Jornalista Renata Capucci conta sofrimento por perda de três gestações: “Cheguei a brigar com Deus”

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A jornalista Renata Capucci, 42 anos, mãe de duas meninas, contou recentemente que sofreu muito em suas primeiras tentativas de engravidar.

Renata, que trabalha na TV Globo do Rio de Janeiro desde 1995, sofreu com a perda de três bebês, em diferentes estágios de gestação. Em dois casos, a gravidez já estava em estágio considerado avançado, com 33 semanas e 22, respectivamente.

Profissional bem-sucedida, casada com o cirurgião plástico Ivo Sternick, Renata contou à revista Vogue que sentiu-se triste e revoltada com Deus pelas perdas dos bebês.

“Busquei explicação na minha religião e em outras crenças. Briguei com Deus. Eu que sempre fui tão próxima d’Ele, de repente, me senti como se tivesse sido traída por quem mais confiava. Por quê?”, questionou a atriz.


Agora, com a conquista das duas filhas, Lily (9 anos de idade) e Diana Sternick (2 anos), a jornalista conta que superou a fase de revolta com Deus e compreendeu que o sofrimento é inerente à vida.

“Não era pra ser. Foi essa a conclusão a que eu cheguei. Quando algo tem que acontecer, acontece. O contrário, também. E que – infelizmente – nem Deus, nem religião, nada nos blinda de sofrimentos. A fé nos ajuda, sim, na hora de superar as adversidades a que todos nós estamos sujeitos na vida”, testemunhou Renata Capucci.

Recentemente, em março deste ano, Renata escreveu dois artigos sobre gravidez para o Projeto Cegonha, e neles sublinhou a importância que a fé tem nos momentos de dificuldades como o que ela enfrentou.


2 COMENTÁRIOS

  1. Quem nunca se revoltou com Deus? É muito difícil aceitar certos tipos de coisas, mas depois que tudo passa, a gente entende o propósito de Deus. Se fosse comigo, com certeza eu me revoltaria, mas depois entenderia e pediria perdão.

  2. Evangélicos compõem a maioria nos presídios, mostra pesquisa
    O sociólogo Clemir Fernandes é coordenador de uma pesquisa que constatou, entre outros dados, que os evangélicos são “incontestavelmente” o grupo mais numeroso e disseminado nos presídios, principalmente no Rio de Janeiro.

    A pesquisa “Assistência religiosa em prisões do Rio de Janeiro: um estudo a partir da perspectiva de servidores públicos, presos e agentes”, do Instituto de Estudos da Religião, será publicada nas próximas semanas.

    “Esta predominância acompanha uma tendência de crescimento dos evangélicos na sociedade apontada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)”, disse Fernandes.

    Ele destacou que, comparando o Censo de 2000 com o de 2010, houve o crescimento de 61% de evangélicos.

    A pesquisa de Fernandes mostra que a mudança do perfil dos presidiários, com o aumento significativo de evangélicos, tem apaziguado as detenções, tornando o ambiente menos tenso tanto para os presos como para os funcionários.

    O aspecto negativo é que, como “donos” dos presídios, os evangélicos acabam obtendo privilégios, como celas especiais, o que, no caso do Rio, não é permitido.

    De acordo com as orientações da Seap (Secretaria Estadual de Administração Penitenciária), os presidiários têm de ser distribuídos nas celas de acordo com o tipo de seu crime, não tendo como referência a religião de cada um deles.

    O Seap aprovou 100 instituições religiosas para dar assistência espiritual nos presídios fluminenses. Do total, 81 são igrejas evangélicas (47 pentecostais, 20 de missão e 14 de outras origens).

    Os católicos habilitaram oito instituições; espíritas, seis; Testemunhas de Jeová, três; umbandistas, uma, e judeus também uma.

    A pregação dessas entidades dentro dos presídios é feita por 1.194 voluntários.

    Alguns poucos presídios têm pastor em tempo integral. Trata-se de pessoa que, antes de ser preso, já era pastor e que acabou cometendo algum delito grave.

    Esse é o caso de Ronaldo da Cruz Magalhães, 49, que é “pastor interno” de um presídio do Rio de Janeiro.

    Na prisão, ele celebra cultos e batismo e é o responsável por um coral de evangélicos.

    Magalhães foi preso por se envolver em tráfico de drogas.

    Em 2011, o CNPCP (Conselho Nacional de Polícia Criminas e Penitenciária), órgão do Ministério da Justiça, divulgou uma resolução proibindo que pastores e seus prepostos cobrassem dízimo dentro dos presídios, ficando também impedidos de vender material religioso.

    Até agora, ao que parece, esse resolução não “pegou”. .

    Fonte: paulolopes

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