Presos de Alcaçuz fazem culto evangélico durante rebelião em Natal, RN

Durante a rebelião no presídio de Alcaçuz, em Natal, onde 26 morreram violentamente, os presos fizeram um culto evangélico com direito à violão, caixa de som e púlpito. A cerimônia é fruto do trabalho evangelístico realizado por uma igreja local.

0

Enquanto o Brasil e o mundo assiste as cenas que mais parecem retiradas de um filme sobre o sistema prisional no país, os detentos de Alcaçuz, em Natal, Rio Grande do Norte, fazem culto evangélico durante rebelião, chamando atenção da mídia e dos populares para algo inusitado em um clima de terror, revoltas e fugas.

Sexta passada (20) era para ser mais um dia comum na penitenciária de Alcaçuz, tomada por criminosos que derrubaram as grades das celas e agora circulam livremente no interior no presídio, armados com facas, canivetes, drogas e na posse de celulares, por onde mantém contato com facções criminosas fora do presídio. Mas invés disso, o dia começou com um culto evangélico, com direito a instrumento musical e púlpito.

57 presos de Alcaçuz foram batizados em 2013, em um culto realizado pela Igreja Evangélica Verbo da Vida

Segundo informações do G1, o culto evangélico no maior presídio do Rio Grande do Norte teve até caixa de som, microfones, cadeiras de plástico e um púlpito para a celebração. Não há informações sobre quem teria sido o responsável pela cerimônia. Ao que parece, o culto foi organizado pelos próprios detentos, possivelmente convertidos durante o trabalho evangelístico da Igreja Verbo da Vida.


Em 2013, 57 detentos foram batizados em uma cerimônia comandada pela Verbo da Vida, liderada pelo Pastor e agente penitenciário Raul Moreira. Segundo informações do jornal Tribuna do Norte divulgada em sua página online, todas as terças e aos sábados a igreja faz trabalho evangelístico em Alcaçuz. Na ocasião, foi o segundo batismo já realizado no presídio, tendo o primeiro ocorrido em 2001.

Após a rebelião em Alcaçuz, 26 presos foram mortos violentamente e outros 200 já foram transferidos para outros presídios. Para conter a rebelião e o confronto entre as facções rivais dentro do presídio, a Secretaria de Segurança do Estado iniciou a construção de uma divisória utilizando contêineres, onde espera-se dar início, também, a revitalização dos pavilhões danificados.


SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA