Jornalista evangélica se manifesta favorável à legalização do aborto: “Deus deu livre-arbítrio aos seres humanos”

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A discussão sobre o aborto e a legalização ou não da prática levou a jornalista e blogueira evangélica Talita Ribeiro a escrever a respeito do assunto. Intitulado “Sou evangélica e a favor da legalização do aborto”, o artigo usa como argumento pontos de vista científicos, teológicos e legais.

Talita ressalta que pessoalmente é contrária ao aborto, mas entende que sua postura e/ou crença não deve influenciar o Estado na elaboração de políticas sobre o tema: “Eu não sou a favor do aborto, mas sou a favor da legalização dele até o início do terceiro mês de gravidez, para que mulheres não continuem morrendo após a intervenção em clínicas clandestinas e em condições precárias, para que mulheres não continuem sendo marginalizadas após um ato de escolha sobre o seu corpo, com base nas suas crenças e realidade. Sou absolutamente contra a imposição da minha fé e meus preceitos morais a todos”, contextualizou.

O âmbito teológico foi abordado pela jornalista ao mencionar o livre-arbítrio dado por Deus ao ser humano, para fazer suas escolhas e viver com as consequências de cada passo dado. Talita Ribeiro ainda agrega o direito civil de livre crença a seu argumento e afirma que as crenças cristãs não devem ser impostas a terceiros.

“Se Deus, que é Deus, deu livre arbítrio aos seres humanos, por que eu, que sou apenas uma ‘pessoa’, defenderia intervenções legais que limitam e, muitas vezes, condenam mulheres à morte e a complicações psicológicas e de saúde? Com base na minha fé eu faço as minhas escolhas e espero que todos tenham esse direito. Porém, sei bem que como sociedade temos que viver de acordo com algumas regras, baseadas em algo comum a todos, como a racionalidade, por isso a observação sobre a legalização até a 8ª semana de gestação, quando o embrião é o que eu chamo de ‘possibilidade de vida’, não um ‘ser vivo’, já que ainda não tem atividade cerebral”, explica-se a autora.


O artigo segue a mesma linha de raciocínio ao abordar os argumentos usados pelos ativistas pró-vida, que são contra a interrupção da gravidez, dizendo que a vida estabelecida é a da mulher, e por isso, deve ser defendida: “Segura o dedo antes de me xingar! Quando uma pessoa deixa de ter atividade cerebral nós a consideramos morta, não é? É morte cerebral e ninguém discute isso. Por que eu deveria tratar um embrião – ele ainda não é nem um feto -, como um ser humano vivo, se ele não tem sinapse e é apenas uma possibilidade de vida, que depende 100% do corpo da mulher para se desenvolver? Um embrião não se desenvolve se a mulher que o carrega não estiver… Viva. Quem nós devemos proteger, então?”, questiona Talita Ribeiro.

Em seu resumo, Talita prega tolerância e respeito às pessoas que não abraçam os princípios bíblicos: “Se eu sou cristã e a bíblia diz que nós vivemos através da compaixão, da misericórdia e do perdão que compartilhamos, não posso aceitar isso […] Não se constrói uma sociedade que discute pecado e penaliza o pecado. Não se deve julgar, mas discernir o que é certo, o que eu quero ou não pra minha vida, e respeitar e acolher o outro que escolhe diferente”, pontuou.

Opiniões contrárias

Nos comentários do artigo, os leitores que se manifestaram contra a opinião de Talita Ribeiro ressaltaram os argumentos comumente usados para defender o princípio de que o aborto não deva ser legalizado.

“Não quero condena-la pelo que diz e acho importante expressar uma opinião sobre qualquer assunto, mas um embrião é sim, um ser humano em desenvolvimento que está lutando para sobreviver. Um aborto em qualquer faze da gestação é prejudicial a mulher, compromete seu sistema reprodutor e pode até, mexer com seu psicológico”, disse a usuária Mikaele.

Um usuário anônimo expôs sua preocupação com questões espirituais e de obediência a Deus: “Creio que esse realmente é um assunto que deve ser estudado a fundo e ser tratado com muita sabedoria. Mas devemos compreender também que a partir do momento que as células se unem, a pessoa tem uma alma, uma alma que deve ser apresentada a Cristo […] Um embrião tem vida! […] Acima de tudo vem a Bíblia, Deus, mas também estamos sob as leis dos homens, que existem para manter uma ordem geral. Não que todas estejam corretas. Por isso também temos que intervir, orando e colocando a mão na massa! […] Creio que Deus não se agrada com o aborto, independente do estágio, independente do motivo. Ele nos dá força para seguirmos caminhando”, opinou.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+


59 COMENTÁRIOS

  1. Me perdoam por favor esta expressão, mas a afirmação desta e de cagar pra dentro,ela e mas não e uma fala anula a outra, tenha a santa paciência ela e a favor sim do aborto como não, ora Deus deu o livre arbítrio para o ser humano agir certo ou errado, neste caso ela esta usando o livre arbítrio para agir no errado i e o que ela esta fazendo, como pode uma pessoa vir a publico dizer que e evangélica e ser a favor do aborto ate os três mês de gestação? vai ser evangélica assim la em cucuias, isso não sabe nem o que fala, pode ate ter estudo e diploma, mas de DEUS ela não entende mesmo a concepção que ela tem de Deus esta muito aquém do que ela possa sentir ou imaginar, e tenho dito

    • Abra a cabeça, irmão. Muitos de nós, evangélicos e crentes em Jesus, somos a favor da escolha. Nós não somos burros nem ignorantes na Palavra de Deus. Tem muito mais a ver com a mensagem do Evangelho a gente se preocupar em diminuir o número de mulheres que morrem por abortos que são feitos na clandestinidade do que ficar querendo colocar as poucas que sobrevivem na cadeia.

