Estado Islâmico cria rede social própria para fugir das autoridades e recrutar novos militantes

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O Estado Islâmico vem sofisticando cada vez mais suas formas de se comunicar e recrutar militantes e criou sua própria rede social, como forma de fugir da patrulha das autoridades.

Uma investigação feita pelo Serviço Europeu de Polícia (EUROPOL) descobriu que a ideia dos extremistas é escapar do radar de países que combatem o terror e também da repressão à divulgação de conteúdo de ódio nas redes sociais existentes.

Rob Wainwright, diretor da Europol, revelou que descobriu uma plataforma online em desenvolvimento: “Dentro dessa operação foi revelado que o Estado Islâmico está desenvolvendo sua própria plataforma de rede social, sua própria parte da internet, para divulgar sua agenda ideológica”, disse.

Segundo informações da agência de notícias Reuters, o diretor disse considerar que “isso mostra que alguns membros do Estado Islâmico, pelo menos, continuam inovando nesse espaço”.


Vale lembrar que o Estado Islâmico chamou atenção no Ocidente de forma agressiva, com sua estratégia midiática baseada em recursos de propaganda, espalhando vídeos de suas execuções e tomadas de territórios, e até, usando efeitos especiais para fazer ameaças a países que se opõem às barbáries que praticam.

Repressão

Uma ação coordenada pela Europol contra o Estado Islâmico e a Al Qaeda envolveu agentes dos Estados Unidos, Bélgica, Grécia, Polônia e Portugal e identificou mais de dois mil perfis de muçulmanos extremistas, em 52 redes sociais diferentes, em todo o mundo.

Além do Twitter, rede social preferida pelos terroristas, e das plataformas de vídeo, como o YouTube, os integrantes dos grupos extremistas tem usado, também, redes sociais fechadas, como o aplicativo Telegram, conhecido por seu alto nível de criptografia das conversas e considerado um dos mais privativos.

Para Wainwright, o Estado Islâmico optou por desenvolver suas próprias plataformas porque sabe que a pressão sobre empresas como Google e Facebook, para que cedam informações sobre suspeitos de terrorismo, é cada vez maior.

“Nós certamente fizemos que fosse muito mais difícil para eles operarem nesse espaço, mas ainda estamos vendo a publicação desses vídeos horríveis, e comunicação sendo distribuída em grande escala por toda a internet”, lamentou, acrescentando que não sabe se será difícil, do ponto de vista técnico, derrubar a rede social projetada pelo Estado Islâmico.

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