Brasil

Debate sobre a separação do Estado em relação à religião cria polêmicas na sociedade

Comentários (5)
  1. mauro disse:

    Era a manhã de uma sexta-feira quando o Filho de Deus passou por Jerusalém carregando o símbolo dos criminosos: a Cruz, sobre a qual morreria. O símbolo dos criminosos era ali levado pelo inocente, condenado pela covardia daquele juiz que preferiu lavar suas mãos e omitir-se ao invés de aplicar a justiça.

    O sacrifício da Cruz é o ápice de toda a obra Redentora. Como uma nova estrela de Belém que guiou os Reis Magos até o Menino Jesus, a Cruz indica o caminho da salvação para a humanidade redimida, atraindo-a a fazer o bem e a evitar o mal.

    Durante séculos, a Cruz foi vencendo o paganismo, aplacando as injustiças e formando a mentalidade dos homens e das instituições, que vieram a constituir, posteriormente, a realidade conhecida como o mundo ocidental e cristão. Em memória disso, no centro da Praça de São Pedro, no Vaticano, há um grande obelisco encimado pela Cruz de Cristo, representando o triunfo da Fé sobre o paganismo.

    “Quando eu for elevado da terra, atrairei todos a mim” (Jo 12,32).

    Era a misericórdia da Cruz substituindo as arenas romanas e a cólera guerreira dos bárbaros. O Império Romano desabou com a invasão dos bárbaros e se converteu pelo exemplo dos cristãos. Onde antes imperavam “deuses” criados à imagem dos defeitos humanos, entrava agora o Deus que ensinava a moral, elevando os homens a uma dignidade superior a seus defeitos, libertando-os do peso do pecado e introduzindo o autêntico conceito de justiça.

  2. mauro disse:

    A Cruz, símbolo da Justiça

    A justiça não era mais um capricho da Roma pagã ou a aplicação fria de um princípio abstrato, mas um ato de equidade que devia transparecer com bondade e sabedoria, resolvendo conflitos inerentes a toda vida em sociedade.

    Na sociedade ocidental e cristã, a Cruz está no fundamento da Justiça. Foi nessa região do mundo que se desenvolveu o nosso sistema legal e jurisdicional, foi sob o influxo dos princípios cristãos que se buscou estabelecer o que é justo e legítimo e, em consequência, definir o que deve ser legal ou ilegal.

    Ademais, a Cruz é uma lembrança constante de como a Justiça deve ter cuidado para não ser injusta. Assim como o supremo inocente, Nosso Senhor Jesus Cristo, foi condenado pelo supremo covarde, Pôncio Pilatos, deve o julgador estar atento para não cometer o mesmo absurdo.

    Pôncio Pilatos teve medo daquela aparente maioria que pedia a morte do inocente. Em nome dessa maioria, ele sacrificou a verdade. A Justiça, sob o signo da Cruz, deve lembrar sempre que a busca da verdade e não a busca do aplauso é a obrigação primeira. Também por isso, está a Cruz presente nas salas de audiência e julgamento em nosso País, lembrando constantemente não apenas as obrigações do juiz para com a verdade, mas a origem e a finalidade da Justiça.

  3. mauro disse:

    A quem, então, incomoda a Cruz?

    Quando o governo federal lançou o novo Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), vários grupos católicos e evangélicos chamaram a atenção para a incompatibilidade desse plano com a moral cristã. Em poucas palavras, se aplicado, o PNDH-3 levaria a uma verdadeira perseguição religiosa no Brasil.

    Um dos itens previstos nesse PNDH era a retirada de crucifixos de repartições públicas e tribunais.

    A Cruz incomoda o movimento de homossexuais. Desagradada pela presença do crucifixo no Tribunal do Rio Grande do Sul, certa Liga Brasileira de Lésbicas, entrou com “pedido” junto ao Conselho de Magistratura do Tribunal de Justiça do estado (TJ-RS) para que os crucifixos fossem retirados das salas daquele órgão do Poder Judiciário.

    Segundo noticiado pela imprensa, o referido Conselho de Magistratura acatou esse pedido por unanimidade, ordenando a retirada dos crucifixos. O relator da matéria foi o desembargador Cláudio Baldino Maciel, que considerou necessário retirar os crucifixos das salas de julgamento por ser esse o “único caminho que responde aos princípios constitucionais republicanos de um Estado laico, devendo ser vedada a manutenção dos crucifixos e outros símbolos religiosos em ambientes públicos dos prédios”. Com isso, argumenta o desembargador, estaria se demonstrando que o Estado-juiz é equidistante de todos os valores.

    Na realidade, o “Estado-juiz”, ao pretender retirar os crucifixos, está demonstrando abraçar outros valores, diversos daqueles que estão representados no Crucifixo.

    Mas não é só isso. O Brasil é um Estado laico desde a proclamação da República, em 1889, ou seja, há 122 anos. Se a presença do crucifixo fosse contrária ao laicismo brasileiro, ele teria sido retirado em 1889, e não em 2012.

  4. mauro disse:

    Mesmo sendo o Brasil um Estado laico, sua sociedade é profundamente religiosa. O Poder Judiciário, um dos três poderes do Estado, não existe meramente como uma abstração legal, mas existe dentro da realidade desse país que é o Brasil, dessa sociedade de brasileiros que vivem em nosso território. Um território descoberto por caravelas que aqui aportaram ostentando a Cruz de Cristo, tendo como primeiro ato oficial uma santa Missa, e em cujo céu figura, luminoso, o Cruzeiro do Sul. Um país que tem no Cristo Redentor um de seus mais conhecidos cartões-postais e cujas cidades adotaram não raramente nomes de santos.

    Por essas e outras, a própria Constituição do Brasil começa pedindo a “proteção de Deus” em seu preâmbulo, deixando patente que o laicismo, como entendido em nosso País, não é contrário à religião e não pode ser usado como um instrumento a serviço da cristianofobia, isto é, dessa tendência, em ascensão em várias partes do mundo, de perseguir o cristianismo e seus adeptos.

    Não estranha, nesse sentido, que os mesmos julgadores que decidiram retirar os símbolos cristãos, possam conviver pacificamente com os símbolos pagãos como a estátua da deusa Themis, ostensivamente colocada na fachada do Palácio de Justiça de Porto Alegre.

    A decisão do Conselho de Magistratura do TJ-RS abre um perigoso precedente nessa matéria, indicando não apenas uma tentativa de reinterpretar o laicismo no Brasil, mas também criando um verdadeiro divórcio entre o Estado e a sociedade.

  5. mauro disse:

    O Laicismo, uma nova religião?

    Se não bastasse tudo isso, há um problema de fundo que fica evidenciado com a decisão de retirar crucifixos das salas de audiência do TJ-RS.

    O laicismo agressor, no Brasil, sempre foi mitigado pela religiosidade da população, respeitando limites, sem interferir na esfera religiosa. Contudo, se a pretexto do laicismo o Estado passar a “regular” a prática religiosa (mesmo em prédios públicos), ele estará quebrando esses limites.

    Em outros termos, retirar símbolos religiosos em nome do laicismo é o mesmo que dizer que cabe ao Estado decidir o que a sociedade pode ou não pode fazer em matéria de expressão religiosa. O laicismo acaba assim sendo perigosamente transformado em um valor religioso, numa religião oficial do Estado laico.

    A interpretação do Conselho de Magistratura do TJ-RS parece ignorar a realidade brasileira ao defender uma espécie de “ação afirmativa” (um laicismoproativo), querendo obrigar a uma mudança profunda nas raízes religiosas e culturais da nação brasileira.

    Esperemos que a reação da sociedade a essa medida seja suficientemente clara e firme para derrubá-la, pois a Cruz não é um incômodo, mas sim um farol lembrando a todos que devemos fazer o bem e, em particular aos juízes, que devem julgar segundo os princípios da Justiça.

    Frederico Viotti

  6. Murilo D'Lima disse:

    Os cristão principalmente não entendem que revogar a laicidade do país daria brecha para o Estado se intrometer nos assuntos da igreja, como dízimo, eleição do pastor, horários de culto, doutrinas… A laicidade garante que o cristão possa ir na praça e pregar, a laicidade garante que um ateu chegue na praça e debata de forma pacífica com um religioso sem ser perseguido pelo estado e vice-versa. Laicidade são significa ateísmo, laicidade significa democracia, liberdade de expressão, liberdade de culto… Temos exemplos de várias nações que tinha o Estado e Igreja em uníssono, e o que aconteceu!?!? Inquisição, perseguição aos judeus por parte dos cristão católicos, perseguição ao índios que não aceitavam a catequização, aos negros que cultuavam os seus deuses, e todos esses crimes de perseguição foram permitidos pelo Estado, que tinha a Igreja como autoridade. O Estado não tem sentimento religioso e, laico como é, não deve estabelecer preferências ou se manifestar por meio de seus órgãos. Entendemos haver um equívoco ao se afirmar que o Brasil acredita em Deus. Quem pode acreditar ou não são os brasileiros. Não é lícito que prédios públicos ostentem quaisquer símbolos religiosos, por contrariar o princípio da inviolabilidade de crença religiosa. O Estado deve respeito ao ateísmo e quaisquer outras formas de crença religiosa. O predomínio do Catolicismo no Brasil não justifica tais símbolos. Não entramos no mérito das religiões. Não avaliamos qual ou quais religiões o crucifixo representa. Isto não tem conotação pública e não nos interessa. Se tais símbolos ofendem a liberdade de crença ou descrença de uma única pessoa, já se torna justificada a retirada destes objetos.

