“Onde Bento XVI fracassou?”, questiona bispo francês sobre a renúncia do Papa

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O anúncio do Papa Bento XVI de que irá renunciar ao cargo máximo da Igreja Católica no fim do mês de fevereiro tem levantado uma série de questionamentos sobre o real motivo por traz dessa atitude.

Além de especulações sobre uma possível crise de fé por parte do Pontífice, e até mesmo de um suposto lobby gay como motivos da renúncia ao cargo, um bispo francês diz acreditar que Bento XVI está renunciando ao cargo porque teria fracassado no âmbito político no que se refere ao seu cargo.

Em um artigo publicado no site da revista Témoignage Chrétien, o bispo emérito de Amiens, na França, Jacques Noyer, apresenta um primeiro balanço do pontificado que chega ao fim, e levanta alguns questionamentos acerca dos reais motivos para a renúncia, dizendo inclusive que “o seu gesto de renúncia se explica pela consciência da inutilidade da sua política pessoal”,

Falando sobre o período de em que Bento XVI esteve na liderança da Igreja Católica, o bispo afirmou que “quando ele foi eleito papa, não lhe deixaram escolha: ele devia continuar a obra do seu antecessor e se esforçou para encontrar o seu estilo próprio. Ao contrário, hoje, ele pede para que se tentem outras coisas. Podemos esperar que uma figura nova defina uma estratégia nova”.


Noyer cita como principais motivos para a renúncia os recentes escândalos envolvendo as finanças do Vaticano, e o vazamento de informações sigilosas da instituição, como cartas confidenciais do próprio Papa. O artigo cita ainda a pedofilia, onde o Papa falhou em resolver o problema internamento, tendo que “pedir que os bispos entregassem os criminosos às autoridades locais”.

– Seus antecessores haviam perdido os Estados pontifícios, tiveram que aceitar a separação da Igreja dos Estados laicos. A ele, coube renunciar ao mito da Sociedade Perfeita, isto é, de uma Igreja que escapa do poder das nações onde está implantada. – afirmou o bispo.

Para Jacques Noyer, os inúmeros problemas enfrentaram por Bento XVI durante o papado teriam feito com que ele fracassasse constantemente e, reconhecendo esse fracasso, renunciasse ao cargo. Porém, o bispo afirma que tal reconhecimento é uma grande virtude e que a atitude do Papa em reconhecer que outra pessoa fará um melhor trabalho é um ato de esperança.

– Ninguém pensa hoje em repreendê-lo por ter feito o que ele considerou bom fazer. Só se pode admirar que ele tenha ousado abrir a porta às iniciativas de um desconhecido que o Espírito Santo e os cardeais do mundo inteiro já estão nos preparando. – conclui o bispo.

Leia ao texto na íntegra:

Certamente, há o corpo que não responde mais, o cansaço que paralisa, a velhice que ameaça… Mas me parece que não fazer injúrias contra Bento XVI dar um espaço ao sentimento de fracasso pessoal que ele pode ter sentido. Mesmo sem ser do seu círculo mais próximo, posso imaginar que o seu gesto de renúncia se explica, ao menos em parte, pela consciência da inutilidade da sua política pessoal.

Por exemplo, sabemos que, depois do início do seu pontificado, ele quis reconciliar a nebulosa tradicionalista, cujo afastamento lhe era penoso. Ele multiplicou as iniciativas. Fez concessões. Ofereceu privilégios a quem voltava ao rebanho. Ultimamente ainda, relançou o diálogo que parecia em um impasse. E nada!

Deve ter sido difícil de se conviver com essa impressão de ter entrado em uma negociação impossível. Ele cedeu em algumas posições e encorajou o adversário. Ele já deu muito e deve dar ainda mais. No fim, deveria dar tudo e renunciar ao Concílio. Como sair desse impasse?

Ele se sentiu no dever de esclarecer os obscuros tráficos das finanças vaticanas. Encarregou homens de confiança para modificar os hábitos e obter a transparência necessária. A resistência dos homens do segredo foi tão grande que ele não obteve nada. As intrigas palacianas chegaram até os seus aposentos privados. Sozinho e impotente, ele não podia evitar que os bancos internacionais se recusassem a trabalhar em confiança com o Vaticano e o tratassem como um obscuro refúgio de fraudadores. João Paulo II havia renunciado a reformar a Cúria. Bento XVI, nessa tentativa, encontrou um osso duro demais para roer.

