Jornalista revela que delator confirmou versão de Malafaia sobre cheque de R$ 100 mil: “Era oferta”

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O pastor Silas Malafaia ganhou um forte aliado na sua versão de que não teria recebido propina no esquema de desvio de royalties investigado pela Operação Timóteo: o advogado que repassou o cheque a ele acertou o acordo de delação premiada e confirmou que os R$ 100 mil foram entregues ao líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC).

A informação – que corrobora a versão que Malafaia sustenta desde o início da polêmica – foi revelada pelo jornalista Guilherme Amado, do jornal O Globo, nesta quinta-feira, 09 de março de 2017.

“Um advogado investigado na operação Timóteo, que investiga fraudes no Departamento Nacional de Produção Mineral, afirmou na negociação da delação que os R$ 100 mil recebidos por Silas Malafaia foram de fato uma oferta. Não de propina ou de lavagem de dinheiro, mas religiosa mesmo”, noticiou Amado.

A Operação Timóteo, deflagrada no dia 16 de dezembro do ano passado, tinha como nome uma referência ao livro do Novo Testamento, mais especificamente a passagem bíblica de Timóteo 1:6: “Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição”.


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Desde o início da investigação, Malafaia sustenta que os R$ 100 mil em questão eram uma oferta pessoal de um advogado que lhe foi apresentado pelo pastor Michael Abud, e que teria declarado a doação no Imposto de Renda e repassado o restante para a Associação Vitória em Cristo.

“Há um tempo atrás, não me lembro se dois ou três anos, eu recebi no meu escritório, com o pastor Michael Abud, um advogado membro da igreja dele que veio me trazer uma oferta de cem mil reais, um cheque. Tanto é que o cheque foi depositado, certo? Eu pergunto a vocês: quer dizer que eu recebo oferta, declaro Imposto de Renda, não recebi dinheiro em mão, não tem dez cheques na minha conta, um cheque…”, afirmou à época, em um áudio que percorreu as redes sociais.

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Na sequência, Malafaia criticou o estardalhaço da operação da PF: “Pra quê esse show pirotécnico? Para tentar me desmoralizar diante da opinião pública, gente. Eu sei o poder das trevas, que tem gana pra me desmoralizar. É necessário isso? Foram na minha casa, entraram. Eu estou aqui em São Paulo, vou em apresentar à Polícia Federal. Uma vergonha. Jogam a reputação de uma pessoa na lama. É isso que é justiça?”, questionou.

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