Indicado a ministro do STF, Fachin é criticado por defesa da poligamia e fim da propriedade privada

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O advogado e professor Luiz Edson Fachin, indicado pela presidente Dilma Rousseff (PT) para a vaga de Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal (STF), vem encontrando resistência entre alguns senadores, e é alvo de inúmeras críticas de jornalistas e pesquisadores devido à sua ideologia comunista expressa em artigos e manifestos.

O pesquisador João Luiz Mauad, diretor do Instituto Liberal e colunista de jornais como O Globo, Zero Hora e Gazeta do Povo, diz que referir-se a Fachin como um comunista não é uma “metáfora”, mas o termo exato para descrever seus posicionamentos.

Fachin é um defensor do fim do direito à propriedade privada e propõe que tudo seja avaliado pelo Estado e destinado para uso com fins sociais.

“Infelizmente, estou usando o termo [comunista] no seu sentido literal para definir a ideologia do futuro ministro do Supremo Tribunal Federal […] Desde a indicação, tenho lido vários artigos do professor Fachin disponíveis na internet.  Foquei menos nos textos sobre direito de família e mais naqueles que falam de direito de propriedade, especialmente os voltados para a análise da famigerada ‘função social da propriedade’, que parece ser uma obsessão do ilustre jurista, não por acaso um dedicado advogado das causas do Movimento dos Sem Terra, conhecido pelas indefectíveis invasões de propriedade”, escreveu Mauad.


Para o jornalista Reinaldo Azevedo, colunista da revista Veja, “Fachin é um assombro”, pois defende alterações no conceito de família que dariam às amantes, os mesmos direitos que a esposa, além de propor ideias que flertam com a poligamia.

“Fachin é diretor de um troço chamado IBDFAM (Instituto Brasileiro de Direito da Família). É seu grande pensador. O tal instituto conseguiu emplacar algumas propostas no PLS 470/2013, que institui o ‘Estatuto da Família’. Querem ver as maravilhas? […] O PLS propõe que todas as relações possam ser reconhecidas como entidades familiares, inclusive as relações extraconjugais […] Assim, propõe que a amante ou o amante tenham direito à pensão alimentícia e possam, ainda, requerer reparação dos danos morais e materiais que o amásio ou a amásia lhe tenha causado”, observou Azevedo.

Na última semana, o pastor Silas Malafaia lançou uma campanha de protesto contra a indicação de Fachin ao cargo de ministro do STF, baseando parte de seus argumentos no artigo escrito por Azevedo no site da revista Veja. Até o jornal O Estado de S. Paulo se posicionou contra a “indicação infeliz” do nome do advogado, feita pela presidente Dilma.

Azevedo, por sua vez, destaca que “o texto [do PLS 470/13] cria a ‘família pluriparental’”, que seria uma espécie de legalização do incesto, pois a define como a “convivência entre irmãos, bem como as comunhões afetivas estáveis existentes entre parentes colaterais”.

O jornalista destaca ainda que outro ponto defendido por Fachin em sua visão da família é a “atribuição de direitos e deveres ao padrasto e à madrasta idênticos aos do pai e aos da mãe”, levando essas pessoas a terem que cumprir obrigações legais como se fossem os genitores: “Esse PLS pretende que os padrastos e as madrastas compartilhem dos direitos e deveres dos pais e das mães […] Esses padrastos e madrastas passarão a ter o dever de pagar pensão alimentícia aos enteados, em complementação ao sustento que já lhes deem os seus pais ou as suas mães”, alertou Azevedo.

Fachin defende, de acordo com as análises feitas por Azevedo, a “diminuição do poder familiar dos pais” e a “presunção da paternidade em qualquer tipo de convivência entre a mãe e o suposto pai”, retirando a obrigação de um exame de paternidade para definição do pai.

“Em qualquer convivência, até mesmo em relação eventual, sem estabilidade e sem certeza na paternidade, o homem será presumidamente havido como pai da criança e, para que esse vínculo se desfaça, caberá a ele promover ação de contestação da paternidade; enquanto essa ação tem andamento – ainda que moroso o processo ou mesmo suspenso por poder do juiz, o que está previsto no artigo 149 do PLS —, o homem, mesmo não sendo pai da criança, terá de prestar-lhe pensão alimentícia”, observou o jornalista, criticando as propostas de Luiz Edson Fachin.

