Nomeação a cargos em ministérios e secretarias estaduais faz bancada evangélica encolher

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A bancada evangélica na Câmara dos Deputados sofreu uma significativa baixa nos primeiros meses da nova legislatura devido às licenças que alguns parlamentares do grupo pediram de seus cargos para assumir posições na estrutura dos governos de seus estados ou ministérios no governo Dilma Rousseff (PT).

Dos 72 deputados eleitos, a bancada caiu para 67, totalizando três a menos em relação aos 70 da legislatura passada. Dentre os seis que se licenciaram de seus cargos, apenas um foi substituído por outro evangélico. O deputado Arolde de Oliveira (PSD-RJ) aceitou cargo para ser secretário de Trabalho do estado do Rio de Janeiro, e foi substituído por Marquinhos Mendes (PMDB-RJ), médico e membro da Igreja Metodista.

Nos demais casos, todos foram substituídos por suplentes que não se declaram evangélicos, de acordo com informações do Mídia, Religião e Política. Veja os casos:

Edinho Araújo (PMDB-SP): Assumiu o cargo de ministro-chefe da Secretaria de Portos da Presidência da República e foi substituído por Walter Ihoshi (PSD-SP), não evangélico.


George Hilton (PRB-MG): Assumiu o Ministério do Esporte, em 3 de fevereiro de 2015 e foi substituído por Adelmo Carneiro Leão (PT-MG), não evangélico.

Rejane Dias (PT-PI): Licenciou-se para assumir o cargo de secretária da Educação e Cultura do Piauí, e foi substituída por Silas Freire (PR-PI), não evangélico.

Roberto de Lucena (PV-SP): Assumiu o cargo de secretário de Estado de Turismo de São Paulo, a partir de 5 de fevereiro de 2015, sendo substituído por William Woo (PV-SP), não evangélico.

Delegado Fernando Francischini (SDD-PR): Assumiu o cargo de secretário de Segurança Pública do Estado do Paraná no dia 3 de fevereiro de 2015, e foi substituído por Osmar Bertoldi (DEM-PR), não evangélico.

No entanto, Francischini deverá voltar a seu cargo na Câmara dos Deputados em breve, pois pediu demissão do cargo na Secretaria de Segurança Pública após a polêmica atuação da Polícia Militar na greve dos professores do Paraná.

Confira abaixo, a lista completa (elaborada pela jornalista Magali do Nascimento Cunha) da bancada evangélica na legislatura 2015-2019:

bancada evangelica1 - 2015-2019

bancada evangelica2 - 2015-2019

bancada evangelica3 - 2015-2019

 

5 COMENTÁRIOS

  1. Essa notícia significa que os cultos realizados, à revelia da laicidade do Estado, nas dependências do Congresso, serão menos concorridos. A Constituição agradece.

  2. A bancada evangélica é a “mais ausente, inexpressiva e processada” do Congresso Nacional. Leia na íntegra

    Comentando dados divulgados pelo portal Transparência Brasil sobre a bancada evangélica no Congresso Nacional, o jornalista Joel Bento Carvalho criticou a conduta dos parlamentares religiosos: “Bancada evangélica: a mais ausente, inexpressiva e processada”
    Segundo Carvalho, “fica difícil defender a chamada bancada dita Religiosa ou Evangélica”, com a divulgação dos dados, segundo os quais, os parlamentares da Frente Parlamentar Evangélica constam dos mais faltosos e processados do Congresso Nacional.
    O jornalista afirma que muitos dos parlamentares parecem usar o cargo público apenas para promoção pessoal: “Pelo que se vê a locupletação é ampla, geral e irrestrita. Parecem ter percebido outro veio fácil de enriquecer além da religião. Aliás, não tem nada de evangélica . Evangelizar é o ato de levar o evangelho às ovelhas”.
    Referindo-se às igrejas protestantes tradicionais como exemplo, o jornalista questiona o motivo de igrejas apoiarem candidatos: “Por que essas que são igrejas seculares não entram na política? ”, questiona.
    Joel Bento Carvalho afirma ainda que não se deve vincular fé com política: “Qualquer um pode se candidatar a cargos eletivos, mas sem usar a religião. Um religioso verdadeiro mantém distância da política: ‘Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus’. Se não for isso, é falcatrua usando a Religião ou será Deus um pulha também?”.
    Confira abaixo a íntegra do artigo do jornalista Joel Bento de Carvalho, para o portal Luis Nassif:
    Bancada religiosa: a mais ausente, inexpressiva e processada ou será Deus um pulha também?
    Meu Pitaco: Fica difícil defender a chamada bancada dita Religiosa ou Evangélica.
    Pelo que se vê a locupletação é ampla, geral e irrestrita. Parecem ter percebido outro veio fácil de enriquecer além da religião. Aliás, não tem nada de evangélica . Evangelizar é o ato de levar o evangelho às ovelhas perdidas, coisas que só as as igrejas seguidoras de Luthero fazem.
    Por que essas que são igrejas seculares não entram na política? Por que só alguns Padres, alguns militantes da Opus Dei e os Pastores das igrejas não alinhadas entram para a política? Qualquer um pode se candidatar a cargos eletivos, mas sem usar a religião.
    Um religioso verdadeiro, mantém distância da Política: Daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Se não for isso, é falcatrua usando a Religião ou será Deus um pulha também?
    JBC
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    Domingo, 27 de maio de 2012

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