Ele corajosamente quis enfrentar a chaga há muito tempo escondida que é a pedofilia . Ele acreditou, fazendo que tudo remontasse a Roma, que podia resolver a questão dentro da Igreja, como cabe a uma “sociedade perfeita”. Infelizmente, ele logo constatou que era justamente esse princípio que causava escândalo. Ele foi obrigado a renunciar a ele e teve que pedir que os bispos entregassem os criminosos às autoridades locais.

Seus antecessores haviam perdido os Estados pontifícios, tiveram que aceitar a separação da Igreja dos Estados laicos. A ele, coube renunciar ao mito da Sociedade Perfeita, isto é, de uma Igreja que escapa do poder das nações onde está implantada.

Também se pode imaginar a humilhação que ele deve ter sentido quando certas frases incautas como intelectual provocaram agitações tão trágicas quanto as reações dos povos muçulmanos às declarações de Regensburg: o professor universitário havia esquecido que era papa! E ei-lo forçado a ir rezar na Mesquita Azul, em Istambul, seguramente mais distante do que imaginava.

Ele teve que entrar na dinâmica do movimento ecumênico, nas boas relações com o judaísmo, nas orações de Assis. Sentiu-se prudente, hesitante. Sofreu os acontecimentos. Ele não os dirigia mais. Quanto um passo podia parecer como uma vitória, ele o viveu como uma derrota.

É mais difícil imaginar o que ele sentiu na defesa de uma doutrina eterna jogada no turbilhão da modernidade. Em tal combate, todo sucesso é provisório, e inúmeros são os fracassos. Ele teve que defender o dogma contra as críticas do espírito moderno. Teve que defender a moral natural dentro de uma evolução dos costumes sem precedentes. Teve que defender tradições antigas que se tornaram obsoletas aos olhos das pessoas de hoje.

Um combatente como João Paulo II sentia prazer em guerrear e nunca se declarava derrotado. A fineza da inteligência de Bento XVI, nessas circunstâncias, é uma fraqueza. As objeções dos adversários, sem dúvida, lhe atingem mais do que outros militantes blindados de certezas. A fé que o habita não suprime o peso da Razão.

Coirmãos bispos me diziam que sofrimento haviam lido no seu rosto quando haviam evocado diante dele alguns impasses pastorais a que certas regras canônicas os constrangiam. Com a cabeça entre as mãos, ele sofria por não poder dar respostas. Cabe a vocês, in loco – lhes dizia –, encontrar um caminho pelo qual a observância da lei não impeça o anúncio do evangelho.

Os bispos ficaram tocados por um papa tão frágil quanto eles diante das contradições da sua pastoral. Quem sabe em quais insônias se terá prolongado, na pessoa do papa, essa necessidade de coerência?

Esses fracassos poderiam ter levado algumas almas menos santas ao desencorajamento total, a uma passividade resignada. Bento XVI viu neles a oportunidade para um sobressalto de esperança: reconheceu o seu fracasso. Ele sabe que está velho demais para recomeçar de outro jeito. Ele dá lugar a algum outro. Se estivesse certo dos combates travados, teria preparado um sucessor. Ele sente, ao contrário, a meu ver, no segredo do seu coração, que um papa novo deverá proceder de modo diferente.

Quando ele foi eleito papa, não lhe deixaram escolha: ele devia continuar a obra do seu antecessor e se esforçou para encontrar o seu estilo próprio. Ao contrário, hoje, ele pede para que se tentem outras coisas.

Podemos esperar que uma figura nova defina uma estratégia nova. Podemos esperar um papa que tenha qualidades diferentes. Acima de tudo, podemos esperar um papa que faça circular a palavra naquele grande corpo que é a Igreja e que, para isso, descentralize as decisões, que dê confiança ao Povo de Deus, em vez de ser o seu Guardião, que tente o novo onde o antigo está morto.

