Exemplar de 1.700 anos da Bíblia não possui fala de Jesus sobre “atirar a primeira pedra”

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Um manuscrito da Bíblia Sagrada datado do século IV escrito em grego foi apresentado pela Biblioteca Apostólica Vaticana e mostra diferenças significantes em relação a dois evangelhos.

O exemplar, considerado um dos mais importantes e antigos exemplares da Bíblia cristã, não tem trechos de discursos de Jesus presentes em outras versões, o que suscitou a especulação de que tais falas tenham sido inseridas posteriormente. Uma versão digital do manuscrito foi disponibilizada online.

A primeira ausência é verificada no livro de Marcos, quando Jesus ressuscitado teria dito aos discípulos para espalharem a mensagem do Evangelho por todo o mundo.

“E disse-lhes: “Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado. Estes sinais acompanharão os que crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal nenhum; imporão as mãos sobre os doentes, e estes ficarão curados”. Marcos 16:15-18.


O segundo trecho em que há diferenças substanciais em relação à Bíblia Sagrada como conhecemos está no livro de João, no capítulo 8. No manuscrito em grego não há a reflexão proposta por Jesus aos acusadores: “Se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar pedra nela”. João 8:7.

De acordo com informações do jornalista Reinaldo José Lopes, da Folha de S. Paulo, existem outros trechos do manuscrito que são diferentes ou não existem se comparados com as Bíblias mais atuais.

“Isso levou muitos especialistas a postular que o atual final de Marcos é uma “versão estendida” inserida por um autor que viveu depois do evangelista. E, no Evangelho de João, a famosa cena da adúltera e do “atire a primeira pedra quem não tiver pecado” também não consta desse manuscrito, o que também indicaria que esse trecho não foi escrito por João”, opinou Lopes.

Porém, não há informações concretas sobre o local em que o manuscrito foi escrito, embora existam indícios que apontam para o Egito. Também não existem provas de que o texto no manuscrito é um compilado fiel às demais Bíblias da época em que foi confeccionado, há aproximadamente 1.700 anos.

96 COMENTÁRIOS

  1. E e dai e dai e dai, pergunta para qualquer Crente Verdadeiro firmado na Rocha Eterna Jesus Cristo se isso faz arguna diferença, ora pra os Firmados na Rocha Eterna se verem ate mesmo o ceu se abrir e descer do ceu um Anjo e falar diferente o distorcer o que esta escrito na Santa Palavra, reprenda imediatamente e o mando para o inferno, poi da Parte de Deus ele não e, repreenda repreenda, isto não faz diferença alguma

  2. A Bíblia contém muitos textos que não aparecem nas cópias mais antigas e que foram resutado de interpolações posteriores. Esse caso é um exemplo de interpolação. Há muitas outras, mas os crentes não sabem, pois eles são refratários ao estudo de qualquer coisa que mostre o contraditório da religião e da crenças deles. Eles são como avestruzes que enfiam a cabeça na areia pensando assim se esconder do perigo. São uns coitados.

  3. Studebaker, achei interessante o seu discurso, pois é como vc disse; neste tempo do fim acontecerá muitas coisas que confundirão a muitos, e muitos apostatarão da fé, porém os escolhidos não serão enganados, conforme diz as escrituras. Ainda, que venham a apresentar divergências, o importante é que nós acreditamos e confiamos que Jesus Cristo é Filho de Deus, que ele morreu e ressuscitou, foi elevado ao Pai e disse que retornaria para buscar os Seus, que somos nós; e que nós devemos falar da Palavra Dele, que perdoa, salva, liberta e conduz par a Vida Eterna. Mantem-nos firmes até que se completem os dias. A Paz do Senhor!

  4. Uma refutação incrível publicada nos comentários acima, com fotos:

    Afirmação de David Junior:

    “Mais uma tentativa da igreja católica ROMANA, besta do apocalipse, contrariar a veracidade das escrituras… algo que não podem realiza-lo, apenas tentam… “se DEUS é por nós quem será contra nós”

    Refutação de Paulo Agnóstico Teixeira:

    “Mas eles [os católicos] que criaram esta escrituras que vcs [evangélicos] hoje ultilizam, vcs não criaram nada, já receberam esta obra editada, cheia de enxertos.”

    É claro que Paulo Agnóstico Teixeira esta coberto de razão, pois a Bíblia tal como a conhecemos, ou seja, com o canone definido, é produto de concílios da igreja católica que incluiu e excluiu, a seu bel prazer, os muitos livros que os cristãos utilizavam – dentre os quais “O Pastor de Hermas” e o “Didaquê” – sendo que os protestantes e evangélicos apenas ficaram como uma versão com menos livros no Antigo Testamento e, no que diz respeito ao Novo Testamento, ficaram com os mesmos livros que os católicos definiram como inspirados, apesar de ter sido da vontade de Lutero excluir a carta de Tiago, o que não ocorreu.

    • Sandro,

      Menos, meu caro, menos.

      Os seguidores de Cristo eram muitos, mas um grupo se separou(católicos) e foi estar com o Império Romano, fato ocorrido após o III século. O império, que dominava tudo, começou a aninhar os livros sobre a história de Cristo, mas tudo sobe a supervisão dos demais cristãos, os que não se juntaram ao Império.

      Você está é maluco, meu caro. Se fosse ficar a bíblia ao dispor dos católicos a maneja-la, conteria culto à Maria, oração da Ave Maria, missa pra elevar do inferno ao céu pecador ruim, batismo de crianças, a infalibilidade do líder religioso, orações repetidas, culto às imagens, nome de santos inseridos na bíblia, invocação a morto pra operar milagres, religiosidades de fachadas(roupas compridas, terços…), formação acadêmica compulsória pra os líderes religiosos, o não casamento para o clérigo.

      Acho que você, caro Sandro, está possuído de um espírito brincalhão.

      • Senhor Levi varela,

        O Novo Testamento que vocês evangélicos usam hoje em dia, vocês receberam da Igreja Católica, caso contrário, seria muito produtivo se o senhor provasse o contrário, mas sem fugir do assunto e com provas históricas. Se é que isso será possível.
        Iria contribuir em muito com o debate.
        Quanto ao Velho Testamento, na Reforma Protestante Lutero, não sabemos com que autoridade, resolve retirar alguns livros, que até então fazia parte da Bíblia utilizada até então.
        Como comentou o senhor Sandro, Lutero pretendia retirar da Bíblia a Carta de Tiago, mas foi convencido do contrário.

          • Como pode essa gente que diz ler a Bíblia, sempre falar dessas “nossas senhoras”, se elas simplesmente não existem nas escrituras?

          • LULALA
            MUITO MELHOR DO QUE CRISTÃO STARDUST CRISTÃO DE POEIRA DA ESTRELA CAÍDA KKKKKKKKK ISTO SIM É DE VIVER DE RIR
            MAS É ISTOM AI ENQUANTO STAR NÃO SE CONVERTE NÓIS SE DIVERTE, NÓIS GOSPE MAIS

        • Cristão Romano,

          O Império Romano mandava no mundo á força quando se uniu a ingênuos cristãos que aceitaram ser chamados pelo governo do império, de católicos. Não apenas isso, face a essa união, o império se vendo acuado pela conversão quase que total dos seus vassalos, começou na tentativa de parecer bom a juntar todos os escritos sobre Cristo e seus seguidores mais próximos, no caso: Paulo, Pedro, João, Thiago…

          Ora, ante essa conversão do império ao cristianismo, o universo de cristãos em conjunto com os católicos se movimentaram e trouxeram tais escritos, ao tempo em que acompanharam essa capitulação, inclusive e especialmente o seu conteúdo.

          Foi um trabalho de todos os grupos de cristãos, nunca de apenas um, como você disse, os católicos.

          Prova que não foram os católicos sozinhos é, sem sombra de dúvidas, o fato da não inserção da teologia deles: missa pagas p/ mortos migrar do inferno pro céu(desqualifica, pois as rezas o substitui o sacrifício de Cristo), purgatório, celibato, culto à Maria, mortos apelando no céu pelos vivos(Cristo aponta da ineficácia do apelo dos mortos em prol dos viventes na parábola de Lázaro), batismo de crianças(Cristo, aos 30 anos),

          Lutero não extraiu livro algum, seguiu o velho testamento lido pelo próprio Cristo, pois os judeus, responsáveis p/ velho testamento, nunca inseriram esse sete livros, basta se dirigir a uma sinagoga, perguntar a um judeu…

          • Senhor Levi varela,

            Algumas verdades devem ser ditas sobre a sua resposta ao meu questionamento.

            1° Como já foi dito inúmeras vezes e principalmente comprovado historicamente por outros internautas, a Igreja Católica tem esse nome muito antes do nascimento de Constantino.
            Um dos pais da igreja Santo Inácio de Antioquia e bispo dessa localidade entre os anos 70 e 107 e contemporâneo dos apóstolo, já usava a palavra católica (universal) para se referir a igreja.
            Santo Inácio nos fala abertamente da Igreja Católica, na sua Epístola aos Esmirnenses: “Onde comparecer o Bispo, aí esteja a multidão, do mesmo modo que, onde estiver Jesus Cristo, aí está a IGREJA CATÓLICA” (Epístola aos Esmirnenses c 8, 2).

            2° Quais eram esses grupos de cristãos que não faziam parte da Igreja Católica que contribuíram com a formação dos cânone bíblico?
            A única igreja que descende dos apóstolos além da Igreja Católica são os cristãos ortodoxos, e essa separação (infelizmente) só ocorreu no ano 1054 no Grande Cisma do Oriente.

            Com relação a afirmação de que os judeus na época de Jesus não liam ou não inseriram os setes livros que nós católicos temos no Velho Testamento não é correta, pois, “Havia dois cânones entre os judeus naquele tempo: o palestino e o de Alexandria ; além do Talmude da Palestina e do Talmude da Babilônia.”
            “Os judeus da Etiópia, por exemplo, seguem um cânon idêntico ao Antigo Testamento católico, incluindo os sete livros deuterocanônicos.
            Foi somente por volta do ano 70 da era cristã, após a destruição do Segundo Templo pelos romanos os judeus se reuniram no chamado Concílio de Jâmnia, e decidiram rejeitar os livros deuterocanônicos que fazem parte da Septuaginta, porque esse livros escritos foram escritos em grego pelos judeus que viviam fora da Palestina, ou seja, na época de Jesus não existia somente um grupo de Judeus que liam os mesmo livros do Antigo Testamento, existiam vários grupos e o Velho Testamento estava escrito em hebraico e grego.
            A Septuaginta, desde o século I, é a versão clássica da Bíblia hebraica para os cristãos de língua grega e foi usada como base para diversas traduções da Bíblia.

            Nota:

            Jesus e Paulo por exemplo utilizavam textos da Septuaginta;

            “Vários estudos atestam que os Apóstolos e Evangelistas usaram a Septuaginta, (…) muitas citações (e alusões) do Antigo Testamento no Novo Testamento procedem diretamente da clássica versão grega”. E que das 350 citações que o Novo Testamento faz do Velho Testamento, pelo menos 300 provêm da versão grega.

            Exemplos de trechos referentes a Septuaginta podem ser encontrados no Evangelho segundo Mateus, por exemplo, onde Jesus Cristo em resposta ao diabo diz:

            “Está escrito: Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.” Mt 4, 4.

            Jesus referiu-se a Deuteronômio 8,3, onde é usada “da boca do Senhor” enquanto a Septuaginta traz “da boca de Deus”.

            Paulo usou do conhecimento da Septuaginta para escrever as suas cartas a várias comunidades cristãs.

            Os Judeus só decidiram quais livros deveriam fazer parte do Velho Testamento depois de Cristo, no Concílio de Jâmnia depois do ano 70 da Era Cristã.

            Pax Domini

          • Cristão Romano,

            Você alega:

            “1° Como já foi dito inúmeras vezes e principalmente comprovado historicamente por outros internautas, a Igreja Católica tem esse nome muito antes do nascimento de Constantino.
            Um dos pais da igreja Santo Inácio de Antioquia e bispo dessa localidade entre os anos 70 e 107 e contemporâneo dos apóstolo, já usava a palavra católica (universal) para se referir a igreja.
            Santo Inácio nos fala abertamente da Igreja Católica, na sua Epístola aos Esmirnenses: “Onde comparecer o Bispo, aí esteja a multidão, do mesmo modo que, onde estiver Jesus Cristo, aí está a IGREJA CATÓLICA” (Epístola aos Esmirnenses c 8, 2).”

            Eu respondo:

            Quer fazer os outros de tolos?

            Entre Paulo e os discípulos de Cristo ocorreu uma dissenção. O primeiro sempre entendeu que devia o evangelho logo ser pregado UNIVERSALMENTE como determinado por Cristo, nada, pois de esperar evangelizar por primeiro os judeus, depois se estender a todos, tese equivocada dos discípulos.

            Judeu nunca foi de querer levar a religião deles, o judaísmo, para outras nações, por entender que a bença seria limitada.

            Ora, para que o IDE de Cristo se concretizasse, a palavra de ordem passou a ser universalizar, então esse universo que muitos falaram antes de constantino, em verdade, tratava-se uma política da igreja, como seja, uma igreja UNIVERSAL, às nações, a todas as nações, nada de guetos, de circuitos fechados, de um povo só, de uma nação só.

          • Você alega:

            “2° Quais eram esses grupos de cristãos que não faziam parte da Igreja Católica que contribuíram com a formação dos cânone bíblico?
            A única igreja que descende dos apóstolos além da Igreja Católica são os cristãos ortodoxos, e essa separação (infelizmente) só ocorreu no ano 1054 no Grande Cisma do Oriente.”

            Espere aí, meu caro.

            A igreja primitiva já iniciou com cristãos possuindo interpretações diferentes, formando-se em grupos, tanto é que Paulo escreve cartas destacando as diversidades de entendimento e conclamando pra homogeneidade, fato que se verifica nas referências relatadas no livro de apocalipse às sete igrejas.

            Havia muitas discussões em torno das teologias cristãs, aliás de fácil entendimento em face dos povos pouco ou quase nada conhecerem quanto ao judaísmo, que já possuía escrita, muito menos do derivado dele, o cristianismo. Os escritos eram poucos e nas mãos de várias igrejas e pessoas, bem assim os cristãos tinham-se tornado arredios e fujões por causa da perseguição do Império Romano.

            Todos os grupos defendiam uma tese só, do Cristo salvador, mas com discrepâncias entre eles quanto ao entendimento dos assuntos, mas o suficiente pra haver separações seja por força do estarem escondidos seja por causa da distãncia.

            Ao tomar as rédias, o império passou a massacrar, subjugar e matar todos os cristãos que não quiseram à primeira hora a ele se juntar. Somos nós, os que nunca aceitaram se sentar, ou mesmo que nos assentamos, mas vimos a postura do estado em massacrar os que pensavam diferente, logo pulamos fora.

            Vocês católicos é que se debandaram do seio cristão, não esqueçam, vocês é que são separados. Ficaram tão raivosos que institucionalizaram 300 antes de lutero à morte aos que divergissem chamando-os de bruxos e bruxas, hereges. Saia dela, povo meu.

          • Católico Romano,

            Você alega:

            “Com relação a afirmação de que os judeus na época de Jesus não liam ou não inseriram os setes livros que nós católicos temos no Velho Testamento não é correta, pois, “Havia dois cânones entre os judeus naquele tempo: o palestino e o de Alexandria ; além do Talmude da Palestina e do Talmude da Babilônia.”
            “Os judeus da Etiópia, por exemplo, seguem um cânon idêntico ao Antigo Testamento católico, incluindo os sete livros deuterocanônicos.
            Foi somente por volta do ano 70 da era cristã, após a destruição do Segundo Templo pelos romanos os judeus se reuniram no chamado Concílio de Jâmnia, e decidiram rejeitar os livros deuterocanônicos que fazem parte da Septuaginta, porque esse livros escritos foram escritos em grego pelos judeus que viviam fora da Palestina, ou seja, na época de Jesus não existia somente um grupo de Judeus que liam os mesmo livros do Antigo Testamento, existiam vários grupos e o Velho Testamento estava escrito em hebraico e grego.
            A Septuaginta, desde o século I, é a versão clássica da Bíblia hebraica para os cristãos de língua grega e foi usada como base para diversas traduções da Bíblia.

            Nota:

            Jesus e Paulo por exemplo utilizavam textos da Septuaginta;

            “Vários estudos atestam que os Apóstolos e Evangelistas usaram a Septuaginta, (…) muitas citações (e alusões) do Antigo Testamento no Novo Testamento procedem diretamente da clássica versão grega”. E que das 350 citações que o Novo Testamento faz do Velho Testamento, pelo menos 300 provêm da versão grega.

            Exemplos de trechos referentes a Septuaginta podem ser encontrados no Evangelho segundo Mateus, por exemplo, onde Jesus Cristo em resposta ao diabo diz:

            “Está escrito: Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.” Mt 4, 4.

            Jesus referiu-se a Deuteronômio 8,3, onde é usada “da boca do Senhor” enquanto a Septuaginta traz “da boca de Deus”.

            Paulo usou do conhecimento da Septuaginta para escrever as suas cartas a várias comunidades cristãs.

            Os Judeus só decidiram quais livros deveriam fazer parte do Velho Testamento depois de Cristo, no Concílio de Jâmnia depois do ano 70 da Era Cristã.”

            EU RESPONDO;

            O Velho testamento tem o mesmo número de livros do velho testamento dos protestantes, vocês da igreja católica é que decidiram seguir uma ala dissidente,

            O velho testamento dos protestantes segue o original, o que Cristo leu.

            Vocês inseriram esses livros pra vir com essa história contra Lutero., o pobre coitado padrezinho de vocês que soube ouvir o clamor das ruas e formou um exército de insatisfeitos com Inquisição que perdurava há 200 anos, e com o obrigação a judeus de se converterem à força ao catolicismo há 30 anos.

            O povo católico deu um basta e foi às ruas, ou seja, se lançaram fora da idade das trevas, aliás que se repetiu novamente com a tomada da bastilha na França, onde o Clero mandava e desmandava.

        • os evangelicos sempre foram reais na historia documentados, os paulicianos (por levar adiante a obra missionaria de Paulo, os ensinos de Cristo) viveram em todos os seculos do cristianismo, se afastaram do catolicismo depois que a mesma se uniu ao estado,e ate o sec 15 o mundo antigo ouvia os quatro evangelhos de Jesus e as cartas de Paulo,depois do sec 15 ficamos conhecidos como protestantes,porem sempre houve em todos os seculos evangelicos que tem a biblia como unica regra de fe’ e pratica. e algumas diferencas nas traducoes nao mudam em nada as doutrinas fundamentais da igreja Crista.

  5. Tendo em vista que o referido texto foi uma interpolação realizada pelos católicos, fica, então, a seguinte pergunta: qual o interesse deles nesse texto tão lindo de amor e compaixão? Seria destacar o perdão concedido a mulher surpreendida em adultério?

    Ora, é claro que a interesse esta na interpolada declaração de Jesus “Antes que Abraão existisse eu sou”, pois essa passagem foi enxertada, por assim dizer, para dar validade a inventada e falsa doutrina da trindade, em que o filho se torna Deus como o Pai.

    • Sandro

      Gostaria que você me esclarecesse algumas questões: Porque passados 2000 anos dos fatos ocorridos e narrados nos evangelhos, esses nunca caíram no descrédito ou no esquecimento, apesar das muitas tentativas de desacredita-lo, inclusive da ICAR na idade das trevas?

      Porque existe atualmente uma uma clara complacência entre si em praticamente todas as religiões do mundo, inclusive o islã(com exceção dos fanáticos, claro) que não vivem suas crenças de acordo com a bíblia? E o cristianismo é visto com tanta hostilidade, mesmo esse realizando tantos trabalhos humanitários ao redor mundo, e pregando unicamente a salvação em Cristo sem se utilizar da violência?

      Porque será que existe atulamente um esforço mundial para difamar e desacreditar as palavras de Cristo?

      Nas palavra de Cristo que está em Mateus 10,22: “…E sereis odiados de todos por causa do meu nome, mas aquele que perseverar até o fim, esse será salvo.” O que ganaharia a ICAR ao “inventar” essas afirmações? Palavras assim, pra quem quer dominar e escravisar pessoas, seria um “tiro no próprio pé”! Por que então eles fariam isso, partindo do princípio de que você afirma que tudo isso “é produto de concílios da igreja católica que incluiu e excluiu, a seu bel prazer”?

      Por que seitas pseudo cristãs, que afirmam seguir os ensinamentos de Cristo, como por exemplo Mórmons, testemunhas de Jeová e Kardecistas, são muito bem aceitas pela sociedade, mesmo eles deturpando claramente muito das palavras e ensinamentos contidos nos evangelhos?

      Por exemplo: Mórmons ensinam que a encarnação de Jesus foi resultado de uma relação física entre Deus Pai e Maria.

      Heresia pura.

      Testemunhas de Jeová acreditam que Jesus é o arcanjo Miguel, o mais alto ser criado. Isto contradiz diversas escrituras que claramente dizem que Jesus é Deus (João 1:1,14; 8:58; 10:30).

      Kardecistas negam a existência dos demônios: “… os demônios… são… as almas dos homens perversos, que ainda se não despojaram dos instintos materiais…” (O Evangelho Segundo o Espiritismo. Federação Espírita Brasileira: 112ª edição, capítulo XII, nº 6, página 201. Grifo meu).

      Totalmente anti bíblico.

      Gostaria que você me esclarecesse esses questionamentos.

      Fique na paz!

      • Me metendo no assunto:

        “Gostaria que você me esclarecesse algumas questões: Porque passados 2000 anos dos fatos ocorridos e narrados nos evangelhos, esses nunca caíram no descrédito ou no esquecimento, apesar das muitas tentativas de desacredita-lo, inclusive da ICAR na idade das trevas?”

        Porquê a ICAR e posteriormente os colonizadores protestantes protegeram o crédito dos evangelhos na base da fogueira e da tortura.

        Quanto às demais seitas “heréticas”, creio que elas não incomodam porque essas seitas são pequenas e tem pouco “poder” para se meter na vida de alguém, acabando com a paciência de qualquer um que faz um tour pelos canais da TV aberta e vê um pastor pregando a cada três canais, lotando o Congresso de políticos ficha suja etc..

        • Completando, e em atenção também do Elder Lima, o cristianismo tem sido perseguido em boa parte por causa dos crentes fundamentalistas proselitistas que não respeitam nem a cultura nem a religião de outros povos, chegando ao ponto de ir fazer proselitismo em países islâmicos.

          Digitando, no Google, a frase abaixo, e acessando o site hinduísta bharatanews, há um texto que explica muito do que estamos falando:

          Fundamentalistas cristãos-evangélicos são expulsos da Índia

          • Vai Rhuim,

            Você erradamente alega:

            “Porquê a ICAR e posteriormente os colonizadores protestantes protegeram o crédito dos evangelhos na base da fogueira e da tortura.

            Eu respondo sem medo de errar:

            Cresça, meu caro, o ser humano pra conseguir satisfazer seus intentos de posse faz uso de os meios possíveis, inclusive a religião, a fé, boa vontade do próximo, a irmandade que nos ladeia.

            Se grupos políticos, econômicos, religiosos, governantes fizeram uso da fé, eis que não se deva atribuir suas ganâncias similaridade com as regras de fé, aliás de qualquer tipo de religião, bastando vê como estão usando a fé islâmica hoje.

            Deus e Cristo são amor, já sua interpretação e a dos demais talvez não seja essa em face de interesses não declarados, os ocultos à sete chaves.

            Você alega:

            Quanto às demais seitas “heréticas”, creio que elas não incomodam porque essas seitas são pequenas e tem pouco “poder” para se meter na vida de alguém, acabando com a paciência de qualquer um que faz um tour pelos canais da TV aberta e vê um pastor pregando a cada três canais, lotando o Congresso de políticos ficha suja etc..”

            Eu respondo sem medo de errar:

            Você é discriminador, pois a igreja católica, na minha cidade, chego a ter em cinco canais: Canção Nova, Século XXI, Rede Vida, na Globo(padre marcelo), na cultura, num canal fechado tem umas três, mas consegue vê apenas as evangélicas?

            Quanto aos políticos, pergunto, você vive em que parte do país? Pois se de evangélicos a população de políticos chega a dez por cento, a de católicos chega a 80%, ficando os demais como ateus, espíritas, sem igrejas. Agora um dado pra você, os EUA são o inverso daqui, mas nunca vi ninguém de lá reclamando da quatidade de católicos no parlamento ter chegado a dez/quinze por cento. Os católicos dos EUA podem se tornar políticos, embora minoria; já os evangélicos brasileiros não?

            Vai coisa ruim mesmo, eta nome certo pra um desnorteado igual a você, bem batizado mesmo.

            Responder Comentar
            Sandro disse: 22 de fevereiro de 2015 ás 3:00 am
            Completando, e em atenção também do Elder Lima, o cristianismo tem sido perseguido em boa parte por causa dos crentes fundamentalistas proselitistas que não respeitam nem a cultura nem a religião de outros povos, chegando ao ponto de ir fazer proselitismo em países islâmicos.

            Digitando, no Google, a frase abaixo, e acessando o site hinduísta bharatanews, há um texto que explica muito do que estamos falando:

            Fundamentalistas cristãos-evangélicos são expulso

          • Sandro,

            Você alega:

            “Completando, e em atenção também do Elder Lima, o cristianismo tem sido perseguido em boa parte por causa dos crentes fundamentalistas proselitistas que não respeitam nem a cultura nem a religião de outros povos, chegando ao ponto de ir fazer proselitismo em países islâmicos.

            Digitando, no Google, a frase abaixo, e acessando o site hinduísta bharatanews, há um texto que explica muito do que estamos falando:

            Fundamentalistas cristãos-evangélicos são expulsos da Índia”

            RESPONDENDO A VOCÊ CONVICTAMENTE:

            Você tem frisado muito numa linha espírita, o que nos dá a impressão de que se não é espírita, ao menos é simpático aos ensinos espíritas.

            A doutrina tem Cristo como centro, todavia você não está lendo as partes em que Cristo recomenda o Ide a todas as nações para pregar a paz e o amor?

            Fora o catolicismo que se fez estado, nenhum outro grupo de cristãos tem interesse no poder, em ser estado.

            Os políticos agem com os cristãos desse modo com medo, aliás se dependesse da igreja católica daqui(que é cristã), ficaria tudo como está, pois no poder, pois se assentando junto aos maiorais, pois não os importunando os políticos com as pautas sociais, pois o estado mandando reformar suas igrejas sob a a alegação de patrimônio da humanidade.

            Em síntese, os evangélicos pagam pelo que foi feito não pelos católicos, pois pessoas humildes e conduzidas feito ovelhinhas, mas sim pelos espertalhões da igreja.

          • Sandro

            Tive a paciência de procurar o que você me recomendou, e veja o que eu achei:

            “…Em junho passado, 150 extremistas hindus forçaram 15 cristãos a participar de rituais de adoração hindus; em seguida, os agrediram e expulsaram de sua aldeia, de acordo com a Aliança Evangélica da Índia. O incidente ocorreu no distrito de Dakshin Bastar, Estado de Chhattisgarh.

            Os cristãos foram levados para o templo Pendevi, onde foram forçados a adorar divindades hindus e tribais, e a participar de rituais hindus. Akhilesh Edgar, da Aliança Evangélica da Índia, disse que, depois disso, os raptores agrediram os cristãos.

            Em vez de deixarem os cristãos voltarem para casa, os hindus os expulsou da aldeia.

            Os cristãos procuraram a ajuda de John Nag, um pastor conhecido localmente como defensor dos cristãos.

            A Associação Evangélica da Índia disse o pastor Nag e Asaram Bech, um cristão em cuja são realizadas reuniões de oração, procuraram o líder da aldeia, que se recusou a permitir a volta dos cristãos.

            Os aldeões expulsos estão atualmente na aldeia do pastor Nag.

            A Associação Evangélica da Índia afirmou que os cristãos não querem prestar queixa na polícia, por medo de causar uma tensão religiosa.”

            Fonte: blog.odiario.com

            Obrigado pela dica, isso mostra o que vocês anticristãos realmente pensam.

    • Elder Lima, eu sei do que você está falando (espiritualmente), mas respondi o que acontece no plano material. O que você disse só é discernido pelo Espírito, não conseguirá explicar com palavras.

      Levi Varela, não li nem uma vírgula do que você escreveu porque você é louco.

  6. Outra possível interpolação (digo possível, porque não sei se é interpolação ou um plágio que aparece já no texto original) encontramos em João 1:1 onde reza:

    “No princípio era a Palavra e, a palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus”.

    Agora, observe a seguinte passagem encontra nas Sagradas Escrituras Védicas:

    “No começo era Brahman; com ele estava Vâk, a Palavra; e a Palavra é Brahman.”

    Afinal, o temos aqui: um plágio que aparece já no texto original, ou um plágio que aparece posteriormente ao texto original e como interpolação?

  7. O que salvará o Cristianismo, à medida que a verdade sobre a Bíblia, a cristandade e suas doutrinas forem aparecendo, será, indubitavelmente, o Espiritismo, pois o Consolador prometido por Jesus veio justamente, como disse o Mestre, para explicar tudo aquilo que os cristãos primitivos não podiam, então, compreender, e revelar o verdadeiro sentido das Sagradas Escrituras e a vontade de Deus para com todos os seres que criou. Graças a Deus Jesus tem consolado meu coração e iluminado minha mente com o esclarecimento de muitos fatos relativos a espiritualidade, e à medida que estudo os livros espíritas e conheço mais do movimento Kardecista.

    • Para conhecer um imenso acervo de livros espíritas para ler e baixar, basta digitar, no Google, estas palavras exatamente como aparecem abaixo:

      autoresespíritasclassicos

        • Hipócrita! Tira primeiro a viga de teu olho, e então poderás distinguir para tirar a felpa do olho de teu irmão”. (Mt 7,5).
          Primeiro é bom ressaltar, para os menos avisados, que, segundo o Dicionário Houaiss, as palavras homossexual e homossexualismo aparecem pela primeira vez, num dicionário, no ano de 1899, o que, por questão de lógica, nos leva a concluir que nenhuma delas jamais poderia constar de qualquer tradução bíblica, pelo simples fato de não existirem na época em que foram escritos os chamados textos bíblicos. E ainda nos aparecem os tradutores bíblicos, na maior “cara de pau”, afirmando que suas traduções são fiéis aos textos originais; só enganam aos que confiam cegamente neles e sequer se dão ao trabalho de fazer uma pequena pesquisa.
          Vejamos, primeiramente, o passo 1Coríntios 6,9-10 por duas versões bíblicas, nas quais constam expressamente o termo homossexuais:
          Bíblia Online: “Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos, nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus”. (http://www.bibliaon.com/1_corintios_6/).

          Bíblia do Peregrino: “[…] Não vos iludais: nem fornicadores nem idólatras nem adúlteros nem efeminados nem homossexuais nem ladrões nem avarentos nem beberrões nem caluniadores nem exploradores herdarão o reino de Deus”.

          Essa última obra pertence à nossa biblioteca particular, da qual ainda acrescentamos estas outras treze versões, delas transcrevendo somente o trecho relacionado com o presente estudo, qual seja, o que se encontra entre as expressões “nem adúlteros” e “nem ladrões”.
          – nem os depravados, nem as pessoas de costumes infames: Bíblia de Jerusalém (2002).

          – nem os efeminados, nem os sodomitas: Bíblia Paulinas (1957); Bíblia SBTB; Bíblia Santuário; Bíblia Barsa; Bíblia Mundo Cristão; Bíblia Shedd e Bíblia SBB.
          – nem homens mantidos para propósitos desnaturais, nem homens que se deitam com homens: Novo Mundo.
          – nem os efeminados, nem os devassos: Bíblia Ave-Maria.
          – nem os efeminados, nem os pederastas: Bíblia TEB e Bíblia Vozes.
          – nem os depravados, nem os efeminados, nem os sodomitas: Bíblia Paulus.

          Além de colocarem palavra que não existia na época, no caso, homossexuais – Bíblia Online e Bíblia do Peregrino –, ainda trazem outras que são quase que sinônimas umas das outras, conforme se percebe dos significados tomados do Dicionário Houaiss:

          Sodomia: coito anal entre indivíduos do sexo masculino ou entre um homem e uma mulher.

          Pederasta: prática sexual entre um homem e um rapaz mais jovem.

          Efeminado = afeminado: 1 que ou aquele que não tem ou perdeu os modos viris 2 diz-se de ou homossexual masculino.

          O que achamos estranho é o fato dos fanáticos sempre dizerem que a Bíblia é a palavra de Deus; entretanto, não têm a menor cerimônia de alterar seus textos, inclusive, em algumas traduções, apelando para a tal “linguagem de hoje”, como se a palavra de Deus não fosse eterna e precisasse ser modificada. Haja fanatismo!!!

          Vejamos o texto bíblico, instituído por Moisés, que fala do assunto:

          Levítico 20,13: “Se alguém se deitar com um homem como se fosse mulher, ambos cometem uma abominação. Serão réus de morte. Que seu sangue caia sobre eles”.

          É necessário algumas importantes considerações, para questionarmos o valor “moral” desse versículo.

          O primeiro ponto, e talvez um dos mais relevantes, é o fato de que o que aqui se proíbe nada mais é que o reflexo de uma sociedade altamente machista, como era a dos judeus. Veja-se, por exemplo, que o “não cobiçarás a mulher do próximo” (Ex 20,17; Dt 5,21) é um mandamento para homens, fato que, por consequência lógica, deixava as mulheres totalmente livres para desejar o homem da “próxima”. Podemos, ainda, ver esse machismo até na criação dos seres humanos, quando Adão é criado em primeiro lugar e a mulher, além de vir em segundo, veio de uma de suas costelas, o que mais reforça o machismo dos judeus.

          E uma vez que tocamos num dos dez mandamentos, vamos buscar neles o nosso segundo ponto, ressaltando que o mandamento divino de “não matarás” (Ex 20,13; Dt 5,17) foi esquecido em Lv 20,13, quando se manda matar os que infringem tal lei. Disso fica bem claro, para quem quiser ver, que Deus, não podendo se contradizer, temos que, forçosamente, aceitar que a proibição em Levítico é lei totalmente humana, que nada tem de origem divina; apenas foi dita como tal por Moisés, para que o povo a cumprisse.

          O terceiro ponto é bem interessante, pois, apesar de se proibir que uma mulher não vestisse roupas masculinas (Dt 22,5), não foi proibido que uma deitasse com outra como se fossem homem, ou seja, o homossexualismo [1] feminino, estava liberado. Claro que, de uma sociedade machista, não era de se esperar nada mais que isso.

          Não pudemos deixar de recordar o caso da mulher adúltera que apresentaram a Jesus, perguntando-lhe se deveriam apedrejá-la até à morte como determinava a lei mosaica. Supondo-se que a mulher não adulterou sozinha, cadê o adúltero? Novamente o comportamento machista sobressai, pois a lei condenava à morte tanto o adúltero quanto a adúltera.

          É aqui que derrubamos as leis constantes do Levítico, que, além de algumas regras sociais, estabelecia outras relativas a rituais religiosos, pois, fossem todas elas, realmente, de origem divina, Jesus teria recomendado que trouxessem o seu comparsa e o apedrejassem com a mulher, aplicar-lhes a mesma pena.

          Não temos nenhuma dúvida de que, em 1Cor 6,9-10, Paulo estava condenando era um homem “dormir” com outro homem como se fosse mulher, uma vez que ele pertencia a uma sociedade altamente machista, como dito dos judeus, na qual as mulheres não tinham o menor valor. É bom lembrar que o ritual de iniciação religiosa dos judeus era a circuncisão, que, obviamente, só se aplicava aos homens. Nas cerimônias religiosas elas não tomavam parte; ficavam num local reservado a elas – o pátio das mulheres –, de forma que só as viam à distância, se é que viam alguma coisa das cerimônias, pois a parte seguinte do Templo era num nível mais elevado, conforme se pode ver nesta parte da planta baixa de sua construção:

          Imagem: http://farm8.staticflickr.com/7004/6492044171_072ee881c5_z.jpg

          E apoiar-se em Paulo, para condenar os homossexuais (masculinos), é o fim da picada, porquanto ele, sendo machista assumido, certamente não se preocupava com algum aspecto moral que porventura pudesse tirar do comportamento deles. Em sua primeira carta aos coríntios, encontramos algo que comprova isso que estamos dizendo, sobre o fato de ter sido machista:

          1Coríntios 14,34-35: “Que as mulheres fiquem caladas nas assembleias, como se faz em todas as igrejas dos cristãos, pois não lhes é permitido tomar a palavra. Devem ficar submissas, como diz também a Lei. Se desejam instruir-se sobre algum ponto, perguntem aos maridos em casa; não é conveniente que a mulher fale nas assembleias”.

          Moral da história: as solteiras morreriam na ignorância. (rsrs)

          Vai um pouco mais longe na sua primeira carta a Timóteo, embora muitos estudiosos já não a têm como de autoria de Paulo:

          1Timóteo 2,11-15: “Durante a instrução, a mulher deve ficar em silêncio, com toda a submissão. Eu não permito que a mulher ensine ou domine o homem. Portanto, que ela conserve o silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E não foi Adão que foi seduzido, mas a mulher que, seduzida, pecou. Entretanto, ela será salva pela sua maternidade, desde que permaneça com modéstia na fé, no amor e na santidade”.

          Curioso é que para Paulo a mulher só se salvaria pela maternidade, ou seja, as que não tivessem a graça de ser mãe iriam, provavelmente, para os quintos dos infernos.

          A questão das mulheres ficarem caladas, não é algo que vemos nenhum líder religioso lutar para que isso seja mantido, já que têm tudo da Bíblia como palavra de Deus, embora queiram que se cumpram outras absurdas exigências bíblicas. Geralmente a base bíblica para afirmarem isso é o passo: “Toda Escritura é inspirada e útil para ensinar, repreender, encaminhar e instruir na justiça”. (2 Timóteo 3,16). Só que ainda não acordaram para o fato de que a Escritura que o autor tinha em mãos era a judaica, com seus 22 livros; um tanto diferente da católica (AT com 46 livros) e da protestante (AT com 39 livros) que, além de terem outros livros, que não constam da judaica, foi acrescentado a ambas o Novo Testamento, com 27 livros ao todo.

          Além disso, Paulo, como autor de Timóteo, pregava a total submissão das mulheres aos maridos (1Cor 11,3; Ef 5,22; Cl 3,8).

          Em relação ao homossexualismo feminino, pode parecer que Paulo fala disso em sua carta aos romanos; entretanto, é bem mais provável que, na época, por só admitirem relação sexual com penetração do pênis (já que a mulher era um mero objeto de prazer sexual do homem), Paulo tenha utilizado a expressão “relação natural em relação contra a natureza”, no seguinte passo:

          Romanos 1,26-27: “Por isso, Deus entregou os homens a paixões vergonhosas: suas mulheres mudaram a relação natural em relação contra a natureza. Os homens fizeram o mesmo: deixaram a relação natural com a mulher e arderam de paixão uns com os outros, cometendo atos torpes entre si, recebendo dessa maneira em si próprios a paga pela sua aberração”.

          É aqui que Paulo extrapola totalmente a palavra de Deus dizendo “[…] os que assim agem são réus de morte […]” (Rm 1,32), quando, na legislação mosaica, não há a inclusão das mulheres, pois o seu teor se aplicava somente aos homens (Lv 20,13). Prato cheio aos fanáticos que não se dão conta desse pequeno e importante detalhe e nem mesmo veem, o dito por Paulo, contrariar o “não matarás” (Ex 20,13; Dt 5,17).
          Mas será que a prática homossexual é contra a natureza, conforme afirma Paulo e os fanáticos, piamente, acreditam? Entendemos que, se tal coisa ocorre na natureza, não podemos dizer que é “contra a natureza”, não é mesmo? Basta pesquisar e se verá que hoje temos informações suficientes que comprovam existir essa prática entre os animais, o que, a contragosto de muitos, faz dela algo perfeitamente natural, já que existe na natureza.

          Como já dissemos alhures, se a Bíblia deve ser cumprida nesse ponto, por coerência, também deveria ser nestes, que, por várias vezes, já os citamos:

          Dt 21,18-21:Se alguém tiver um filho contumaz e rebelde, que não obedece à voz de seu pai e à de sua mãe, e, ainda castigado, não lhes dá ouvidos, pegarão nele seu pai e sua mãe e o levarão aos anciãos da cidade, à sua porta, e lhes dirão: Este nosso filho é rebelde e contumaz, não dá ouvidos à nossa voz: é dissoluto e beberrão. Então todos os homens da sua cidade o apedrejarão, até que morra; assim eliminarás o mal do meio de ti: todo o Israel ouvirá e temerá.

          Dt 22,10: Não lavrarás com junta de boi e jumento.

          Dt 22,23-24: Se houver moça virgem, desposada, e um homem a achar na cidade e se deitar com ela, então trareis ambos à porta daquela cidade, e os apedrejareis, até que morram; a moça, porquanto não gritou na cidade, e o homem, porque humilhou a mulher do seu próximo; assim eliminarás o mal do meio de ti.

          Dt 23,2: Aquele a quem forem trilhados os testículos, ou cortado o membro viril, não entrará na assembleia do Senhor.

