Caçadora cristã é criticada e justifica abate de animais por esporte com versículos bíblicos

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A polêmica da caça a animais selvagens voltou à tona recentemente com a divulgação da morte do leão Cecil, que era considerado símbolo do Zimbábue e foi morto por um caçador amador. Agora, uma cristã caçadora se tornou a nova vilã dos defensores dos animais.

Sabrina Corgatelli, caçadora que vive em Idaho, Estados Unidos, publica fotos de suas caçadas no Facebook, e recentemente mostrou que abateu uma girafa e um cudo, um animal antílope.

“Dia #1 Eu consegui o primeiro dos animais na minha lista, que é um belo cudo! Isto é completamente a caça de uma vida! Memórias incríveis sendo feitas! Dia #2 Eu consegui uma girafa velha surpreendente. Um animal tão incrível! Eu não poderia estar mais feliz! Minha emoção depois de tê-la [abatido] foi um sentimento que eu nunca vou esquecer!”, escreveu a caçadora em sua página no Facebook.

De imediato, ativistas ateus passaram a criticá-la pela prática da caça como esporte, e milhares de internautas expuseram suas opiniões sobre o assunto. Um colunista do site Patheos comentou o episódio questionando qual o sentido da caça esportiva: “Porque outra criatura tem que morrer para que ela possa fazer uma selfie?”, escreveu, demonstrando indignação.


Corgatelli justificou a prática da caça como esporte usando versículos bíblicos: “Gênesis 9: 3 diz: ‘Toda coisa que vive que se move deve ser alimento para você. E como eu te dei as plantas verdes, eu te dou tudo’. Gênesis 23: 3 diz: ‘Agora, então, tome as suas armas, tua aljava e seu arco, e saia para o jogo de campo e cace para mim’”, escreveu, respondendo às críticas.

Dias depois, ela apagou a postagem com o versículo bíblico e alegou que seu perfil na rede social estava sendo alvo de uma tentativa de invasão por hackers: “Alguém está tentando cortar o meu FB. Com nenhuma surpresa. Então, se alguém se chatear com alguma postagem do meu perfil, saiba que não sou eu e eu sinto muito!”.

Versículos usados como justificativa para a caça
Versículos usados como justificativa para a caça

51 COMENTÁRIOS

  1. São atitudes doentias de pessoas como essa jovem que apodrecem esse mundo.
    Pessoas como ela e o outro caçador que matou o leão símbolo do ZimbábueZimbábue precisam de tratamento psiquiátrico e espiritual.
    Esse tipo de pessoas me envergonham como ser humano.
    Muito triste revoltante.

    • O mesmo comportamento se aplica aos ativistas evangélicos que importunam as pessoas que não seguem os seus princípios religiosos. São doentes e precisam de tratamento psiquiátrico para aprenderem a conviver com as diferenças.

      .

  2. Ainda tem gente seguindo estes podres protestantes que ultiliAm versículos isolados da Bíblia para satisfazer seus prazeres mundanas ., está pastoreca safado deveria apodrecer na cadeia ., a vadia tira a vida dos animais por simples prazer de matar uma safada .,merecia ser predejada pela sociedade protetora dos animais.,também dito quem não gostou que leve esta vagaba pra casa

    • Lopes querido, a vaca é, nas palavras do Mahatma Gandhi, a segunda mãe da humanidade, pois é ela quem continua amamentando os bebês humanos quando suas mães cessam de amamentá-los. Assim, não podemos ofender as vaquinhas comparando-as com essa covarde e cruel assassina das criaturas de Deus. ;)

    • Perfeito Sandro, excelente comentário. Comparar essa mulher cruel e covarde (é o que ela, e qualquer um que caça, é, mais que cruel, um covarde) a uma vaca, é um insulto a um animal puro que nunca faria uma covardia dessa.

      É desnecessário também chamar a mulher de “vagaba”, “vadia”, etc., sempre que o “alvo” é uma mulher, logo vem esses termos pejorativos de conotação sexual, mesmo quando o assunto nada tem de sexual. Respeito com as vaquinhas, com os leõezinhos, e também com nossas mulheres, que em sua grande maioria abominam a caça.

      • Eduardo, perfeito foi o seu comentário, pois vc sim é um exemplo de homem que pelo menos eu nunca vi ofender nenhuma mulher aqui neste site. Parabéns à vc e também a sua família que deve ter te dado uma boa educação. Que Deus te abençoe!

      • Tenho um carinho muito grande pelas vacas, seres abençoados por Deus e que na Índia são valorizadas por serem a segunda mãe da humanidade, dando o leite e ajudando no trabalho, algo muito diferente do que fazem os ingratos ocidentais que as exploram até quando já não podem mais ficar em pé, e, depois, o matadouro e a grelha de churrasco.

        • Sandro, mas os hindus não são nada “santos”, o que eles tem de carinho pelas vacas, tem de desprezo pelos dálits (intocáveis), a casta mais inferior. As condições miseráveis desses seres humanos é de dar pena. Dizem que eles nem deveriam ter nascido, pois não nasceram nem dos pés de Brahma. No sistema de castas não há compaixão, porque eles acreditam que eles estão nessa posição, porque mereceram isso (a tal lei do Carma).

          O Ocidente e o Oriente, todos tem seus defeitos.

          Mas em relação às vaquinhas, você está certo, e eu já não como mais carne com a força de Deus (e deixo claro, não critico quem come).

          • Querida Celia Mulata, boa tarde.

            “mas os hindus não são nada “santos”, o que eles tem de carinho pelas vacas, tem de desprezo pelos dálits (intocáveis), a casta mais inferior.”

            No hinduísmo, assim como no cristianismo, há os que são do bem e os que são do mal. Esse conceito de casta – no ocidente cristão temos os mendigos abandonados pelas calçadas e ruas – já esta superado, sendo que muitos hindus não o aceitam, como foi o caso do Mahatma Gandhi e como é o caso do movimento Hare Krishna, do Vedanta, entre outros.

            “As condições miseráveis desses seres humanos é de dar pena.”

            Dos mendigos aqui do ocidente também.

            “Dizem que eles nem deveriam ter nascido, pois não nasceram nem dos pés de Brahma. No sistema de castas não há compaixão, porque eles acreditam que eles estão nessa posição, porque mereceram isso (a tal lei do Carma).”

            O conceito de casta esta superado, e a lei do carma e da reencarnação explica o sofrimento e o destino, mas não diz que nada possa ser feito para aplacar – sendo possível acabar – o sofrimento e mudar o destino.

            “O Ocidente e o Oriente, todos tem seus defeitos.”

            E eu não disse o contrário disso. Concordo com você.

            “Mas em relação às vaquinhas, você está certo, e eu já não como mais carne com a força de Deus (e deixo claro, não critico quem come).”

            Parabéns pela sábia e compassiva decisão. Mas pode criticar – aquela crítica construtiva, amorosa e respeitosa – os que comem carne, até para ajudá-los a despertar para a compaixão pelos seres sencientes.

    • Lopes.

      da uma vigiada na tua mulher, tem um cara que conhece ela e conhece vc , diz que tem um camarada passando por cima dela, ela esta de botando chifre seu trouxa………………….
      enquanto vc fica pertubado ,dando atenção pra padre pedófilo, e falando mal dos evangélicos, alguém esta rasgando tua mulher seu estúpido..

  3. Mulher cínica, com certeza ela não vai ler o que estou postando mas para os que tiverem alguma duvida sobre como esta criatura pode ser chamada de qualquer coisa menos de cristã ficam as passagens abaixo:

    E iraram-se as nações, e veio a tua ira, e o tempo dos mortos, para que sejam julgados, e o tempo de dares o galardão aos profetas, teus servos, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra. Apocalipse 11:18

    Então disse Deus a Noé: O fim de toda a carne é vindo perante a minha face; porque a terra está cheia de violência; e eis que os desfarei com a terra. Gênesis 6:13

    E o Senhor sentiu o suave cheiro, e o Senhor disse em seu coração: Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem; porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice, nem tornarei mais a ferir todo o vivente, como fiz. Gênesis 8:21

    15 E tomou o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar.

    Essa mulher e a verdeira herdeira da raiz espiritual de Caim.

