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Em discurso, deputado fala sobre as perseguições históricas sofridas pelos evangélicos e afirma que o governo deve buscar parcerias com as igrejas

Comments (1)
  1. Os religiosos sempre foram perseguidos por outros religiosos, raros são os casos em que ocorre o contrário. Então cabe uma questão, não seriam os evangélicos/católicos os perseguidores? Não estariam eles numa caça às bruxas contra os que defendem a laicidade do Estado?

    1. Josi Ane disse:

      perseguidores? nós? olha o que vc disse e pense em quem é o perseguidor.

    2. Josi Ane Veja bem, em relação a laicidade do Estado, que praticamente não existe, e a bancada religiosa vem tentando extingui-la, e "demonizando" (perseguindo) os que a defendem. E, o histórico de perseguições religiosas ocorridas de que se tem conhecimento, aconteceram, em sua maioria, por religiosos que caçavam outros religiosos, ou religiosos que caçavam não-religiosos.

    3. O que quero dizer, é: os parlamentares religiosos não seriam os perseguidores da laicidade do Estado, e demonizadores dos que a defendem? E não estariam eles apenas se fazendo de coitadinhos, sendo eles os vilões?

    4. Olá Sérgio, boa tarde. Agradeço pelos seus comentários. Nós evangélicos somos as pessoas mais interessadas na defesa da laicidade do Estado. Todavia, o conceito de laicidade vem sendo desvirtuado de seu sentido original, para fundamentar a construção de um Estado ateu, onde ninguém pode emitir uma opinião de influência que seja fundamentada em princípios religiosos. Ou seja, querem utilizar a laicidade para calar a voz das opiniões contrárias a projetos, leis, comportamentos e práticas conduzidas ou estimuladas por certos segmentos sociais. Como eles enfrentam forte oposição (de pessoas que em qualquer democracia podem discordar da opinião dos outros) para a sociedade acatar suas ideias, então a laicidade e o afastamento da religião são ideias muito bem vindas nessa hora. Observe que os maiores interessados em tudo isso são pessoas cujas práticas comportamentais não encontram apoio entre grupos religiosos. Será que a religião deve ser obrigada a aceitar o que eles querem? Reflita sobre isso.

    5. Bem Luciano Borges de Santana, quando se tenta introduzir algo no campo político que tenha fundamentação estritamente religiosa, é uma afronta a laicidade. E é isso que vem acontecendo, a bancada religiosa usa para defender seus interesses argumentos baseados em apelos emocionais, que desenrolam-se em fundamentação religiosa, como é o caso do aborto, do casamento homossexual, da descriminalização da maconha, dos privilégios concedidos à lideres religiosos… Não abrindo espaço para o debate embasado em evidências, apenas em fé, e sabemos que fé é uma coisa individual, não podendo portanto ser tida como regra geral. Por isso, acredito que, com todo respeito, essa "lenga lenga" de estar sendo perseguido, é um argumento falacioso, pois, não vê-se por aí ataques políticos a nenhuma crença por parte de políticos não religiosos, pelo contrário, religiosos é que vem fazendo isso. Em alguns casos, políticos religiosos são denunciados ou coisa do gênero, por seus atos (atos, não crença), e eles logo tratam de desviar o foco da denuncia, afirmam perseguição, citam a bíblia, falam dos mártires… Só ressaltando, não vejo por aí debates sobre o período de formação cerebral de um feto, sobre os benefícios (sim eles existem) da maconha, sobre a quantidade de crianças que podem ganhar um lar como consequência do casamento homossexual, debates assim não acontecem, ficam sempre envoltos no campo da moral religiosa. Veja bem, moral religiosa, que é culturalmente um atraso, não que seja deplorável, mas tem sérios conceitos que necessitam de revisão, prova disso são as igrejas "liberais".

  2. Presbitero Quelly Pedrosa disse:

    De sorte o ilustre deputado fez referencia a um fato real da nossa triste historia brasileira, um belo exemplo de consciência no tocante as leis constitucionais do nosso país. MEUS PARABENS

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