Vale ressaltar que as ideias promovidas por Fachin em sua carreira jurídica não significam que elas serão transformadas em lei, mas sim, inspirar suas decisões como ministro do STF caso venha ser empossado, como ilustra Azevedo em sua conclusão: “O projeto, atualmente, está na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado. Digamos que as barbaridades aí contidas sejam aprovadas. Poderia alguém recorrer ao Supremo, não é? Entre os juízes, poderia estar ninguém menos do que Fachin, a mente divinal por trás dos absurdos”.

8 COMENTÁRIOS

  1. Em havendo concordância entre as partes, por que não? Afinal, Salomão, aquele a quem a Bíblia refere como sendo o mais sábio homem que existiu, não possuía 700 mulheres e 300 concubinas? Só tem um porém: a poligamia vale tanto para homens como para mulheres. :)

  2. Não sei se é verdade o que é dito do Dr. Fachin sobre propriedade privada, pois evangélicos são peritos em falsear a realidade, mas, a propósito dos cristãos primitivos, que viviam uma forma de governo claramente comunista, não havendo entre eles propriedade privada, assim esta escrito:

    “Não havia uma só pessoa necessitada entre eles, pois os que possuíam terras ou casas as vendiam, traziam o dinheiro da venda 35e o depositavam aos pés dos apóstolos, que por sua vez, o repartiam conforme a necessidade de cada um.” (Atos 4:34 e 35).

    • Será que estou com a visão turva ou tentaram inutilmente fazer ilações sobre o “comunismo cristão”!?

      Ora, o que temos aqui é uma expressão tão auto-contraditória quanto seria, por exemplo, falar em “corintiano palmeirense” ou talvez numa “diária noturna” ou numa “noitada diurna”… Ou é uma coisa ou é outra, não tem como ser as duas, porque são antagônicas.

      Esta reflexão nasceu da evidente confusão que algumas pessoas fazem com relação a temas como comunidade (comum unidade) e comunismo (ideologia comum – no caso, política), o assunto é atual e premente, vamos então, humildemente, lançar alguma luz sobre ele. Antes que nos considerem arcaicos ou retrógrados, mesmo que o título de ‘conservador’ parece ser hoje mais ofensivo do que o de assassino ou o de ladrão, mas nós o ostentamos com muita honra! Temos, nós Católicos Apostólicos Romanos uma sólida convicção: não compensa ser “moderninho” ou “antenado” com o mundo moderno se não estivermos, antes de tudo, “antenados” com a Verdade. E a Verdade é a mesma ontem, hoje e eternamente (Hb13,8).

      Entrando definitivamente no assunto, antes de tudo é preciso saber que o termo comunismo tem um significado muito próprio. Os dicionários definem comunismo como (atenção) uma “doutrina ou sistema que preconiza a comunidade dos bens e a supressão da propriedade privada” (MICHAELIS, Moderno Dicionário da Língua Portuguesa – Melhoramentos). Em outras palavras, o termo “comunismo” não tem o significado de comunidade, no sentido de um grupo que compartilha bens e serviços fraternalmente. Há todo um conjunto de significados envolvidos para o termo comunismo; trata-se, exatamente, de uma doutrina bem específica, ateia desde as bases, posto que é materialista em sua essência. É por isso que, em todos os lugares onde o comunismo prevaleceu, os cristãos foram perseguidos, sacerdotes e religiosos massacrados, templos destruídos, etc.

      O problema e o perigo todo é que, muitas vezes, têm-se uma ideia tão romântica quanto falsa sobre comunismo; assim como seus simpatizantes comum e rapidamente se tornam fanáticos. Um fanático é, basicamente, alguém que está cego (voluntariamente ou não) para a realidade objetiva dos fatos. Um exemplo, o Livro Negro do Comunismo nas mãos; eles leem e dizem: “não, eu não concordo com o que aconteceu na antiga União Soviética, nem com o que acontece na China Comunista ou na Coreia do Norte… Também não acho certo o que se faz na Venezuela ou em Cuba, e muito menos quero viver em algum país comunista, mas “eu acho” que a ideia central do comunismo é boa… Acho que o conceito em si até pode ser “compatível com o cristianismo”…normalmente desconhecem o contexto histórico adotando pra si um modismo, digamos, capenga!