Essa humildade certamente é um ato de esperança: um outro fará melhor do que eu, proclama ele. Eu rezo para que ele não seja esmagado por aquilo que ele chama de seus defeitos. A esperança não o abandonará.

Ninguém pensa hoje em repreendê-lo por ter feito o que ele considerou bom fazer. Só se pode admirar que ele tenha ousado abrir a porta às iniciativas de um desconhecido que o Espírito Santo e os cardeais do mundo inteiro já estão nos preparando.

Por Dan Martins, para o Gospel+


28 COMENTÁRIOS

    • aff protestantes sao grandes fofoqueiros .. ou seja nunca leu um enciclica oulivro do referido PAPA.. e querem falar asneiras..

      Vejam o legado desse PAPA seus escritos apostolicos e livros, sao maravilhosos espiritualmente e teologicamentye…. tive tbm a oportunidade de ir na jornada mundial da juventude em MADRID… e nao poderia ter se saido melhor….

      Foi um PAPA apixonado pela verdade e por JESUS CRISTO.

      ''JESUS obrigado pela sua AMIZADE'' bento XVI

      JESUS orbigado por nos dar um PAPA tao bom, pedimos com himildade um tao bom quanto.

    • Guilherme Castellanos onde encontro os escritos desse papa em portugues? os evangelicos não são fofoqueiros. até porque o teor dessa reportagem foi dita por um BISPO. FOI UM BISPO DA CATOLICA QUE DISSE QUE SEU LIDER FALHOU CONTRARIANDO os ensinamentos da infabilidade papal. kkkkk hihihihih

    • Guilherme Castellanos Ele foi um grande teólogo e filósofo, mas péssimo líder. Não só de encíclicas, bulas e documentos vive a igreja. Ele fracassou ao fechar as portas da Igreja para os novos tempos, fracassou ao resistir em cortar na própria carne para limpar a Igreja da sujeira, Fracassou por não conseguir conter a debandada dos seus fiéis, Fracassou nas finanças da Igreja etc. A Igreja precisa de um líder jovem, determinado e destemido como os grandes pontífices do passado, pois o que temos hoje é uma Igreja da época da Renascença: Desmoralizada, Desacreditada, Gélida e Desorganizada e este campo é fértil para um Novo Cisma ou Nova Reforma.

  1. Num certo sentido, o fracasso politico de Bento XVI é uma vitoria pros secularistas e pors modernistas.Estes ultimos querem construir um cristianismo relativista onde as verdades de hoje,amanhã estarão desatuailizas e devem ser jogadas no lixo. Contra isto ele lutou e muito das virtudes do papado de João Paulo II se devem a colaboração de Joseph ratzinger como sec da Congreg pra Doutrina e Fé.

    So o fato de ter afastado ao maximo que pôde(pena que aqui restem tantos) os marxistas da teologia da libertação já um destaque a anotar.É fato que as tentativas que fez de dar mais transparencia tanto no Banco Vaticano e na cultura de silêncio em torno dos casos da pedofilia estão apenas parcialmente concluidas.

    Considero que foi um erro ter como SEC de Estado tarcisio bertone.Parecia ser leal e não afetado pela politicagem.No entanto,este cardeal aparentemente falhou e é o mais provavel responsavel por muito dos desvios ali verificados.

    Sendo que do ponto de vista adm,é um erro dar tanto poder a um cardeal que já controla toda politica exterior do Vaticano.Com o poder que possui nas nomeações do corpo de controle interno.O sec de Estado vira uma especie de vice-rei. Coisa da qual ja acusavam o cardeal Angelo Sodano.

    No mais faltou fazer melhor comunicação social.Ate hoje o vaticano nã otem um serviço de relações publicas e feedeback entre o que o pontifice fala e como esta mensagem é recebida.

        • Mauro,

          Falou bem, pois viver a fé católica é algo doutro mundo.

          Tudo crê, aí deixam as criancinhas sozinhas com padres adultos.

          Tudo crê, aí tem o lider da igreja com infalível, mas não conseguem explicar como é que sucessivamente esse ser infalível não deu atenção às crianças imoladas nos altares por lobos, crianças sendo imoladas dentro dos orfanatos, crianças servindo de escravas.