  2. Provavelmente esta Talita nunca foi mãe, nunca vivenciou os 3 primeiros meses de uma gravidez, nunca foi ao ginecologista ver como está o desenvolvimento do embrião, nunca fez uma ultrassonografia p/ ver o crescimento de seu futuro filho, nunca ouviu a batidinha do coraçãozinho, nunca sentiu uma bicuda na barriga, nunca conversou com o embrião e ele respondia com movimentos… É normal p/ esse tipo de pessoa, tudo é “relativo”…

    Deus, me livre desse relativismo…

    • Eu sou mãe e sou a favor da legalização do aborto até o 3 mês de gestação. Veja bem, eu nao sou do aborto, sou a favor da descriminalização dele.
      É só usar a cabeça pessoal, vocês como cristão vão continuar fazendo a parte de vocês. E nós pecadores, teremos o nosso acerto de contas com Deus.
      Então, por favor, parem de impor as crenças de vocês na vida dos outros, se preocupem com vocês.
      Já nao dão a minima mesmo para quem pensa diferente, então que continuem assim.

    • Nós, evangélicos pró-escolha, somos a favor de que toda mulher tenha direito a esses momentos maravilhosos que você menciona… Mas apenas quando ela assim desejar, e que isso nunca seja imposto e obrigatório.

    • Não acredito em tanta, tempestade por não, a pírula do dia seguinte, não interrompe um agragidez, mas interrompe que ela inicie. Não existe, feto, não existe, óvulo fecundado, é so o esperma e óvulo que poderiam se encontrar e vir a ser fecundados.
      Logo os fundamentalistas vão querer lei pra presevar espema, e ninguem poderá ser masturbar. é o cumúlo.
      Se fosse a tua filha de 12 anos estuprada por um monstro, dúvido que você no mesmo dia não recorreia a pírula do dia seguinte.

  3. Vamos liberar o crack, a cocaína e deixar que cada um cuide de seu livre arbítrio… rsrsrsr ….Tudo bem que temos que respeitar a opinião das pessoas, mais isso aí não tem nada haver com religião. Eu tbém sou evangélica mas, não preciso de religião para saber que isso está errado.

    • O álcool já é liberado, não é? O aborto já é legalizado em caso de estupro, não é? Então :)

      Se vc está usando uma lógica tão rasa de que o estado deve proteger as pessoas a todo custo, vamos precisar proibir o porte de armas, a bebida alcoólica, o uso de automóveis, o uso de cigarro…

      Existe um equilíbrio entre intervenção do estado e liberdade individual. O que a Talita está propondo é que o estado deixe a mulher ser livre p/ optar pelo aborto no início da gestação, assim como ela é livre p/ fumar, beber cerveja…

      • O q está sendo gerado dentro dela ñ é mais um órgão, ñ é uma apêndice ou uma amídala. É um ser humano. Ela pode ter liberdade p/ decidir sobre o seu corpo, mas ñ a de um outro ser humano…

    • Bel, presta atenção no que você esta falando.
      Comparar o aborto com um problema como o vicio prova que você realmente não usa o cérebro antes de argumentar sobre um assunto que pode interferir na vida de milhares de mulheres. Por favor limite-se em ficar calada

  4. Tendo Deus como Senhor da vida e como ponto de convergência de tudo, não devemos nos esquecer que entre os direitos fundamentais da pessoa estão o direito à vida e à integridade física de todo o ser humano, desde a concepção até a morte.

    Reafirmo que na defesa da vida, desde a concepção até a morte, precisamos entender que a legalização do aborto é uma saída menos custosa ao Governo, pois garantir a vida da mulher e da criança requer investimentos em profissionais de saúde, clínicas, hospitais, medicamentos, assistência social. Ao aprovar o aborto, não de forma explicita na lei, o parlamento e o Governo, através do Ministério da Saúde, pretende evitar mais despesas para o já mal gerido orçamento público.

    É inegável que a legalização da prática criminosa do aborto (mesmo estando implícito na proposta da deputada Iara Bernardi), contraria os preceitos cristãos. Arrancar o feto do útero da mulher é um crime. Um ser indefeso é assassinado, sob a tênue luz de uma suposta legalidade. Este feto, com poucas semanas de gestação, é filho de Deus e sua concepção é abençoada. Na leitura de Jeremias (1–5), vemos que “antes que no seio fosses formado, eu já te conhecia; antes de teu nascimento, eu já te havia consagrado”.

    Negar a este ser indefeso o direito a vida, sob pretexto de uma profilaxia da gravidez, é caminhar em contrário ao que prega Jesus, especificamente no quinto mandamento, “Não matarás o inocente nem o justo, porque não absolverei o culpado” (Ex 23,7). Nele é nítido que o assassino e os que cooperam voluntariamente com o assassinato do inocente cometem um pecado que clama ao céu por vingança. Este mesmo mandamento proíbe que se faça algo com a intenção de provocar indiretamente a morte de uma pessoa.

    os direitos inalienáveis da pessoa devem ser reconhecidos e respeitados pela sociedade civil e pela autoridade política. Os direitos do homem pertencem à natureza humana e são inerentes à pessoa em razão do ato criador do qual esta se origina. Reafirmo que entre estes direitos fundamentais é preciso citar o direito à vida e à integridade física de todo ser humano, desde a concepção até a morte.

    Pode parecer redundante repisar estas questões, concepção e morte. Mas este é o cerne da questão. É inaceitável que o poder público, através dos parlamentares e da presidencia da república, sinta-se no direito de legislar sobre tão fundamental direito, que é a vida. É legitimar o genocídio, é assegurar o assassinato de um indefeso, no caso o feto, com poucas semanas de vida.

    A lei aprovada, caríssimos, é nefasta e merece ser rejeitada por todos os que creem em um Deus misericordioso, que ama seus filhos e quer todos sob seu abrigo. Deus que quer o direito a vida respeitado pela sociedade.

    No relativismo moral da jornalista Talita Ribeiro, baseada no livre arbítrio, podemos permitir que qualquer um cometa o crime que bem entender, inclusive contrariando as leis brasileiras.

    O país flerta com contraditório punindo a quem maltrata um animal mas quer garantir a integridade de quem elimina um total indefeso.

  5. Tendo Deus como Senhor da vida e como ponto de convergência de tudo, não devemos nos esquecer que entre os direitos fundamentais da pessoa estão o direito à vida e à integridade física de todo o ser humano, desde a concepção até a morte.

    Reafirmo que na defesa da vida, desde a concepção até a morte, precisamos entender que a legalização do aborto é uma saída menos custosa ao Governo, pois garantir a vida da mulher e da criança requer investimentos em profissionais de saúde, clínicas, hospitais, medicamentos, assistência social. Ao aprovar o aborto, não de forma explicita na lei, o parlamento e o Governo, através do Ministério da Saúde, pretende evitar mais despesas para o já mal gerido orçamento público.