      Nada mais absurdo. O fato incontestável é que esse comunismo idealizado, de igualdade para todos, esse sonho de um lugar onde todos são iguais, onde não há hierarquia, em que tudo é de todos e nada pertence a ninguém… Não passa de uma completa utopia, um delírio dourado que só tem alguma chance de se concretizar no país das maravilhas (aquele da Alice).

      Uma observação: a quase totalidade dos grupos de jovens agitadores esquerdistas que promoveram e praticaram o vandalismo nas recentes manifestações populares no Brasil, ostentando foice e martelo em nome da revolução, era formada por filhos de empresários de classe média-alta, autênticos “filhinho(a)s” de papai” que estudam nas melhores universidades particulares, ganham mesadas bem maiores que o meu salário e viajam para os EUA e/ou Europa duas vezes por ano, ou são pelegos que sugam do estado e de seus associados para permanecerem parasitando sem nada produzir. Os legítimos filhos do proletariado, em sua imensa maioria, cultivam interesses bem mais condizentes com a realidade.

      O modo de vida comunitário dos primeiros cristãos

      Alguém conhece onde o comunismo deu certo no planeta Terra?

      Ora, o modo de vida das primeiras comunidades cristãs não tem nada, absolutamente nada a ver com o comunismo, e é exatamente esse tipo de pensamento ingênuo, superficial e utópico que vem corroendo as estruturas da Igreja Católica (e também das protestantes históricas, pelo que sei) a partir de dentro, de um modo que à primeira vista pode ser imperceptível, mas que tem efeitos devastadores.

      Antes de tudo é preciso compreender que quando tratamos do sistema social dos primeiríssimos cristãos, conforme descrito brevemente no Livro dos Atos, estamos falando de:

      1) Um grupo pequeno: estamos analisando um contexto de alguns milhares de pessoas (no máximo), e, – muito importante: – pessoas fortemente unidas em torno de um mesmo ideal e de uma mesma fé, concentrados num território pequeno e bem demarcado.

      A) Estes “pequenos detalhes” fazem toda a diferença! – Imagine tentar implantar este mesmo regime, por exemplo, num país pluricultural como o Brasil, de uma população de 200 milhões de habitantes espalhados por uma área de 8 515 767,049 km2! E só para “apimentar” ainda mais este “angu”, considere que estamos falando de um povo que idolatra a figura do “malandro”, que acha linda a malandragem, a “malemolência” do brasileiro… Sinceramente vocês acham que haveria alguma (mínima que seja) chance de um sistema idêntico ao dos primeiros cristãos dar certo dentro desse contexto absurdamente diferente? Ou será que a corrupção da classe política (esta sim a verdadeira ‘zelite’ de que tanto falam, a verdadeira ‘classe opressora’ dos trabalhadores) tornaria alguns milionários em detrimento de uma imensa maioria de excluídos?

      B) Um sistema comunitário (eu disse comunitário, não comunista!) parece ter dado certo, por algum tempo, naquele lugar determinado, com um determinado grupo e sob condições muito, muito específicas, sendo a mais importante a fé comum, tendo como elemento principal a Graça santificante de Deus. Além disso, a própria Bíblia deixa transparecer que, mesmo nesse contexto infinitamente mais simples e mais propício, já aconteciam conflitos e disputas: diversas epístolas o evidenciam. Não é preciso pensar muito para notar que a comparação entre comunismo e Igreja primitiva é, com muita boa vontade, no mínimo ingênua. No mínimo.

      2) Além de tudo, os cidadãos que constituíam a Igreja primitiva eram dóceis ao poder do Estado, pois acreditavam (como ainda acreditamos hoje) que toda autoridade temporal tem origem em Deus. Os textos do Novo Testamento são claríssimos neste sentido: ninguém ali pregava a revolução, não se pensava em construir o Reino de Deus aqui na Terra, como certos “teólogos (sic) da libertação” dos nossos tempos.

