Defensores da família tradicional querem banir casamento gay nos EUA após eleição de Trump

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A eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos encorajou lideranças conservadoras a anunciar um plano de desfazer a legalização do casamento gay no país através da via judicial.

A união entre pessoas do mesmo sexo se tornou legal em todo território norte-americano após uma decisão da Suprema Corte, e a National Organization of Marriage – NOM (“organização nacional do casamento”), defensora do formato tradicional de união, quer que Trump nomeie juízes conservadores para o colegiado máximo a fim de mudar a postura em relação ao assunto.

“Vamos trabalhar com o presidente Trump para nomear juízes conservadores para a Suprema Corte dos Estados Unidos, indivíduos que acatem as palavras e sentido da Constituição. Esses juízes inevitavelmente reverterão a decisão inconstitucional de imposição à nação do ‘casamento’ do mesmo sexo na decisão [do caso] Obergefell, porque essa decisão não tinha qualquer base na constituição”, disse o comunicado da NOM.

Em outro ponto, de acordo com informações do Patheos, o comunicado diz que os responsáveis pela entidade irão se empenhar para banir “o ilegal, o excesso, de ordens e diretrizes executivas do presidente Obama, incluindo suas perigosas diretivas [influenciadas] pela ‘identidade de gênero’, tentando redefinir gênero, assim como ele procurou redefinir o casamento”.


“Vamos trabalhar com o presidente Trump para reverter políticas da administração Obama que procuram coagir outros países a aceitar o ‘casamento’ de pessoas do mesmo sexo como condição para receber ajuda dos EUA. É fundamentalmente errado que um presidente se torne lobista da agenda LGBT, e estamos confiantes de que isso vai acabar na administração Trump”, acrescentou o documento.

Por fim, a NOM destacou que irá atuar junto a Trump e ao Congresso para “aprovar o ato de defesa da Primeira Emenda (FADA)” – que conta com o apoio de Trump – e estabelecer uma legislação fundamental para proteger as pessoas que acreditam no casamento tradicional de serem alvo de perseguição do governo.


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