    É inegável que a legalização da prática criminosa do aborto (mesmo estando implícito na proposta da deputada Iara Bernardi), contraria os preceitos cristãos. Arrancar o feto do útero da mulher é um crime. Um ser indefeso é assassinado, sob a tênue luz de uma suposta legalidade. Este feto, com poucas semanas de gestação, é filho de Deus e sua concepção é abençoada. Na leitura de Jeremias (1–5), vemos que “antes que no seio fosses formado, eu já te conhecia; antes de teu nascimento, eu já te havia consagrado”.

    Negar a este ser indefeso o direito a vida, sob pretexto de uma profilaxia da gravidez, é caminhar em contrário ao que prega Jesus, especificamente no quinto mandamento, “Não matarás o inocente nem o justo, porque não absolverei o culpado” (Ex 23,7). Nele é nítido que o assassino e os que cooperam voluntariamente com o assassinato do inocente cometem um pecado que clama ao céu por vingança. Este mesmo mandamento proíbe que se faça algo com a intenção de provocar indiretamente a morte de uma pessoa.

  6. Tendo Deus como Senhor da vida e como ponto de convergência de tudo, não devemos nos esquecer que entre os direitos fundamentais da pessoa estão o direito à vida e à integridade física de todo o ser humano, desde a concepção até a morte.

    Reafirmo que na defesa da vida, desde a concepção até a m0rte, precisamos entender que a legalização do aborto é uma saída menos custosa ao governo, pois garantir a vida da mulher e da criança requer investimentos em profissionais de saúde, clínicas, hospitais, medicamentos, assistência social. Ao aprovar o aborto, não de forma explicita na lei, o parlamento e o Governo, através do Min. da Saúde, pretende evitar mais despesas para o já mal gerido orçamento público.

    É inegável que a legalização da prática criminosa do aborto, mesmo estando implícito na proposta da dep. Iara Bernardi, contraria os preceitos cristãos. Arrancar o feto do útero da mulher é um crime. Um ser indefeso é assassinado, sob a tênue luz de uma suposta legalidade. Este feto, com poucas semanas de gestação, é filho de Deus e sua concepção é abençoada. Na leitura de Jeremias (1–5), vemos que “antes que no seio fosses formado, eu já te conhecia; antes de teu nascimento, eu já te havia consagrado”.

    Negar a este ser indefeso o direito a vida, sob pretexto de uma profilaxia da gravidez, é caminhar em contrário ao que prega Jesus, especificamente no quinto mandamento, “Não matarás o inocente nem o justo, porque não absolverei o culpado” (Ex 23,7). Nele é nítido que o assassino e os que cooperam voluntariamente com o assassinato do inocente cometem um pecado que clama ao céu por vingança. Este mesmo mandamento proíbe que se faça algo com a intenção de provocar indiretamente a m0rte de uma pessoa.

    • Os direitos inalienáveis da pessoa devem ser reconhecidos e respeitados pela sociedade civil e pela autoridade política. Os direitos do homem pertencem à natureza humana e são inerentes à pessoa em razão do ato criador do qual esta se origina. Reafirmo que entre estes direitos fundamentais é preciso citar o direito à vida e à integridade física de todo ser humano, desde a concepção até a morte.

      Pode parecer redundante repisar estas questões, concepção e m0rte. Mas este é o cerne da questão. É inaceitável que o poder público, através dos parlamentares e da presidencia da república, sinta-se no direito de legislar sobre tão fundamental direito, que é a vida. É legitimar o genocídio, é assegurar o assassinato de um indefeso, no caso o feto, com poucas semanas de vida.

      A lei aprovada, caríssimos, é nefasta e merece ser rejeitada por todos os que creem em um Deus misericordioso, que ama seus filhos e quer todos sob seu abrigo. Deus que quer o direito a vida respeitado pela sociedade.

      No relativismo moral da jornalista Talita Ribeiro, baseada no livre arbítrio, podemos permitir que qualquer um cometa o crime que bem entender, inclusive contrariando as leis brasileiras.

      O país flerta com contraditório punindo a quem maltrata um animal mas quer garantir a integridade de quem elimina um total indefeso.

  7. MAURO2011, você e um crente em Cristo Jesus, mas pena que você ainda não se deu conta disto, apesar de termos diferenças mas sempre gosto dos seus Comentários, meus parabéns

  8. VAMOS VER LIVRE ARBITRIO……NÃO MATARÁS……E NÃO SE MATAR (SUICIDIO) DOIS PECADOS E OS DOIS LEVAM PARA O INFERNO…O GRANDE LIVRE ARBITRIO É ESTE USE CAMISINHA TOME ANTI-CONCEPCIONAL SE CUIDE ESTE É O LIVRE ARBITRIO DE UMA PESSOA..NÃO SE MATAR POIS A VIDA PERTENCE A DEUS

    • Olho por olho, dente por dente. E você se diz cristã? Você só sente ódio e não respeita as diferenças. Siga as suas crenças e não se intrometa na vida alheia, Deus fará isso por você.

    • Olho por olho, dente por dente. E você se diz cristã? Você só sente ódio e não respeita as diferenças. Siga as suas crenças e não se intrometa na vida alheia, Deus fará isso por você.

  9. E QUE DIREITO TEM O FETO?
    ELE NÃO PEDIU PRA SER FECUNDADO…
    SE ALGUMA MULHER MORRER NO ABORTO..QUE MORRA ..OLHO POR O LHO DENTE POR DENTE …SE NÃO QUIZESSE ENGRAVIDAR QUE NÃO FICASSE DANDO

  10. Com certeza essa evangélica é mais uma dos que estão colocando o nome de “crente” na lama. Somos tidos como burros, ignorantes, fanáticos… e isso é, em parte, porque gente que não quer obedecer a palavra de Deus mas quer o status de “evangélico” está em nosso meio.. Eu não tenho pena da mulher que morre ou que sofre por causa do aborto provocado; a gente pensa em ficar ou não grávida antes de fazer sexo e não depois… onde estão os metodos anticoncepcionais? tem tanta camisinha grátis nos postos de saúde e tem as pagas nas farmácias.. além disso tem pilula, pilula do dia seguinte, e outros métodos contraceptivos… não quer filhos? use preservativo, use metodos contra concepção.. mas aborto? aborto não é uma escolha é uma imposição de um ser que quer fazer sexo sem responsabilidade… é isso que dá ficar dando por aí e depois, descartar um bebe como se fosse lixo… sexo todo mundo quer fazer mas saber que ele tem consequencias ninguém quer se dar ao trabalho…

  11. A paz, irmãos.

    Eu costumo responder individualmente os comentários relativos a esse post, porque o debate é realmente muito importante pra mim e, acredito, para todos. Porém, como a maioria das respostas a ele não apresentam argumentos, só condenações e, em alguns até ofensas, preferi esclarecer algumas coisas de forma geral.

