Papa Francisco classifica aborto como “crime abominável” e afirma que “todo direito civil deve apoiar-se no reconhecimento à vida”

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O papa Francisco voltou a manifestar repúdio contra o aborto durante uma audiência no Vaticano, e afirmou que “todo o direito civil deve apoiar-se no reconhecimento à vida”.

O argumento de Francisco vai no sentido oposto dos ativistas pró-aborto, que solicitam a legalização da prática como uma forma de garantir amplitude dos direitos civis das mulheres.

O pontífice católico fez referência ao Concílio Vaticano II quando classificou o “aborto e o infanticídio de crimes abomináveis”, segundo informações do G1. “Recordemos as palavras do Concílio: a vida, uma vez concebida, deve ser protegida”, afirmou Francisco aos integrantes do  Movimento Católico para a Vida.

“É importante reiterar a máxima oposição a qualquer ataque direto à vida, especialmente inocente e sem defesa: o bebê no ventre materno é inocente por excelência”, frisou o papa.


Na mesma linha de raciocínio, Francisco abordou os abusos sexuais praticados por padres e pediu perdão às vítimas: “Eu me sinto compelido a assumir pessoalmente todo o mal cometido por alguns padres, poucos em número, obviamente não comparáveis ao total de padres, e a pedir pessoalmente por perdão pelos danos que eles causaram por terem abusado sexualmente de crianças”, concluiu.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+


11 COMENTÁRIOS

  1. Uma mulher na década de oitenta foi estuprada e iria abortar porque era moradora de rua , e uma igreja evangélica da região leste de são Paulo a acolheu e convenceu ela de não abortar , passado 23 anos o filho dessa mulher em 2003 foi assassinado porque era homossexual , a mãe morreu de aids que contraiu do estuprador em 1998.

  2. A igreja católica apoiou o aborto até 1870, não se por quais questões ela passou a vida apoiando, embora alguns da igreja fossem contra.

    Agora, ela para mostrar uma santidade acima da média bate sem nem olhar a razão que reveste a vontade da abortante ou dos que a apoiam.

    Ninguém é favorável ao aborto em si, sim em face da desgraceira que a mulher faz quando põe na cabeça de tirar o filho a qualquer modo, nem que isso a conduza a morte, fato repetido todos os dias, mas ficam os santos dos santos dizendo que quem apoia é que gosta de matar criancinhas, ora a paciência tem limites.

    Se uma ou mais pessoa diz que se trata de um direito da mulher, nada impede das pessoas emitirem suas opiniões, todavia não é essa a discussão, de direitos ou não, mas sim de evitar uma mulher sozinha se dirigir ao altar de sua crucificação sem os pais saberem, retornando morta por ato infantil dela e desses contrários, que não querem ouvir o padecer dos outros, para quem sabe, se ouvindo, dissuadir as abortantes de suas pretensões. O Estado tem que assistir, cabendo a cada um pedir perdão a Deus, o que não pode é pessoas adultas serem mortas ante açougueiros, tudo porque não existe espaço para ouvi-la que se encontra grávida e também que pretende abortar.

    Etá mundinho que somente olha pra seu umbigo, bando de egoístas, bando de avestruz(enfia a cabeça no buraco quando se sente em perigo).

    Meu Cristo foi conversar e estar a mesa com ladrão, com prostituta, com dominadores de Roma, com, com matadores, não ficou restrito á leisinha de Moisés.É muito fácil e hipócrita continuar pregando a castidade quando se pratica sexo, o discurso deve ser outro, como seja, usar camisinha…, eu estou morrendo, por exemplo, de dengue, aí vem quem cuida da saúde pública dizer que meu quintal estava cheia de água parada, ora, ora, ora, eu quero saber disso neste momento, quer o médico saber a velocidade em que se encontrava o hospitalizado quando do acidente? Ele tem que curar, ele tem que resolver. Para cada situação da vida, um tática para solução e não ficar lamentando o leite derramado enquanto o pecador vai embora para a eternidade.

    • Como se deduz das declarações dos Concílios e dos Papas atrás citados, a Igreja sempre foi contrária à ocisão de uma criança no seio materno. Acontece, porém, que não sabendo quando o feto se torna criança (ser humano) propriamente dita, os doutores antigos distinguiam a eliminação do feto antes do 40.º ou 80.º dia e o aborto propriamente dito. Não chegaram a legitimar ou aprovar aquela, mas julgaram que não podia ser considerada com tanto rigor como o aborto propriamente dito; veja-se a intervenção de Gregório XIV em 1591. Na verdade, a extração de um elemento não humano não pode ser tida como aborto.

