Em meio a crise sem precedentes, deputado evangélico diz que “momento espiritual” não favorece ajuste de contas no RJ

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A crise econômica que atinge o Brasil está afetando de forma mais grave o estado do Rio de Janeiro, com o governo admitindo dificuldade de pagar os salários dos servidores e também de aposentados. O corte de despesas é fundamental, segundo especialistas. Mas para o deputado federal Cabo Daciolo (PTdoB) essa medida de saneamento das contas públicas é um erro.

O parlamentar, integrante da bancada evangélica, é conhecido por sua postura heterodoxa, e por vezes, folclórica. Em uma reunião com o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), Daciolo protestou contra a ideia de cortar despesas para conseguir pagar as contas.

De acordo com informações do jornalista Ernesto Neves, colaborador da coluna Radar Online, na revista Veja, Daciolo disse que o “momento espiritual” do Rio não permite medidas duras.

“No meio da reunião entre o governador Luiz Fernando Pezão e a bancada de deputados federais do Rio para discutir saídas para a crise, Daciolo decidiu se pronunciar. Ele pediu para que Pezão retirasse já seu pacote de austeridade da Assembleia Legislativa porque o momento espiritual não está favorável. O argumento: quando os homens não conseguem resolver, Deus opera o impossível”, informou Neves.


Não há detalhes sobre qual foi a reação do governador em relação à fala de Daciolo, que foi eleito em 2014 pelo PSOL, beneficiado pelo coeficiente eleitoral conquistado pelo partido com os votos recebidos por Chico Alencar e Jean Wyllys.

Em outro momento da reunião, outra parlamentar da bancada evangélica protagonizou uma cena inusitada: Clarissa Garotinho (PR) saiu às pressas após seu pai, o ex-governador Anthony Garotinho, ser preso pela Polícia Federal na Operação Chequinho.


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