4º colocado na marcha atlética nas Olimpíadas, evangélico testemunha cura milagrosa na infância

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As Olimpíadas do Rio de Janeiro representaram, para o atleta Caio Bonfim, não apenas uma oportunidade de competir, mas de exibir seu testemunho de cura para o mundo.

Quarto colocado na prova de 20 quilômetros da Marcha Atlética, Caio Bonfim publicou em sua página no Facebook a narrativa de seu “grande milagre”: ter sido curado de meningite na infância.

Ele revelou que no hospital onde ficou internado, dividiu o quarto com outras duas crianças que haviam sido diagnosticadas com a mesma infecção, que atinge a membrana que reveste o cérebro e a medula espinhal. Uma das crianças não resistiu e a outra ficou surda.

No entanto, Caio se recuperou sem sequelas da meningite, mas precisou enfrentar outra adversidade: “Logo que comecei a andar, misteriosamente, minhas pernas começaram a entortar. Preocupada com a situação, minha mãe me levou ao médico. Ele disse que o caso só se resolveria com cirurgia e que eu teria que repetir essa cirurgia constantemente, pois minhas pernas iriam entornar novamente — mal sabia ele do plano de Deus na minha vida”, escreveu.


A primeira cirurgia foi feita, o tempo de recuperação foi longo, mas após a remoção do gesso, ele nunca mais teve o problema: “Retirei o gesso e pude ter uma vida normal, não precisei fazer outras cirurgias, pois contrariando o prognóstico, as pernas não entortaram. Cresci, virei jogador de futebol e, aos 16 anos, fiz meu primeiro teste na marcha atlética. Já de cara me apaixonei”, contou.

Uma nova avaliação foi feita quando ele completou 18 anos, época considerada ideal pelos médicos porque a estrutura óssea já está madura. O médico responsável mal acreditou no que viu, segundo Caio.

“Chegando ao consultório, contamos ao médico que eu havia me tornado um atleta. Ele ironicamente riu e falou: ‘Mas eu não te fiz para ser um atleta, fiz para ser no máximo jogador de dominó’ — mais uma vez, mal sabia ele dos planos de Deus na minha vida”, reiterou, lembrando a reação do especialista: “Surpreso [ele] disse: ‘É, o milagre foi realmente grande, o seu corpo é totalmente adaptado para o seu esporte’”.

“Com a graça de Deus, aquele garotinho que tinha as pernas tortas, hoje está completando a sua segunda olimpíada como o 4º melhor do mundo. Não desista dos seus sonhos, persevere!”, concluiu.

No dia em que concluiu a prova em quarto lugar, Caio concedeu uma entrevista ao SporTV e afirmou que sua missão ia além do pódio, e destacou sua fé.

“Olimpíada não é feita só de três lugares, nós os valorizamos porque o capitalismo os valoriza. O quarto lugar é esplêndido. A minha missão não é vir aqui só ganhar medalha, minha missão são várias outras. O esporte não é muito popular no meu país, em quarto lugar nós popularizamos”, afirmou. “É mais uma oportunidade para os jovens, é inspiração, é a vontade de Deus, é distribuir o amor para as pessoas, o carinho, o amor de Jesus. Então minha missão foi cumprida. Só de estar falando nesse microfone aqui, a minha missão está cumprida”, disse o evangélico.


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