      Os antigos estavam, pois, condicionados pelo seu insuficiente conhecimento de Genética, mas por certo não toleravam o morticínio de uma criança, por mais incômoda que parecesse aos pais. Hoje em dia tal condicionamento desapareceu, de modo que se pode com mais nitidez e firmeza repudiar o aborto desde a concepção no seio materno, qualquer que seja a fase de evolução do feto.

      +++

      Caro Levi,

      guarde os documentos originais acima para os seus futuros estudos sobre o assunto.

      Paz e Bem

      • É, quando a igreja achou que não era ainda uma criança, por bem, permitiu o aborto.

        Diz você que por amor à criança, a igreja nunca foi a favor, sempre ao lado da vida. coisa que eu aqui falo e chamo a atenção, pois se a tua igreja se preocupou com a alminha sem pecado de bebê, imagine não se importar pela alma de mulheres que, face o seu pecado vão direto para o inferno?

        Ou seja, hoje, devido a perda da sensibilidade e tentando mostrar santidade, a igreja católica sequer intenciona discutir e ainda impede os estados que queiram contribuir humanamente evitando morte de jovens em açougues. Não querem conversar com elas e com ninguém, nada importando que vão para o inferno tais abortantes.

        Prego batido e ponta virada, opção pelo vir a este mundo de uma alminha é mais importante que uma mulher que vai para o céu.

        Preferia mil vezes ter sido abortado com assistência à minha mãe, pois regressaria para Deus, a saber que minha mãe morreu por ter sido precipitada e as pessoas não quiserem assisti-la em seu desatino.

        Como é que eu ficaria no céu sabendo que morri e da minha morte, minha mãe, que não teve tempo de pedir perdão a Deus de seu pecado, encontra-se, segundo a bíblia, toda a eternidade com o diabo? Como eu haveria de ter paz sabendo disso?

        Vocês não sabem se pôr no lugar dos outros, aí decretam que todas as situações são iguais, o que se visa é o aborto geral. Como se todas as mulheres passassem a abortar de uma hora para outra, como se isso fosse virar uma febre.

        Vão todos responder na eternidade pela ausência de bom senso. Bom senso em não querer distinguir uma situação da outra.

      • Pode desistir de esperar sequer um micrograma de honestidade do Leviano abortista neste tema Mauro.

        Jà mostrei estes textos ao nosso delirante opositor e ele fica inventando desculpas esfarrapadas para fugir da realidade.

  3. Desde o século I manifesta-se na Igreja a consciência de que o aborto é pecaminoso. Assim, por exemplo, reza a Didaqué, o primeiro Catecismo cristão, datado de 90-100:

    “Não matarás, não cometerás adultério… Não matarás criança por aborto nem criança já nascida” (2,2).

    “O caminho da morte é… dos assassinos de crianças” (5,2).

    Na segunda metade do século III; o autor da Epístola a Diogneto observava:

    “Os cristãos casam-se como todos os homens; como todos, procriam, mas não rejeitam os filhos” (V,6).

    O autor da Epístola atribuída a S. Barnabé no século II e depois Tertuliano ( 220 aproximadamente), S. Gregório de Nissa (após 394), São Basílio Magno ( 379) fizeram eco aos escritores precedentes.

    A legislação da Igreja oficializou esse modo de pensar, estipulando sanções para o crime do aborto.

    Assim o Concílio de Ancira (hoje Ancara) na Ásia Menor em 314, cânon 20, menciona uma norma que os conciliares diziam ser antiga e segundo a qual as mulheres culpadas de aborto ficam excluídas das assembléias da Igreja até a morte; o Concílio atenuou o rigor dessa penalidade, reduzindo-a para dez anos:

    “As mulheres que fornicam e depois matam os seus filhos ou que procedem de tal modo que eliminem o fruto de seu útero, segundo uma lei antiga são afastadas da Igreja até o fim da sua vida. Todavia num trato mais humano determinamos que lhes sejam impostos dez anos de penitência segundo as etapas habituais” (Hardouin, Acta Conciliorum; Paris 1715, t. I, col. 279)1

    Outros Concílios repetiram a condenação do aborto: o de Elvira (Espanha) em 313 aproximadamente, cânon 63; o de Lerida, em 524, cânon 2; o de Trullos ou Constantinopla, em 629, cânon 91; o de Worms em 869 cânon 35…

    Em 29/10/1588, o Papa Sixto V publicou a Bula Effraenatam: referindo-se aos Concílios antigos, especialmente aos de Lerida e Constantinopla, condenou peremptoriamente qualquer tipo de aborto e impôs severas penas a quem o cometesse, penas que só poderiam ser absolvidas pela Santa Sé. Além disto, a Bula não distingue entre feto não animado e feto animado por alma intelectiva, distinção esta de que falaremos às p. 454-456 deste artigo e que na época parecia muito importante.