    Antes de criticar algo que vocês não leram ou que só viram alguns trechos, convido todos a lerem o post na íntegra: http://www.cemhomens.com/2013/07/sou-evangelica-e-a-favor-da-legalizacao-do-aborto/

    Livre arbítrio significa, independente de interpretações, “faculdade de decidir, de escolher, de determinar, dependente apenas da vontade”, foi isso que Deus deu a cada um de nós. Se vocês ainda defendem que isso se limita ao que “os escolhidos” acham, vale a pena relembrar 1 Coríntios 6:12, “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas.”. É Paulo dizendo que todas as coisas nos são lícitas. Podem até não convir, mas não é ele que vai proibir os outros de fazerem o que desejam. Se ainda assim vocês quiserem discurtir o direito de intervir na vida do outro com base na sua fé ou crenças morais, leiam Romanos 14 do versículo 1 ao 13 http://bible.us/129/rom.14.1-13.nvi

    Embriões, que podem ou não tornar-se fetos, não respondem à estímulos, por mais que a gente tenha fé neles, porque não têm cérebro, aquele órgão que é responsável por “mandar” estímulos para todo o corpo. Sem cérebro não sentimos dor, amor ou qualquer outra coisa. E isso independe do que achamos. Queremos protegê-los? Então, vale lembrar que eles não sobrevivem fora das mulheres que os geraram, ou seja, por mais que vocês desprezem mulheres que optam pelo aborto, é IMPOSSÍVEL, salvar os embriões sem cuidar delas.

    Outra coisa que independe da nossa opinião, é o número absurdo de mulheres que morrem diariamente por conta de abortos clandestinos. Os motivos que as levam a interromper a gravidez são os mais diversos e, tudo o que elas menos precisam, é do nosso julgamento e perseguição. Marginalizar mulheres não salva vida alguma, só as coloca em risco real. É sobre isso que meu texto fala.

    Hoje, aborto é crime, mas 1/5 das mulheres brasileiras já abortou. Vamos prender todas as que conseguiram sobreviver à interrupções clandestinas ou só aquelas que não se arrependeram? Ou vamos refletir sobre o que nós, cristãos, fizemos até agora para evitar que esses abortos acontecessem e, mais do que isso, para que essas mulheres não se sentissem tão desamparadas, a ponto de colocar a sua vida e liberdade em risco?

    Vocês se espelham em quem, afinal? Em Jesus é que não pode ser.
    Não no mesmo Jesus que disse “Se alguém ouvir a minha mensagem e não a praticar, eu não o julgo. Pois eu vim para salvar o mundo e não para julgá-lo.” (João 12:47), muito menos no mesmo Jesus que defendeu uma mulher adultera de ser apedrejada (João 8:1 ao 11).

    Dos mandamentos todos parecem ter decorado o “não matarás” e se esquecido do “amar uns aos outros”. Em que se baseia o seu testemunho? Num conjunto de doutrinas e regras ou em Jesus Cristo?

    “Portanto, agora existem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor. Porém a maior delas é o amor.” (1 Coríntios 13:13)

  12. A paz, irmãos.

    Eu costumo responder individualmente os comentários relativos a esse post, porque o debate é realmente muito importante pra mim e, acredito, para todos. Porém, como a maioria das respostas a ele não apresentam argumentos, só condenações e, em alguns até ofensas, preferi esclarecer algumas coisas de forma geral.

    Antes de criticar algo que vocês não leram ou que só viram alguns trechos, convido todos a lerem o post na íntegra: http://www.cemhomens.com/2013/07/sou-evangelica-e-a-favor-da-legalizacao-do-aborto/

    Livre arbítrio significa, independente de interpretações, “faculdade de decidir, de escolher, de determinar, dependente apenas da vontade”, foi isso que Deus deu a cada um de nós. Se vocês ainda defendem que isso se limita ao que “os escolhidos” acham, vale a pena relembrar 1 Coríntios 6:12, “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas.”. É Paulo dizendo que todas as coisas nos são lícitas. Podem até não convir, mas não é ele que vai proibir os outros de fazerem o que desejam. Se ainda assim vocês quiserem discurtir o direito de intervir na vida do outro com base na sua fé ou crenças morais, leiam Romanos 14 do versículo 1 ao 13 http://bible.us/129/rom.14.1-13.nvi

    Embriões, que podem ou não tornar-se fetos, não respondem à estímulos, por mais que a gente tenha fé neles, porque não têm cérebro, aquele órgão que é responsável por “mandar” estímulos para todo o corpo. Sem cérebro não sentimos dor, amor ou qualquer outra coisa. E isso independe do que achamos. Queremos protegê-los? Então, vale lembrar que eles não sobrevivem fora das mulheres que os geraram, ou seja, por mais que vocês desprezem mulheres que optam pelo aborto, é IMPOSSÍVEL, salvar os embriões sem cuidar delas.

    Outra coisa que independe da nossa opinião, é o número absurdo de mulheres que morrem diariamente por conta de abortos clandestinos. Os motivos que as levam a interromper a gravidez são os mais diversos e, tudo o que elas menos precisam, é do nosso julgamento e perseguição. Marginalizar mulheres não salva vida alguma, só as coloca em risco real. É sobre isso que meu texto fala.

    Hoje, aborto é crime, mas 1/5 das mulheres brasileiras já abortou. Vamos prender todas as que conseguiram sobreviver à interrupções clandestinas ou só aquelas que não se arrependeram? Ou vamos refletir sobre o que nós, cristãos, fizemos até agora para evitar que esses abortos acontecessem e, mais do que isso, para que essas mulheres não se sentissem tão desamparadas, a ponto de colocar a sua vida e liberdade em risco?