      3) Um outro elemento muito importante nessa história é compreender que os primeiros cristãos esperavam o retorno de Cristo para muito breve. Sabemos historicamente que alguns desses primeiros membros da Igreja não só deixaram tudo o que tinham, como também pararam de trabalhar, achando que a Parousia, a segunda vinda do Cristo, era para já, para as próximas semanas ou meses. O Apóstolo Pedro precisou advertir a Igreja a esse respeito, pois já havia murmuração e inquietação, visto que os dias se sucediam e nada acontecia: “Amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não tarda a cumprir sua Promessa, como pensam alguns, entendendo que há demora; Ele usa de paciência convosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a converter-se. Mas o dia do Senhor virá como ladrão…” (2Pd 3,8-10).

      A) Este é um ponto essencial no quadro geral, que não pode ser ignorado: é bem mais fácil para alguém que acredita piamente que Jesus está prestes a retornar, para julgar os vivos e os mortos, que venda tudo que tem e se entregue à vida comunitária, deixando tudo o que é mundano de lado, do que para alguém que não pense deste modo.

      * * *

      Esclarecidos estes pontos fundamentais, busquemos compreender, através do testemunho direto da Sagrada Escritura, se há alguma possibilidade de relação harmoniosa entre as ideias comunistas marxistas-leninistas e o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Que diretivas estavam sendo transmitidas já às primeiras comunidades cristãs pelos Apóstolos? Vejamos:

      “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por Ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação. Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela, visto que a autoridade é ministro de Deus para o teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada: ela é instrumento de Deus para fazer justiça e punir quem pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. Por esse motivo, também pagais tributos, porque os que governam são servidores de Deus. Pagai a todos o que lhe é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra.” (Rm 13, 1-7)

      A passagem é mais do que clara. Devemos obedecer e observar o governo que Deus põe sobre nós. Isso é o exato oposto de comunismo, de fazer revolução ou procurar construir o Reino de Deus neste mundo, numa utopia de sociedade igualitária, desprovida de classes hierárquicas totalmente impossível. Deus mesmo criou o governo, para estabelecer a ordem, punir o mal e promover a justiça (Gn 9,6; 1 Cor 14,33; Rm 12,8). Devemos obedecer as regras estabelecidas pelo governo pagando impostos, leis civis etc. E note-se que quando o Apóstolo escreveu esse texto, ele estava sob o governo de Roma e durante o reinado de Nero, um dos mais impiedosos inimigos dos cristãos. Mesmo assim, Paulo reconhece a autoridade do governo e o coloca para os cristãos condições para que os mesmos sobrevivam num terreno hostil.

      Atenção ! Cuidado com os ditos “cristãos” vestidos em peles de socialistas/comunistas, o único interesse deles é descaracterizar o Cristianismo.

  3. O sr. Fachin é livre para achar o que quiser e fazer de sua vida o que bem entender. No entanto, ele se faz perigoso, para a sociedade, ao fazer seus julgamentos, seguindo, somente, os seus critérios.

  4. incrível como escorrega como sabão certos comentários tipo “Sociedade cristã sempre fez isso ou aquilo”,como se Deus aprovasse tal procedimento é tão absurdo,amados não é pq tal sociedade aprove, que Deus da mesma forma aprove isso é um grande equívoco,verão no final!,todos conhecem a história de adultério de Davi e de muitos outros sofreram as consequências e muitos sofrerão podem crer! Deus é santo e convém santidade áqueles que o seguem e neste pacote não inclui o adultério nem fornicação nem qq tipo de promiscuidade e muito menos o poligalismo tudo tem um peso e muitas vezes o caminho do inferno redondinho!

  5. O herege Lutero também era a favor da poligamia. “Confesso não poder evitar que uma pessoa despose muitas mulheres, pois tal não contradiz as Escrituras. Caso um homem escolha mais de uma mulher, deve procurar saber se está satisfeito com sua consciência de que o fará em acordo com o que diz a Palavra de Deus. Neste caso, a autoridade civil nada tem a fazer”. (De Wette II, 459, ibid., pp. 329-330)

    Somente pela Escritura Lutero não pôde descartar a poligamia. Talvez ser bígamo, ter várias mulheres ao mesmo tempo, sem ser fiel a nenhuma delas, não influencie na conduta cristã de buscar na Bíblia somente o que diz respeito à salvação…

  6. Uma pessoa como esse Advogado e Presidente Dilma que o indicou gostariam de que o Brasil se tornasse e não democrática e precisa que alguns Ministros do Supremo e muitos partidos que já ha no congresso se fortaleça para poder criar tal oportunidade desse engembrado projeto, dessa forma esse sujeito que é contra a democracia não pode ocupar um lugar nos pilares da Democracia do Brasil.

