Bispo Marcelo Crivella rebate adversários e questiona: “Não posso ser prefeito por ser evangélico?”

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O bispo e senador Marcelo Crivella (PRB) lidera as pesquisas de intenção de voto no Rio de Janeiro e vem lutando contra o estereótipo de “candidato da Igreja Universal” pregado pela mídia para solidificar sua campanha.

Candidato derrotado à prefeitura da Cidade Maravilhosa em 2004 e 2008, Crivella também perdeu a eleição para o governo do estado em 2014, no segundo turno, para Luiz Fernando Pezão (PMDB), hoje licenciado para tratar um câncer.

O pleito no Rio este ano tem um cenário em que três candidatos da esquerda (Alessandro Molon, REDE; Jandira Feghali, PCdoB; e Marcelo Freixo, PSOL) dividem 20% das intenções de voto, e o candidato Pedro Paulo (PMDB), indicado pelo atual prefeito, Eduardo Paes (PMDB), disparam contra Crivella pelo fato de ser um sacerdote licenciado da Igreja Universal.

Em entrevista à revista Veja, Crivella questionou se sua religião o rebaixa a um cidadão de segunda categoria: “Tem a questão da Igreja Universal, sim, mas eu estou há mais de uma década na vida pública e garanto: a Igreja não terá nenhuma relação com minha gestão. Sou evangélico e posso ser engenheiro. Mas por que não prefeito?”, indagou.


De acordo com Crivella, apesar de a Record ser uma empresa do bispo Edir Macedo, líder da Universal, e o PRB ser um partido que abriga todos os sacerdotes da denominação que arriscam uma candidatura, nenhum dos dois sofre influência da denominação: “Não há a menor chance de interferência da igreja na Record. Se a Record fosse uma TV de evangélicos, como é que ela estaria atrás da transmissão do carnaval? A Record quer fazer televisão, o PRB quer fazer política”, pontuou.

Meses atrás, o bispo e senador cogitou deixar o PRB e ir para o PSB, que já abriga outro senador pelo estado, Romário. No entanto, a mudança não aconteceu e os fatores não são claros: “A minha ida para o PSB seria uma maneira de mostrar que estou na política para fazer política. No Rio, os deputados foram favoráveis, mas em Brasília disseram que, se eu saísse do PRB e ganhasse a eleição no PSB, ficaria estranho para o partido. Decidi então ficar”.

Por fim, disse que sua relação com o líder da Universal, seu tio, anda distante: “O bispo Macedo não me disse nem para sair, nem para entrar. A última vez que eu falei ele foi há dois anos. Todo dia oro muito por ele, mas não temos convívio. O bispo Macedo vive dentro do templo Salomão, para onde fui na inauguração e nunca mais tive chance de voltar”.

Confira um infográfico da pesquisa mais recente do instituto Datafolha:

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