “nossa geração precisa de novos valores, novos exemplos de casais”, e que  “somente o amor de Deus que excede todo o entendimento, pode libertar o homem de suas próprias prisões emocionais e espirituais e jogar os pecados no lago do esquecimento”. E sobre pessoas que sofrem com a dependência sexual ela adverte:

“Se você está viciado em sexo, pornografia e fantasias sexuais que te aprisionam, não se esconda atrás da tela do seu computador ou smartphone. É preciso ter uma atitude de coragem e pedir ajuda. Não tenha vergonha de pedir ajuda! Procure uma igreja e converse com um líder espiritual, pois somente Deus poderá te libertar de todos os tons de cinza”.

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