Tentativa de evangélicos de pagar conta com tiras de “papel sagrado” em branco vira caso de Polícia

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Surreal é a melhor palavra para descrever uma ocorrência atendida pela Polícia Militar na cidade de Caçapava (SP), quando uma família evangélica abasteceu o carro e tentou pagar o combustível com tiras de papel em branco, como se fossem notas de reais.

O gerente do posto, Bruno Trevisoli, contou que tudo ocorria normalmente no atendimento à família. Eles pararam o carro ao lado de uma das bombas, pediram para completar o tanque, e quando o frentista cobrou a conta de R$ 115, o motorista pediu que o valor fosse pego com uma senhora que estava sentada no banco de trás.

O frentista, ao pedir o valor, recebeu papeis em branco, segundo o gerente: “Na hora que o frentista foi receber, eles entregaram um papel quadrado em branco. Na hora ele veio me chamar e disse que tinha algo estranho. Fui até lá e falei que precisavam pagar, mas eles insistiam que o papel em branco era dinheiro. Achei até que alguém estava brincando comigo, mas era sério”, contou Trevisoli ao G1.

Diante do impasse, o gerente chamou a Polícia e relatou a história surreal, destacando que o motorista em nenhum momento tentou fugir sem pagar: “Ele ficou esperando, não foi agressivo, eles realmente acreditavam que o papel valia dinheiro. Em 10 anos que estamos aqui, nunca vimos nada assim. E olha que já vi de tudo”, relatou.


Fiel mostra carteira com dinheiro de "papel sagrado"
Fiel mostra carteira com dinheiro de “papel sagrado”

Um dos policiais que foram ao posto atender a ocorrência comentou que as pessoas no veículo eram muito simples e que poderiam estar sendo vítimas de exploração em nome da fé: “A princípio são pessoas humildes que foram mal orientadas. Até porque se fosse com intenção criminosa, eles teriam abastecido e ido embora. Eles ficaram o tempo todo”, disse o subtenente Telmo Venâncio. “Acredito que é um caso em que religião e fanatismo orientaram pessoas de poucas instruções, que não têm muita informação”, acrescentou.

Provavelmente os três estavam sob algum tipo de hipnose, e como não tinham dinheiro para pagar a conta, o combustível foi retirado do tanque do veículo e a família liberada. Não foi registrado um Boletim de Ocorrência (B. O.).

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