  7. Caio Araújo disse:

    O Brasil está entrando por um caminho obscuro, de abandonar a Deus, e o Senhor cobrará da nossa nação. "Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o SENHOR, e o povo que ele escolheu para a sua herança." Salmo 33.12 Estado laico não é estado ateu!

  8. Marcio Silva disse:

    pensem no monte de feriados que o estdo deveria deixar de parar por causa de feriados em homenagem a "santos" catolicos, nomes de cidades, se o estado deve mesmo ser laico tem de tirar as imagens de entidades do candomble do lago na bahia muita coisa deve mudar, ou é laico ou nao é

    1. É verdade Marcio, quero ver o que vão fazer com o feriado 12 de outubro, dia da cidinha,será que vão proibi ra romaria lá em Aparecida-SP?

  9. emilio reno disse:

    e’ como fica deus nesta questao? ele matou milhares de pessoas ou melhor o mundo inteiro e os animais tambem .como fica essa questao?ninguem fala nada sobre isso,ele matou porque muitos nao acreditava nele,e agora como fica . a terra nao e’ e nunca foi laica .pensem nisso!!!

  10. Os ganaciosos líderes religiosos torcem para apoderar-se da nação Brasileira e já escolheram até o nome do novo Estado: – GRANDE TEMPLO DO EDIR, MALAFAIA, VALDEMIRO, HERNANDES, R R SOARES, CAIO FÁBIO… – Só falta destituir a presidente Dilma, fechar o congresso, ou melhor, substituir todos os senadores e deputados por pastores e decretar que todo membro dessa nova nação trabalhem e doem 10% de tudo que ganhem para mantê-los. Se der mole vai acontecer! Hipócritas! Como Jesus os chamou (1Timóteu 6:3-5; 1Pedro 5:2,3; Tito 1:10-12, 16)

  11. Diane disse:

    Somos um país de maioria cristã. Não somos mulçumanos, nem budistas…, somos cristãos .respeitem a maioria, senhores governantes.

  12. Sendo uma nação tradicionalmente religiosa com fundamentos cristãos, portanto é tambem questão de uma cultura enraizada a seculos… Para tirar algo de raiz como é a questão religiosa, voce precisa de colocar outro valor equivalente ao cristianismo, pois a sociedade apoia nestes valores cristãos, pois dão convicção de fé. É essa convicção que sustenta a familia, e consequentemente a nação. O QUE PODERÁ SUBSTITUIR ESSA CONVICÇÃO? TIRAR POR TIRAR, SERÁ QUE VALE APENA FICAR SEM NADA, SEM RUMO, DESNORTEADO, acho perigoso esse passo.

  13. Engraçado que na sexta-feira da Paixão ninguém é laico ou ateu.

  14. o PAIS e o MUNDO so vao viver em PAZ quando verdadeiramente tomarem conciencia de que TEMOS LIVRE ARBITRIO, eu nao sou obrigado a COMER CARNE OU BEBER VINHO SI EU NAO GOSTO, ENTENDAMOS ISSO PELO AMOR DE DEUS.

  15. Cassio Civo disse:

    E eu lhes pergunto: Os princípios da nossa constituição não são princípios bíblicos…
    Antes de se escrever não furtará, amarás ao teu próximo, não adulterarás, não levantará falso testemunho a Biblia já dizia.
    A constituição e as leis são baseadas em princípios bíblicos e fica esta pouca vergonho de poucos que querem tornar o pais um lugar de promiscuidade, roubo, mortes, estupros, etc dizendo que a influência evangélica é ruím para a sociedade!!! Ridículo isso!!!

  16. Leandro Vicente disse:

    Apoio Estado Laico, pois a missão de levar o evangelho é nossa, e não do governo!

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