O bispo e poeta Pedro Casaldáliga, do Brasil, o Prêmio Nobel da Paz, Adolfo Pérez Esquivel, a líder das Mães da Praça de Maio, Hebe Bonafini, da Argentina, o subcomandante Marcos, do México, o professor Noam Chomsky, dos Estados Unidos, e o presidente eleito do Paraguai, Fernando Lugo, são alguns dos nomes que assinaram manifesto contra a lei que pune imigrantes na Comunidade Econômica Européia.
“A Europa deveria pedir perdão ao mundo, ou pelo menos agradecer-lhe, ao invés de impor por lei a perseguição e o castigo aos trabalhadores migrantes, que ali chegam expulsos pela fome e pelas guerras que os donos do mundo lhes impõem, em seus países de origem”, diz o texto.
O manifesto, que circula na internet, assinala que a Europa não seria a Europa sem a mão-de-obra barata vinda de fora, sem as riquezas que o mundo inteiro deu a ela, sem o genocídio praticado contra os povos indígenas nas Américas e a escravidão imposta aos filhos da África.
Essa nova lei européia, ditada pela crise econômica, “castiga como crime o livre movimento das pessoas”, que é um direito consagrado há anos por legislação internacional. Os trabalhadores estrangeiros sempre são os “bodes-espiatórios” e culpados das crises “de um sistema que os usa enquanto necessita e logo os despeja na lata do lixo”.
O manifesto conta com assinaturas de artistas, jornalistas, escritores, professores, sociólogos, antropólogos, advogados e historiadores da Argentina, Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, Cuba, Equador, Estados Unidos, Haiti, México, Nicarágua, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.
Fonte: ALC