  7. Será que estou com a visão turva ou tentaram inutilmente fazer ilações sobre o “comunismo cristão”!?

    Ora, o que temos aqui é uma expressão tão auto-contraditória quanto seria, por exemplo, falar em “corintiano palmeirense” ou talvez numa “diária noturna” ou numa “noitada diurna”… Ou é uma coisa ou é outra, não tem como ser as duas, porque são antagônicas.

    Esta reflexão nasceu da evidente confusão que algumas pessoas fazem com relação a temas como comunidade (comum unidade) e comunismo (ideologia comum – no caso, política), o assunto é atual e premente, vamos então, humildemente, lançar alguma luz sobre ele. Antes que nos considerem arcaicos ou retrógrados, mesmo que o título de ‘conservador’ parece ser hoje mais ofensivo do que o de assassino ou o de ladrão, mas nós o ostentamos com muita honra! Temos, nós Católicos Apostólicos Romanos uma sólida convicção: não compensa ser “moderninho” ou “antenado” com o mundo moderno se não estivermos, antes de tudo, “antenados” com a Verdade. E a Verdade é a mesma ontem, hoje e eternamente (Hb13,8).

    Entrando definitivamente no assunto, antes de tudo é preciso saber que o termo comunismo tem um significado muito próprio. Os dicionários definem comunismo como (atenção) uma “doutrina ou sistema que preconiza a comunidade dos bens e a supressão da propriedade privada” (MICHAELIS, Moderno Dicionário da Língua Portuguesa – Melhoramentos). Em outras palavras, o termo “comunismo” não tem o significado de comunidade, no sentido de um grupo que compartilha bens e serviços fraternalmente. Há todo um conjunto de significados envolvidos para o termo comunismo; trata-se, exatamente, de uma doutrina bem específica, ateia desde as bases, posto que é materialista em sua essência. É por isso que, em todos os lugares onde o comunismo prevaleceu, os cristãos foram perseguidos, sacerdotes e religiosos massacrados, templos destruídos, etc.

    O problema e o perigo todo é que, muitas vezes, têm-se uma ideia tão romântica quanto falsa sobre comunismo; assim como seus simpatizantes comum e rapidamente se tornam fanáticos. Um fanático é, basicamente, alguém que está cego (voluntariamente ou não) para a realidade objetiva dos fatos. Um exemplo, o Livro Negro do Comunismo nas mãos; eles leem e dizem: “não, eu não concordo com o que aconteceu na antiga União Soviética, nem com o que acontece na China Comunista ou na Coreia do Norte… Também não acho certo o que se faz na Venezuela ou em Cuba, e muito menos quero viver em algum país comunista, mas “eu acho” que a ideia central do comunismo é boa… Acho que o conceito em si até pode ser “compatível com o cristianismo”…normalmente desconhecem o contexto histórico adotando pra si um modismo, digamos, capenga!

    Nada mais absurdo. O fato incontestável é que esse comunismo idealizado, de igualdade para todos, esse sonho de um lugar onde todos são iguais, onde não há hierarquia, em que tudo é de todos e nada pertence a ninguém… Não passa de uma completa utopia, um delírio dourado que só tem alguma chance de se concretizar no país das maravilhas (aquele da Alice).

    Uma observação: a quase totalidade dos grupos de jovens agitadores esquerdistas que promoveram e praticaram o vandalismo nas recentes manifestações populares no Brasil, ostentando foice e martelo em nome da revolução, era formada por filhos de empresários de classe média-alta, autênticos “filhinho(a)s” de papai” que estudam nas melhores universidades particulares, ganham mesadas bem maiores que o meu salário e viajam para os EUA e/ou Europa duas vezes por ano, ou são pelegos que sugam do estado e de seus associados para permanecerem parasitando sem nada produzir. Os legítimos filhos do proletariado, em sua imensa maioria, cultivam interesses bem mais condizentes com a realidade.