  4. Dizem que ela agora esta provando o medo de ser caçada, pois já recebeu até ameaças de morte. Sou absolutamente contra a violência, mas ela sofrerá, em algum momento de sua vida, a lei de ação e reação, causa e efeito, pois “tudo o que o homem semear, isso também colherá.” (Gal. 6:7). Os animais são criaturas de Deus, e ” O justo olha pela vida dos seus animais; porém as entranhas dos ímpios são cruéis.” (Prov. 12:10)

  5. Se essa pselda evangélica citando passagens biblicas, onde fala matar para sustento, será que ela comeu a girafa, louca aprenda a interpretar as Sagradas Escrituras

  6. “Naquela época, Mahamati*, o Bodhisattva-Mahasattva pediu ao abençoado** por mais explicação: fale-me Abençoado, Tathagata**, Iluminado**, sobre o mérito e vício relativo à questão de comer carne, para que deste modo eu e outros bodhisattvas do presente e do futuro possamos ensinar o Dharma a fim de fazer com que os seres abandonem seu ávido apego por carne, seres que sob a influência da energia do hábito relativo às existências carnívoras anseiam intensamente por comidas de carne. Esses comedores de carne, ao abandonarem esse desejo, irão buscar o Dharma e considerar todos os seres com amor, como se fossem seus filhos, e terão grande júbilo e compaixão pelos seres. Desenvolvendo compaixão eles irão colocar a si mesmos, com disciplina, nos estágios para a senda dos bodhisattvas e se tornarão despertos em grande iluminação.”

    * Discípulo de Buda

    ** Buda

    (Transcrito da Lankavatara Sutra – Budismo Mahayana)



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  7. Em 2005 o movimento internacional pela libertação dos animais recebeu uma contribuição extraordinária, de grande e inestimável valor, que está comovendo pessoas no mundo inteiro e auxiliando poderosamente no estabelecimento de um novo paradigma que conduza a humanidade a uma mudança de postura, atitude e comportamento em relação aos animais e a natureza como um todo. Estamos nos referindo ao premiado filme documentário “Terráqueos” (Earthlings), que foi produzido e dirigido pelo ativista de direitos animais Shaun Monson, em parceria com a atriz e cantora Persia White. A trilha sonora foi composta pelo músico Moby e a narração ficou por conta do ator Joaquin Phoenix, do filme “Gladiador”.

    Utilizando câmaras escondidas, Shaun Monson gravou as terríveis condições a que estão expostos milhões de animais nas fazendas que produzem carne, leite, ovos e peles e que, desta forma, geram grandes lucros para aqueles que vivem do sofrimento e da morte dos animais.

    Mas as gravações vão mais além ainda, pois revelam a hediondez dos testes laboratoriais realizados com animais, ou seja, a vivissecção, bem como retratam a vergonhosa exploração das pobres criaturas para fins de diversão e outras formas de crueldade.

    Logo no início deste texto afirmamos que “Terráqueos” tem comovido pessoas ao redor do mundo e este é um fato incontestável, que todos poderão comprovar por si mesmos bastando, para tanto, assistir o filme.

    Neste sentido, devo dizer que, após ver o filme todo, experimentei um sentimento de grande dor e tristeza em razão das apavorantes cenas que se desenrolaram diante de meus olhos estarrecidos. Naquele momento, ao desligar o televisor, eu me sentia completamente infeliz, indignado e impotente ante a brutalidade do ser humano para com os animais. Agora, todavia, estou esperançoso de que o apelo trazido por esse filme documentário possa sensibilizar um número cada vez maior de pessoas, levando-as a tomar a firme decisão de participar da luta pela libertação dos animais e da preservação da natureza como um todo.

    Finalizando, querido (a) leitor (a), gostaria de dirigir-lhe o seguinte apelo: por favor, assista o filme e divulgue-o entre seus familiares e amigos. Vamos nos unir nesta causa tão justa, sábia e compassiva. Obrigado.



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    • Caro é estimado Sandro., as lágrimas desceram em minha alma., não consegui ver o vídeo até o final., acabo de compreender o quão mal e o ser humano ., somos verdadeiros demônios filho de satanás., e os seres puros e iluminados são sem sombra de dúvidas os animais., meu Deus do céu como somos cruéis ., uma raça maldita ., e sem sombra de dúvida de Deus nada temos ., pois praticamos estas barbáries diariamente pelos séculos dos séculos ., caro Sandro como podemos fazer uma campanha e passar este vídeo em canal aberto em horário nobre ., este vídeo coloca em evidência a verdadeira face dos malditos seres humanos., não tenho mais o que dizer ., lamentável tanto sofrimento., diante de tais fatos vou me esforçar o máximo para não comer mais nada que venha de origem animal., sei que v.ai ser difícil mais ., diante de tais atrocidades produzidas por lixos da minha espécie vou me esforçar.,
      Não entendo como Deus ., em sua infinita misericórdia ., permite acontecer estes fatos., hoje tem fiquei mas descrente neste ser que chamam de Deus., ,mesmo sendo católico., batizado., mas indiguinado com estas covardia que os seres que se diZem humanos praticam com os puros de coração e inocentes animais., aquela imagem do lixo humano jogando o cachorrinho no caminhão de lixo me matou por dentro., e quando o lixo do cara cortou os chifre com alicate da vaca tem me doeu na alma., só consegui ver o vídeo até aqui.,
      Conclusão tenho vergonha de ser humano., nossa raça realmente não presta ., ainda tem bactéria cristã que diz que somos salvos., seria muita covardia , nós não merecemos ir para o céu., merecemos a urgente extinção., e que deixemos a terra para quem realmente merece viver nela os puros e Santos e escolhidos e salvos os inocentes animais.,
      Ta foto e quem não gostou vai pro infernos seus demônios.,

      • Por isso tudo que você expõe com tanto sentimento, caro e estimado Lopes, é que devemos nos tornar vegetarianos e apoiar a iluminada causa de libertação animal. Os animais contam com você, caro Lopes; eles contam muito com você.

        • Prezado Sandro., nas últimas palavras do santo padre o Papa Francisco., ele diz:
          Quem não ama os animais , está muito longe de Deus.,

          Meu sonho seria que um dia a santa una igreja católica e apostólica ., com a influência planetária que tem lança se uma campanha de conscientização em defesa dos animais ., peço a Deus por isso.,
          Paz e bem

  8. Incontáveis gênios e outros grandes personagens da história fizeram questão de deixar consignado, nos anais da história, o apoio que deram ao regime vegetariano e aos direitos dos animais. Neste sentido, é importante esclarecer que a divulgação de tal apoio jamais deve ser tida na conta de apelo à falácia da autoridade, pois o vegetarianismo não precisa, absolutamente, de falácias ou enganos para impor-se como verdade. Em geral, a prática de citar celebridades, em textos e discursos favoráveis ao regime vegetariano e à defesa dos animais, deve-se ao um recurso de ilustração do qual se servem praticamente todos os que falam ou escrevem a respeito de qualquer grande fato da história e não há mal algum nisso. Outro possível motivo deriva do fato de que já está comprovado que semelhante recurso auxilia na demonstração de que o vegetarianismo, longe de constituir-se em assunto banal, trivial, sem apelo universal e envolvendo apenas teoria e prática não salutar, falsa e anticientífica, promovida por mentes excêntricas, estranhas e ignorantes trata-se, na realidade, de questão muito séria, digna, elevada, comprovadamente científica e com a qual se ocupam tanto o homem de intelecto comum, quanto o gênio dotado de elevado saber. Os fatos ainda demonstram, insofismavelmente, para imenso contingente de pessoas representativas de todas as classes econômicas, sociais e intelectuais, que é muito estimulante saber que o vegetarianismo sempre contou com a defesa dos maiores gênios da humanidade. É evidente, é óbvio, que nenhuma teoria depende, para revelar-se verdadeira ou manter-se em pé, apenas do apoio ou aval de celebridades, gênios, ou de quem quer que seja, até mesmo porque a verdade é o que é independentemente de crenças e opiniões humanas. Por outro lado, sempre que são feitas alusões a grandes intelectos favoráveis ao vegetarianismo, não se está pretendendo, com tal expediente, afirmar que todos eles tenham sido estritos e rigorosos praticantes da dieta vegetariana. Embora seja fato que muitos desses grandes homens foram, incontestavelmente, vegetarianos rigorosamente praticantes, alguns, todavia, o foram apenas parcialmente; outros decidiram-se pela prática vegetariana apenas no final de suas vidas e outros, ainda, o foram apenas em princípio e, nesta última condição, alguns o foram por um certo tempo (após o que tornaram-se praticantes), e outros, ainda, podem nunca terem se tornado vegetarianos praticantes, embora tenham morrido defendo este regime alimentar como o melhor que se pode ter. Neste sentido, a experiência de Albert Einstein, com o vegetarianismo, ilustra cabalmente o chamado vegetarianismo “em princípio”, pois ele, antes mesmo de tornar-se vegetariano praticante, compreendeu as virtudes do vegetarianismo e os malefícios da alimentação cárnea. O grande cientista inclusive escreveu sobre suas experiências e descobertas dietéticas, alimentares. Mas em que circunstâncias o fez? Pois bem, conforme consta da tradução da carta de Hermann Huth, de 27 de dezembro de 1930 (Einstein Archive 46-756), o notável cientista pronunciou, certa feita, algumas palavras que são hoje repetidas por vegetarianos no mundo todo e com muita razão. Vejamos o que ele escreveu: “Embora eu tenha sido impedido pelas circunstâncias exteriores de observar uma dieta estritamente vegetariana, eu tenho sido desde há muito um adepto da causa, em princípio. Além de concordar com os objetivos do vegetarianismo por motivos estéticos e morais, é a minha opinião de que uma forma de vida vegetariana, pelo seu efeito puramente físico no temperamento humano, seria mais benéfica influência no destino da humanidade.” Observe que, naquela época, embora ainda estivesse comendo carne, Einstein já se considerava um “adepto da causa, em princípio”, como ele mesmo se definiu. Pois bem, avançando um pouco mais no tempo vamos chegar ao ano de 1953, ocasião em que Einstein, escrevendo para Max Kariel, fez a seguinte e sincera confissão: “eu sempre comi carne animal com uma qualquer coisa de consciência pesada“. Finalmente, no ano de 1954, mais precisamente no dia 30 de março, Einstein, escrevendo para Hans Muehsam, declarou que estava vivendo sem carne e que se sentia muito bem assim: “Então, eu estou vivendo, sem gorduras, sem carne, sem peixe, mas estou me sentindo muito bem desta maneira. Sempre me pareceu que o homem não nasceu para ser um carnívoro”. (1) Declaração extraordinária, de imenso valor intelectual, ético e moral e que muito tem auxiliado na defesa do vegetarianismo. Mas, prosseguindo, se Einstein não conseguiu, como ele mesmo declarou, tornar-se vegetariano um pouco mais cedo, em razão daquilo que definiu como “circunstâncias exteriores” e que, estamos certos, deveriam ser mesmo de difícil resolução, a julgar pela fortaleza de caráter daquele grande homem. Entretanto, ele enfrentou essas circunstâncias proibitivas e as venceu. Portanto, as declarações de Albert Einstein, constituindo valorosos testemunhos em favor do vegetarianismo e dos direitos dos animais, devem ser repetidas a exaustão, sem qualquer receio, seja por vegetarianos ou simpatizantes. Ora, experiência semelhante a de Albert Einstein viveu também a escritora norte-americana Ellen White, co-fundadora da Igreja Adventista do Sétimo Dia e uma das mais nobres e destacadas lideranças cristãs de todos os tempos. No início de seu profícuo e piedoso ministério, Ellen White não era ainda vegetariana, mas, aos poucos e conforme o assunto foi sendo gradualmente revelado a ela pelo plano superior, Ellen White foi se adaptando ao regime vegetariano até que, finalmente, se tornou firme praticante do vegetarianismo e assim se manteve até o fim de sua piedosa existência. Escritos de Ellen White, favoráveis ao vegetarianismo, continuam sendo publicados e distribuídos em dezenas de países ao redor do globo. Desta forma, independentemente da maneira como esses grandes personagens lidaram pessoalmente com o vegetarianismo em suas vidas, o legado mais importante que deixaram é o fato de que todos, absolutamente todos, realizaram, com maior ou menor ênfase, a defesa de um grande princípio, de uma nobre ideia, ou seja, o princípio, a ideia, de que é errado, cruel e antiético matar um animal para devorar suas carnes e que, por outro lado, é muito mais saudável e condizente com a dignidade do ser humano a adoção de um regime vegetariano. Da Wikipédia extraímos as seguintes informações e que vêm corroborar, em diversos aspectos, muito do que acabamos de escrever: “O vegetarianismo ético, que visa o respeito pela vida animal teve origem na Antiguidade, sendo que ao longo da História da humanidade, inúmeros autores têm vindo a criticar e questionar o consumo de carne com base nesse aspecto, por exemplo Mahavira, Asoka, Plutarco, Porfírio, Ovídio, São Ricardo de Wyche, Leonardo da Vinci, John Ray, Thomas Tryon, Bernad Mandeville, Alexander Pope, Isaac Newton, Voltaire, George Cheyne, David Hartley, Oliver Goldsmith, Joseplh Ridtons, Lewins Gompertz, Johnny Appleseed, Percy Bysshe Shelley, Alphonse de Lamartine, Amos Bronson Alcott, William Alcott, Gustav Struve, Goerg Friedrich Daumer, Richard Wagner, Liev Tolstoi, George Bernard Shaw, Romain Rolland, Élisée Reclus, Mahatma Gandhi, Franz Kafka, Isaac Bashevis Singer, Albert Einsten entre muitos outros. Este facto é demonstrado por autores como Howard Williams, Rod Preece, Norm Phelps, Walter e Portmess e Rynn Berry. Uma das passagens mais antigas a favor de um vegetarianismo ético surgiu quando Ovídio, nas Metamorfoses pôs na boca de Pitágoras estas palavras: “Que crime horrível lançar em nossas entranhas as entranhas de seres animados, nutrir na sua substancia e no seu sangue o nosso corpo! para conservar a vida a um animal, porventura é mister que morra um outro? Porventura é mister que em meio de tantos bens que a melhor das mães, a terra, dá aos homens com tamanha profusão, prodigamente, se tenha ainda de recorrer à morte para o sustento, como fizeram ciclopes, e que só degolando animais seja possível cevar a nossa fome? […] É desumanidade não nos comovermos com a morte do cabrito, cujos gritos tanto se assemelham aos das crianças, e comermos as aves a que tantas vezes demos de comer. Ah! quão pouco dista dum enorme crime!” Este trecho de Ovídio reflecte os ensinamentos dos pitagóricos no primeiro século.” (2). Entretanto, é importante esclarecer que, além das motivações éticas, haviam ou há, ainda, outras razões que inspiraram ou inspiram celebridades na prática e defesa do vegetarianismo. São razões de natureza religiosa ou de saúde, entre outras. Esse foi o caso, por exemplo, de Ellen White, que defendeu o vegetarianismo por motivos de saúde, espiritualidade e compaixão pelos animais. Desta forma, à guisa de exemplo, citaremos algumas celebridades do mundo religioso e que também fizeram a defesa do vegetarianismo: São Basílio, São Clemente de Alexandria, Santa Tereza, Santo Afonso de Liguori, Santo Inácio de Loyola, São Gregório, São Bento, São Domingos, São Bernardo, São Francisco Xavier, São Jerônimo, São João Crisóstomos, John Wesley (fundador da Igreja Metodista), Ellen White, etc. Houveram, ainda, grandes personalidades esotéricas ou de religiões orientais e que também realizaram brilhante e valorosa defesa do regime vegetariano e dos direitos dos animais. Podemos citar, por exemplo, A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupãda (Fundador da Sociedade Internacional da Consciência de Krishna), Annie Wood Besant (importante membro da Sociedade Teosófica, fundada por Helena Petrovna Blavatsky), Gautama Buddha (Fundador do Budismo), Krishna (divindade hindu), Mahatma Gandhi (a “grande alma”, que concebeu e fundou o moderno Estado Indiano e que defendeu e praticou, com sinceridade e devoção, o elevado e nobre princípio da não-violência), dentre inúmeras outras celebridades adeptas de religiões orientais. Deixando agora o aspecto espiritual e passando a tecer considerações sobre o vegetarianismo e sua influência na saúde, cabe-nos informar que muitos foram ou são os cientistas e instituições médicas, de grande respeitabilidade, que se manifestaram ou se manifestam favoráveis ao vegetarianismo. Neste sentido, foi muito importante a contribuição oferecida pelo Dr. T. Colin Campbell Ph.D, pois esse extraordinário homem de ciência provou, através de inúmeras e rigidamente controladas pesquisas, estudos e experiências, que o vegetarianismo constitui o melhor regime alimentar e que o uso de carne está relacionado a inúmeros e sérios problemas de saúde. Quanto às instituições médicas ou de saúde, que fizeram ou fazem a defesa do regime vegetariano, podemos citar, entre diversos outros exemplos, a American Heart Association, a Dietitians of Canadá, a American Dietetic Association, a Kids Health, a Food and Drug Administration, entre outras instituições de grande envergadura, credibilidade e operacionalizadas por homens de notável saber e intelecto. Desta forma, poderíamos continuar citando homens e mulheres célebres, representando inúmeras áreas do conhecimentos (cientistas, filósofos, educadores, religiosos, escritores, etc.), e que fizeram e ainda fazem defesa vigorosa do vegetarianismo e dos direitos dos animais. Homens tais como Neal Barnard M.D., Harvey Diamond, Audrey, Eyton, Sylvester Graham, Michael Klaper M.D., Frances Moore Lappe, Tom Regai, Jeremy Rifkin, John Robbins, Richard Schwartz, Isaac Bashevis Singer, Professor Peter Singer, Colin Spencer, Jon Wynne-Tyson, Jane Goodall, dentre muitos outros (3). É interessante informar, ainda, em benefício daqueles que desejam saber mais a respeito de celebridades que apoiaram ou apoiam o vegetarianismo e os direitos dos animais, que está disponível, na Wikipédia, uma extensa lista de nomes. O link será fornecido nas referências bibliográficas (4). Ao concluir, desejamos enfatizar, mais uma vez, que o vegetarianismo não precisa, necessariamente, do aval de grandes personalidades da história para manter-se firme e verdadeiro como é, pois toda verdade mantém-se sólida e inabalável por si mesma, ainda que todos venham à negá-la. Entretanto, estamos convictos de que seria um crime, um verdadeiro crime contra a humanidade e contra os animais, em nome de um rigor literário fanático e obtuso, ou seja lá o que for, ignorar tudo o que de bom os grandes gênios da humanidade disseram ou escreveram sobre o vegetarianismo e os direitos dos animais. As declarações em favor do vegetarianismo, ditas por genialidades de todos os tempos, pertencem seguramente ao patrimônio cultural da história do vegetarianismo e nenhuma censura deverá dificultar-lhes a divulgação, pois isso causaria prejuízos para o progresso da causa. Gostaria, finalmente, de dizer que é maravilhoso saber que o vegetarianismo, bem como os direitos dos animais, sempre contou e conta ainda com a defesa firme e intransigente, não somente de muitos homens e mulheres célebres, mas de milhões de pessoas, espalhadas por todo o mundo e representando praticamente todos os níveis sociais, econômicos, culturais e intelectuais da humanidade.