          Dt 23,3: Nenhum bastardo entrará na assembleia do Senhor; nem ainda a sua décima geração entrará nela.

          Dt 23,14: Dentre as tuas armas terás um pau; e quando te abaixares fora, cavarás com ele, e, volvendo-te, cobrirás o que defecaste.

          Dt 25,5: Se irmãos morarem juntos, e um deles morrer, sem filhos, então a mulher do que morreu não se casará com outro estranho, fora da família; seu cunhado a tomará e a receberá por mulher, e exercerá para com ela a obrigação de cunhado.

          Dt 25,11-12: Quando brigarem dois homens, um contra o outro, e a mulher de um chegar para livrar o marido da mão do que o fere, e ela estender a mão, e o pegar pelas suas vergonhas, cortar-lhe-ás a mão: não a olharás com piedade.

          Não vemos nenhum líder cumprindo e nem exigindo dos fiéis o cumprimento dessas determinações… Nossa opinião é que elas não devem ser cumpridas, coerentes com o nosso pensamento de que a Bíblia não é, de capa a capa, a palavra de Deus; porém, os fiéis que consideram a Bíblia como a palavra de Deus e que sempre estão apontando o cisco nos olhos dos outros, é que não poderiam se eximir de cumpri-las, já que pregam, em alto e bom som, que tudo isso é de origem divina. Em nosso ponto de vista, esses fiéis deveriam, por coerência, seguir fielmente o teor desses passos acima e muitos outros, também de teor absurdo, que não iremos apontar aqui, por falta de espaço.
          Essa mania de pegar da Bíblia só o que convém, ou da forma como entendem, tem como resultado muito poder e dinheiro rolando a favor deles

  8. Em outras palavras o Manuscrito carece de mais estudos e provas! Poderiam compará-lo aos Fragmentos mais antigos, ajudaria e muito, já que muitos Fragmentos são mais antigos do que o manuscrito hora apresentado. Não seria a primeira vez a fazer isso para acabar com dúvidas e discussões. Mas, sabe como é, se não polemizar não vende livros sobre o assunto.

    • Os códices mais antigos (por exemplo o Vaticano e Sinaítico) estão de acordo com esse manuscrito (com a ausência dos textos citados acima de Marcos e João). Na verdade o que esse manuscrito diz não é novidade para quem estuda crítica textual.

  9. isso confirma que somente a igreja catolica foi revelada as verdades de deus,DEUS, nao so inspirou quem escreveu os livros da biblia,mas tambem inspirou quem leu e os separou,e quem leu e os separou foi a igreja catolica. os evangelicos acham que DEUS ia inspirar a biblia para ser inscrita e depoi daria na mao de qualquer um…..

    • amigo, vc que é da “igreja” que é “dona” da Bíblia…me responde uma coisa: onde é que fala dessas nossas senhoras (mais de 1.000). Na minha não tem nada disso, entretanto, ela só tem 66 livros.

    • A biblia mais confi´´avel hoje é a Biblia de jerusalem (católica), a qual passou direto do grego para o inglês.

      É muito interessante que a Bíblia Contemporânea Inglesa usa a frase comporta-se como
      um homossexual. Se a censura é contra alguém que “comporta-se” como um homossexual, então os
      escritores desta tradução acreditam que as palavras não se referem nem se aplicam aos
      homossexuais, mas aos heterossexuais que se comportam (leia-se: engajam-se em comportamento
      homossexual) como homossexuais. Podia isto novamente ser uma referência ao templo de culto ou
      à prostituição em santuários?
      Por que uma tão larga gama de diferenças entre as traduções? As palavras são extremamente
      obscuras. Malakoi (ou malekos) aparece somente quatro vezes no Novo Testamento. Em três vezes
      significa fino ou macio, como quando Jesus a usou para falar de João Batista em Mateus 11:8: “…
      Mas que fostes ver? Um homem vestido em roupas finas (malekos)? Mas os que vestem roupas finas
      (malekos) vivem nos palácios dos reis” (VBJ). A outra vez onde a palavra aparece é na versão de
      Lucas deste mesmo discurso (7:25).
      Enquanto que no Dicionário Strongs de Grego do Novo Testamento (Strongs Greek Dictionary of
      The New Testament) lemos como segue: malakos = macio (isto é, roupas finas); figurativamente,
      um afeminado, alguns dicionários gregos definem-na como significando moralmente fraco.
      Martinho Lutero traduziu-a como fraco (em corpo, mente ou caráter).
      No Dicionário Vine de Palavras do Novo Testamento (Vine’s Dictionary of New Testaments
      Words), se você procurar pela palavra macia, o livro mostra: Veja Efeminado. Lá você encontrará o
      original: malakos: macio, macio ao toque, fino, é usado como (a) roupa fina; (b) metaforicamente,
      em um mau sentido, “efeminado”, não simplesmente de um macho que pratique formas de lascívia,
      mas das pessoas em geral que são culpadas de apego aos pecados da carne, voluptuosos.
      Observe a palavra afeminado(s) usada tanto na Bíblia de Jerusalém como indicado acima, bem
      como no dicionário Strongs. Tom Horner, em seu livro Jônatas amou Davi (Jonathan Loved
      David), identifica efeminados como: “… os homens extremamente efeminados que transformaram a
      homossexualidade em uma profissão. Estes eram os efeminados – os prostitutos homossexuais da
      Grécia antiga, os assim chamados ‘cães sagrados’ dos santuários canaanitas, e os eunucos
      seguidores da deusa Cibele… Em algumas sociedades, tais como aquelas da antiga Frigia, os
      efeminados foram olhados com honra e respeito; mas na sociedade hebraica, em todos os períodos
      que conhecemos, não o eram”. Outra vez encontramos a referência aos prostitutos de santuários –
      aqueles que se engajavam no sexo de mesmo gênero para o culto de ídolos.
      Horner continua: “Na Grécia clássica, também, homens efeminados geralmente eram
      menosprezados. Por que? Porque representavam o oposto exato do tipo heróico ou nobre de amor
      que era muito admirado da época do Hércules legendário, que era ligado eroticamente a dois
      homens (e numerosas mulheres) do imperador Adriano. Este modelo heróico foi idealizado como o
      mais nobre – e em alguns casos, romântico – tipo de amor. Em O Banquete, de Platão, é elogiado
      como a máxima expressão do amor físico. E, pelo contrário, sair com um efeminado era algo
      ordinário. Todo homem poderia fazê-lo; e em algumas sociedades quase todo homem o fez uma vez
      ou outra. Além disso, como o patriarcado aumentou seu domínio nas sociedades mediterrâneas
      orientais, o homem em que faltavam traços viris, como a fêmea a quem ele tão proximamente se
      assemelhou, foi mais e mais estigmatizado”. (Páginas 22, 23).
      A segunda palavra usada na passagem destacada, arsenokoitai (arsenokoites) é ainda mais
      obscura. Aparece somente duas vezes no Novo Testamento – aqui e em 1 Timóteo 1:10. Esta
      palavra é tão obscura que o dicionário Vine nem tenta defini-la. Em vez de uma definição, o
      dicionário dá as duas únicas passagens onde a palavra aparece. O dicionário Strongs usa: um
      sodomita: abusador (que perverte) a si mesmo com a humanidade. Derivado de arsen = macho,
      homem, e kemai = mentir de forma contumaz.
      Rev. Robert Arthur, em seu livro Homossexualidade à Luz da Linguagem e Cultura Bíblicas
      (Homosexuality in the Light of Biblical Language and Culture), falando de cultos pagãos, escreve:
      Era extremamente comum, portanto, encontrar deuses e deusas que recebiam presentes de
      apreciação e de adoração de seus adeptos sob a forma de atos sexuais. Para facilitar o oferecimento
      de tais presentes, homens e mulheres eram ligados (a templos) para receber estes presentes e
      tornaram-se conhecidos como prostitutos do templo (tanto homossexuais como heterossexuais). (…)
      A adoração da fertilidade deste tipo e expressões similares continuaram por pelo menos nos
      primeiros 100 anos da era cristã, em lugares tais como o templo de Diana em Éfeso. Na língua
      grega a palavra usada para os prostitutos do templo nestes lugares da adoração pagã era
      arsenokoites. Não foi antes de por volta de 200-250 da era cristã que uma homofobia marcante (…)
      começou a rastejar na Teologia. Por esta época, a adoração cultual do sexo começou a morrer e a
      palavra usada por Paulo para descrever os prostitutos do templo estava começando a tornar-se
      obsoleta. É importante observar que (…) ao tempo de Cristo a palavra de uso comum que
      significava ´homossexualidade´ era homophilia. (…) Esta palavra foi usada na língua grega até bem
      depois da época da morte de Paulo. Mas esta palavra nunca foi usada nas Escrituras.
      Padre John McNeill, sacerdote jesuíta, em seu trabalho A igreja e o Homossexual (The Church
      and the Homosexual), escreve que o uso da palavra, no segundo século, na Apologia de Aristides,
      parece indicar que significa um corruptor obsessivo de meninos. Do mesmo modo, o professor
      Robin Scroggs do Seminário Teológico de Chicago, em seu livro, Novo Testamento e
      Homossexualidade (New Testament and Homosexuality), posiciona-se que ambas as palavras –
      malekos e arsenokoites – referem-se aos parceiros ativos e passivos na prática grega da pederastia, a
      qual não deve de modo algum ser confundida com homossexualidade. Pederastia é a molestação de
      crianças, pura e simplesmente. Um relacionamento ‘pederástico’ existe entre um amante
      (geralmente um homem maduro), e o amado, um garoto jovem o bastante para ainda ser imberbe. O
      amante era sempre o parceiro ativo; o amado era solicitado a ser passivo. Nem todo relacionamento
      era sexual em sua natureza, mas quase todos o eram. O amado não devia ser sexualmente satisfeito
      – o que era prerrogativa exclusiva do amante apenas. Quando o amado tornava-se velho o bastante
      para ter barba e por outro lado tornar-se mais viril, era trocado por uma pessoa mais nova. A razão
      para isto era porque o ideal era um menino que se assemelhasse a uma mulher. Os meninos
      deveriam depilar os pelos faciais, deixar seu cabelo crescer – alguns até usavam maquiagem. O
      professor Scroggs sustenta que este menino era o malekos, e o adulto, o arsenokoites, referidos
      nesta passagem da escritura sagrada.
      Enquanto que a pederastia parece ser homossexual por natureza, a realidade é que as pessoas
      engajadas nessa atividade eram, para a maioria das pessoas, heterossexuais. A pederastia era
      considerada apropriada ao treinamento de um menino para a masculinidade. O relacionamento não
      era permanente, durando somente o tempo em que o garoto mantinha sua aparência jovem. Não
      havia nenhuma mutualidade – nenhuma satisfação ou prazer mútuo, e o garoto era desumanizado –
      usado pelo amante como uma coisa, não como uma pessoa para amar e estimar. Por outro lado, o
      amado recebia regularmente presentes do amante. O amado, por sua vez, freqüentemente tornava-se
      o amado de diversos amantes – todos os mais lucrativos para ele – tornando-se, finalmente, um
      prostituto masculino, por tanto tempo quanto sua beleza resistisse.
      Pederastia, ainda que culturalmente aceita, era moralmente errada em muitos aspectos, como
      demonstrado acima. Não pode de maneira alguma ser interpretada como uma descrição da
      homossexualidade, que é o amor emocional, espiritual, romântico, e, sim, sexual, entre parceiros
      mútuos do mesmo gênero.
      A Nova Bíblia Comentada de Oxford, publicada em 2001 e considerada um dos comentários mais
      autorizados de todas as bíblias, oferece a seguinte nota de rodapé para os versículos destacados:
      Os termos gregos traduzidos como prostitutos masculinos e sodomitas não se referem aos
      “homossexuais”, como em inapropriadas traduções mais velhas; “masturbador” e prostitutos
      masculinos podem ser uma melhor tradução.Isto termina este nosso estudo.

    • Queda de Sodoma e Gomorra
      Muitos religiosos, especialmente os tidos como conservadores, e também o senso-comum associam a queda de Sodoma e Gomorra com a prática de relações homossexuais,[4] o que teria feito com que as cidades fossem destruídas. No entanto, estudiosos mostram que o pecado cometido teria sido o da falta de hospitalidade com os estrangeiros, e a intenção de estupro dos visitantes, já que o termo conhecer, fundamental para o entendimento de tal trecho, significaria ali claramente um abuso sexual[carece de fontes?], e em nada se vincularia a um relacionamento homoafetivo, mas sim ao abuso e à violência.

      Segundo o relato bíblico, os habitantes dessa terra seriam cananeus.[5] O território antes do cataclismo, era paradisíaco. Ocupava uma área aproximadamente circular no vale inferior do Mar Morto (chamada de Distrito ou Bacia, do hebr. Kik.kár).[6]
      Após o retorno de Abrão (Abraão) do Egipto, menciona que “eram maus os homens de Sodoma, e grandes pecadores contra YHVH (traduzido comumente como SENHOR)”.[7] Mas isso não chegou a impedir uma tolerância entre os habitantes de Sodoma (cidade-estado) com o patriarca Abrão, e com o seu sobrinho, Ló.[8]
      Dois anjos de Deus, materializados, teriam dito a Abrão que “o clamor de Sodoma e Gomorra se tem multiplicado, e porquanto o seu pecado se tem agravado muito.” Abrão intercede 3 vezes pelos sodomitas. A resposta final é: “Se houver em Sodoma 10 pessoas justas, não será destruída”.[9] Qual era o pecado grave dos Sodomitas?

      Esses dois anjos entram na cidade, que fica em uma região desértica, para pedir abrigo e proteção. Ló se apiedou desses viajantes e os hospedou em sua casa, porém, sem conhecer a real identidade angelical destes.[10] Antes de se deitarem, os homens da cidade, descontentes com o fato de Ló, que também era um homem de fora, ter trazido dois outros estranhos para a cidade, cercaram então sua casa, desde do rapaz até o velho, todo o povo numa só turba, exigindo que Ló pusessem os visitantes para fora de sua casa para que fossem estuprados,[11] o que era uma prática freqüente na Antigüidade, quando prisioneiros, guerreiros, ou exércitos vencidos eram comumente violentados sexualmente como forma de desonra, humilhação ou castigo. Ló roga para que os homens não fizessem esse mal ao seus visitantes, mas a turba, ainda mais irada com ele, o ataca dizendo que faria, então, a Ló ainda mais maldades do que com os visitantes. O texto então termina afirmando que os anjos protegeram, ao fim, a Ló e a sua família e, em seguida, toda a cidade teria sido destruída por Deus com fogo e enxofre.

      Há atualmente teológos e acadêmicos que afirmam que esta passagem do livro de Gênesis não se refere à homossexualidade, mas ao abuso, ao desamor e a falta de piedade. A Bíblia Anotada New Oxford afirma: “…a questão principal aqui é a hospitalidade aos visitantes divinos. Nesta passagem a sacralidade da hospitalidade é ameaçada pelos homens da cidade que queriam violentar os hóspedes. O ponto principal desta passagem parece ser a ameaça que os habitantes representam ao valor da hospitalidade. Esta é tão valorizada neste contexto, a ponto de neutralizar a negatividade da atitude de Ló ao oferecer suas filhas em lugar de seus hóspedes o que, hoje, seria uma atitude impensável e repugnante à qualquer leitor”. Segundo hermenêutas, a história de Sodoma e Gomorra faz, assim, uma alusão profética à vinda de Cristo que, assim como os anjos, é o enviado de Deus à terra e seria acolhido pelos homens justos, mas também seria recebido cruelmente pelos homens sem piedade e maus que aviltariam e atacaram seu corpo, mas, ao fim, sua glória e justiça prevaleceriam.

      Porém, o entendimento laico comum da passagem é, não obstante, que Sodoma e Gomorra teriam de fato sido destruídas porque os habitantes dessas cidades seriam todos homossexuais. Essa concepção popular é fruto da filosofia de São Tomás de Aquino que, na Idade Média, pela primeira vez se referiu ao sexo entre homens como “sodomia”. Tal autor inclui a homossexualidade entre os pecados contra naturam, junto com a masturbação e a relação sexual com animais. Para Tomás esses pecados sexuais são mais graves do que os pecados secundum naturam, embora estes se oponham gravemente à ordem da caridade, por exemplo: adultério, violação, sedução. Isto porque, para Aquino, a ordem natural foi fixada por Deus e sua violação constitui uma ofensa ao Criador, o que seria para ele mais grave do que uma ofensa feita ao próximo (cf. Suma Teológica, II-II, questão 154, artigo 11, corpo). Santo Tomás de Aquino chega a colocar a prática da homossexualidade no mesmo plano de pecados torpíssimos, como o de canibalismo.

      A partir de então, devido a enorme influência do pensamento tomista no cristianismo, a palavra “sodomia” popularmente foi-se desvinculando de seu sentido filológico original e passou a ser, em quase todo mundo, conotativa de homogenitalidade, ou então sexo anal, seja este hétero ou homossexual. Muitos religiosos da Teologia Inclusiva salientam, porém, que este entendimento seria homofóbico e conflitante com a própria Bíblia que em todas as vezes que se refere novamente a Sodoma e Gomorra e aos sues pecados (como em Ezequiel 16:49-50) não mencionaria nada referente à homossexualidade – e mesmo a única menção à questão da sexualidade nessas cidades (Judas 6-7), somente se condena a intenção de intercurso sexual entre seres humanos e anjos, conforme também se fez em Gênesis 6: 1-2,4.
      Portanto, não se pode afirmar que exista qualquer índicio real e direto, de que o comportamento homossexual é condenado por Deus nas escrituras bíblicas.

      • “Os alimentos são para o estômago e o estômago para os alimentos; Deus, porém, aniquilará tanto um como os outros. Mas o corpo não é para a prostituição, senão para o SENHOR, e o SENHOR para o corpo.” (I Coríntios 6 : 13)

        Para bom entendedor, um pingo é letra!

    • Verdade somente a igreja católica tem a Bíblia verdadeira e somente os catolicos vão entrar no céu,até os mafiosos italianos que pagaram milhões para ser enterrado pertos dos cardeais,todos os encarcerados também e não são pouco,haa me esquecí da torcida do corinthias que idolatra são jorge.É tanta imundície que é melhor parar por aqui.

  10. Nas biblias anteriores ao século XV, onde começou a tradução da biblia para diversas linguas, não existia o termo “afeminado”,
    1 Coríntios 6:9–10
    Não sabeis que o ímpio não herdará o Reino de Deus? Não vos iludais. Nenhum destes
    herdará o Reino de Deus: o imoral, os idólatras, os adúlteros, malakoi, arsenokoitai, os
    ladrões, o ganancioso, os bêbados, os caluniadores nem os extorsionários herdarão o
    Reino de Deus.
    Paulo apresenta ao leitor uma lista daqueles que ele declara que não herdarão o Reino de
    Deus. A palavra no grego original parafraseada por ímpio é akidos e significa iníquo; por
    extensão, mau; por implicação, traiçoeiro; especialmente bruto: iníquo, pecaminoso.
    Há duas palavras que certamente chamarão sua atenção de imediato: malakoi e
    arsenokoitai. Você não encontrará essas palavras em nenhuma tradução – você encontrará
    no entanto várias palavras e frases. O que eu mostrei acima são as palavras na língua
    original. A verdade é, ninguém sabe realmente com certeza que o as palavras significam, e,
    conseqüentemente, nem o que Paulo quis dizer realmente.
    Comparando as palavras em diferentes traduções, você notará grandes variações em como
    estas palavras são definidas:
    · Rei James: afeminados nem abusadores de si mesmos com a
    humanidade;
    · Nova Rei James: homossexuais, nem sodomitas;
    · Bíblia de Jerusalém: nem os depravados, nem as pessoas de costumes
    infames;
    · Revisada Padrão (apenas uma palavra): homossexuais;
    · Nova Internacional: prostitutos masculinos; nem ofensores
    homossexuais;
    · Contemporânea Inglesa: comporta-se como um homossexual;
    · Novo Testamento Inclusivo: prostitutas e pederastas;
    · Oxford Comentada: prostitutos masculinos, sodomitas.
    A bíblia que os fundamentalistas usam é falsa.

    • Prezado André,

      Que Deus te abençoe ricamente, em nome de Jesus.

      A palavra grega arsenokoites por Paulo é um neologismo da época que foi feito por ele parafraseando a LXX em Levítico 20.13. Na etimologia da palavra juntamente com o trecho de Levítico, se entende “homossexual masculino ativo”.
      Ja malakoi existia ja em obras gregas e romanas da antiguidade e literalmente significa suave meigo. De acordo com obras romanas da antiguidade, o termo se refere a homossexuais passivos.
      Ambas as definições sao do início de nossa era ou mais antigas ja q a lxx é de aprox 200 ac.
      O nt é o documento mais preservado em termos de transmissão de conteudo. Com milhares de manuscritos com 99.5% de concordância. O documento antigo q esta menos longe é a Ilíadaede Homero com alguns manuscritos com 95% de concordância. Ver livro de Josh mcdowell chamado evidencias q exigem um veredito.
      Um forte abraço,
      Carlos Augusto Welte
      Ja malakoi existia ja em obras gregas e romanas da antiguidade. A palavra significa literalmente “suave, macio, meigo”. De acordo com obras romanas, refere a homossexuais passivos.
      O Nt é o livro antigo mais confiável em relação a transmissão do conteudo tendo milhares de manuscritos preservados c 99.5% de concordância entre eles. O unico documento antigo q chega menos longe é a Ilíada de Homero c mto menos manuscritos e c no max 95% de concordância.
      Ja malakoi existia ja em obras gregas e romanas da antiguidade. A palavra malakoi significa literalmente “suave, meigo”. Mas nas obras antigas romanas explica-se q se trata de homossexuais passivos.
      Ja malakoi existia ja em obras gregas e romanas da antiguidade e literalmente significa “suave”. Mas o uso da palavra naquela época, conforme mostram obras romanas, refere
      Ja malakoi existia ja em obras gregas e romanas da antiguidade

  11. E a tradução do novo mundo das testemunhas de Jeová já dizia isso há muito tempo… chegou atrasado gospelmais… talvez devessem ter lido a tão criticada Tradução do Novo Mundo..

  12. Nenhuma Bíblia é confiável.

    Atualmente, possuímos cerca de 5745 manuscritos do Novo Testamento. Esses manuscritos são classificados em quatro grupos: 1) Alexandrino (“Neutro” ou “Egípcio”); 2) Ocidental; 3) Cesariano e; 5) Bizantino (“Maior” ou “sírio”), de acordo com sua forma de texto.

    Desses quatro grupos, o texto denominado “Bizantino” é o mais abrangente: Cerca de 80% para 90% de todos os manuscritos do Novo Testamento grego disponíveis representam o texto bizantino, que constitui o texto “majoritário” (HOLMES, 1983, p. 15).

    Os manuscritos que realmente possuem qualidade correspondem a não mais que 10% de todos os manuscritos existentes. Portanto, os críticos textuais preparam suas edições críticas do Novo Testamento grego com base em manuscritos selecionados, não menos que 5% e não mais que 11%.

    Mas ainda assim, comparada a outras obras literárias e históricas, realmente a Bíblia ganha de disparada (principalmente se fizermos uma garimpagem dos “enxertos”, cortes, erros e demais variantes textuais). Se ela for descartada por causa dos erros, teríamos que descartar tudo da nossa literatura que possua variantes textuais, pouca coisa sobraria.

    • Prezado Val Him,

      Na realidade, o texto majoritário expressa o q a maioria dos textos concordam.
      C relação a variações em termos de qualidade, claro q ha manuscritos mais conservados q outros mas ha mais manuscritos do q o suficiente p determinar o texto majoritário.
      Qto as variações, gde parte sao erros de ortografia, inversao da ordem na frase, ou variações q nada mudam o ensino teologico dos textos. Isto é confirmado até p críticos ateus.
      Qto as variações maiores como a cláusula joanina, e o final de Marcos, ve se claramente que o que ensinam tb pode ser apreendido por outras partes do nt.

      Portanto, a Bíblia é confiável sim no q se refere a conservação do conteudo do texto.Mais inclusive do q vários documentos históricos.

      Agora, nada tira o direito de quem nao cre na bíblia.
      A pessoa pode não confiar na bíblia p n crer ou concordar.
      Isto ja q ha mtos criticos ateus q concordam com a precisão da transmissão do texto e n confiam em sua msg.

      alem disso, a classificação de famílias tem mais a ver c estilo do texto do q c as variações. Isto pq apesar de alguns terem o texto mais parafraseado, como se vê em diferentes versões, o conteúdo, ou seja a mensagem é a mesma.

      um forte abraço,
      Carlos Augusto Welte

    • Esqueci de dizer algumas coisas…

      A Igreja Cristã nunca foi tão monolítico como alguns dizem. Havia mosteiros c exemplares do nt em várias regiões bem distantes uma das outras. Logo, se houvesse variações significativas do texto, isto seria notado.
      Inclusive, Jerônimo em seus prologos ja menciona a existência de variações em sua epoca.
      Isto pq na história cristã sempre houve discussão acadêmica e assim como hj se sabe q a tnm tem erros intencionais de tradução, tb se saberia na época se houvesse adulteração do texto.
      As pessoas falam mto de uma conspiração eclesiástica p mudar o texto p n conhecerem a história.
      Sempre houve debates na igreja. Assim como hj qq biblinha d estudo menciona as variações, os acadêmicos de todas as epocas ja sabiam.
      Houve um grande cisma p causa de uma peq adicao num credo. Imaginem o q seria se mudassem a Bíblia?
      Alem disso, todas as variações do nt, ainda q sejam irrelevantes, podem ser superadas c citacoes dos pais da igreja da mesma epoca dos manuscritos.

    • Creio que deveria se libertar do domínio de Roma e estudar mais. O texto majoritário (do vocês chamam de Novo Testamento) é composto em sua maioria por tradições (da igreja primitiva, pais da igreja e ICAR) do que confirmado por manuscritos (que seriam as escrituras). Se você descartar os textos posteriores ao século IV e ao início do domínio da ICAR no mundo cristão (ou seja, documentos não passíveis de manipulação pela teologia dominante na época), pouca coisa sobrará.

      P.S.: Deve-se atentar que além do Apocalipse, Jesus nunca mandou seus apóstolos escreverem algum tipo de “Escritura Sagrada”, mas somente divulgar o “Evangelho” – como contar boas notícias, as boas novas, ou seja, os escritores – que não sabemos se foram os apóstolos ou pessoas que ouviram os relatos, visto que não existem os autógrafos originais – registraram os acontecimentos por vontade própria, e não por mandamento de Deus, o que isentaria Deus de manter os textos inalterados, como fez com a Lei e os Profetas (bem diferente do Novo Testamento, atestado quando comparamos os manuscritos do Mar Morto com os textos massoréticos, quase 1.000 anos entre um texto e outro, e variações ínfimas, enquanto o Novo Testamento temos textos com apenas 100 ou 50 anos de diferença e variantes textuais absurdas para um período de tempo tão curto).

      O que confunde muitos os leitos, quando afirmam que o Novo Testamento tem 85% de confiabilidade, é que eles pensam que eles possuem 85% de confiabilidade em relação aos eventos ocorridos. Mas não, em geral esses 85% de segurança equivalem à fidedignidade de nossos textos críticos atuais em relação aos textos existentes no século IV d.C (ou seja, comparando nossos textos críticos atuais aos manuscritos do século IV d.C, ainda temos 15% de incoerências). Isso significa que a precisão do texto do Novo Testamento pode ser garantida na faixa de 85% somente em até aproximadamente cerca de 300 anos após esses textos terem sido escritos. Afirmar que 85% do texto do Novo Testamento é preciso, equivale a afirmar que 85% do texto do Novo Testamento corresponde com precisão aos textos existentes no século IV (e não aos eventos ocorridos).