          É muita fé católica mesmo.

          • Pura má vontade e desconhecimento ser infalivel em decretar verdades de fé não o torna infalives e impecavel nas demais atividades humanas.Inclusive nos atos adm.

            Queria ver esta tua coragem toda pra reclamar do macedo

          • Leandro,

            Quero vê você ter coragem e acabar com essa história de que são maiorais, os bambambans, que se nivelassem ao ser humano, coisa que vai acontecer e já está acontecendo o nivelamento dos sete montes de Roma, tudo decorrente de um forte terremoto.

            Vou falar o resultado de mais uma vítima desse terremoto, o cardeal da Escócia que de ontem para hoje confessou as acusações que haviam sobre ele. Ou seja, deixou de ser o que você faça de má intenção com a única igreja de Cristo, o barco da salvação, para ser prova material, a confissão.

            Meu caro, quanto a Edir, num caso que não lembro agora, sugeri que fosse tirado da regência da igreja dele e aleguei que devia estar sofrendo do mal da idade, salvo engano quanto à crítica aos cantores evangélicos.

            Outra coisa, e o que motivaria não fazer considerações também à Universal? Vá buscar os pronunciamentos que fiz aqui e verá que falo sem medo, inclusive do ministério do filho de Deus, imagine de Edir.

  2. na humilde opinião deste colaborador, comom religioso, não cabe a ele agradar a gregos e troianos, isto ninguém consegue, deveria apenas pautar seu tempo em ter a santa palavra como fonte de inspiração, de resto ninguém nunca esta contente

  3. virou uma percussão mundial, e todos querem saber o motivo, o motivo, ele teve consciência que não levaria pra frente a igreja. então digo uma coisa e jesus que tem que aparecer porque ninguém é santo, todos nos buscamos a santidade. como ele, nos também pode fracassa e nosso cargo seja pastor ou padre, então! uma coisa eu falo pra todos que nos buscamos a Deus, sem jugar outro! seja pastor ou seja católico. sabe porque eu falo isso ? porque hoje dia a igreja ta virado uma concorrência!!!
    então Católico defenda a verdade mas sem criticar evangelhico, evangelho viva sua fé sem criticar ou católico! assim vivemos nossa fé. Deus a abençoa a todos.

  4. Não sei se concordo ou não com esse pronunciamento.

    É que as discussões que a igreja vive não são de agora.

    Já em 1965, a igreja estava essas discussões vieram à tona, daí uma pequena mudança na nau.

    Embora indo e voltando, o fato é que desde 1978 um papa foi morto dentro do Vaticano e que ninguém bota a mão no fogo pra dizer que foi natural, principalmente ante a existência de uma norma que não permite a necrópsia dos papas(caminho aberto para matar). Fato voltou a se repetir com em 1981, com o sucessor do morto em plena praça do Vaticano, povoando discussões em qualquer roda que não tem a mão de extremistas muçulmanos, sim os da própria igreja, os ávidos por dinheiro.

    Juntou-se a corrupção financeira um novo fator, a omissão da igreja contra pecado que é considerado em qualquer parte do mundo como uma afronta, abuso a menor, caso a caso, somente sendo todos escondidos até antes mesmo dele vir a compor o vaticano.

    O amontoar de brasa gera fogo. O calar, o fingir que não vê e que não sabe, além de contrariar as leis dos homens, contraria as de Deus, pois são crianças imoladas no altar,

    Como o papa atual resolveu abandonar o barco, é que está fazendo igual ao seu conterrâneo, o que saiu quando ainda era padre, Lutero.

    Ele, o papa, vive situação de perigo, há a necessidade de proteção, pois crime de morte poderá haver, afinal está disposto a falar e vem falando das insanidades cometidas.

  5. Centúria II-2
    Pouco antes de um rei ser morto, Castor e Pólux no navio, um estrela com crina. O cofre público esvaziado na terra e no mar, Pisa, Asti, Ferreira e Turim, terras proibidas.

    Igual a esse profecia de Nostradammus há quase um centena dando conta do atual momento da igreja católica, é que a coisa é séria mesmo, tudo como acima eu falei.