    Referências bibliográficas:

    (1) Em: http://candeeiroverde.wordpress.com/2010/05/11/albert-einstein-vegetariano/ – Acesso em: 31 maio 2011.

    (2) Em: http://pt.wikipedia.org/wiki/vegetarianismo – Acesso em: 31/maio/2011.

    (3) Em: http://www.vegetarianismo.com.br > Vegetarianos famosos – Acesso em: 31/maio/2011.

    (4) Em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_vegetarianos – Acesso em: 31/maio/2011

  9. A vida é o mais extraordinário fenômeno observado na natureza. É um maravilhoso milagre que só encontra explicação desde que admitida a existência de Deus, pois os materialistas não conseguem, por mais que se esforcem, apresentar uma teoria válida que explique a origem da vida. Por toda a parte observamos a riquíssima manifestação da vida e somos como que possuídos por um sentimento de reverência e gratidão ao autor de tão inefável fenômeno. Todavia, não podemos jamais nos esquecer de que Deus, ao dar-nos a vida, também a deu aos animais, pois, para Ele, há um propósito para cada existência, seja de seres humanos ou de animais. Desta forma, sendo Deus o autor da vida, somente Ele tem direito de tomá-la. Pensando nisso, os homens criaram leis que buscam proteger a vida e isso é algo muito bom e correto. Lamentavelmente, porém, muito pouca consideração tem tido o homem para com a vida dos animais. Praticamente ao longo de toda a história humana os animais têm sido maltratados, explorados e mortos pelo homem. Diversas razões têm sido alegadas para servir-se o homem dos animais. Todavia, cremos que não há desculpa alguma que justifique a crueldade e o assassínio de milhões de animais, pois, sendo os animais filhos de Deus, também têm o direito de viver em paz. Além disso, é claro e notório que os animais manifestam desejo de viver e de não sofrer danos em seus corpos sensíveis. Apesar de muitos céticos e incrédulos insistirem na falsa tese de que os animais são seres brutos, destituídos de qualquer sentimento mais elevado, o fato é que os animais manifestam muitas das emoções que vemos nos seres humanos, tais como o amor, a alegria, a tristeza, a coragem, a vergonha e o medo, por exemplo. Neste sentido, é importante destacar que inúmeros cientistas e pesquisadores já comprovaram, através de estudos e observações rigidamente controladas, que os animais possuem inteligência, capacidades cognitivas muito avançadas. Aliás, qualquer pessoa que haja convivido com animais sabe perfeitamente, por observação pessoal, que é um erro supor que se tratem apenas de seres embrutecidos e destituídos de sentimentos. É preciso apenas um pouco de sensibilidade para perceber, no olhar de um animal, a mensagem que ele deseja nos transmitir. Pois bem, os animais, como já dissemos, amam a vida, evitam o sofrimento e não desejam, de maneira alguma, serem mortos. Observadores presentes em matadouros verificaram que os animais pressentem o que está acontecendo com seus parceiros de sofrimento e isso os faz entrar em intenso e comovente desespero. Em sua luta pela vida, os pobres seres sencientes urram de medo e dor e fazem todo o esforço possível para escapar da agonia da morte. São vencidos unicamente às custas das torturas que lhes são infligidas por seus algozes. Entretanto, muitos animais são mergulhados ainda vivos dentro de tanques com água fervente e suas peles são retiradas estando eles ainda conscientes. Atualmente, na China, muitos animais têm suas peles arrancadas de seus corpos ainda vivos, pois são muito valiosas no vil comércio de peles, que persiste em existir, não obstante sua natureza desumana, grotesca e cruel. Nesse mesmo país, infelizmente, ainda há ursos vivendo em fazendas destinadas à extração de suas bílis. Os pobrezinhos são mantidos em gaiolas onde não podem nem se mexer, sofrendo dores excruciantes. Quanto aos gatos e cachorros, todos já sabemos o quanto eles sofrem nesse país, bem como em outros lugares no Oriente. Esforços têm sido realizados, por entidades que defendem os direitos dos animais, junto ao governo desse país, para que semelhantes crueldades deixem de existir. Não é fácil mudar a cultura de um povo, por mais indigna que possa ser, mas precisamos agir e ter confiança quanto ao futuro. Entretanto, no Ocidente não tem sido diferente, pois nossa sociedade tem tolerado o aprisionamento, humilhação, sofrimento e morte de milhões de animais com a desculpa de que é necessária a produção de carne, ovos e leite para fins alimentícios. Desta forma, milhões de animais são mantidos presos e escravizados a vida inteira e ao final recebem, como recompensa, a faca do açougueiro. As vacas que servem à indústria de laticínios, por exemplo, são mantidas vivas à custa de muito sofrimento. Logo que nascem seus bebês, elas são separadas dos mesmos, o que lhes produz intensa dor e sofrimento. Em seguida, para produzir quantidades enormes de leite, elas recebem elevadas doses de hormônios. Vivem em condições degradantes, de muito sofrimento e acabam desenvolvendo grande stress físico e emocional. Em consequência, as pobres vaquinhas acabam contraindo infecções e dores terríveis em seus úberes. Ao final de alguns anos são enviadas para os matadouros onde são brutalmente assassinadas, esquartejadas e destinadas às mesas dos comedores de carne. As galinhas escravizadas à indústria de ovos, é triste dizê-lo, não têm tido sorte melhor. Sobrevivendo em gaiolas muito apertadas, onde também não conseguem se mover, as galinhas permanecem a vida toda em locais iluminados 24 horas por dia, o que não lhes permite conhecer a diferença entre o dia e a noite e tampouco podem ciscar o terreno e dormir nos galhos das árvores. Além disso, vivem estressadas em granjas superlotadas, imundas, repletas de barulho e até mesmo de canibalismo, gerado pelas condições absurdamente antinaturais nas quais sobrevivem. Ali elas passam o dia todo comendo ração cheia de hormônios, antibióticos, produtos químicos, enfim. Após alguns meses de intenso sofrimento, essas amigas, que deram de si os ovos que foram nutrir os corpos humanos, recebem, como prêmio final, não a possibilidade de viver o restinho de suas vidas em um campo, ao ar livre. Não, não é isso que elas recebem, infelizmente. Tudo que lhes resta é o matadouro e, por fim, o estômago humano. Tais realidades são tristes e chocantes. Chegam mesmo a causar revolta e indignação em quem, nesses tempos de tanta crueldade e materialismo, ainda possui um pouco de sensibilidade. Se tais abusos não lhe comovem, não lhe tocam o coração, então é necessário que você ore mais, medite mais, reflita bastante de modo a alcançar maior sensibilidade e compaixão, pois, sem tais atributos, você jamais alcançará iluminação espiritual. Lembremo-nos, todavia, que ainda há tempo para revermos nossas posturas, conceitos e atitudes diante dos animais e suas necessidades. Ainda há tempo para mudarmos o curso de nossas vidas e passarmos a viver uma existência mais plena de amor e compaixão. Se tomarmos essa resolução e pedirmos a Deus que nos ajude em nossa reforma alimentar e na nova postura que assumiremos diante da vida, da natureza e dos animais, é certo que o Senhor nos ajudará e nossos esforços serão recompensados. Lembre-se: assim como você, os animais temem a dor e também querem viver.

    • Sou ateu e defendo a vida mais do que certos cristãos com quem convivo. Em várias situações cheguei a salvar abelhas que se afogavam em poças de água. Em outra, tive que parar o trânsito para recolher um filhote de bem-te-vi que havia caído do ninho e corria o risco de ser esmagado embaixo do pneu de algum carro. Portanto, esse negócio de se obrigatório admitir a existência de deus para adotar esta postura é conversa para boi dormir. Um dia desses, aqui mesmo neste site, vi um cara comentar que todo evangélico que se preze gosta de uma boa pescaria. Para mim, este esporte parece bizarro, considerando que o cara geralmente está com a geladeira repleta de mantimentos e sai para se divertir, matando os peixes que querem viver tanto quanto eles. Não vejo diferença nenhuma entre o cara que pesca para amenizar o estresse do cara que faz como a evangélica da outra matéria que aparece ao lado de uma girafa. Prazer mórbido de matar e destruir, próprio dos filhos do capeta.
      .

      • Caro Mauro, por seu comentário percebe-se claramente que brilha em seu coração a sagrada luz da compaixão e amor pelos seres sencientes. Você tem toda razão, meu querido, em apontar as incoerência dos que dizem amar ao Criador, mas não amam e nem respeitam as criaturas do Criador. Seu exemplo em salvar a vida das irmãs abelhinhas e do irmão bem-te-vi, bem como de defender a vida dos irmãos peixes revela a nobreza de seu coração e a elavação de seus sentimentos e intenções. Continue firme no iluminado caminho da compaixão pelos seres, pratique o regime vegetariano e você despertará, como disse um dos mais sábios e fiés discipulos de Buda, em grande iluminação. A verdadeira religião, e a melhor oração, é o amor.