    Vocês se espelham em quem, afinal? Em Jesus é que não pode ser.
    Não no mesmo Jesus que disse “Se alguém ouvir a minha mensagem e não a praticar, eu não o julgo. Pois eu vim para salvar o mundo e não para julgá-lo.” (João 12:47), muito menos no mesmo Jesus que defendeu uma mulher adultera de ser apedrejada (João 8:1 ao 11).

    Dos mandamentos todos parecem ter decorado o “não matarás” e se esquecido do “amar uns aos outros”. Em que se baseia o seu testemunho? Num conjunto de doutrinas e regras ou em Jesus Cristo?

    “Portanto, agora existem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor. Porém a maior delas é o amor.” (1 Coríntios 13:13 )

  13. A paz, irmãos.

    Costumo responder individualmente os comentários relativos a esse post, pq o debate é muito importante pra mim e, acredito, para todos. Porém, como a maioria das respostas a ele não apresentam argumentos, só condenações e até ofensas, preferi esclarecer algumas coisas de forma geral.

    Antes de criticar algo que vocês não leram ou que só viram alguns trechos, leiam na íntegra: http://migre.me/fG0WD

    Livre arbítrio significa, independente de interpretações, “faculdade de decidir, de escolher, de determinar, dependente apenas da vontade”, foi isso que Deus deu a cada um de nós. Se vocês ainda defendem que isso se limita ao que “os escolhidos” acham, leiam 1 Coríntios 6:12, “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas.”. É Paulo dizendo que todas as coisas nos são lícitas. Podem até não convir, mas não é ele que vai proibir os outros de fazerem. Se ainda assim vocês quiserem intervir na vida do outro com base nas suas crenças morais, leiam Romanos 14 do versículo 1 ao 13 http://bible.us/129/rom.14.1-13.nvi

    Embriões não respondem à estímulos, por mais que a gente tenha fé neles, porque não têm cérebro, aquele órgão que é responsável por “mandar” estímulos para todo o corpo. Sem cérebro não sentimos dor, amor ou qualquer outra coisa. Queremos protegê-los? Então, vale lembrar que eles não sobrevivem fora das mulheres que os geraram, ou seja, por mais que vocês desprezem mulheres que optam pelo aborto, é impossível salvar os embriões sem cuidar delas.

    Outra coisa que independe da nossa opinião, é o número absurdo de mulheres que morrem diariamente por conta de abortos clandestinos. Os motivos que as levam a interromper a gravidez são os mais diversos e, tudo o que elas menos precisam, é do nosso julgamento e perseguição. Marginalizar mulheres não salva vida alguma, só as coloca em risco real. É sobre isso que meu texto fala.

    Hoje, aborto é crime, mas 1/5 das mulheres brasileiras já abortou. Vamos prender todas as que conseguiram sobreviver à interrupções clandestinas ou só aquelas que não se arrependeram? Ou vamos refletir sobre o que nós, cristãos, fizemos até agora para evitar que esses abortos acontecessem e, mais do que isso, para que essas mulheres não se sentissem tão desamparadas, a ponto de colocar a sua vida e liberdade em risco?

    Vocês se espelham em quem, afinal? Em Jesus, que disse “Se alguém ouvir a minha mensagem e não a praticar, eu não o julgo. Pois eu vim para salvar o mundo e não para julgá-lo.” (João 12:47)? Ou Naquele que defendeu uma mulher adultera de ser apedrejada (João 8:1 ao 11)?

    Dos mandamentos todos parecem ter decorado o “não matarás” e se esquecido do “amar uns aos outros”. Em que se baseia o seu testemunho? Num conjunto de doutrinas e regras ou em Jesus Cristo?

    “Portanto, agora existem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor. Porém a maior delas é o amor.” (1 Coríntios 13:13 )

    • Onã, porém, soube que esta descendência não havia de ser para ele; e aconteceu que, quando possuía a mulher de seu irmão, derramava o sêmen na terra, para não dar descendência a seu irmão.
      E o que fazia era mau aos olhos do Senhor, pelo que também o matou.
      Gênesis 38.9-10;

    • Onã, porém, soube que esta descendência não havia de ser para ele; e aconteceu que, quando possuía a mulher de seu irmão, derramava o sêmen na terra, para não dar descendência a seu irmão.
      E o que fazia era mau aos olhos do Senhor, pelo que também o matou.
      Gênesis 38.9-10;