    Entendo que a melhor interpretação para a profecia acima é que segue abaixo transcrito:

    Lutero, padre romano que no passado criticou a igreja, o que sai do caixão para comer a carne dos seus irmãos.
    São formas que se usa quando as pessoas praticam ações semelhantes., sejam os de mesma crença, família ou de ações.
    Vejamos que o Papa é um alemão, Lutero também. Vejamos que ambos fazem a mesma crítica quanto a postura de uma igreja que se diz de Cristo.
    se sabe e bem que Lutero até hoje é massacrado pelos irmãos católicos, dizendo que exagerou e que não precisava separar a igreja. Também costumam negar ou diminuir os abusos denunciados por ele à época, ou seja, Lutero era mentiroso, desequilibrado.
    Agora com a reação está vindo do principal líder da igreja em vistas das denúncias jornalísticas, do judiciário, bem assim do fato do Papa renunciar, como seja, ele(Lutero) sai do caixão, simbolicamente, via um irmão seu, um conterrâneo. Está mais que claro da necessidade dos povos da terra se tornarem mais humildes, daí acabar com essa história que a verdadeira igreja é própria que se frequenta, pois inexiste igreja imaculada/santa, santo somente Cristo/Deus/Espírito Santo.

    • Os que se julgam os novos evangelizadores não tiveram a capacidade de convencê-lo, e o velho e bom sacerdote irá viver na humildade até a morte.

      Que só pode julgar a Igreja é o Dono da Messi.

  6. Ter a coragem de renunciar não é fracassar, mas ter a humildade de reconhecer que já não pode mais fazer o melhor a serviço de Cristo. É natural que um homem de 84 anos se sinta cansado e queira de outra forma continuar o serviço de Deus. Se haverá mudança na igreja, é bem provável, pois a igreja que não se renova, não acompanha a evolução do mundo respeitando os preceitos de Deus é uma igreja obsoleta. Somos todos chamados, vocacionados a sermos Santos, com o papa não é diferente, e o fato do assédio é normal não esquecendo o fato que ele é líder de uma multidão de fiéis.

  7. O problema é que a igreja, antes de ser denominada ICAR, era a noiva de Jesus Cristo, dali em diante se casou com o mundo e hoje possui vários “amantes” e está envolvida com tudo, menos com Jesus Cristo. Poder, finanças, corrupção, falcatrua, picaretagem, lavagem de dinheiro, assassinatos, homossexualismo, pedofilia e estupro sempre aconteceram nessa CASA DE HORRORES entretanto, há também a cultura secular da omissão e da dissimulação. Isso que a mídia tem levado ao conhecimento do público é apenas uma pontinha do iceberg, há muita lama fermentando dentro daqueles muros e pelas sacristias espalhadas pelo mundo todo. Se o papa que for eleito resolver fazer uma faxina na podridão do Vaticano ele correrá sério risco de ser assassinado como foi João Paulo I e outros. Não creio que o novo papa vá fazer alguma coisa visando limpar a lama, apenas sentará no trono de majestade e hipocritamente reinará.

    • Aragão

      cuidado com o telhado de vidro!

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      Caríssimos irmãos Católicos

      “O Papa da Coerência” nota da Igreja Católica Ortodoxa na Russia.

      Deus abençoes a nossa co irmã Igreja Católica Ortodoxa ! E que em muito breve estaremos novamente unidos numa só fé.

      Metropolita Hilarion de Volokolamsk, Presidente do Departamento para as relações exteriores do Patriarca de Moscou

      Em 11 de fevereiro passado, o inesperado anúncio da renúncia ao ministério do Papa Bento XVI surpreendeu profundamente não somente a Igreja Católica, mas toda a cristandade e a opinião pública mundial. Na sua condição de progressivo declínio de forças, da qual ele próprio falou, a decisão de deixar o pontificado deve ser considerada um ato de grande coragem e exemplar humildade.