  10. Incontáveis gênios e outros grandes personagens da história fizeram questão de deixar consignado, nos anais da história, o apoio que deram ao regime vegetariano e aos direitos dos animais. Neste sentido, é importante esclarecer que a divulgação de tal apoio jamais deve ser tida na conta de apelo à falácia da autoridade, pois o vegetarianismo não precisa, absolutamente, de falácias ou enganos para impor-se como verdade. Em geral, a prática de citar celebridades, em textos e discursos favoráveis ao regime vegetariano e à defesa dos animais, deve-se ao um recurso de ilustração do qual se servem praticamente todos os que falam ou escrevem a respeito de qualquer grande fato da história e não há mal algum nisso. Outro possível motivo deriva do fato de que já está comprovado que semelhante recurso auxilia na demonstração de que o vegetarianismo, longe de constituir-se em assunto banal, trivial, sem apelo universal e envolvendo apenas teoria e prática não salutar, falsa e anticientífica, promovida por mentes excêntricas, estranhas e ignorantes trata-se, na realidade, de questão muito séria, digna, elevada, comprovadamente científica e com a qual se ocupam tanto o homem de intelecto comum, quanto o gênio dotado de elevado saber. Os fatos ainda demonstram, insofismavelmente, para imenso contingente de pessoas representativas de todas as classes econômicas, sociais e intelectuais, que é muito estimulante saber que o vegetarianismo sempre contou com a defesa dos maiores gênios da humanidade. É evidente, é óbvio, que nenhuma teoria depende, para revelar-se verdadeira ou manter-se em pé, apenas do apoio ou aval de celebridades, gênios, ou de quem quer que seja, até mesmo porque a verdade é o que é independentemente de crenças e opiniões humanas. Por outro lado, sempre que são feitas alusões a grandes intelectos favoráveis ao vegetarianismo, não se está pretendendo, com tal expediente, afirmar que todos eles tenham sido estritos e rigorosos praticantes da dieta vegetariana. Embora seja fato que muitos desses grandes homens foram, incontestavelmente, vegetarianos rigorosamente praticantes, alguns, todavia, o foram apenas parcialmente; outros decidiram-se pela prática vegetariana apenas no final de suas vidas e outros, ainda, o foram apenas em princípio e, nesta última condição, alguns o foram por um certo tempo (após o que tornaram-se praticantes), e outros, ainda, podem nunca terem se tornado vegetarianos praticantes, embora tenham morrido defendo este regime alimentar como o melhor que se pode ter. Neste sentido, a experiência de Albert Einstein, com o vegetarianismo, ilustra cabalmente o chamado vegetarianismo “em princípio”, pois ele, antes mesmo de tornar-se vegetariano praticante, compreendeu as virtudes do vegetarianismo e os malefícios da alimentação cárnea. O grande cientista inclusive escreveu sobre suas experiências e descobertas dietéticas, alimentares. Mas em que circunstâncias o fez? Pois bem, conforme consta da tradução da carta de Hermann Huth, de 27 de dezembro de 1930 (Einstein Archive 46-756), o notável cientista pronunciou, certa feita, algumas palavras que são hoje repetidas por vegetarianos no mundo todo e com muita razão. Vejamos o que ele escreveu: “Embora eu tenha sido impedido pelas circunstâncias exteriores de observar uma dieta estritamente vegetariana, eu tenho sido desde há muito um adepto da causa, em princípio. Além de concordar com os objetivos do vegetarianismo por motivos estéticos e morais, é a minha opinião de que uma forma de vida vegetariana, pelo seu efeito puramente físico no temperamento humano, seria mais benéfica influência no destino da humanidade.” Observe que, naquela época, embora ainda estivesse comendo carne, Einstein já se considerava um “adepto da causa, em princípio”, como ele mesmo se definiu. Pois bem, avançando um pouco mais no tempo vamos chegar ao ano de 1953, ocasião em que Einstein, escrevendo para Max Kariel, fez a seguinte e sincera confissão: “eu sempre comi carne animal com uma qualquer coisa de consciência pesada“. Finalmente, no ano de 1954, mais precisamente no dia 30 de março, Einstein, escrevendo para Hans Muehsam, declarou que estava vivendo sem carne e que se sentia muito bem assim: “Então, eu estou vivendo, sem gorduras, sem carne, sem peixe, mas estou me sentindo muito bem desta maneira. Sempre me pareceu que o homem não nasceu para ser um carnívoro”. (1) Declaração extraordinária, de imenso valor intelectual, ético e moral e que muito tem auxiliado na defesa do vegetarianismo. Mas, prosseguindo, se Einstein não conseguiu, como ele mesmo declarou, tornar-se vegetariano um pouco mais cedo, em razão daquilo que definiu como “circunstâncias exteriores” e que, estamos certos, deveriam ser mesmo de difícil resolução, a julgar pela fortaleza de caráter daquele grande homem. Entretanto, ele enfrentou essas circunstâncias proibitivas e as venceu. Portanto, as declarações de Albert Einstein, constituindo valorosos testemunhos em favor do vegetarianismo e dos direitos dos animais, devem ser repetidas a exaustão, sem qualquer receio, seja por vegetarianos ou simpatizantes. Ora, experiência semelhante a de Albert Einstein viveu também a escritora norte-americana Ellen White, co-fundadora da Igreja Adventista do Sétimo Dia e uma das mais nobres e destacadas lideranças cristãs de todos os tempos. No início de seu profícuo e piedoso ministério, Ellen White não era ainda vegetariana, mas, aos poucos e conforme o assunto foi sendo gradualmente revelado a ela pelo plano superior, Ellen White foi se adaptando ao regime vegetariano até que, finalmente, se tornou firme praticante do vegetarianismo e assim se manteve até o fim de sua piedosa existência. Escritos de Ellen White, favoráveis ao vegetarianismo, continuam sendo publicados e distribuídos em dezenas de países ao redor do globo. Desta forma, independentemente da maneira como esses grandes personagens lidaram pessoalmente com o vegetarianismo em suas vidas, o legado mais importante que deixaram é o fato de que todos, absolutamente todos, realizaram, com maior ou menor ênfase, a defesa de um grande princípio, de uma nobre ideia, ou seja, o princípio, a ideia, de que é errado, cruel e antiético matar um animal para devorar suas carnes e que, por outro lado, é muito mais saudável e condizente com a dignidade do ser humano a adoção de um regime vegetariano. Da Wikipédia extraímos as seguintes informações e que vêm corroborar, em diversos aspectos, muito do que acabamos de escrever: “O vegetarianismo ético, que visa o respeito pela vida animal teve origem na Antiguidade, sendo que ao longo da História da humanidade, inúmeros autores têm vindo a criticar e questionar o consumo de carne com base nesse aspecto, por exemplo Mahavira, Asoka, Plutarco, Porfírio, Ovídio, São Ricardo de Wyche, Leonardo da Vinci, John Ray, Thomas Tryon, Bernad Mandeville, Alexander Pope, Isaac Newton, Voltaire, George Cheyne, David Hartley, Oliver Goldsmith, Joseplh Ridtons, Lewins Gompertz, Johnny Appleseed, Percy Bysshe Shelley, Alphonse de Lamartine, Amos Bronson Alcott, William Alcott, Gustav Struve, Goerg Friedrich Daumer, Richard Wagner, Liev Tolstoi, George Bernard Shaw, Romain Rolland, Élisée Reclus, Mahatma Gandhi, Franz Kafka, Isaac Bashevis Singer, Albert Einsten entre muitos outros. Este facto é demonstrado por autores como Howard Williams, Rod Preece, Norm Phelps, Walter e Portmess e Rynn Berry. Uma das passagens mais antigas a favor de um vegetarianismo ético surgiu quando Ovídio, nas Metamorfoses pôs na boca de Pitágoras estas palavras: “Que crime horrível lançar em nossas entranhas as entranhas de seres animados, nutrir na sua substancia e no seu sangue o nosso corpo! para conservar a vida a um animal, porventura é mister que morra um outro? Porventura é mister que em meio de tantos bens que a melhor das mães, a terra, dá aos homens com tamanha profusão, prodigamente, se tenha ainda de recorrer à morte para o sustento, como fizeram ciclopes, e que só degolando animais seja possível cevar a nossa fome? […] É desumanidade não nos comovermos com a morte do cabrito, cujos gritos tanto se assemelham aos das crianças, e comermos as aves a que tantas vezes demos de comer. Ah! quão pouco dista dum enorme crime!” Este trecho de Ovídio reflecte os ensinamentos dos pitagóricos no primeiro século.” (2). Entretanto, é importante esclarecer que, além das motivações éticas, haviam ou há, ainda, outras razões que inspiraram ou inspiram celebridades na prática e defesa do vegetarianismo. São razões de natureza religiosa ou de saúde, entre outras. Esse foi o caso, por exemplo, de Ellen White, que defendeu o vegetarianismo por motivos de saúde, espiritualidade e compaixão pelos animais. Desta forma, à guisa de exemplo, citaremos algumas celebridades do mundo religioso e que também fizeram a defesa do vegetarianismo: São Basílio, São Clemente de Alexandria, Santa Tereza, Santo Afonso de Liguori, Santo Inácio de Loyola, São Gregório, São Bento, São Domingos, São Bernardo, São Francisco Xavier, São Jerônimo, São João Crisóstomos, John Wesley (fundador da Igreja Metodista), Ellen White, etc. Houveram, ainda, grandes personalidades esotéricas ou de religiões orientais e que também realizaram brilhante e valorosa defesa do regime vegetariano e dos direitos dos animais. Podemos citar, por exemplo, A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupãda (Fundador da Sociedade Internacional da Consciência de Krishna), Annie Wood Besant (importante membro da Sociedade Teosófica, fundada por Helena Petrovna Blavatsky), Gautama Buddha (Fundador do Budismo), Krishna (divindade hindu), Mahatma Gandhi (a “grande alma”, que concebeu e fundou o moderno Estado Indiano e que defendeu e praticou, com sinceridade e devoção, o elevado e nobre princípio da não-violência), dentre inúmeras outras celebridades adeptas de religiões orientais. Deixando agora o aspecto espiritual e passando a tecer considerações sobre o vegetarianismo e sua influência na saúde, cabe-nos informar que muitos foram ou são os cientistas e instituições médicas, de grande respeitabilidade, que se manifestaram ou se manifestam favoráveis ao vegetarianismo. Neste sentido, foi muito importante a contribuição oferecida pelo Dr. T. Colin Campbell Ph.D, pois esse extraordinário homem de ciência provou, através de inúmeras e rigidamente controladas pesquisas, estudos e experiências, que o vegetarianismo constitui o melhor regime alimentar e que o uso de carne está relacionado a inúmeros e sérios problemas de saúde. Quanto às instituições médicas ou de saúde, que fizeram ou fazem a defesa do regime vegetariano, podemos citar, entre diversos outros exemplos, a American Heart Association, a Dietitians of Canadá, a American Dietetic Association, a Kids Health, a Food and Drug Administration, entre outras instituições de grande envergadura, credibilidade e operacionalizadas por homens de notável saber e intelecto. Desta forma, poderíamos continuar citando homens e mulheres célebres, representando inúmeras áreas do conhecimentos (cientistas, filósofos, educadores, religiosos, escritores, etc.), e que fizeram e ainda fazem defesa vigorosa do vegetarianismo e dos direitos dos animais. Homens tais como Neal Barnard M.D., Harvey Diamond, Audrey, Eyton, Sylvester Graham, Michael Klaper M.D., Frances Moore Lappe, Tom Regai, Jeremy Rifkin, John Robbins, Richard Schwartz, Isaac Bashevis Singer, Professor Peter Singer, Colin Spencer, Jon Wynne-Tyson, Jane Goodall, dentre muitos outros (3). É interessante informar, ainda, em benefício daqueles que desejam saber mais a respeito de celebridades que apoiaram ou apoiam o vegetarianismo e os direitos dos animais, que está disponível, na Wikipédia, uma extensa lista de nomes. O link será fornecido nas referências bibliográficas (4). Ao concluir, desejamos enfatizar, mais uma vez, que o vegetarianismo não precisa, necessariamente, do aval de grandes personalidades da história para manter-se firme e verdadeiro como é, pois toda verdade mantém-se sólida e inabalável por si mesma, ainda que todos venham à negá-la. Entretanto, estamos convictos de que seria um crime, um verdadeiro crime contra a humanidade e contra os animais, em nome de um rigor literário fanático e obtuso, ou seja lá o que for, ignorar tudo o que de bom os grandes gênios da humanidade disseram ou escreveram sobre o vegetarianismo e os direitos dos animais. As declarações em favor do vegetarianismo, ditas por genialidades de todos os tempos, pertencem seguramente ao patrimônio cultural da história do vegetarianismo e nenhuma censura deverá dificultar-lhes a divulgação, pois isso causaria prejuízos para o progresso da causa. Gostaria, finalmente, de dizer que é maravilhoso saber que o vegetarianismo, bem como os direitos dos animais, sempre contou e conta ainda com a defesa firme e intransigente, não somente de muitos homens e mulheres célebres, mas de milhões de pessoas, espalhadas por todo o mundo e representando praticamente todos os níveis sociais, econômicos, culturais e intelectuais da humanidade.