      Mas foi foi exatamente entre o final do século I d.C. e entre os séculos II e III d.C., que as maiores alterações textuais foram realizadas, inclusive testemunhadas na literatura da época (antes do domínio da teologia dos pais da Igreja, ou seja, os documentos não passíveis de adulteração são os mais adulterados) – “Ele (Paulo) escreve da mesma forma em todas as suas cartas, falando nelas destes assuntos. Suas cartas contêm algumas coisas difíceis de entender, as quais os ignorantes e instáveis torcem, como também o fazem com as demais Escrituras, para a própria destruição deles.”. (2 Pedro 3:16). Na própria Bíblia já há evidências de que doutrinas heréticas já circulavam entre os primeiros cristãos, e obviamente depois da morte dos apóstolos elas pioraram (veja as cartas de Jesus ás Igrejas), e de modo que muitos dos escritos refletem também essas doutrinas heréticas que já predominavam.

      Para que se possa estabelecer o grau de corruptibilidade e confiabilidade do texto do Novo Testamento, a Crítica Textual recorre aos mais antigos manuscritos possíveis, ou seja, a somente cerca de 10% de todos os mais de 5745 manuscritos do Novo Testamento existentes, e aí a coisa complica. Mais ainda, porque não leva em conta as diferenças nas variantes ortográficas. Vejamos as variantes textuais (sem contar os manuscritos posteriores ao século IV, ou seja, passíveis de adulterações) – Fonte – The Text Of The New Testament, Kurt Aland e Barbara Aland:

      Mateus = N°. de versículos = 1071 //N°. de variantes = 642 //Porcentagem = 59.9%

      Marcos = N°. de versículos = 678 //N°. de variantes = 306 //Porcentagem = 45.1%

      Lucas = N°. de versículos = 1151 //N°. de variantes = 658 //Porcentagem = 57.2%

      João = N°. de versículos = 869 //N°. de variantes = 450 //Porcentagem = 51.8 %

      Atos = N°. de versículos = 1006 //N°. de variantes = 677 //Porcentagem = 67.3 %

      Romanos = N°. de versículos = 433 //N°. de variantes = 327 //Porcentagem = 75.5%

      1 Coríntios = N°. de versículos = 437 //N°. de variantes = 331 //Porcentagem = 75.7%

      2 Coríntios = N°. de versículos = 256 //N°. de variantes = 200 //Porcentagem = 78.1%

      Gálatas = N°. de versículos = 149 //N°. de variantes = 114 //Porcentagem = 76.5%

      Efésios = N°. de versículos = 155 //N°. de variantes = 118 //Porcentagem = 76.1%

      Filipenses = N°. de versículos = 104 //N°. de variantes = 73 //Porcentagem = 70.2%

      Colossos = N°. de versículos = 95 //N°. de variantes = 69 //Porcentagem = 72.6 %

      1 Tessalonicenses = N°. de versículos = 89 //N°. de variantes = 61 //Porcentagem = 68.5%

      2 Tessalonicenses = N°. de versículos = 47 //N°. de variantes = 34 //Porcentagem = 72.3%

      1 Timóteo = N°. de versículos = 113 //N°. de variantes = 92 //Porcentagem = 81.4%

      2 Timóteo = N°. de versículos = 83 //N°. de variantes = 66 //Porcentagem = 79.5%

      Tito = N°. de versículos = 46 //N°. de variantes = 33 //Porcentagem = 71.7%

      Filemom = N°. de versículos = 25 //N°. de variantes = 19 //Porcentagem = 76.0%

      Hebreus = N°. de versículos = 303 //N°. de variantes = 234 //Porcentagem = 77.2%

      Tiago = N°. de versículos = 108 //N°. de variantes = 66 //Porcentagem = 61.1%

      1 Pedro = N°. de versículos = 105 //N°. de variantes = 70 //Porcentagem = 66.6%

      2 Pedro = N°. de versículos = 61 //N°. de variantes = 32 //Porcentagem = 52.5%

      1 João = N°. de versículos = 105 //N°. de variantes = 76 //Porcentagem = 72.4%

      2 João = N°. de versículos = 13 //N°. de variantes = 8 //Porcentagem = 61.5%

      3 João = N°. de versículos = 15 //N°. de variantes = 11 //Porcentagem = 73.3%

      Judas = N°. de versículos = 25 //N°. de variantes = 18 //Porcentagem = 72.0%

      Apocalipse = N°. de versículos = 405 //N°. de variantes = 214 //Porcentagem = 52.8 %

      Total = N°. de versículos = 7947 //N°. de variantes = 4999 //Porcentagem = 62.9%

      Ao visualizar tais números, logo se percebe que quase dois terços do texto do Novo Testamento, em sete edições revisadas por Aland, não estão de acordo entre si, sem contar com as diferenças ortográficas e outros detalhes não inclusos nessa análise.

      O quadro mostra perfeitamente que 62,9% dos versículos do Novo Testamento são variantes e, portanto não representam a alegada “pureza” afirmada pela apologia cristã. A proporção varia de 45,1% no Evangelho de Marcos para 81,4% em 2Timóteo.

      O número total de variantes livres nos Evangelhos bíblicos é representado da seguinte maneira:

      Mateus = N°. de versículos = 1071 //N°. de variantes = 642 //Porcentagem = 59.9%

      Marcos = N°. de versículos = 678 //N°. de variantes = 306 //Porcentagem = 45.1%

      Lucas = N°. de versículos = 1151 //N°. de variantes = 658 //Porcentagem = 57.2%

      João = N°. de versículos = 869 //N°. de variantes = 450 //Porcentagem = 51.8%

      Total = N°. de versículos = 3769 //N°. de variantes = 2056 //Porcentagem = 54.5%

      Esse percentual de 54,5% de variação nos quatro evangelhos corresponde a um pouco mais da metade de seu conteúdo. Isso significa que a metade do texto dos Evangelhos bíblicos é longe de ser puro.

      O texto do Novo Testamento (excluindo os textos posteriores ao século IV, à tradição dos pais da Igreja e domínio da ICAR) possui somente 8,7% de confiança, enquanto 91,2% do texto oscilam entre pouco duvidoso e muito duvidoso.

      Isso significa que só podemos ter confiança absoluta a respeito do texto do Novo Testamento em apenas 8,7% de seu conteúdo. Além disso, é confiar da tradição e nas cópias da própria ICAR (um estudo sobre enxertos e adulterações torna tudo ainda mais agravante).

      Diferente das Escrituras (Lei e os Profetas), não há no Novo Testamento: E assim diz o Senhor, ou Escreve isso, ou Fala assim ao povo.., não há nenhuma ordem de Deus ou Jesus para se registrar algo escrito, assim só resta crer em uma “doutrina” de inspiração divina. Mas qualquer pessoa pode-se dizer “inspirado” (inclusive os que escreveram os textos apócrifos). Não há como negar que Roma (ICAR) é quem definiu grande parte da doutrina de hoje (através da manutenção dos manuscritos que interessavam – isso fica evidente quando agora, encontrando manuscritos anteriores ao século IV, evidenciamos o número enorme de variantes textuais – através das cópias dos manuscritos posteriores ao século V, enxertos de tradições dos pais da igreja e da própria ICAR etc..).

      Ou seja, há duas maneiras de fazermos uma análise:

      1 – Confiamos nas cópias realizadas durante o domínio da ICAR (a grande maioria das cópias, com grandes variantes em relação aos textos anteriores ao século IV e mais próximos dos autógrafos originais). Pronto, faz-se isso, temos 85% de precisão e admitimos a tradição da ICAR como depositária das revelações divinas (aí, podemos discutir outras tradições que não foram escritas mas conservadas na tradição oral, como oração aos santos).

      2 – Confiamos na crítica textual e consideramos os manuscritos mais antigos e confiáveis (apenas 10% do que temos), e teremos 8,5% de confiabilidade do Novo Testamento que hoje temos nas mãos.

      Mas ainda há uma forma. Compararmos nossos textos, com os que foram realmente ordenados a serem escritos por Deus (escreve assim, assim diz o Senhor, fala assim ao povo etc..):

      “Certamente o Senhor DEUS não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas”.

      “Mas confesso-te isto que, conforme aquele caminho que chamam seita, assim sirvo ao Deus de nossos pais, crendo tudo quanto está escrito na LEI E NOS PROFETAS”. (Atos 24:14).

      “Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas ESCRITURAS se estas coisas eram assim” (Atos 17:11).

      Mas eu lhe pergunto amigo, nós examinamos as Escrituras, pelo ensino de Jerusalém e Sião, ou de Roma?

    • Sobre os pais da igreja (que ora os evangélicos veneram, quando é apropriado), não vale considerar somente o que é apropriado, uma fonte não pode jorrar água boa e envenenada. Se confia neles, confia também que grande parte do que as igrejas evangélicas consideram heresias da igreja católica, tiveram base em alguns pais da igreja, afirmando a tradição oral passada desde os apóstolos, até os pais da igreja e posteriormente à ICAR, da qual nem tudo foi registrado nas Escrituras, e grande parte foi registrada nos manuscritos posteriores ao século V.

      Por exemplo, honra (e não adoração) aos santos e relíquias sagradas:

      Policarpo de Esmirna foi um bispo de Esmirna do século II. Um de seus discípulos que escreveu o Martírio relata a seguinte passagem:

      “Vendo a rixa suscitada pelos judeus, o centurião colocou o corpo no meio e o fez queimar, como era de costume. Desse modo, pudemos mais tarde recolher seus ossos, mais preciosos do que pedras preciosas e mais valiosos do que o ouro, para colocá-los em lugar conveniente. Quando possível, é aí que o Senhor nos permitirá reunir-nos, na alegria e contentamento, para celebrar o aniversário de seu martírio, em memória daqueles que combateram antes de nós, e para exercitar e preparar aqueles que deverão combater no futuro.” (O martírio de São Policarpo de Esmirna – CAPÍTULO XVIII).

      Inácio de Antióquia (110 d.c.):

      “Apenas as partes mais duras de suas relíquias sagradas foram deixadas, as quais foram transportadas para Antioquia e envoltas em linho, como um tesouro INESTIMÁVEL deixado para a santa Igreja, pela graça que estava no mártir.” (Martírio de Santo Inácio de Antioquia – Capítulo VI).

      Orígenes de Alexandria (185 – 254), Lactâncio (240 – 320), e por aí vai. Nem tudo que os pais da igreja disseram vai te parecer “cristão”:

      250 EC:, Cipriano, um dos Pais da Igreja, escreveu: “O diabo é o pai dos judeus”.

      418: Jerônimo, que criou a tradução Vulgata da Bíblia escreveu sobre as sinagogas: “se você chamar a sinagoga de bordel, um antro de vício, o refúgio do diabo, fortaleza de satanás, um lugar de depravação da alma, um abismo de todo desastre concebível, ou qualquer outra coisa mais que você disser, você ainda estará dizendo menos do que ela merece.”

      Portanto, as variações textuais significativas que você disse, que se existissem seriam notadas pelos pais da igreja, existem, e estão sendo encontradas hoje nos manuscritos anteriores ao século IV. Mas óbvio, que posteriormente a isso você não vai encontrar tanto, e principalmente nos escritos posteriores ao século IX (quando somente o Clero tinha acesso aos documentos, e produzia as cópias dos manuscritos, mais do que 60% do que temos foi produzido nessa época). O texto Bizantino corresponde a mais de 80% da sua Bíblia mais confiável, e os manuscritos antigos para embasar esses textos não existem, foram inseridos por tradição passada de geração em geração, então você deve confiar que a ICAR e os primeiros cristãos (e não os apóstolos) escreveram (e não conservou, mas escreveu mesmo) a sua Bíblia, ou vai recorrer á Crítica Textual e descobrir que menos de 10% do seu Novo Testamento é confiável (para confiar no resto, deve confiar na tradição da ICAR também).

      • Prezado Val Him,

        Algumas respostas. ..

        1. Estas variantes sao tao secretas q estao em várias biblias de estudo. E como qq pessoa pode ver, q n ha variação q mude qq conceito doutrinario. Tb existem edicoes do nt grego c todas as variacoes entre parênteses, inclusive tenho uma no celular.

        2. O nt q temos hoje n veio de Roma, c os saques bárbaros mtos livros dos romanos. Inclusive, a hexapla de origenes q era uma edição q mostra como o cristianismo se preocupou c a transmissão do texto bíblico, comparando variacoes do texto.
        Gde parte do q temos preservado hj vem de mosteiros na Irlanda e principalmente do oriente, o qual sempre foi autônomo e ja n tinha tanta consonância com o bispo de roma.Isso na epoca da pentarquia.

        3. Eu tenhi um enorme respeito pela cultura judaica e acho importante conhecermos as raízes hebraicas da fé cristã p entender o nt. Mas, mtos q amam tb a cultura hebraica entram numa doutrina q os Tj s e mormons tb creem. O restauracionismo.

        Jesus disse q estaria conosco todos os dias ate a consumação dos séculos. Disse q nos enviaria o ajudador q nos ensinaria todas as coisas. Alem disso, disse q as portas do hades n prevaleceriam contra sua ekklesia.
        Se de fato a igreja apostatou no 1o sec e veio a ser restaurada no seculo xx seja pelos tjs, mormons, ou um movimento de raizes hebraicas, entao Jesus teria mentido e deixado o mundo por séculos sem discipulos na terra.
        A reforma protestante n tinha objetivo de criar uma nova igreja. Os reformadores tb se consideravam católicos. E chamavam o catolicismo de papismo. Isto pq criam q apesar de erros doutrinários, os próprios pais da igreja afirmavam doutrinas q eles defendiam. Por isso, as obras dos reformadores e inclusive dos puritanos estao cheios de referencias aos pais da igreja.