      Neste nosso mundo em que tantos que não detêm o poder procuram doentiamente alcançá-lo, e tantos que o detêm procuram, a qualquer custo, não o perder, a voz humilde do primaz da Igreja cristã mais numerosa do mundo, que diz renunciar livremente ao exercício da autoridade, por causa da fraqueza física e para o bem da Igreja, se põe em flagrante contraste com a mentalidade corrente. Uma vez mais o Papa Bento XVI mostrou-se coerente com a própria linha de integridade moral e de rejeição de compromisso.

      Estamos certamente ainda muito próximos do anúncio da renúncia de Bento XVI para tentar um balanço de seu pontificado. Diria, porém, que uma das chaves interpretativas da figura deste Papa e de seu pontificado talvez seja exatamente esta sua coerência consigo mesmo e com a tradição da Igreja, o seu não ceder às fáceis modas passageiras, às fortes pressões da cultura dominante.

      Papa Ratzinger é um teólogo de grande inteligência, sem dúvida um dos mais notáveis teólogos católicos contemporâneos. A sua obra de teólogo, antes e depois de sua ascensão à cátedra pontifícia – de seus livros sobre a figura de Jesus às suas encíclicas e exortações apostólicas, da declaração Dominus Iesus ao Catecismo da Igreja Católica – representa uma contribuição de notável importância à teologia católica moderna. Um dos argumentos mais tratados por ele, o da relação entre fé e razão, se põe em continuidade com quanto já dito pelo seu predecessor, Papa João Paulo II.

      Outro tema caro ao Papa Bento XVI, desde o início do pontificado, é o da reafirmação dos valores morais cristãos, seu firme não à “ditadura do relativismo”. É uma posição com a qual nós ortodoxos estamos plenamente de acordo.

      Hoje no mundo inteiro, mas sobretudo na sociedade ocidental, assiste-se a uma perigosa perda de qualquer orientação moral. A mentalidade corrente desejaria cancelar toda distinção ente o bem e o mal. O liberalismo moral extremista e militante impôs o “politicamente correto” como uma nova ideologia de massa, tão absolutista quanto os maximalismos políticos que afligiram o século XX. Se lemos atentamente os evangelhos, vemos que a misericórdia do Senhor Jesus na relação com os pecadores jamais significou condescender com o pecado, nem confundir o mal com o bem. Pessoalmente estou convencido de que a Igreja, hoje talvez mais do que nunca, embora permanecendo aberta a relação com qualquer um e propondo o caminho da salvação a todo homem, deva oferecer aos fiéis as linhas de comportamento muito claras. Diria que o atual Pontífice mostrou claramente como a abertura ao diálogo não deva jamais significar traição aos mandamentos de Cristo.

      Ele foi frequentemente considerado um conservador ou um tradicionalista, e tal fama lhe rendeu críticas e uma certa impopularidade. Creio que seja importante refletir detidamente sobre que coisa significa a tradição para nós cristãos. O cristianismo é a religião do “já” e do “ainda não”, a religião em que transcendência e imanência, vida terrena e vida eterna se encontram. Cristo, de fato, já ressuscitou, uma vez por todas e como primícias de nossa geral ressurreição; mas a “divinização” de cada um de nós é um processo em curso. Por isto a Igreja tem uma relação particular com o tempo. A Igreja, e com isto quero dizer as igrejas apostólicas, se põem sempre naquele contínuo que é a tradição. Esta palavra, seja em latim (traditio), seja em eslavo (predanie), indica a transmissão da fé. O testemunho que havíamos recebido dos apóstolos e de quantos nos precederam no caminho para Deus devemos entregá-lo, todo inteiro, às gerações vindouras. Temos pois uma responsabilidade de fidelidade.

      Sem dúvida Bento XVI enquanto Papa, exatamente como Joseph Ratzinger enquanto teólogo, é o homem da continuidade, da fidelidade àquela entrega que é a tradição. Teólogo da continuidade o foi também na sua leitura do Concílio Vaticano II. Também do ponto de vista da teologia ortodoxa, o último concílio da Igreja Católica é apreciado não como momento de ruptura com o passado, mas exatamente o contrário: enquanto e na medida em que se refere à tradição, e mais, eu diria, retorna a esta.