    Tal Bula era rigorosa demais para poder ser observada, principalmente pelo fato de reservar à Santa Sé a absolvição das penas infligidas aos réus de aborto. Por isto foi substituída poucos anos depois pela Bula Sedes Apostolica de Gregório XIV, datada de 31/05/1591; este documento distingue entre feto animado e feto não animado por alma humana: o aborto de feto animado ou verdadeiramente humano seria punido com a excomunhão para os culpados, mas sem reserva da absolvição à Santa Sé; quanto ao aborto de feto não animado ou não humano, ficaria a questão como estava antes da Bula de Sixto V (seria passivo de sanção menos severa do que o aborto de feto animado).

    Como se vê, a questão da animação mediata ou imediata era ardente na época. Diante das posições extremadas que alguns autores professavam, o Papa Inocêncio XI condenou em 02/03/1679, como escandalosas e na prática perniciosas, as seguintes sentenças:

    “34. É lícito efetuar o aborto antes da animação para impedir que uma jovem grávida seja morta ou desonrada.

    35. Parece provável que todo feto carece de alma racional enquanto está no seio materno; só é dotado de tal alma quando é dado à luz. Em conseqüência, deve-se dizer que nenhum aborto implica homicídio” (Denzinger-Schönmetzer, Enquirídio de Símbolos e Definições n. 2134s.).

  4. Cristiano Ramos, o objetivo do comentário do Anderson é alertar para o fato de que existem casos e casos. Não devemos levar em consideração apenas o lado emocional dos fatos. Na maioria dos casos temos que ser práticos. Quantas crianças esses que condenam veementemente o aborto já adotaram?
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  5. Roque Oliveira Quantas crianças? Quantos orfanatos são administrados por religiosos? quantas crianças a pastoral da infância salvou no mundo? Quantas mães pobres foram ajudadas por religiosos? Aqui no meu bairro mesmo, padre paga conta de luz, agua de quem esta com problemas financeiros, da cesta básica, compra remédio, faz bingo beneficente, eu não sou católico e não aceito os dogmas católicos, mas também não sou HIPÓCRITA de não reconhecer alguém quando faz o bem, mesmo que esse alguém tem uma linha de pensamento diferente do meu…Por essas e outras que o movimento gay transforma os homossexuais em pessoas extremistas e raivosas…

  6. Não matarás. É o que diz a palavra de Deus. Como. dizer que sou Cristão um seguidor de Cristo e
    ser a favor ou simpatizante do aborto.
    ” Tu, que te glorias da Lei, desonras a Deus com tuas transgressões da Lei” Rom. 2,23
    ‘ E, apesar de conhecerem o juízo de Deus que declara dignos de morte os autores de tais ações, não somente as praticam, mas ainda aprovam os que as praticam” Rom. 1,32

  7. "Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima dos céus, nem embaixo na terra, nem nas àguas debaixo da terra. Não a adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o Senhor, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos. Êxodo 20:4-5"

  8. Cristiano Ramos . O que ele falou não ilustra o caso .A criança cresceu e teve o direito sagrado da vida. Foi assassinado mas não pela mãe. Teve,entredtanto, o direito de escolher o seu destino. "Não matarás"

  9. Junior Biell, eu vou te explicar de onde vem esse comportamento "extremista e raivoso dos homossexuais", segundo você e outros imbecis. Historicamente, cristãos e homossexuais nunca se toleraram, apesar de haver muitos homossexuais infiltrados nesse meio cristão. Mesmo assim se aturavam. Essa revolução teve início no Brasil quando políticos travestidos de pastores, portanto, sem escrúpulos, para garantir a eleição e reeleição, fizeram da temática homossexual seu mote de campanha politica e não evangelizadora. Canalhas como Marco Feliciano e Silas Malafaia (político que atua nos bastidores) começaram a soltar pérolas como "os gays destroem as famílias", "a AIDS é o câncer gay", promessas de cura gay com a psicóloga Marisa Lobo, que em breve também estará ocupando uma vaga no parlemento, dentre outros fatores. Ao longo dos séculos, os gays sempre foram alvos de ataques, tanto físico quanto contra a sua dignidade, mas os tempos mudaram. E esses que tam a coragem de lutar contra essa opressão se tornaram um calo no dedo dos ativistas cristãos acostumados com a passividade dos gays, por isso foi travada essa verdadeira guerra. As pessoas perderam o meso de mostrar a cara e hoje os gays quebraram aquele estigma da bichinha delicada e saltitante.
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  10. E preciso admitirmos que muitos de nós são filhos de gravidezes indesejadas, que o digam nossos pais, mas que não os abortando tornaram-se hoje em homens e mulheres brilhantes que orgulham, não só os próprios pais, mas a sociedade e a humanidade.

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