Governos estaduais investem R$ 1,5 milhão para criação de “macumbódromos”; Locais serão voltados aos rituais de religiões africanas

19

O Estado é laico, mas não ateu. Esse conceito, questionado quando usado por evangélicos, vem sendo colocado em prática pelos governos do Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul, que anunciaram o investimento de R$ 1,5 milhão para a construção de espaços voltados aos praticantes de umbanda e candomblé.

Os locais já foram escolhidos e terão, além de “altares” para o depósito das oferendas e velas, banheiros e locais para depósito das frutas e alimentos usados para atrair as divindades celebradas pelos praticantes.

“O reconhecimento de um espaço para a gente por parte das autoridades acaba com aquela ideia distorcida de que estamos fazendo algo irregular”, comemora a Mãe Fátima Damas, presidente da Congregação Espírita Umbandista do Brasil (CEUB), em entrevista à IstoÉ.

Segundo a diretora cultural da Federação Brasileira de Umbanda (FBU), a iniciativa pode resultar numa proibição de que as oferendas sejam depositadas em outros locais públicos: “Apoiamos, desde que não encurralem a gente em um canto cercado e pequeno, sem policiamento”, pontua Dayse Freitas. A opinião é compartilhada pela antropóloga Sônia Giacomini. “Essa permissão só não pode significar a impossibilidade de uso de outros espaços públicos para rituais”, diz a integrante do departamento de ciências sociais da PUC-Rio.


O secretário estadual de Meio Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, afirmou que o investimento no macumbódromo será de R$ 1 milhão e outros espaços semelhantes deverão ser construídos em breve: “Outras duas áreas do Rio deverão receber Espaços Sagrados também”, anunciou.

Já em Campo Grande, o governo do estado investirá R$ 500 mil para a construção do espaço voltado aos cultos das religiões de matriz africana. A justificativa para a iniciativa foi a disparidade entre a crença religiosa da maioria da população e as práticas dos adeptos da umbanda e candomblé.

“Os praticantes poderão ir a um lugar adequado para fazerem suas oferendas sem incomodar as pessoas de outras religiões. No candomblé, por exemplo, são feitas oferendas com comidas em lugar aberto o que causa constrangimento aos não praticantes e neste projeto buscamos o respeito, a harmonia com a população com a natureza”, disse Iraci Barbosa dos Santos, presidente da Federação de Cultos Afro-brasileiros e Ameríndios de Mato Grosso do Sul (Fecams).

Por Tiago Chagas, para o Gospel+


19 COMENTÁRIOS

  1. O sistema de saúde tanto na infra quanto nos salários dos agentes, assim como no ensino público são de primeiríssimo mundo.

    Como se no estado do RJ tudo funcionasse a contento.

      • IRANIANO DEIXA DE SER BESTA, SE NÃO PORQUE SUJA E APODRECE CARNIÇA NAS RUAS DA CIDADE, MAS PELA BELEZA DE PODER ANDAR SEM SE DEFRONTAR COM OFERENDAS E PAIS DE SANTOS QUE MAIS PARECEM FANTASMAS PERAMBULANDO PELA RUA

      • Por que vocês não seguem as coisas da sua própria religião,como por exemplo dar a maior prova de amor ao próximo, o respeito?O fato de desrespeitarem, e assim, não seguirem o 2º mandamento divino não faz com que vocês sejam condenados ao “inferno”?
        Tentem conhecer um pouco melhor a sua religião para não pecar contra o que vocês acreditam,ok??

  2. Pessoal se essas religioes afro descendente fosse coisa que prestasse a Africa nao seria o continente mais pobre e violento da face da terra. E tem mais aqui no Brasil e so dar uma olhada e ver quais os estados que tem mais seguidores que seguem essas religioes que praticam o ocultismo, macumba etc e veja a situaçao desses estados….pobreza, violencia, prostituiçao etcc
    Mas e assim mesmo o povo rejeita o Deus verdadeiro para ir atras de deuses estranhos, por isso que ha tanto sofrimento, miseria, doenças e e outras consequencias..

  3. Se fosse investimento para Marcha para Jesus, os evangélicos não estariam reclamando, tenho certeza e muita. Somente eles podem ter direitos mas outros não podem!!

  4. Isso sim que é tolerancia religiosa, nunca faça com o outro o que vc não gostaria que fizesse com vc, essa é a lei dos homens de bem, concordo sim com a construção desses centros.