    O modo de vida comunitário dos primeiros cristãos

    Alguém conhece onde o comunismo deu certo no planeta Terra?

    Ora, o modo de vida das primeiras comunidades cristãs não tem nada, absolutamente nada a ver com o comunismo, e é exatamente esse tipo de pensamento ingênuo, superficial e utópico que vem corroendo as estruturas da Igreja Católica (e também das protestantes históricas, pelo que sei) a partir de dentro, de um modo que à primeira vista pode ser imperceptível, mas que tem efeitos devastadores.

    • Antes de tudo é preciso compreender que quando tratamos do sistema social dos primeiríssimos cristãos, conforme descrito brevemente no Livro dos Atos, estamos falando de:

      1) Um grupo pequeno: estamos analisando um contexto de alguns milhares de pessoas (no máximo), e, – muito importante: – pessoas fortemente unidas em torno de um mesmo ideal e de uma mesma fé, concentrados num território pequeno e bem demarcado.

      A) Estes “pequenos detalhes” fazem toda a diferença! – Imagine tentar implantar este mesmo regime, por exemplo, num país pluricultural como o Brasil, de uma população de 200 milhões de habitantes espalhados por uma área de 8 515 767,049 km2! E só para “apimentar” ainda mais este “angu”, considere que estamos falando de um povo que idolatra a figura do “malandro”, que acha linda a malandragem, a “malemolência” do brasileiro… Sinceramente vocês acham que haveria alguma (mínima que seja) chance de um sistema idêntico ao dos primeiros cristãos dar certo dentro desse contexto absurdamente diferente? Ou será que a corrupção da classe política (esta sim a verdadeira ‘zelite’ de que tanto falam, a verdadeira ‘classe opressora’ dos trabalhadores) tornaria alguns milionários em detrimento de uma imensa maioria de excluídos?

      B) Um sistema comunitário (eu disse comunitário, não comunista!) parece ter dado certo, por algum tempo, naquele lugar determinado, com um determinado grupo e sob condições muito, muito específicas, sendo a mais importante a fé comum, tendo como elemento principal a Graça santificante de Deus. Além disso, a própria Bíblia deixa transparecer que, mesmo nesse contexto infinitamente mais simples e mais propício, já aconteciam conflitos e disputas: diversas epístolas o evidenciam. Não é preciso pensar muito para notar que a comparação entre comunismo e Igreja primitiva é, com muita boa vontade, no mínimo ingênua. No mínimo.

      2) Além de tudo, os cidadãos que constituíam a Igreja primitiva eram dóceis ao poder do Estado, pois acreditavam (como ainda acreditamos hoje) que toda autoridade temporal tem origem em Deus. Os textos do Novo Testamento são claríssimos neste sentido: ninguém ali pregava a revolução, não se pensava em construir o Reino de Deus aqui na Terra, como certos “teólogos (sic) da libertação” dos nossos tempos.

      3) Um outro elemento muito importante nessa história é compreender que os primeiros cristãos esperavam o retorno de Cristo para muito breve. Sabemos historicamente que alguns desses primeiros membros da Igreja não só deixaram tudo o que tinham, como também pararam de trabalhar, achando que a Parousia, a segunda vinda do Cristo, era para já, para as próximas semanas ou meses. O Apóstolo Pedro precisou advertir a Igreja a esse respeito, pois já havia murmuração e inquietação, visto que os dias se sucediam e nada acontecia: “Amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não tarda a cumprir sua Promessa, como pensam alguns, entendendo que há demora; Ele usa de paciência convosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a converter-se. Mas o dia do Senhor virá como ladrão…” (2Pd 3,8-10).

      A) Este é um ponto essencial no quadro geral, que não pode ser ignorado: é bem mais fácil para alguém que acredita piamente que Jesus está prestes a retornar, para julgar os vivos e os mortos, que venda tudo que tem e se entregue à vida comunitária, deixando tudo o que é mundano de lado, do que para alguém que não pense deste modo.