      O pontificado de Bento XVI significou um notável melhoramento de relações entre ortodoxos e católicos e, em particular, entre Roma e a Igreja ortodoxa russa. O Papa conhece bem a ortodoxia; o seu amor pela tradição o torna próximo dela. É necessário dizer que também o conhecimento pessoal influi positivamente nas relações intereclesiais.

      O Patriarca Kirill, antes de ser eleito primaz da Igreja ortodoxa russa, por bem quatro vezes se encontrou primeiro com o Cardeal Ratzinger e depois com o Papa Bento XVI. Também eu, depois de haver sucedido o atual patriarca como presidente do Departamento para as relações externas de nossa Igreja, por três vezes fui recebido em audiência privada pelo Papa. Conservarei sempre uma excelente recordação de nossas conversações e de sua pessoa. Não creio que se possa dizer que o seu ser teólogo, homem de pensamento de posições conhecidas, frequentemente opostas à cultura dominante, tenha prejudicado o seu ser pastor. Bento XVI é um homem simples, compreensivo, de grande humildade e sabedoria.

      Entre ortodoxos e católicos, ainda hoje, restam certos nós teológicos a serem desfeitos e certas feridas a serem sanadas. Tive ocasião de ilustrar a minha visão pessoal do estado de nossas relações e das perspectivas do diálogo teológico ortodoxo-católico diretamente ao Papa, nas conversações pessoais havidas com ele. Devo dizer que nutro certa perplexidade no que tange ao diálogo levado avante pela Comissão teológica mista: creio que no imediato devir não podemos esperar progressos significativos. No entanto, nossas posições em outros campos coincidem perfeitamente, ou quase. Por exemplo, as posições éticas. Devemos pois investir nestes campos, agir desde já conjuntamente para reafirmar os valores éticos do cristianismo. Disse-o ao Papa e e encontrei de sua parte plena compreensão.

      Outro campo em que podemos e devemos agir juntos é o da defesa dos cristãos perseguidos. A aqui não me refiro somente à África, ao Oriente Médio ou a alguns países asiáticos, mas também na própria Europa, onde frequentemente os cristãos são vítimas de marginalização cultural, reduzidos ao silêncio do secularismo dominante, para o qual a religião é algo que diz respeito somente à esfera da vida pessoal do indivíduo e que não deve ter qualquer reflexo na vida social.

      O Papa Bento XVI disse e fez muito, seja em defesa dos cristãos perseguidos, seja em defesa dos valores cristãos esquecidos ou pisoteados. Nele tivemos um bom aliado.

      Agora, com sua renúncia ao exercício do ministério, o Papa ofereceu ao mundo uma lição de humildade e sabedoria. Faz alguns dias, na Igreja russa, festejamos a Apresentação de Cristo no templo. Como não recordar aqui o cântico do sábio Simeão, que a nossa tradição define “aquele que recebeu Deus” (Simeon Bogopriimec): «Deixai agora, Senhor, vosso servo ir em paz, segundo vossa palavra». Ao pastor e ao cristão Bento XVI desejamos uma longa, fecunda e pacífica última idade da vida. Quanto a nós, desejamos que a dinâmica positiva nas relações entre a Igreja Ortodoxa Russa e a Igreja Católica Romana continue sob seu sucessor.

      Fonte: (©L’Osservatore Romano 23 de fevereiro de 2013), via Papa Ratzinger Blog. Tradução: OBLATVS

      • Mauro,

        ficar colando essas coisas aqui não tem cabimento, isso não impressiona ninguém, não diz nada e muito menos dá vontade de ler. Essas coisas, todas são maquiadas.
        O que o Vaticano precisa fazer é se converter de verdade, rasgar e queimar essa maldita tradição, magistério, catecismo e conhecer a Bíblia lendo-a e praticando-a, uma vez que se comprometeram diante de Deus, e levar a pura palavra de Deus às pessoas, principalmente através do exemplo. Esse teatro de santidade não funciona mais há muito tempo. Não passam de homens de negócios, políticos em busca do poder, cargos e finanças. O sistema vem corrompendo há séculos porque o mundão adentrou em todas as entranhas do Vaticano e o pior de tudo são pessoas como você que poderiam ajudar a mudar mas não, fica aqui defendendo aquilo que o mundo todo sabe que está podre. É preciso reconhecer que há erros, e muitos. Sabe porque os católicos estão debandando? Porque não aceitam mais esse sistema mentiroso, de engodo e pernicioso. Fica na paz de Deus.