  5. GENTE FALA SERIO.
    SE ESSE DINHEIRO FOSSE INVESTIDO PARA CONSTRUIR UM ESPAÇO PARA EVENTOS EVANGELICOS. SERVIRIA DE PROTESTOS PRINCIPALMENTE SERIAM DIVULGADOS PELA REDE GLOBO.

    O PREFEITO DE CAMPO SR ALCIDES BERNAL, MACUMBEIRO SAFADO, NÃO TEM MAIS PRA ONDE CORRER, A PONTO DE SER CASSADO, AGORA FICA INVENTANDO ESSAS COISAS.

    VAI TUDO SE F…..UM DIA.!!!!!!!

  6. Por quê antropólogo é chegado num ritual animista?
    Uma boa pergunta.
    DUVIDO que algum grupo ateu (os “laicos) se metam a besta com os macumbeiros!!!!
    DUVIDO.
    Eles podem ser idiotas, mas não são burros!!!

  7. ESTA POSTAGEM VEIO A CALHAR PARA QUE OS EVANJEGUES EXERÇAM AQUILO QUE MAIS GOSTAM DE FAZER: JULGAR E CONDENAR A HUMANIDADE, OU TODOS AQUELES NÃO SEGUEM SEUS PRECEITOS. SE ACHAM OS DONOS DA VERDADE.

  8. ah, eu também quero verba para montar um espaço voltado para os indiferentes, sem religião. acho que esta porcaria de governo vai me conceder também, se ate os filhos do diabo tem direito porque nós que somos filhos de ninguém não teremos o mesmo direito?

  9. Fico muitíssimo feliz em saber que todas as minhas ações afirmativas junto ao projeto F.A.C Fé Atitude e Cidadania da FORMA ao insistir em pedir ao Governo Municipal nosso Espaço Eco Afro religioso no qual já existe sérios estudos junto a Secretaria Municipal do Meio Ambiente neste “mar” de esperança não estamos sozinhos irmãos de Axe de Maricá ;Tai o Exemplo do Governo Estadual e RS e nosso Prefeito com toda certeza vê com bons olhos nossa proposta porque se organizar faz bem pra todos! By: Pai Liminha de Marica Presidente da Fonte para Orientação Religiosa das Matrizes Africana com sede no Baiiro da Amizade Marica RJ

  10. Fala sério! Concordo que deve ter um espaço certo para os adoradores dos demônios fazerem seus rituais. Pois ninguém merece acordar pela manhã para ir ao seu trabalho ou à escola e deparar-se com um despacho de galinha ou um bicho morto fedendo com o nome dos outros em sua calçada. Porém, assim como as igrejas, seus espaços devem ser construídos com recursos próprio e não com a verba pública. Proibir que a Palavra de Deus seja pregada dentro dos trens já foi feito pelo Poder Público. Mas por que não proíbe também esse montante de macumba no meio da mata e nas ruas? Isso é poluição ao meio ambiente. Será que o Secretário do Meio Ambiente não sabe disso? Saber sabe, mas provavelmente, ele deve ter uma ligação com essas práticas ridículas e porcas para aprovar o gasto do dinheiro público com o”macumbódromo”. Só Jesus na causa…

  11. Isto NAO e novidade alguma,o proprio governo do Rio de janeiro,tinha ou tem ainda,um contrato com uma tal associaçao cacique cobra coral,com a finalidade d proteçao espiritual contra as chuvas,e serio,se tiver duvida e so pesquisar,alias tem funcinado que e uma beleza nao e?Mas voltemos a questao do DINHEIRO PUBLICO gasto com os seguimentos religiosos,esta mais do que errado e indecente,afinal como o proprio nome diz “dinheiro publico” e dinheiro do contribuinte sendo usado para beneficiar seguimentos que nao fazem nada pela segurança,educaçao e saude do povo,o que mais tenho assistido sao pastores ganaciosos querendo meter a mao neste dinheiro facil,religioes das mais diversas querendo mordiscar um pedaçao e por ai vai.Nao nao e nao dinheiro publico e para ser investido em infra estrutura,a dizer SEGURANÇA,SAUDE E EDUCAÇAO,o que passa disto e dinheiro jogado fora e listo,carnaval,futebol,copa do mundo,olimpiadas,religioes da mais diversas,nao me importo com quem seja pegou o dinheiro publico para beneficio proprio ou de sua instituiçao,e ladrao,corrupto.E o governo que libera o dinheiro publico para estes abutres sao mais do que corruptos sao bandidos da pior especie.Acorda povo A verdadeira igreja de Jesus nao precisa estar no meio do lixo mundano para prosperar,quem prega ao contrario disto e anatema.

DEIXE UMA RESPOSTA