        N q estes eram infalíveis. Por isso, sao citados qdo defendem doutrinas biblicas. Qdo não, tb sao criticados pelos protestantes.
        Eles sao julgados pelo padrão biblico.

        Alias, como disse Tertuliano, a fe crista tem a ver c Jerusalém e n roma.

        4. Algo interessante. Vc viu q vc se contradisse varias vezes? No 1o post disse q nenhuma biblia é confiável. Depois disse q 85% da biblia seria confiavel
        Vc diz q o nt n é confiável, mas cita o nt p defender suas ideias.

        Alem disso, p julgar algo bom ou ruim deve-se ter um padrão infalivel para detectar os faliveis c uma confrontação.
        Então, ja q vc cita o nt p defender suas teses, mas questiona o nt. Talvez vc esteja questionando o texto grego e seja defensor da primazia aramaica da peshitta.
        Se for este o caso, acho a discussão pouco proveitosa ate pq n ha gdes diferencas no nt grego e aramaico q possibilite confusão doutrinaria fundamental. A questão é a exegese.

        Um forte abraço,
        Carlos Augusto Welte

        2.

        • Saudações Carlos Augusto,

          1. As variantes textuais dependem de com quais escritos você está fazendo a comparação. Essa versão que você tem no celular, e essas edições que citam as variantes textuais, são do texto bizantino, como expliquei detalhadamente acima, posterior ao século IV, quando as doutrinas pré-católicas já estavam estabelecidas e influenciando os escritos posteriores a essa data.

          Quando nossas bíblias romanas, como essas que tem as variantes entre parênteses, e essa que você tem no celular, são comparadas a esses textos, temos aproximadamente 85% de precisão. Os religiosos dizem 95%, os céticos estimam 85%.

          Portanto, o que você deve ter em mente, é que essas variantes que você conhece que estão entre parênteses, acontecem quando comparadas aos textos do século IV em diante, entendeu? Os autógrafos originais, provavelmente escritos em aramaico não existem, só temos cópias de cópias de cópias, e nossas bíblias romanas são compostas das cópias mais completas do século IV em diante. Esse é o primeiro ponto.

          Sobre as variantes textuais, elas acontecem de todas as formas, temos variações acidentais e intencionais. Para explicar algumas intencionais descritas pelos críticos textuais:

          Harmonização textual e litúrgica – o copista se sentia tentado a harmonizar os livros que apresentassem passagens paralelas, um pouco divergentes. Principalmente nos evangelhos sinóticos, com muitos textos sendo alterados para uma narrativa mais unificada possível.

          É interessante notar que muitas citações do Antigo Testamento eram feitas sem muito rigor pelos apóstolos, e copistas procuravam adaptar à Septuaginta (LXX – tradução do Antigo Testamento para o grego, feita por hebreus).

          Correção exegética e doutrinária – Algumas vezes o copista se deparava com uma passagem de difícil interpretação, assim ele tentava completar-lhe o sentido, tornando-a mais exata, menos ofensiva ou obscura.

          2. A nossa Bíblia foi “criada” a partir dos pergaminhos do século IV em diante, não há autógrafos originais ou manuscritos anteriores a isso de onde possamos justificar mais de 80% do que temos hoje em nossas Bíblias. Somos obrigados a acreditar na tradição oral da igreja (que já estava cheia de heresias desde os tempos de Paulo, que já combatia heresias infiltradas nas igrejas, e também Jesus que denunciou heresias em Apocalipse), que foi posteriormente passada para a ICAR. A mesma tradição que escreveu 80% da sua Bíblia (do século IV em diante) foi a que se tornou a ICAR (Roma). Entendeu? A maior parte da sua bíblia mais crítica e científica não tem comprovação documental anterior ao século IV, o que te obriga a acreditar na tal sucessão apostólica até Roma, por tradição oral. A sua outra escolha seria recorrer aos poucos manuscritos anteriores ao século IV, e aí a crítica textual vai tornar a sua Bíblia menos de 10% confiável.

          Ou seja, sua Bíblia veio de Roma, no sentido de que a mesma tradição que a criou (pois os manuscritos desses mosteiros isolados que você citou, não tem comprovação documental anterior ao século IV, mas valem-se de tradição oral), foi a tradição que se tornou Roma (ICAR).

          3. As portas do Hades não prevalecerem contra a “Igreja” (congregação dos santos, espiritual, sem limites físicos e institucionais, sem tempo físico, sobre a qual a morte e o tempo não tem poder de separar, composta por santos de épocas, estados e condições diferentes), e não significa que a “igreja” (instituição física, humana, denominacional, doutrinária), não seria infestada de erros doutrinários. A prova disso é que nas cartas de Paulo já podemos verificar a “igreja” cheia de falsas doutrinas, assim como Pedro também já alerta, e inclusive informa que as cartas de Paulo eram distorcidas já naqueles tempos. Portanto Jesus não mentiu.

          4. Não há contradição, você precisa primeiramente entender como funciona a crítica textual.

          1 – Se você for comparar a sua Bíblia com os manuscritos do século IV em diante, você terá 85% de confiabilidade para os mais céticos, e 95% para os mais religiosos. É fazendo essa comparação que os teólogos religiosos dizem que a Bíblia é confiável. Não temos manuscritos anteriores a essa data para fundamentar mais de 80% desses textos, o que resta a você acreditar na tradição oral passada pela sucessão apostólica até Roma, e passando inclusive por muitos hereges. Se você analisar uma cópia do Codex Sinaiticus por exemplo (http://www.codexsinaiticus.org/en/, nesse site você pode ter acesso a ele), vai verificar numerosas correções, erros e enxertos, que influenciam sim na questão doutrinária (por exemplo o famoso “ide” que não encontra respaldo nos códices mais antigos).

          2 – Se você for analisar de forma científica, considerando os manuscritos anteriores ao século IV, aí a coisa complica muito para a sua Bíblia, fica a situação que expus acima, onde os críticos estimam 8,7% de confiança, enquanto 91,2% do texto oscilam entre pouco duvidoso e muito duvidoso.

          Compreendeu? O conhecimento se desenvolve de forma progressiva, e tenho certeza que ainda encontraremos muitos achados arqueológicos para esclarecer ainda mais o nosso conhecimento.

          Tudo depende do posto de vista que você deseja analisar. Ou você analisa de forma crítica, cética e imparcial (e tem uma Bíblia com menos de 10% de confiabilidade), ou analisa de forma religiosa e tradicional, nesse caso, confiando que os que criaram 80% da sua Bíblia (a tradição oral que escreveu os manuscritos do século IV em diante) evoluíram para Roma (ICAR).

          Um grande abraço.

        • Saudações,

          Não há contradições, você não entendeu.

          O Concílio de Nicéia aconteceu em 325 A.C., a nossa Bíblia romana mais antiga (Códex Sinaiticus) foi escrita depois desse concílio, e todos os códices e manuscritos depois desse concílio refletem o que foi estabelecido nele, portanto, são livros de Roma. Se você comparar a sua Bíblia romana com a Bíblia romana original do século IV, obviamente você tem 85% de confiabilidade. Há variantes textuais que influenciam sim a doutrina, enxertos e adulterações nesses 15% de diferença que mudam sim questões doutrinárias, como o “Ide” que não existe nos manuscritos mais antigos, o trecho:

          “Qual abençoados os que lavaram suas vestes e, assim, tem o direito de comer da árvore da Vída e entrar pelos portões na cidade!”

          É na verdade:

          “Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.” (Apocalipse 22 : 14)

          Bem diferente não?

          Mas isso comparando a Bíblia romana com Bíblia romana.

          Agora quando eu disse que nenhuma Bíblia é confiável, é quando você não compara a sua Bíblia somente com os manuscritos posteriores ao Concílio de Nicéia (ou seja, escritos após decreto de Roma), mas também com os manuscritos mais antigos, anteriores ao século IV (que não chegam a 10% do conteúdo da Bíblia, o que significa que 90% foi inserido nas bíblias romanas sem base documental, mas de tradição oral), nesse caso a confiabilidade cai para menos de 10%.

          • Seo senhor é evangelico senhor Val Him o parabenizo pela honestidade intelectual. É um dos poucos que possui este dom raro no site. Lembra o Eduardo Nobre que tambem aparecia aqui.

          • Segue um artigo excelente apresentando: 5 mitos sobre a “Bíblia manipulada”.

            http:/ /darwinedeus.blogfolha.uol.com.br/2015/02/26/5 -mitos-sobre-a-biblia-manipulada/

            Saiu hoje no UOL.

      • Resumindo para os leigos:

        A Bíblia é 85% confiável SOMENTE quando comparada aos escritos posteriores ao século IV. A falácia que seus teólogos usam, é quando eles dizem: A Bíblia tem 95% de confiabilidade histórica (quando comparada aos escritos posteriores ao século IV, isso eles não acrescentam, e nem que na Bíblia realmente crítica esse percentual ainda cai para 85%).

  13. TUDO ISSO PORQUE A LUZ E’ UMA PEDRA NO SAPATO PARA OS QUE ANDAM NAS TREVAS, A BIBLIA E’ A PALAVRA DE DEUS, E NENHUM OUTRO LIVRO NO MUNDO NA ANTIGUIDADE OU MODERNO SE COMPARA A ELA,ESSA PALAVRA O AUTOR ESTA COM ELA TRANSFORMANDO E LIBERTANDO BILHOES DE VIDAS NO MUNDO INTEIRO A 2.000 ANOS.

  14. Elder Lima disse, dirigindo-se a mim, em relação ao tema Espiritismo:

    “Jesus nunca sequer mencionou espíritos menos ou mais evoluídos, O único espírito em que podemos ter conosco é o Espírito Santo.”

    Quando Jesus disse que “Deus não é Deus de mortos, mas sim de vivos, pois para Ele todos vivem” (Lucas 20:38), ele fez inquestionável referência aos espíritos dos mortos.

    Quando ele expulsou os espíritos obsessores, que os crentes pensam que se tratavam de “demônios”, ele lidou diretamente com espíritos menos evoluídos.

    Quando, durante o período em que esteve morto, foi e pregou aos espíritos em prisão (a prisão que aqui refere é o umbral, para onde vão os espíritos com grandes débitos), conforme narra Pedro (1Pe 3:19), ele mostrou que o amor de Deus alcança também os que já morreram fisicamente.

    Finalmente, quando ele esteve com Moisés e Elias no monte da transfiguração, ele tratou diretamente com dois espíritos evoluídos.

    Poderia citar outros exemplos, mas estes são suficientes por hora.

      • Em tempo: sobre o Espírito Santo, é importante destacar o seguinte:

        1º) nos manuscritos mais antigos (não existem originais) não aparece a palavra “Santo”. Assim, onde hoje consta “Espírito Santo”, no original constava apenas “Espírito”. O “Santo” foi uma interpolação para favorecer a doutrina da trindade;

        2º) Jesus, ao partir deste mundo, confortou os discípulos com a promessa de que enviaria o Consolador. Todavia, o Consolador não é o Espírito Santo dos cristãos romanistas e seus filhos protestantes, mas o “Espírito da Verdade”, como Jesus o denominou, e isso porque Ele consolaria os povos com a verdade de que não perecem aqueles que amamos, e também porque conduziria para a correta compreensão dos ensinos de Cristo;

        3º) O Espírito da Verdade se manifestou a Kardec e o orientou na codificação do Espiritismo, o Consolador prometido por Jesus.

        Observação: eu ainda não sou espírita, mas os estudos junto a essa religão de amor, caridade, desprendimento, humildade, sabedoria, paz, acolhimento estão exercendo benéfica influência em meu espírito, mente e coração.

      • Sandro,o espiritismo é cristão,pregam JESUS CRISTO,não é seita,não tem
        proselitismo,currais eleitorais,não são materialistas,mas espiritualistas,tem um
        caráter e uma doutrina que mais se aproximam da teologia do bom samaritano,pela
        compaixão que pregam e vivem.É que conheço pessoas kardecistas.Eles tem o
        perfume deJESUS CRISTO.Nada a ver com o diabo como dizem os fanáticos que
        falam mal de tudo que não entendem e no que eles entendem por natureza,até
        nestas coisas eles se corrompem.Fanáticos evanjegues…..

  15. Levi Varela, segue minhas respostas às suas análises:

    “Você tem frisado muito numa linha espírita, o que nos dá a impressão de que se não é espírita, ao menos é simpático aos ensinos espíritas.”

    Sim, sou simpático aos ensinos espíritas e amanhã poderei unirme ao Espiritismo.

    “A doutrina tem Cristo como centro, todavia você não está lendo as partes em que Cristo recomenda o Ide a todas as nações para pregar a paz e o amor?”

    Jesus Cristo recomendou, sim, pregar as boas novas de amor, mas não para fazer proselitismo, tentando forçar, por agressiva persuação e até fraude (vide o caso que ocorreu em Orissa, na India, e que referi anteriormente) devotos de outras religiões a se tornarem evangélicos. Além disso, Jesus disse que era para sacudir o pó das sandálias de uma cidade onde seus discípulos fossem rejeitados. Lembre-se que o Senhor disse não ser por força nem por violência, mas pelo espírito.

    “Fora o catolicismo que se fez estado, nenhum outro grupo de cristãos tem interesse no poder, em ser estado.”

    Os evangélicos dominionistas, muitos deles agindo aqui no Brasil, têm, sim, interesse em estabelecer, através dos poderes legislativo e judiciário, regimes teocráticos. Vide, neste sentido, as intenções e ações da bandada evangélica em Brasília.

    “Os políticos agem com os cristãos desse modo com medo, aliás se dependesse da igreja católica daqui(que é cristã), ficaria tudo como está, pois no poder, pois se assentando junto aos maiorais, pois não os importunando os políticos com as pautas sociais, pois o estado mandando reformar suas igrejas sob a a alegação de patrimônio da humanidade.”