        • É evidente que não colei para a sua leitura e sim dos cristãos católicos que aqui comparecem sem o intuito de criar celeumas.

          Aliás, aqui só se divulga o que é gerado pela mídia em forma de crítica, para o seu deleite.

          Então o que você defende é santo e imaculado, não produz falhas, ou como afirma taxitavamente “não tem podridão” ? Será que é humana ou conduzida por um ET ? Quanto proselitismo Aragão !

          Reconhecemos os nossos erros e vamos pagar por eles, porém os mesmos erros não serão consertados por vocês e vice versa, compreendeu Aragão ? Quanto a questão de perder fiéis, somos indiferentes, essa é uma preocupação peculiar de todos os segmentos evangélicos, basta verificar nas discussões feitas aqui.

          Aragão, um dica bem humilde. Cuide do seu terreno que do nosso nós cuidamos.
          Paz e Bem

          • Mauro, nós somos livres aqui para comentar criticando, aconselhando ou sugerindo sobre esses assuntos postados aqui, essa é a finalidade, desde que respeitemos cada um que comenta. Não comentarei nada sobre o que você acha ou mencionou daqui para frente e o mesmo espero de você. Se você ficou ofendido com algum comentário peço-lhe desculpas. Fica na paz de Deus.

  8. O papa não falhou !!! Ele está apenas cumprindo ordens das profecias de Fátima !!! O papa Bento vai entregar a igreja ao Falso Profeta da ONU > **Preston Moon* !!! Perseguições e matanças contra os pastores e seguidores das igrejas pastorais !!! TODA HUMANIDADE SERÁ OBRIGADA A ADORAR A IMAGEM DA FALSA SANTA MARIA !!! (E foi-lhe concedido que desse espírito à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta. Apocalipse 13:15)

  9. Não vejo como fracasso a renuncia do Papa, mas, sim como um ato de coragem, pois, ele sabe que seria impossível ele lutar contra o sistema corrupto da ig. Católica.
    Um sistema que lida com pecados que geram mortes com uma facilidade tão grande, não é digna de alguém morrer por ele.
    Seria o mesmo que lutar contra o vento.
    O sistema da ig. Católica é quase que imutável, corrupção, manipulação , mentira, engano e ocultismo, se você não quer fazer mais parte deste lixo é necessário mesmo renunciar.

    • Claudia

      sem exageiros, temos problemas sim, certamente um pequeno percentual do clero está lá para agradar a si próprio. Qual instituição religosa que não sofre com a falta de fidelidade dos seus filhos ? Qual ?

      A questão doutrinária está além da sua compreenção, num fórum específico podemos debater o tempo que for necessário. Quanto ao lixo, devolvo o mesmo lixo estampado todos os dias nas notícias do jornal. É desnecessário especificar.

      Vocês, evangélicos e pentencostais querendo ou não possuem telhado de vidro, e a pedra lançada terá o mesmo efeito.

      Até a próxima.

      • Tudo bem, mas o problema é que Deus está julgando a católica agora, e disse que os pecados se amontoam até aos céus. Simples, de uma vez só, vai pedir justificativas desde à criação por Constantino. Teve todo o tempo de mundo para pedir perdão e se ajeitar, mas preferiu dar uma de que nunca vai ficar viúva: “as portas do inferno não prevalecerão contra ela”, há isso realmente não acontecerá, sim a justiça divina, pois vai dividi-la em três. É só esperar mais dois meses que verá.

        • Continua deturpandp a verdade historica ao propagar de modo falso e caluniosa que Constantino fundou a Igreja. Já te desafiamos eu e o Mauro a mostrar suas evidencias materias e nada vc trouxe.
          É pecado dar falso testemunho e vc continua e ainda exagera ao falar que desde os tempos deste imperador tudo que fazemos é errado perante Deus. Vc julga mais falsa e severamente que fariseu

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