  11. Mais do que um saudável hábito alimentar, o vegetarianismo é uma verdadeira filosofia de vida, uma forma de vivermos em harmonia com a saúde, o meio ambiente e os animais. O hábito de comer carne, além de ser corresponsável pela degradação do meio ambiente, ainda traz enormes prejuízos tanto ao corpo físico quanto às disposições mentais e espirituais. Neste sentido, não é exagero algum afirmar que é muito difícil, para não dizer impossível, edificarmos nossos corpos e almas, em consonância com as leis maiores do amor e da compaixão, se nos permitirmos ingerir os corpos de nossos irmãos menores, os animais, abatidos em meio a tanta crueldade, sofrimento e degradação. Deus, nosso amoroso Pai Celestial, foi quem deu a vida aos homens e aos animais e somente Ele tem o direito de tomá-las de volta. A lei que diz “não matarás”, não contempla apenas a preservação da vida humana. O sentido mais amplo, idealizado pela mente divina, estende o mandamento também em benefício dos animais, pois Deus é amor e tem misericórdia de todas as suas criaturas. Que todos possamos compreender e aceitar aquilo que nossas consciências sempre nos disseram, no mais profundo de nosso ser, ou seja, que não é correto, que não é justo e bom tirarmos a vida dos animais para nos alimentarmos de sua carne. Façamos, portanto, um esforço especial no sentido de desenvolvermos um novo e mais elevado conceito de vida. Um conceito que se manifeste em atos de verdadeiro amor, gratidão e respeito pela vida, pelo meio ambiente e pelos animais. Se assim procedermos, estaremos contribuindo decisivamente para a edificação de uma nova sociedade, um novo mundo paradisíaco, onde a natureza seja respeitada e onde todos sejam mais saudáveis, felizes e compassivos.



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  12. Além dos benefícios à saúde, o vegetarianismo também exerce importante influência no desenvolvimento da espiritualidade. É por essa razão que encontramos, nos textos sagrados das grandes religiões, muitas e significativas referências ao vegetarianismo. Como sabemos, a Bíblia é o livro por excelência dos cristãos (Antigo e Novo Testamento) e dos judeus (Antigo Testamento). Ora, no primeiro livro da Bíblia, ou seja, em Gênesis, encontramos um relato segundo o qual a humanidade teria sido criada vegetariana. Observe:

    “E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda erva que dá semente e que está sobre a face de toda a terra e toda árvore em que há fruto de árvore que dá semente; ser-vos-ão para mantimento.” Gênesis. 1:29.

    A Bíblia também narra a interessante experiência dos jovens hebreus Daniel, Hananias, Misael e Azarias os quais, vivendo na presença do rei Nabucodonosor, recusaram-se a comer carne, preferindo alimentos vegetarianos e água pura, o que lhes trouxe uma vida plena de saúde e prosperidade. O profeta Daniel, ao finalizar o interessante relato da experiência desses rapazes, assim destaca a inteligência, cultura e sabedoria dos mesmos:

    “Ora, a esses quatro jovens Deus deu o conhecimento e a inteligência em todas as letras e sabedoria” (Daniel 1:17, 19 e 20).

    Em relação à igreja cristã, os fatos históricos demonstram que o interesse pelo vegetarianismo começou logo com os primeiros cristãos e, nos tempos modernos, encontra importante adesão e defesa entre os adventistas do sétimo dia, principalmente entre os adventistas reformistas.

    Muitos cristãos perguntam, todavia, por que os Evangelhos não fazem referências diretas ao vegetarianismo. Eis a resposta de Cristo:
    “Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. Mas, quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir .” Evangelho de São João 16:12 e 13 (grifos do autor).
    Jesus deixou claro, portanto, que muitos de seu ensinos seriam revelados apenas no futuro e isso inclui a questão vegetariana.

    Apesar disso, sabemos que inúmeros cristãos primitivos foram vegetarianos, havendo evidências, por exemplo, de que Mateus, Pedro e Tiago, entre outros discípulos de Jesus, não comiam carne.

    Segundo relata Hegesippus (The Church History of Eusebius, livro 2, capítulo 23), o discípulo Tiago, irmão do Senhor Jesus e líder da igreja cristã em Jerusalém, “era santo desde o ventre de sua mãe; e não bebeu vinho nem bebida forte, nem comeu carne”.

    Entretanto, muitos indagam, ainda, se Jesus comeu carne, pois há passagens em que ele é citado no contexto de situações onde se fez uso de alimentos cárneos, geralmente peixes. Embora seja fato que o povo em geral comia alguma carne, creio ser mais razoável, por uma série de razões, pensar que Jesus não o fez, pelo menos não do modo como comumente se entende, ou seja, se Jesus comeu carne ou peixe, é preciso compreender que ele o teria feito em situações singulares, específicas, circunstanciais, envolvendo processos alimentares de natureza espiritual. Neste sentido, é importante observar que as passagens bíblicas que, de alguma maneira, relacionam Jesus ao uso de carne ou peixe, estão sempre associadas a situações envolvendo milagres, símbolos, figuras de linguagem e ritualismos e não tem como objetivo prover orientação nutricional ou definir regras alimentares. Outro fato importante é que Jesus não ingeria todas as comidas e bebidas que o povo preparava, servia e comia. Jesus, por exemplo, não fez uso de bebidas alcoólicas (o vinho citado nos Evangelhos em conexão com Jesus não continham álcool), e jamais provou qualquer outra espécie de alimento impuro ou prejudicial à saúde. Embora sempre estivesse na companhia do povo e participasse de suas festas, Jesus jamais se desviou do caminho da temperança, da virtude. Apesar disso, seus inimigos, o consideravam, injustamente, um intemperante.

    Como exemplo, podemos citar a passagem em que Jesus é acusado, por seus adversários, de ser “um comilão e beberrão, amigo de publicanos e pecadores” (Mateus 11:19). Ora, nenhum de nós poderá jamais concordar que Jesus tenha sido um comilão e beberrão, pois o fato de andar o Mestre na companhia dos publicanos e pecadores e até mesmo sentar-se à mesa com eles, não significa que ele haja feito o que eles faziam e comido e bebido de tudo o que eles comiam e bebiam. Se tais pessoas se alimentavam de maneira errada, Jesus não as imitava, pois santo era o seu caráter e imaculado o seu proceder.

    Mas o que dizer, então, das passagens que falam de pescas milagrosas e de pães e peixes que se multiplicam (Lucas 5:1-11 e João 6:1-15)? Ocorre que, naquele tempo, não estando o povo preparado para as grandes verdades e reformas espirituais, incluindo o vegetarianismo, era-lhe permitido, pela religião judaica, fazer uso das carnes mencionadas no capítulo 11, do livro de Levítico. Assim, ao multiplicar os peixes, Jesus deu àquelas pessoas alimento semelhante ao que elas já comiam, mas, notai bem este ponto, deu-lhes peixes especiais, surgidos em condições referidas pelos Evangelhos como miraculosas e isso faz muita diferença. Por exemplo: no milagre da pesca, os peixes que surgiram na rede foram materializados no exato instante do milagre, pois naquele local não haviam peixes, segundo indica o relato bíblico. Desta forma, eles, os peixes, não sofreram dor ou sufocação, pois eram peixes incomuns, frutos de milagre.

    A mesma explicação se dá para o milagre da multiplicação dos pães e dos peixes e que ocorreu, segundo o texto sagrado, quando Jesus pregava a uma grande multidão. Conta o texto bíblico que ele alimentou a multidão com apenas cinco pães e dois peixinhos. Ora, para que isso fosse possível, o texto bíblico indica que os paẽs e peixes iam sendo multiplicados por Jesus na medida em que eram distribuídos. É claro, portanto, que esses peixes, surgidos durante o milagre, nada sofreram, pois já surgiram prontos para o consumo, ou alguém afirmaria, em sã consciência, que os peixes estavam crus, vivos e se debatendo de dor e sufocação? Portanto, nessa passagem, bem como em todas as outras em que Jesus serve peixes aos seus seguidores, quer coma ou não com eles, não se trata nunca de peixes comuns, tal qual os conhecemos. No contexto bíblíco, o que Jesus fazia, portanto, era trazer à existência alimentos em tudo semelhantes a peixes, mas que não eram, rigorosamente falando, como já dissemos, peixes comuns, sencientes, cheios de vida e sensibilidade. Além do mais, esses peixes, que Jesus materializava, eram, por sua natureza especial, isentos de toda impureza, doença, dor, sofrimento. Desnecessário se faz insistir que tais alimentos especiais, frutos dos milagres de Jesus, dada à natureza especial, singular dos mesmos, podiam ser ingeridos por Jesus e seus seguidores. Ora, tudo isso esta em plena conformidade com a sabedoria, o amor e a compaixão manifestadas em cada palavra e gestos de Jesus.