    Como eu disse anteriormente, os evangélicos estão se organizando no Congresso para legislar a partir da Bíblia, ou seja, de sua visão religiosa e isso é um ero muito grave.

    “Em síntese, os evangélicos pagam pelo que foi feito não pelos católicos, pois pessoas humildes e conduzidas feito ovelhinhas, mas sim pelos espertalhões da igreja.”

    Evangélicos não são coitadinhos, mas sim proselitistas agressivos, dominionistas e supremacistas que não respeitam o direito de cada povo adorar a Deus conforme sua própria consciência, mas acham que todos precisam “virar crentes” para serem salvos.

    • Sandro,

      Foi o espírita mais desonesto que já vi. Digo isso em face de que você se fosse criança, até admitiria desnorteamentos.

      Países como os EUA, Suécia, Dinamarca e outros mais católicos nunca foram triunfalistas, do contrário, com pautas sociais que países católicos sequer colocam em votação.

      Evangélicos estão indo em busca do poder em face o desmando em que se encontra de há muito este país, não como modo de poder, se bem que um dia, ao se tornar de maioria evangélico, claro que esse poder haverá de vir naturalmente.

      Os bons da tua igreja católica não querem o poder, deixam nas mãos do que tem de pior, tanto que o próprio papa destacou isso.

      Pais de pior serviço público do mundo, embora de segunda maior carga de impostos, mas o povo é pobre, sem o atendimento básico, com casas em favelas, favelas sem serviços algum, sem projeto de melhoria, morando próximo às áreas de recuo e avanço das águas fluviais e dos mares, estradas com buracos…

  16. Levi varela,

    Santo Inácio de Antioquia e bispo dessa localidade entre os anos 70 e 107 como já demonstrado já usava a palavra católica pra se referir a IGREJA, Igreja Católica (Universal).

    Mas se você não se aceita essa fonte histórica sobre a Igreja Católica já ser chamada assim muito antes de Constantino, vou postar outros textos;

    2. Outro contemporâneo dos Apóstolos foi São Policarpo, bispo de Esmirna, que nasceu no ano 69 e foi discípulo de São João Evangelista. Quando São Policarpo recebeu a palma do martírio, a Igreja de Esmirna escreveu uma carta que é assim endereçada: “A Igreja de Deus que peregrina em Esmirna à Igreja de Deus que peregrina em Filomélio e a todas as paróquias da IGREJA SANTA E CATÓLICA em todo o mundo”. Nessa mesma Epístola se fala de uma oração feita por São Policarpo, na qual ele “fez menção de todos quantos em sua vida tiveram trato com ele, pequenos e grandes, ilustres e humildes, e especialmente de toda a IGREJA CATÓLICA, espalhada por toda a terra” (c. 8).

    2º Século d. C.
    3. O Fragmento Muratoriano que é uma lista feita no segundo século, dos livros do Cânon do Novo Testamento fala em livros apócrifos que “não podem ser recebidos na IGREJA CATÓLICA”.

    4. São Clemente de Alexandria (também do século segundo) responde à objeção dos infiéis que perguntam: “como se pode crer, se há tanta divergência de heresias, e assim a própria verdade nos distrai e fatiga, pois outros estabelecem outros dogmas?” Depois de mostrar vários sinais pelos quais se distingue das heresias a verdadeira Igreja, assim conclui São Clemente: “Não só pela essência, mas também pela opinião, pelo princípio pela excelência, só há uma Igreja antiga e é a IGREJA CATÓLICA. Das heresias, umas se chamam pelo nome de um homem, como as que são chamadas por Valentino, Marcião e Basílides; outras, pelo lugar donde vieram, como os Peráticos; outras do povo, como a heresia dos Frígios; outras, de alguma operação, como os Encratistas; outras, de seus próprios ensino, como os Docetas e Hematistas“. (Stromata 1.7. c. 15).

    3º Século d.C em diante.
    5. São Cipriano em 249, antes de Constantino nascer, e antes do Concílio de Nicéia, testemunhava: “Estar em comunhão com o Papa é estar em comunhão com a Igreja Católica.” (Epist. 55, n.1, Hartel, 614);
    “E não há para os fiéis outra casa senão a Igreja Católica.” (Sobre a unidade da Igreja, cap. 4);
    “Roma é a matriz e o trono da Igreja Católica.” (Epist. 48, n.3, Hartel, 607).

    6. No século III, Firmiliano, bispo de Capadócia, diz assim: “Há uma só esposa de Cristo que é a IGREJA CATÓLICA” (Ep. De Firmiliano nº 14).

    7. São Frutuoso, martirizado no ano 259, diz: “é necessário que eu tenha em mente a IGREJA CATÓLICA, difundida desde o Oriente até o Ocidente”. (Ruinart. Acta martyrum pág 192 nº 3).
    Fonte: Café História.

    E todos eles foram cristãos que faziam parte da igreja fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo…a Igreja Católica que existe desde os tempos dos Santos Apóstolos, da igreja primitiva.

    • Ora, a Igreja de Jesus Cristo sempre foi Católica, assim como sempre foi Universal, pois são sinônimos e expressam a universalidade da mesma, contendo todos as tribos, povos e línguas.

      O texto que você colocou é muito claro quanto a isso, não se trata JAMAIS da INSTITUIÇÃO Igreja Católica Apostólica Romana.

      • Marcos Oliveira, você tem toda razão quando diz que a Igreja de Jesus Cristo sempre foi Católica.
        Todos esses santos, Santo Inácio, bispo de Antioquia, São Policarpo, bispo de Esmirna, São Clemente de Alexandria, São Cipriano e São Frutuoso, são todos santos da IGREJA CATÓLICA.
        São todos santos da Igreja Católica Apostólica Romana, todos eles fizeram parte da Igreja Católica, não são santos de nenhuma igreja protestante ou de suas filhas.
        Vocês podem gritar, espernear, discordar, até mesmo distorcer ou deturbar a verdade como faz o senhor Levi Varela, mas a verdade incontestável é uma só, a Igreja Católica Apostólica Romana é uma igreja que existe desde os tempos dos Santos Apóstolos, como estão aí as provas históricas para comprovar a veracidade dessa afirmação.

        Pax Domini sit semper vobiscum

        • Meu caro,

          A beatificação católica se dá após a morte, então tua igreja “santificou” quem ela quisesse, querendo ou não.

          Beatificou até Paulo, coitado dele, que nunca ouviu falar do nome de uma igreja com esse nome, católica.

          O que vocês falam tem outro nome, começa com tra e termina com ça, fique logo a par da outra sílába.

  17. Neste caso., como sempre desde os primórdios apostolicos , cabe única e exclusivamente ao magistério apostolico da santa una igreja apostólica catolica , determinar se são livros veneráveis e confiáveis ou não., quando se trata de escritura somente o colégio de bispos e o santo padre., para atestar autenticidade e ponto final passou disso é heresias., oremos

  18. Gostaria de me dirigir ao comentarista Eliel Delbone Alberto, que escreveu na parte de cima dos comentários este texto:

    “A bíblia é só mais um livro religioso dentre os que existem. Baseada em lendas, fábulas e mitos e umas poucas doses de verdade, até confirmadas pela arqueologia israelense da Universidade de Tel Aviv. Tudo foi escrito e manipulado segundo os interesses da igreja romana para dominar os reinos conquistados por Roma naquela época. A base biblica é suméria, e, algumas outras nações de então, no fim da era do bronze quando os israelitas ficaram cativos na Babilônia sob o domínio de Nabucodozor II. Sempre descobrem algum material referente aos escritos do século I da era cristã. Há uma lista extensa de livros apócrifos, que se fizesse parte do cânon, a bíblia teria de ser editada em vários volumes, como as enciclopédias. Muito usada pelas igrejas para lavagem cerebral dos fiéis que esperam o reino da fantasia.”

    Você conseguiu ser conciso sem ser superficial! Parabéns!

  19. Depois dessa discussão toda é que eu digo: o Cristão Vive pela fé mesmo, fé em Deus, em Cristo e na bíblia que atualmente temos em mão. Acredito fielmente que Deus permitiu tudo o que foi escrito em temos em mãos hoje.

    Os históriadores encontram a resposta que quiserem e imaginam.

  20. homens evoluirão este planeta,e homens religiosos o vao destruir,com a ignorancia em suas mentes, pensando eles que estao que passagem, e tem algo melhor em outro lugar, nos nunca estamos satisfeito com nada mesmo, ai quando os crentes chegar no ceu, vai esta la a biblia 2 aonde se ele seguir e fazer tudo certinho que estar escrito , oq acontece?

  21. Que essas passagens que constam na maioria das traduções da Bíblia, foram acrescentadas muito tempo depois dos escritores originais, já os estudiosos da Bíblia sabem há muito tempo. O problema é encontrar uma tradução da Bíblia que confirme que essas são passagens acrescentadas e não originais.

  22. Caro Sandro, gostaria de deixar uma resposta a algum dos seus comentários, você chamou os crentes de rebeldes, desobedientes e teimosos, quando os chamou de refratários. “Há muitas outras, mas os crentes não sabem, pois eles são refratários ao estudo de qualquer coisa que mostre o contraditório da religião e da crenças deles”. como você se atreve a falar assim, assim como os padres, nós fazemos 10, 12 anos de seminários, pós, doutorados e mestrados em teologias, portanto não somos como você se refere. E mais, você escreveu que nós somos “como avestruzes que enfiam a cabeça na areia pensando assim se esconder do perigo” só que você certamente não conhece a história da Igreja que você tanto chama de Santa, aliás, acho que você não sabe o significado de Santo(a), pois vou te dar a conhecer um pouquinho da história dela.

    LEIA POR FAVOR.

    SANTA INQUISIÇÃO: A Inquisição foi criada na Idade Média (século XIII) e era dirigida pela Igreja Católica Romana. Ela era composta por tribunais que julgavam todos aqueles considerados uma ameaça às doutrinas (conjunto de leis) desta instituição. Todos os suspeitos eram perseguidos e julgados, e aqueles que eram condenados, cumpriam as penas que podiam variar desde prisão temporária ou perpétua até a morte na fogueira, onde os condenados eram queimados vivos em plena praça pública.

    História e atuação
    Aos perseguidos, não lhes era dado o direito de saberem quem os denunciara, mas em contrapartida, estes podiam dizer os nomes de todos seus inimigos para averiguação deste tribunal medieval. Com o passar do tempo, esta forma de julgamento foi ganhando cada vez mais força e tomando conta de países europeus como: Portugal, França, Itália e Espanha. Contudo, na Inglaterra, não houve o firmamento destes tribunais.
    Inquisição é o ato de inquirir, isto é, indagar, investigar, interrogar judicialmente. No caso da Santa Inquisição, significa “questionar judicialmente aqueles que, de uma forma ou de outra, se opõem aos preceitos da Igreja Católica”. Dessa forma, a Santa Inquisição, também conhecida como Santo Ofício, foi um tribunal eclesiástico criado com a finalidade “oficial” de investigar e punir os crimes contra a fé católica. Na prática, os pagãos representavam uma constante ameaça à autoridade clerical e a Inquisição era um recurso para impor à força a supremacia católica, exterminando todos que não aceitavam o cristianismo nos padrões impostos pela Igreja. Posteriormente, a Santa Inquisição passou a ser utilizada também como um meio de coação, de forma a manipular as autoridades como meio de obter vantagens políticas.

    E tem mais, não vou relatar tudo, pois não haveria espaço.
    Afinal de contas, é isso que você chama de Santa Igreja.. Abraço

  23. A Santa Inquisição teve seu início no ano de 1184, em Verona, com o Papa Lúcio III. Em 1198, o Papa Inocêncio III já havia liderado uma cruzada contra os albigenses (hereges do sul da França), promovendo execuções em massa. Em 1229, sob a liderança do Papa Gregório IX, no Concílio de Tolouse, foi oficialmente criada a Inquisição ou Tribunal do Santo Ofício. Em 1252, o Papa Inocêncio IV publicou o documento intitulado Ad Exstirpanda, que foi fundamental na execução do plano de exterminar os hereges. O Ad Exstirpanda foi renovado e reforçado por vários papas nos anos seguintes. Em 1320, a Igreja (a pedido do Papa João XXII) declarou oficialmente que a Bruxaria, e a Antiga Religião dos pagãos constituíam um movimento e uma “ameaça hostil” ao cristianismo.
    Os inquisidores, cidadãos encarregados de investigar e denunciar os hereges, eram doutores em Teologia, Direito Canônico e Civil. Inquisidores e informantes eram muito bem pagos. Todos os que testemunhassem contra uma pessoa supostamente herege, recebiam uma parte de suas propriedades e riquezas, caso a vítima fosse condenada.
    Os inquisidores deveriam ter no mínimo 40 anos de idade. Sua autoridade era outorgada pelo Papa através de uma bula, que também podia incumbir o poder de nomear os inquisidores a um Cardeal representante, bem como a padres e frades franciscanos e dominicanos. As autoridades civis, sob a ameaça de excomunhão em caso de recusa, eram ordenadas a queimar os hereges. Camponeses eram incentivados (ludibriados com a promessa de ascenderem ao reino divino ou através de recompensas financeras) a cooperarem com os inquisidores. A caça às Bruxas tornou-se muito lucrativa.
    Geralmente as vítimas não conheciam seus acusadores, que podiam ser homens, mulheres e até crianças. O processo de acusação, julgamento e execução era rápido, sem formalidades, sem direito à defesa. Ao réu, a única alternativa era confessar e retratar-se, renunciar sua fé e aceitar o domínio e a autoridade da Igreja Católica. Os direitos de liberdade e de livre escolha não eram respeitados. Os acusados eram feitos prisioneiros e, sob tortura, obrigados a confessarem sua condição herética. As mulheres, que eram a maioria, comumente eram vítimas de estupro. A execução era realizada, geralmente, em praça pública sob os olhos de todos os moradores. Punir publicamente era uma forma de coagir e intimidar a população. A vítima podia ser enforcada, decapitada, ou, na maioria das vezes, queimada.

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