Em ofensiva na Síria, Estado Islâmico mata 280 pessoas; Outras 400 foram sequestradas

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Um ataque do grupo terrorista Estado Islâmico em Deir Ezzor, no leste da Síria, resultou na morte de centenas de pessoas e no sequestro de outras 400.

A ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) informou que os extremistas muçulmanos invadiram o bairro de Al-Bughayliyah e outras áreas no noroeste da cidade, sequestrando os moradores. Quando deixavam o local, lançaram um ataque que matou outras 280.

Segundo a agência de informações EFE, os reféns foram levados para uma área vizinha a Deir Ezzor e à região de Maadan, nos arredores da cidade de Raqqa, o principal reduto do grupo terrorista no país.

O OSDH lamentou a ação e revelou temer que o Estado Islâmico faça um novo massacre, executando os reféns que foram tirados de suas casas.

Quanto ao número de vítimas fatais, o OSDH não confirma os números do governo sírio, que contabilizou os mortos em 280 na ação. A ONG diz ter contabilizado 135 pessoas mortas.

Apesar do comunicado da ONG, a agência de notícias oficial do governo sírio, SANA, reiterou que os extremistas mataram 280 pessoas em Deir Ezzor, sendo que dezenas de mulheres e crianças familiares de soldados sírios estavam entre as vítimas fatais.

Em Deir Ezzor, a sétima maior cidade do país e capital da província homônima, as forças sírias controlam apenas algumas áreas no norte do município, além do aeroporto militar na vizinhança.

Segundo o OSDH, a ofensiva do Estado Islâmico levou o grupo terrorista ao controle de uma base do exército e um depósito de armas na aldeia de Ayash, na região de Deir Ezzor.

No último sábado, 16 de janeiro, a Organização das Nações Unidas (ONU) emitiu um comunicado de que recebeu relatos de que pessoas têm morrido de fome nas áreas controladas pelo Estado Islâmico em Deir Ezzor, embora não tenha podido confirmar os fatos.

No documento, a ONU revelou que tem havido muitas faltas nas aulas por causa do mesmo motivo: “Todas as escolas estão a funcionar na cidade, mas é frequente as crianças faltarem às aulas, porque os alunos desmaiam muitas vezes, devido à má-nutrição”, alertou o documento.

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