Missionária sequestrada nas Filipinas testemunha conversão de terroristas: “Deus escreve boas histórias”

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O casal missionário Martin e Gracia Burnham (foto) viveu um episódio de terror em 2001, quando foram feitos reféns nas Filipinas ao lado de outros dezoito cristãos pelo grupo extremista Abu Sayyaf. Na ação de resgate feita pelo exército do país, em 2002, Martin perdeu a vida.

“Deus escreve histórias muito boas”. Essa é a constatação da missionária norte-americana hoje, 15 anos depois do episódio. Numa visita recente às Filipinas, ela soube que alguns dos terroristas que a mantiveram refém na selva da ilha Mindanao se converteram ao Evangelho.

A observação veio de Gracia Burnham, uma missionária americana que, juntamente com seu marido Martin e outros 18 cristãos, sofreram uma um episódio de tensão e medo nas mãos do notório grupo terrorista Abu Sayyaf, nas Filipinas que os sequestrou em 2001 e os manteve prisioneiros por um ano na selva da ilha de Mindanao.

“Deus escreve histórias realmente boas, tudo isso pode estar acontecendo nas Filipinas e eu nem sequer sei sobre isso, mas o Senhor me deixou estar em alguma parte dessas histórias, e eu sou muito grata a Ele”, disse a missionária, que descobriu que estes novos convertidos ainda cumprem pena em uma prisão de segurança máxima em Manila por causa do crime.


Para Gracia, a experiência de viver meses como refém do Abu Sayyaf mudou sua forma de olhar para a vida: “Eu acho que se você perguntasse aos meus filhos, eles diriam que uma mãe diferente saiu daquela selva”, disse ela. “Eu sempre fui uma pessoa realista, ‘preto no branco’… Então, de repente, o meu chão caiu e eu me vi no meu ponto mais baixo. Eu me deparei com o meu pecado e o meu ódio por aqueles caras [sequestradores] e isso foi chocante. Então quando eu me vi da maneira que eu realmente era, aprendi sobre a a graça de Deus de uma maneira totalmente nova”, contou.

Na entrevista concedida à Mission Network News (MNN), Gracia Burnham disse que hoje vê o trabalho missionário como algo que se sustenta em um conceito muito simples: “Eu acho que minha filosofia em missões é que você simplesmente ama as pessoas e as convida a conhecer suas circunstâncias. Você lhes conta a sua história e o que Deus fez por você, e como Deus pode trabalhar em seus corações e vidas também”, disse.

De sua experiência, ela tirou uma lição imutável: cristãos que saem em projetos de missões transculturais correm grandes perigos: “Oro para que eles tenham um lugar para dormir esta noite; para eles tenham um travesseiro para suas cabeças, um cobertor sobre eles para não para não passarem frio, uma xícara de café quente com açúcar – algo que venha a abençoá-los; algum incentivo da Palavra de Deus. Eles precisam das coisas básicas, então minhas orações por eles são muito simples: ‘Deus, dê-lhes o que eles precisam hoje, seu pão diário; dê-lhes algo para que possam se apoiar no Senhor e encorajarem seus corações. Que eles possam sempre saber: ‘Deus está aqui comigo'”, concluiu.

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