Cristãos e autoridades criam campanha para banir pornografia de cidade na Austrália

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O Estado é laico, o que significa que apesar de não priorizar uma religião, os governos podem estabelecer parcerias com entidades religiosas em ações sociais. Um caso na cidade de Toowoomba, na Austrália, demonstra bem isso.

A prefeitura local criou uma campanha em parceria com as comunidades de fé cristãs locais para combater a violência contra as mulheres. Um dos focos da campanha é eliminar a pornografia da cidade.

De acordo com informações do portal Huffington Post, a ideia é seguir os passos do combate ao cigarro. A responsável pelo ministério Mulheres da Cidade, Letitia Shelton, líder da campanha, sabe que a proposta “soa muito ambiciosa e improvável”, mas seguirá em frente, já que conta com o apoio do prefeito, Paul Antonio.

“Olhe para a campanha antitabagismo: ela tem conseguido uma enorme redução no tabagismo. Você nunca vai eliminar isso completamente, mas você pode mostrar às pessoas os impactos que isso têm sobre sua vida”, comentou. “88% da pornografia mostra a violência contra as mulheres, como asfixia ou engasgos. Estamos ouvindo mais histórias de mulheres parceiras viciadas em pornografia, onde houve um resultado direto de abusos relacionados a isso”, acrescentou.


A campanha foi lançada na última semana, em um encontro com 250 pessoas – a maioria homens – e vários convidados compartilharam histórias de como sofreram com a pornografia. Uma série de cartazes foram espalhados no parque onde aconteceu o evento, com os dizeres: “Eu reconheço que consumir pornografia promove a exploração de mulheres e a violência contra as mulheres. Isso também prejudica famílias. Eu me comprometo que não vou mais consumir pornografia e eu vou ajudar a criar uma cidade livre da pornografia”.

O prefeito Paul Antonio afirmou estar ciente sobre as prováveis críticas à campanha, mas ponderou: “Devemos começar uma jornada com o primeiro passo. Eu penso que o que temos em foco hoje é o valor real dos relacionamentos adequados. A pornografia não tem lugar nisso”.


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