  14. Deus nos livre de um Brasil evangélico
    Ricardo Gondim
    Começo este texto com uns 15 anos de atraso. Eu explico. Nos tempos em que outdoors eram permitidos em São Paulo, alguém pagou uma fortuna para espalhar vários deles em avenidas da cidade com a mensagem: “São Paulo é do Senhor Jesus. Povo de Deus, declare isso”.
    Rumino o recado desde então. Represei qualquer reação à bobagem estampada publicamente; hoje, por algum motivo, abriu-se uma fresta em uma comporta de minha alma. Preciso escrever sobre o meu pavor de ver o Brasil tornar-se evangélico. Antes explico: eu gostaria de ver o Brasil permeado com a elegância, solidariedade, inclusão e compaixão do Evangelho. Mas a mensagem subliminar dos outdoors, para quem conhece a cultura do movimento evangélico, é outra. Os evangélicos sonham com o dia em que cidade, estado e país se convertam em massa, e a terra dos tupiniquins tenha a cara de suas denominações.
    Afirmo que o sonho é que haja um “avivamento” religioso que leve uma enxurrada de gente para os templos evangélicos. Não reside entre os teólogos do movimento qualquer desejo de que valores cristãos influenciem a cultura brasileira. Eles anelam tão somente que o subgrupo, descendente distante dos protestantes, prevaleça. A eles não interessa que haja um veloz crescimento numérico entre católicos romanos; que ortodoxos sírios, russos, armênios ou gregos se alastrem. Para “ser do Senhor Jesus”, o Brasil tem que virar “crente”, com a cara dos evangélicos. (acabo de bater três vezes na madeira).
    Avanços numéricos de evangélicos em algumas áreas já dão uma boa ideia de como seria desastroso se acontecesse a tal levedação radical do Brasil.
    Imagino uma Genebra calvinista brasileira e tremo. Sei de grupos que anseiam por um puritanismo não inglês, mas moreno. Caso acontecesse, como os novos puritanos tratariam Ney Matogrosso, Caetano Veloso, Maria Gadu? Respondo: seriam execrados como diabólicos, devassos e pervertedores dos bons costumes. Não gosto nem de pensar no destino de poesias sensuais como “Carinhoso” do Pixinguinha ou “Tatuagem” do Chico. Um Brasil evangélico empobreceria, já que sobrariam as péssimas poesias do cancioneiro gospel. As rádios tocariam sem parar músicas horrorosas como “Vou buscar o que é meu”, “Rompendo em Fé”.
    Uma história minimamente parecida com a dos puritanos calvinistas provocaria, estou certo, um cerco aos boêmios. Novos Torquemadas seriam implacáveis e perderíamos todo o acervo do Vinicius de Moraes. Quem, entre puritanos, carimbaria a poesia de um ateu como Carlos Drummond de Andrade?
    Como ficaria a Universidade em um Brasil dominado por evangélicos? Os chanceleres denominacionais cresceriam, como verdadeiros fiscais, para que se desqualificasse Charles Darwin como “alucinado inimigo da fé”. Facilmente se restabeleceria o criacionismo como disciplina obrigatória em faculdades de medicina, biologia, veterinária. Nietzsche jazeria na categoria dos hereges loucos. Derridá nunca teria uma tradução para o português. O que dizer de rebeldes como Mozart, Gauguin, Michelangelo, Picasso? No máximo, seriam pesquisados como desajustados. Ganhariam rótulos para serem desmerecidos a priori como loucos, pederastas, hereges.
    Um Brasil evangélico não teria folclore. Acabaria o Bumba-meu-boi, o Frevo, o Vatapá. As churrascarias não seriam barulhentas. A alegria do futebol morreria; alguma lei proibiria ir ao estádio ou ligar televisão no domingo. E o racha, a famosa pelada de várzea, aconteceria quando? Haveria multa ou surra para palavrão?
    Um Brasil evangélico significaria que o fisiologismo político prevaleceu. Basta uma espiada no histórico de Suas Excelências da bancada evangélica nas Câmaras, Assembleias e Gabinetes para se apavorar. Se, ainda minoria, a bancada evangélica na Câmara Federal é campeã em faltas e em processos no STF, imagina dominando o parlamento.
    Um Brasil evangélico significaria o triunfo do “american way of life”, já que muito do que se entende por espiritualidade e moralidade não passa de cópia malfeita da cultura estadunidense. Obcecados em implementar os “valores da família”, tão caros ao partido republicano dos Estados Unidos, recrudesceria a teologia de causa-e-efeito, cármica, do “quem planta, colhe”. Vingaria o sucesso como aferidor da bênção de Deus.
    Um Brasil evangélico acirraria o preconceito contra a Igreja Católica. Uma nova elite religiosa (os ungidos) destilaria maldição contra os “inimigos da fé”, os “idólatras”, os “hereges”, com mais perversidade do que aiatolás iranianos. Ficaria mais fácil falar de inferno e mandar para lá todo mundo que rejeitasse algumas lógicas tidas como ortodoxas.
    Cada vez que um evangélico critica a Rede Globo eu me flagro perguntando: Como seria uma emissora liderada por evangélicos? Adianto: insípida, brega, chata, horrorosa, irritante.
    Prefiro, sem pestanejar, os textos do Gabriel Garcia Márquez, do Mia Couto, do Victor Hugo, do Fernando Moraes, do João Ubaldo Ribeiro, do Jorge Amado, a qualquer livro da série “Deixados para Trás” do fundamentalista de direita, Tim LaHaye. O demagogo Max Lucado (que abençoou a decisão de Bush bombardear o Iraque) não calça o chinelo de Mário Benedetti.
    Toda a teocracia um dia se tornará totalitária. Toda a tentativa de homogeneizar a cultura precisa se valer de obscurantismo. Todo o esforço de higienizar os costumes é moralista e hipócrita.
    O projeto cristão visa preparar para a vida. Jesus jamais pretendeu anular os costumes de povos não-judeus. Daí ele celebrar a fé em um centurião, adorador no paganismo romano, como especial e digna de elogio. Cristo afirmou que, entre criteriosos fariseus, ninguém tinha uma espiritualidade tão única e bela como daquele soldado que se preocupou com o escravo.
    Levar a Boa Notícia – Evangelho – não significa exportar cultura, criar dialeto ou forçar critérios morais. Na evangelização, fica implícito que todos podem continuar a costurar, compor, escrever, brincar, encenar, como sempre fizeram. O evangelho convoca à pratica da justiça; cria meios de solidariedade; procura gestar homens e mulheres distintos; imprime em pessoas o mesmo espírito que moveu Jesus a praticar o bem.
    Há estudos sociológicos que apontam estagnação quando o movimento evangélico chegar a 35% da população brasileira. Esperemos que sim. Caso alcançasse a maioria, com os anseios totalitários e teocráticos que já demonstra, o movimento desenvolveria mecanismos para coibir a liberdade. Acontece que Deus não rivaliza a liberdade humana, mas é seu maior incentivador.
    Portanto, Deus nos livre de um Brasil evangélico.
    Soli Deo Gloria

    • Exageiros e devaneios, seguindo a lógica de Nietzsche e outros “ícones” do ateísmo, como Feuerbach, Marx e Freud…teríamos instalada a cultura do suicídio, da luta entre classes, o estado no papel de Deus e a perseguição aos reigiosos. A civilização cristã contribuiu muito mais ao ser humano do que o estado opressor do qual esses cidadãos idealizaram.

