Ex-técnico que combatia Atletas de Cristo diz acreditar que fez bem ao futebol: “Não queria jogador melancólico”

1

Nos anos 1990, um movimento chamado Atletas de Cristo reunia jogadores de futebol e atletas de outras modalidades que se declaravam evangélicos e foi alvo de polêmicas no esporte.

Um dos técnicos de futebol contrários ao movimento, Cassiá Carpes, combateu o modo como os Atletas de Cristo se reuniam e se portavam, e afirmou que sua postura, contrária ao grupo, ajudou a evitar uma divisão maior no futebol. Entre os integrantes do grupo de fiéis, estavam jogadores como Muller e Marcelinho Carioca, por exemplo.

“Naquela época, eles não percebiam o sentido de grupo, se recolhiam, se isolavam. Tudo o que era bom vinha deles, o ruim não, então não tinham conceito de grupo”, criticou Carpes, que atualmente é deputado estadual pelo PTB no Rio Grande do Sul, segundo informações do Uol.

“Dizia na época que não existia um time de Cristo, mas sim um coletivo, cada um com a sua religião. Hoje, entendo que ajudei a desmitificar essa questão”, afirma o ex-treinador, que comandou clubes como Internacional, Grêmio e Ponte Preta.


Carpes, que é católico, diz que o alvo de suas críticas não era a fé dos atletas, mas sua postura nos clubes e nos jogos: “Não tenho nada contra religião. Aliás, se não fosse a religião, o país estava pior, especialmente na questão das drogas. As igrejas têm papel importante. Sou católico não praticante, mas o importante é o caráter, a índole. Às vezes, não precisa ir à igreja para rezar”, disse, citando um exemplo de atleta que entendia seu recado: “Me lembro do Gilson Batata no Rio Branco. Ele era símbolo de garra, raça e era atleta de Cristo. Então, era isso, eu não queria jogador melancólico”, finalizou.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+

1 COMENTÁRIO

  1. A Fé cristã não tem nada haver com melancolia!!!

    Associar a Fé cristã com melancolia é uma opinião preconceituosa!!! A própria Bíblia nos diz que a alegria do Senhor é a nossa força!! Não sei como aconteciam estas reuniões, mas se um grupo se reúne para orar alguns minutos acho que isto não configura isolamento. Também não sei como era o proceder dos jogadores mas fomos chamados para ser sal e luz no mundo e isto se faz no meio das pessoas e não isoladas, a prática genuína do evangelho de Cristo produz pessoas mais dispostas a cooperar com o bem comum e isto tem tudo haver com o trabalho em equipe, pois a essência do Cristianismo é o amor a Deus e ao próximo!!!

DEIXE UMA RESPOSTA