Feliciano rebate cineasta que propôs taxação de igrejas para ajudar o Brasil a sair da crise

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A discussão sobre a isenção fiscal de igrejas e templos de outras religiões é cada vez mais frequente na sociedade e sempre cercada de polêmicas. A mais recente envolve o cineasta Fernando Grostein Andrade e o pastor Marco Feliciano (PSC-SP).

Andrade publicou um artigo questionando o motivo das igrejas serem isentas de impostos, usando como pano de fundo um argumento casual – a crise atual vivida pelo Brasil e a necessidade de corte de gastos em todas as esferas de governo – para fazer coro com os que pedem a tributação das igrejas e demais religiões.

“Ou a austeridade vale para todos, ou não é austeridade”, escreveu Fernando Grostein Andrade no texto produzido para a revista Veja.

Feliciano produziu um artigo sobre o tema e o publicou em sua página no Facebook respondendo às alegações de Andrade. “Quando o legislador elaborou leis eximindo as Igrejas de alguns impostos, o fez após longos estudos e discussões, sempre usando o exemplo da história”, introduziu o pastor e deputado federal.


“Jesus ensinou ‘dar a Deus o que é de Deus e a Cesar o que é de Cesar’. Ficou estabelecido em quase todas as culturas que conhecemos essa isenção como forma de compensar o serviço prestado gratuitamente por pessoas abnegadas que devotam suas vidas aos mais necessitados, sem fazer conta de somar, e sim, apenas dividir, para que todos tenham o pão, que o Pai nos concede todo dia”, escreveu Marco Feliciano.

Quanto ao argumento do cineasta, de que seria necessário que as denominações sérias pagassem o preço da intervenção estatal através da cobrança de impostos por conta do enriquecimento de uma parcela dos líderes religiosos através das doações de seus fiéis, Feliciano frisou que isso configuraria um completo absurdo.

“Alegar que alguns religiosos sérios pagam com sua reputação malfeitos alheios é levar a abstração para o rodapé, num comentário tacanho, num espaço tão nobre, tornando incompreensível seu pensamento”, criticou.

“O retorno que a Igreja proporciona ao Estado e a sociedade é enorme, milhões de pessoas que frequentam uma Igreja, desarmam seus espíritos através do amor que lhes é ensinado”, exemplificou o pastor.

Feliciano também destacou que as comparações feitas pelo cineasta são descabidas: “Comparar Igreja com qualquer outro ente público é fazer exercício do impossível […] [Peço] a Deus que ilumine a mente de pessoas que não frequentam igreja, mas se preocupam com detalhes os quais não conhece, e derrame suas doces bênçãos a todos”, concluiu.

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