  15. Costumo responder individualmente os comentários relativos a esse post, pq o debate é muito importante pra mim e, acredito, para todos. Porém, como a maioria das respostas a ele não apresentam argumentos, só condenações e até ofensas, preferi esclarecer algumas coisas de forma geral.
    Antes de criticar algo que vocês não leram ou que só viram alguns trechos, leiam na íntegra: http://migre.me/fG0WD

    Livre arbítrio significa, independente de interpretações, “faculdade de decidir, de escolher, de determinar, dependente apenas da vontade”, foi isso que Deus deu a cada um de nós. Se vocês ainda defendem que isso se limita ao que “os escolhidos” acham, leiam 1 Coríntios 6:12, “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas.”. É Paulo dizendo que todas as coisas nos são lícitas. Podem até não convir, mas não é ele que vai proibir os outros de fazerem. Se ainda assim vocês quiserem intervir na vida do outro com base nas suas crenças morais, leiam Romanos 14 do versículo 1 ao 13 http://bible.us/129/rom.14.1-13.nvi

    Embriões não respondem à estímulos, por mais que a gente tenha fé neles, porque não têm cérebro, aquele órgão que é responsável por “mandar” estímulos para todo o corpo. Sem cérebro não sentimos dor, amor ou qualquer outra coisa. Queremos protegê-los? Então, vale lembrar que eles não sobrevivem fora das mulheres que os geraram, ou seja, por mais que vocês desprezem mulheres que optam pelo aborto, é impossível salvar os embriões sem cuidar delas.

    Outra coisa que independe da nossa opinião, é o número absurdo de mulheres que morrem diariamente por conta de abortos clandestinos. Os motivos que as levam a interromper a gravidez são os mais diversos e, tudo o que elas menos precisam, é do nosso julgamento e perseguição. Marginalizar mulheres não salva vida alguma, só as coloca em risco real. É sobre isso que meu texto fala.

    Hoje, aborto é crime, mas 1/5 das mulheres brasileiras já abortou. Vamos prender todas as que conseguiram sobreviver à interrupções clandestinas ou só aquelas que não se arrependeram? Ou vamos refletir sobre o que nós, cristãos, fizemos até agora para evitar que esses abortos acontecessem e, mais do que isso, para que essas mulheres não se sentissem tão desamparadas, a ponto de colocar a sua vida e liberdade em risco?

    Vocês se espelham em quem, afinal? Em Jesus, que disse “Se alguém ouvir a minha mensagem e não a praticar, eu não o julgo. Pois eu vim para salvar o mundo e não para julgá-lo.” (João 12:47)? Ou Naquele que defendeu uma mulher adultera de ser apedrejada (João 8:1 ao 11)?

    Dos mandamentos todos parecem ter decorado o “não matarás” e se esquecido do “amar uns aos outros”. Em que se baseia o seu testemunho? Num conjunto de doutrinas e regras ou em Jesus Cristo?
    “Portanto, agora existem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor. Porém a maior delas é o amor.”(1 Coríntios 13:13)

  16. Talita Ribeiro.Como pode você dizer que é evangélica?está lhe faltando conhecimento da palavra de Deus.Vou citar apenas o que Jesus disse:Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele. João 14:21

    Seja mais especifica ao falar.O homem não tem o direito de tirar vidas.Lei dos homens, não significa que seja a lei de Deus.

    Pr.Oscar Tressa.

    • Concordo plenamente com o Sr., Pr. Oscar!

      Lei de Deus não é Lei dos Homens e vice-versa. Ambas devem ter autonomia e reger aqueles que acreditam nelas ou, que pelo menos, conseguem compreende-las de forma racional. E meu texto é exatamente sobre isso :)

      Quanto a eu dizer que sou evangélica, é pq optei por isso mesmo e ninguém nunca me avisou que eu precisaria concordar com a “massa cristã” para manter a minha escolha.

    • Olá, senhor pastor. Acho que o senhor está confundindo opiniões divergentes das suas com ignorância da palavra de Deus.

      Pois eu, assim como a Talita, sou crente no Senhor Jesus e eu, também, sou a favor da descriminalização do aborto.

      A lei de Deus só tem valor aos olhos dEle se a gente seguir por livre e espontânea vontade, certo? Se alguém fizer o que é justo pra Deus, mas só porque não teve outra escolha, de nada vale…

      E aqui vai um versículo que eu gosto muito para esta discussão: quando a gente condena um bebê indesejado a nascer para sofrer e ser privado de felicidade, “até um bebê que nasce morto é mais feliz que ele” (Eclesiastes 6:3).

  17. Affff…. Deus deu livre arbítrio ao ser humano! Corretíssimo. Agora eu pergunto: onde está sendo considerado o livre arbítrio do ser humano que está na barriga? Essa ai não é evangélica nem aqui nem em lugar nenhum!!!!

    • Vc. está corretíssimo Thiago; ninguém tem o direito de se colocar no lugar de Deus para decidir quem vai viver ou morrer. Jesus disse que Ele veio para dar vida, e em abundância; quem é o ser humano para ter esse direito?

  18. nunca vi tanta heresia de uma pessoa que se diz evangélica, porque a questão não é sua fé e sim a palavra de DEUS,pois só ELE pode decidir quando iremos morrer,porque ELE está no controle de tudo.

    • Se você realmente acredita que Deus está no controle de tudo, porque quer que o estado intervenha para “salvar” um embrião, mas se omita na hora de tratar da saúde da mulher? Se você crê, de verdade, que Deus está no controle de tudo, porque quer que o estado tome o lugar de Deus e julgue pecado, condenando o pecador? Se Deus, que é Deus, age independente de nós, porque precisamos manter uma lei que marginaliza um ato que vai contra a nossa fé?

      Eu creio que Ele decide, para além das leis ou julgamentos dos homens, por isso mesmo, como cidadã, quero reforçar o direito de escolha de cada um.

    • Eu, DEFENDO veementemente o ABORTO apenas nas seguintes condições; quando a mãe o concebeu em estrupo ou no caso em que o feto seja iniencefálico, ( sem cérebro ).
      Aí sim, certamente estaremos respeitando o livre arbítrio de alguém.
      Que DEUS abençoe a todos.

  19. aqui vai meu simples comentario… nem todos que me dizem, senhor!senhor! entrarao no reino dos ceus. voces parem de pensar que porque a pessoua diz que e crente,vai para o ceu. nao estou aqui para julgar a ninguem, mas a propria palavra de DEUS, julga eu e a voce.no ceu, so entrarao os limpos de mao e puro de coracao. agora vai uma pergunta…que pureza tem uma pessoua que concorda,coma a matanca de um inocente.DEUS nos deu livre arbitriu,mas depois ele vai cobrar para nos,o que tivermos feitos atraves do nosso corpo bem ou mal.e tem mais… e porque tem livre arbitriu,saia fazendo baderna,pra voce ver se a justica da terra nao te enquadra!e tem que enquadrar mesmo. EU SOU A FAVOR DE QUE TIRA A VIDA,DOS INOCENTES E TAMBEM COMUNGAM COM ESTES ATOS…DEUS POSSA JULGALOS COME ELE QUEIRA. a tava esquecendo os inocentes que foram asasinados vao para o ceu. isto que nos conforta. GLORIAS A DEUS. AMEM.

