Igreja Sara Nossa Terra vai lançar a própria Operadora de Telefonia

Seguindo a tendência para 2017, a Igreja Sara Nossa Terra vai lançar a própria operadora virtual de telefonia, com a marca "Mais Parceiros de Deus", se tornando a segunda denominação evangélica a entrar no mercado de telefonia

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De olho da oportunidade de fortalecer a interação entre os fiéis, a Igreja Sara Nossa Terra vai lançar a própria operadora de telefonia virtual, com a marca “Mais Parceiros de Deus”. A informação foi publicada no site da revista Valor Econômico na última quarta feira (22). Essa não é a única igreja evangélica que decide criar a própria empresa de telefonia. A Igreja Assembleia de Deus foi a pioneira no segmento, lançando em 2015 a “Mais AD”.

Noticiamos recentemente que operadora evangélica de celular é a nova aposta para 2017, e não por acaso a Igreja Sara Nossa Terra confirma essa tendência, que deve se expandir para outras denominações de grande porte. Com 1,3 milhões de membros, a Sara Nossa Terra deve criar uma rede de usuários com objetivos semelhantes da “Mais AD” e da “Mais ADSA”, outro exemplo de operadora evangélica que surgiu em setembro de 2016, também da Assembléia de Deus, porém, do Ministério de Santo Amaro, em São Paulo.

Na prática, a oferta de pacotes de ligações e dados personalizados, serviços e aplicativos, podem ser um diferencial visando fortalecer a identidade da igreja entre os usuários; “Entre os evangélicos há uma cultura muito forte de rede, de ajuda mútua. O pastor e a igreja incentivam e amplificam a questão da rede”, disse Maurício de Almeida Prado, diretor executivo do instituto de pesquisas Plano CDE, na matéria publicada pelo Valor.

Ainda segundo a revista, apesar das operadoras virtuais, ou “MVNOs” como são conhecidas pela sigla em inglês, representarem menos de 1% do mercado de telefonia, elas estão ganhando espaço, alcançando um crescimento de 39,5% em 2016 comparado ao ano anterior, enquanto as operadoras de telefonia móvel tradicionais tiveram um encolhimento de 5,3% no mesmo ano.


No caso das operadoras evangélicas, um diferencial marcante comparado às outras é a conversão de parte dos lucros em benefícios sociais vinculados à igreja. A “Mais AD”, por exemplo, investe em obras missionárias de evangelismo e recuperação de dependentes químicos. Resta saber se todas seguirão o mesmo exemplo, especialmente a concorrência.

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