Estudioso rebate a NASA e diz que não há chance de existir vida em outros planetas

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A agência espacial norte-americana, NASA, anunciou recentemente que descobertas científicas apontam para a possibilidade de que, há bilhões de anos atrás, o planeta Vênus pode ter tido condições de vida semelhantes à da Terra. Mas na opinião do estudioso cristão Ken Ham, isso é um equívoco.

Ken Ham é um dedicado criacionista, que usa todos os meios que possui para divulgar a visão criacionista sobre a ciência. Ele mantém um blog, chamado Answers in Genesis, onde publica artigos comentando as descobertas científicas à luz da Bíblia, além de ter fundado o Museu da Criação e o parque Ark Encounter, que custou aproximadamente R$ 100 milhões e tem uma réplica, em tamanho real, da arca de Noé.

O criacionista afirma que é impossível que tenha existido vida em Vênus: “Quando começamos com a Palavra de Deus, temos uma interpretação totalmente diferente a respeito de Vênus. Nosso Criador concebeu Vênus no Quarto Dia da Semana da Criação apenas, alguns milhares de anos atrás. Sabendo que a Terra – e não Vênus ou qualquer outro planeta – foi projetada para ser habitada (Isaías 45:18), o nosso pressuposto implica que não se esperaria encontrar vida em Vênus no passado ou no presente”, comentou, em um artigo publicado em seu blog.

“Isso é totalmente diferente da expectativa da evolução, mas a diferença não está nas evidências. A diferença está na visão de mundo e pressupostos das pessoas para interpretarem as provas”, pontuou.


A descoberta da NASA, feita através de parcerias com a Universidade de Uppsala, de Columbia, e com o Instituto de Ciência Planetária, sugeriu que em um momento no passado, Vênus pode ter dado condições para o desenvolvimento da vida, de modo muito próximo ao existente na Terra hoje.

Segundo informações do Christian Post, os cientistas fizeram diversas simulações usando modelos climáticos da Terra em relação a Vênus, mapeando as possibilidades de dois bilhões de anos atrás, e chegaram à conclusão anunciada.

Vênus é um planeta extremamente quente, com atividade vulcânica constante e atmosfera com predominância de dióxido de carbono. Os modelos usados para a simulação partiam da suposição de que, até 715 milhões de anos atrás, as temperaturas do planeta poderiam ser baixas o suficiente para abrigar vida e também oceanos com baixa profundidade.

Essa pesquisa se ateve às possibilidades, e não encontrou explicações para as mudanças climáticas no planeta. A teoria sugerida pelos pesquisadores é que Vênus pode ter aumentado o giro sobre seu próprio eixo, e a velocidade elevou as temperaturas, transformando-o no que é hoje.

“Eles afirmam que Vênus tem bilhões de anos de idade. Eles afirmam que era parecido com a Terra em um passado distante. Eles sugeriram a topografia de Vênus. Eles sugeriram que o planeta tinha mares rasos. Eles afirmaram tudo em cima de suposições em cima de suposições”, comentou Ken Ham.

Outro ponto destacado pelo criacionista é que os pesquisadores se valem da ‘ciência histórica’ para ordenar seus estudos, mas a ‘ciência de observação’ também é necessária para determinar como as coisas funcionam nos dias atuais: “Os cientistas evolucionistas fazem todos os tipos de especulações, baseando-se em suposições infundadas sobre o passado e chamando isso de ‘ciência’. Eles ensinam estas crenças de bom grado em salas de aula nas escolas públicas. Mas quando um cristão afirma que o universo e a vida são o resultado de um Criador, isto é rotulado como religião e não tem permissão para ser ensinado nas aulas de ciência”, criticou.

“A ciência observacional ainda confirma que a vida e o universo (incluindo as leis da natureza) não poderiam vir por processos naturais! Essencialmente, ateus estão impondo sua ideologia em escolas públicas”, alertou.


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