  20. Onã, porém, soube que esta descendência não havia de ser para ele; e aconteceu que, quando possuía a mulher de seu irmão, derramava o sêmen na terra, para não dar descendência a seu irmão.
    E o que fazia era mau aos olhos do Senhor, pelo que também o matou.
    Gênesis 38.9-10;

  21. ME DEU ARREPIO LER ISTO…

    “O âmbito teológico foi abordado pela jornalista ao mencionar o livre-arbítrio dado por Deus ao ser humano, para fazer suas escolhas e viver com as consequências de cada passo dado. Talita Ribeiro ainda agrega o direito civil de livre crença a seu argumento e afirma que as crenças cristãs não devem ser impostas a terceiros.”

    Cara, eu nunca vi uma “cristã” tratar do assunto Livre Arbítrio com tanta asneira… Se partirmos por este lado, eu posso ser um homicida porque Deus me deu o livre arbítrio… então, no raciocínio dela, o homicídio deveria ser extinto do Código Penal… assim como todos os outros artigos… Pois… Deus deu livre arbítrio… kkkkkkkkk Só rindo mesmo…

    Meu pensamento é: A essência do livre arbítrio é a capacidade do homem escolher entre fazer o certo e o errado, mas isso trará consequências.

  22. Quanta insanidade! Como poderia o povo de bom coração dar ouvidos a argumento tão pueril como este? Quer dizer que, pelo simples fato de existir o livre arbítrio devemos LEGALIZAR O ASSASSINATO?JÁ QUE EXISTE O LIVRE ARBÍTRIO, O ASSASSINO NÃO DEVE SER PUNIDO PELA LEI? Quanta demência!

  23. É verdade que a lei foi aprovada, mas agora nós como cristãos temos que seguir em frente e tentar lutar pela vida ainda. Há pessoas, movimentos, partidos e pastores que têm se posicionado, como por exemplo, o pastor Everaldo Pereira. Passei pelo blog dele outro dia e vi uns artigos bacanas no facebook dele. Até vou deixar o link para quem quiser dar uma olhada: https://www.facebook.com/everaldopereira20

  24. Respeito a opinião contrária à minha. Mas querer usar o livre-arbítrio para justificar o CRIME HEDIONDO DO ABORTO foge a qualquer regra de interpretação das sagradas escrituras. Concordo que não devemos impor nossas ideias ao Estado. Mas, quando se trata da vida, que é um valor sagrado, precisamos tomar posição coerente com a nossa fé em Deus. 1) Ele é o autor da vida. Diz a Bíblia: “Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ELE MESMO É QUEM DÁ A TODOS A VIDA, a respiração e todas as coisas” (Atos 17.25).; 2) O embrião é um SER HUMANO em seu estágio inicial, a partir da fecundação. A ciência diz que, na primeira célula, resultante da união do gameta masculino (espermatozóide) com o gameta feminino (óvulo), já existe toda a programação do genoma, com todas as características biológicas, cor dos olhos, da pele, do cabelo , o jeito de andar, etc. Se alguém acha que só pode ser uma pessoa se houver o sistema nervoso, o que é antes disso? Um cachorro, um gato, um animal? Um monte de células? Nâo. Ali, está um SER HUMANO EM FORMAÇÃO. 3) Deus forma o espírito dentro do homem. Leia: “… Fala o SENHOR, o que estende o céu, e que funda a terra, e que FORMA O ESPIRITO DO HOMEM DENTRO DELE” (Zacarias 12.1). Como podemos concordar com a destruição deliberada de um ser em que Deus forma o espírito em seu interior. 4) Matar um ser humano, no ventre da mãe, ´´e um dos crimes mais graves diante de Deus, o criador da vida. É um assassinato, um homicídio, um CRIME HEDIONDO. 5) O argumento falacioso de que permitir o aborto é usar o livre-arbítrio para evitar que mulheres tenham gestações indesejadas, porque são pobres; que façam aborto clandestino, por não terem recursos, é altamente demagógico e inconsistente.. A não ser para quem quer falar o politicamente correto, esquecendo a ética , a moral e, acima de tudo , os princípios espirituais que governam a vida. Por que não defendem que,, em lugar de gastar-se MAIS DE UM BILHÃO DE REAIS num estádio de futebol, se equipe melhor o Sistema de Saúde Unificado, o SUS? POr que não cobrar dos governos que atendam melhor as mulheresd pobres, para que possam ter gravidez sadia e tenham filhos sadios? Por que é mais simpático falar emk defesa do aborto. É mais politicamente correto. Ainda que seja um CRIME HEDIONDO, à luz da Lei de Deus. Dessa forma, discordo totalmente de uma pessoa que se diz cristã, e acha que não devemos dar nossa posição contra uma violência tão cruel contra o ser humano. Pense bem . Os avançados sociais defendem o mico-leão dourado, as ararinhas azuis, as baleias, contra a extinção. Corretíssimo! Mas são a favor da matança de seres humanos indefesos, no recôndito sagrado do ventre materno. Que lógica é essa? Certamente, é a lógica do anticristo, anti-Deus, anti-vida. É a cultura da morte e do genocídio. Certamente, o “espírito de Hitler” paira sobre essa lógica mortífera. Os governos são laicos, mas os princípios que norteiam as civilizações devem ser respeitados. O DIREITO NATURAL sobrepõe-se a todo o tipo de direito jurídico. O direito à vida deve ser assegurado com todo o rigos das leis e dos princípios, desde o momento da fecundação. O nosso Código Civil fala do “direito do nascituro”, que está acima dos “direitos da mulher”, do “direito ao corpo, etc. Que esse PROJETO HERODES não seja implantado em nosso país, que não é teocrático, e não deve ser mesmo, mas é um país em que a maioria do seu povo crê em Deus,, e é contra o aborto provocado.

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