    Mas, e quanto à páscoa, que Jesus comeu com seus discípulos? Ora, Lucas 22:7-23 narra todo o evento mas não diz, em momento algum, que Jesus tenha comido o cordeiro pascal. Afirmar o contrário, é ir além do que está escrito, é dizer algo que o texto não afirmou.

    Um outro texto citado para tentar provar que Jesus comeu peixe é encontrado no Evangelho de Lucas 24:36-46. O relato descreve o encontro que o Mestre teve com seus discípulos após a ressurreição. Desejando demonstrar aos discípulos a natureza tangível de seu corpo ressurreto, o Mestre indagou se havia entre eles algum alimento. O relato diz, então, segundo as traduções mais confiáveis, que eles lhe ofereceram um pedaço de peixe assado e um favo de mel. Dissemos traduções mais confiáveis, porque algumas, como as de “linguagem moderna”, equivocadamente omitem a referência ao favo de mel, mutilando, desta forma, o texto bíblico e prejudicando a descrição e interpretação do relato. Ora, pela leitura de Lucas 24:42 e 43, conforme essas traduções mais confiáveis, é perfeitamente concebível que Jesus tenha servido-se apenas do mel e rejeitado o peixe. Veja como consta o relato na tradução de João Ferreira de Almeida, Revista e Corrigida:

    “Então, eles apresentaram-lhe parte de um peixe assado e um favo de mel, o que ele tomou e comeu diante deles.”

    O que Jesus “tomou e comeu diante deles”, foi o mel. Afinal, o que haveria de errado em afirmar que Jesus optou por apenas um dos artigos que lhe foram oferecidos? Não ocorre algo semelhante conosco quando, sendo convidados para uma festa de aniversário ou de confraternização, um almoço ou jantar, escolhemos uma dentre várias iguarias que nos são oferecidas em uma bandeja contendo diversos doces ou salgados? Ou será que alguém, sendo educado, come tudo?

    É preciso considerar, ainda, que o objetivo da narrativa não é dizer que espécie de alimento Jesus comeu, mas provar que ele possuía um corpo, mesmo após sua ressurreição, e que isso podia ser comprovado por ele haver comido mel, símbolo de doçura e suavidade.

    Quanto às carnes que eram comidas após os sacrifícios realizados no Templo, Jesus não as comeu. Devemos, ainda, ter em mente que tais carnes sacrificadas eram comidas apenas em caráter ritualístico e assim mesmo em pequenas quantidades, fato que não justifica, portanto, o uso de carne para fins alimentares. De qualquer modo, Cristo aboliu, com sua morte na cruz, o antigo sistema sacrifical.

    Há alguns, ainda, que citam os textos em que Jesus fala, como na parábola do filho pródigo, de banquetes e festas, de comidas e bebidas, nas quais haviam carne, como no caso da parábola do filho pródigo. Ora, nesses textos Jesus serve-se da linguagem do povo e ilustra seus ensinos através de figuras presentes no imaginário popular. Não significa, porém, que ele endosse todos os comportamentos e crenças que os personagens de suas parábolas manifestam. Ademais, como nos ensinam os melhores teólogos e estudiosos da Bíblia, as parábolas de Jesus não são descrições de fatos reais; são apenas ilustrações.

    Pois bem, deixando o período inicial da igreja cristã e avançando um pouco mais no tempo, vamos chegar à era patrística, onde encontraremos muitos vegetarianos entre os antigos líderes cristãos. (Sandro Oliveira de Carvalho)

  13. Observe como Buda amava o animais:

    “Aquele que renunciou a toda violência contra todos os seres vivos, fracos ou fortes, que não mata nem faz com que outros matem – esse eu chamo de homem santo.”

    “O homem implora a misericórdia de Deus, mas não tem piedade dos animais, para os quais ele é um deus. Os animais que sacrificais já vos deram o doce tributo de seu leite, a maciez de sua lã e depositaram confiança nas mãos criminosas que os degolam. Ninguém purifica seu espírito com sangue. Na inocente cabeça do animal não é possível colocar o peso de um fio de cabelo das maldades e erros pelos quais cada um terá de responder.”

    “Todos os seres vivos tremem diante da violência. Todos temem a morte, todos amam a vida. Projete você mesmo em todas as criaturas. Então, a quem você poderá ferir? Que mal você poderá fazer?”

    “Feliz seria a Terra se todos os seres estivessem unidos pelos laços da benevolência e só se alimentassem de alimentos puros, sem derrame de sangue. Os dourados grãos que nascem para todos dariam para alimentar e dar fartura ao mundo.”

    Do Mahatma Gandhi, temos estas magistrais palavras:

    “No semblante de um animal, que não fala, há um discurso que somente um espírito sábio realmente entende!”

    “Sinto que o progresso espiritual requer, em uma determinada etapa, que paremos de matar nossos companheiros, os animais, para a satisfação de nossos desejos corpóreos.”

    “A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo que seus animais são tratados.”

    “Há muito de verdade no dito de que o homem se torna aquilo que come. Quanto mais grosseiro o alimento tanto mais grosseiro o corpo.”

    C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada, declarou:

    “Mesmo os comedores de carne têm de comer cereais, frutas e legumes junto com seu bife. Ainda assim, para seu pedaço de carne diário, eles matam tantos animais inocentes. Isso é muito pecaminoso. Cometendo tais atividades pecaminosas, como querem ser felizes? Essa matança não deveria ser praticada, e por isso as pessoas estão infelizes.”

    Observe, agora, o que escreveu o Dr. Ernest Schneider:

    “Em todos os tempos e por todas as religiões importantes têm sido apresentados argumentos morais baseados em claros e oportunos motivos para nos afastarmos do consumo da carne. É fruto de velhíssima experiência expresso no mundo misterioso do sobrenatural e do metafísico, que quem quiser penetrar nele tem de sacrificar a sua sensualidade, neste caso o prazer da sua nutrição errada. Não nos será possível um aperfeiçoamento autêntico, puro, espiritual e religioso, sem ascetismo, isto é, naquilo que aqui nos interessa, sem nos privarmos de carne e de alimentos semelhantes. Recordo apenas o exemplo de Gandhi, cuja conduta e doutrina contra toda a espécie de violência e cuja grande capacidade de contemplação interior dependia, em última análise, da sua maneira de viver. Usava duas vezes por dia fruta, arroz, nozes e um pouco de leite. É, da mesma sorte, típico da religião budista, dirigida para a vida pacífica, espiritual e de contemplação interior, o proibir o consumo da carne. Encerra muita verdade a diferenciação já muito divulgada entre o Ocidente extrovertido (dirigido para o mundo exterior), e o Oriente introvertido (dirigido para o mundo interior), cuja explicação se há de encontrar no fato de os povos ocidentais serem de preferência carnívoros, e os orientais serem sobretudo vegetarianos. Encontramos a mesma relação entre a alimentação e a formação físico-espiritual expressa na fórmula de que nos povos carnívoros predominam as reações do sistema simpático, e a atividade da tireóide, o desenvolvimento físico e o temperamento decidido e agressivo, ao passo que nos povos vegetarianos desempenham principal papel os hormônios das glândulas vago-trópicas (insulina, colina) caracterizando-se o seu modo de ser pela tranquilidade e o pacifismo. Esta mesma verdade já foi exposta, há mais de um século, por Karl Gustav Carus, médico, pintor, psicólogo e contemporâneo de Goethe, que na sua obra “Briefen Uber Landschaftsmalerei” (Cartas sobre pintura paisagista) escreve que “finalmente, tanto os homens como os animais com uma persistente alimentação com produtos vegetais se tornam suaves e tranquilos, ao passo que o consumo de carne parece favorecer muito os desejos e os impulsos tormentosos.” A Cura e a Saúde Pelos Alimentos, páginas 235-236.

    Por sua natureza pacífica, voltada para o bem, o vegetarianismo constitui importante hábito alimentar a ser observado na vida de todos aqueles que desejam evoluir, não apenas física, mas sobretudo espiritualmente; que desejam crescer em bondade e sabedoria, em amor e compaixão. Homens e mulheres sensíveis, inteligentes, de bom coração, compreendem que o vegetarianismo tem em si algo de divino, que eleva a alma e nos aproxima um pouco mais da fonte de todo bem, de toda luz, de todo amor e que se chama Deus.

  14. “Quando você vê um animal, se a idéia de irmandade não lhe surgir, você não sabe o que é prece, nunca saberá o que é prece.” (Osho)



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