      * * *

      Esclarecidos estes pontos fundamentais, busquemos compreender, através do testemunho direto da Sagrada Escritura, se há alguma possibilidade de relação harmoniosa entre as ideias comunistas marxistas-leninistas e o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Que diretivas estavam sendo transmitidas já às primeiras comunidades cristãs pelos Apóstolos? Vejamos:

      “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por Ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação. Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela, visto que a autoridade é ministro de Deus para o teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada: ela é instrumento de Deus para fazer justiça e punir quem pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. Por esse motivo, também pagais tributos, porque os que governam são servidores de Deus. Pagai a todos o que lhe é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra.” (Rm 13, 1-7)

      A passagem é mais do que clara. Devemos obedecer e observar o governo que Deus põe sobre nós. Isso é o exato oposto de comunismo, de fazer revolução ou procurar construir o Reino de Deus neste mundo, numa utopia de sociedade igualitária, desprovida de classes hierárquicas totalmente impossível. Deus mesmo criou o governo, para estabelecer a ordem, punir o mal e promover a justiça (Gn 9,6; 1 Cor 14,33; Rm 12,8). Devemos obedecer as regras estabelecidas pelo governo pagando impostos, leis civis etc. E note-se que quando o Apóstolo escreveu esse texto, ele estava sob o governo de Roma e durante o reinado de Nero, um dos mais impiedosos inimigos dos cristãos. Mesmo assim, Paulo reconhece a autoridade do governo e o coloca para os cristãos condições para que os mesmos sobrevivam num terreno hostil.

      Atenção ! Cuidado com os ditos “cristãos” vestidos em peles de socialistas/comunistas, o único interesse deles é descaracterizar o Cristianismo.

    • Antes de tudo é preciso compreender que quando tratamos do sistema social dos primeiríssimos cristãos, conforme descrito brevemente no Livro dos Atos, estamos falando de:

      1) Um grupo pequeno: estamos analisando um contexto de alguns milhares de pessoas (no máximo), e, – muito importante: – pessoas fortemente unidas em torno de um mesmo ideal e de uma mesma fé, concentrados num território pequeno e bem demarcado.

      A) Um sistema comunitário (eu disse comunitário, não c0munista!) parece ter dado certo, por algum tempo, naquele lugar determinado, com um determinado grupo e sob condições muito, muito específicas, sendo a mais importante a fé comum, tendo como elemento principal a Graça santificante de Deus. Além disso, a própria Bíblia deixa transparecer que, mesmo nesse contexto infinitamente mais simples e mais propício, já aconteciam conflitos e disputas: diversas epístolas o evidenciam. Não é preciso pensar muito para notar que a comparação entre comunismo e Igreja primitiva é, com muita boa vontade, no mínimo ingênua. No mínimo.

      2) Além de tudo, os cidadãos que constituíam a Igreja primitiva eram dóceis ao poder do Estado, pois acreditavam (como ainda acreditamos hoje) que toda autoridade temporal tem origem em Deus. Os textos do Novo Testamento são claríssimos neste sentido: ninguém ali pregava a revolução, não se pensava em construir o Reino de Deus aqui na Terra, como certos “teólogos (sic) da libertação” dos nossos tempos.

      3) Um outro elemento muito importante nessa história é compreender que os primeiros cristãos esperavam o retorno de Cristo para muito breve. Sabemos historicamente que alguns desses primeiros membros da Igreja não só deixaram tudo o que tinham, como também pararam de trabalhar, achando que a Parousia, a segunda vinda do Cristo, era para já, para as próximas semanas ou meses. O Apóstolo Pedro precisou advertir a Igreja a esse respeito, pois já havia murmuração e inquietação, visto que os dias se sucediam e nada acontecia: “Amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não tarda a cumprir sua Promessa, como pensam alguns, entendendo que há demora; Ele usa de paciência convosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a converter-se. Mas o dia do Senhor virá como ladrão…” (2Pd 3,8-10).

      A) Este é um ponto essencial no quadro geral, que não pode ser ignorado: é bem mais fácil para alguém que acredita piamente que Jesus está prestes a retornar, para julgar os vivos e os mortos, que venda tudo que tem e se entregue à vida comunitária, deixando tudo o que é mundano de lado, do que para alguém que não pense deste modo.

      * * *

      Esclarecidos estes pontos fundamentais, busquemos compreender, através do testemunho direto da Sagrada Escritura, se há alguma possibilidade de relação harmoniosa entre as ideias comunistas marxistas-leninistas e o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Que diretivas estavam sendo transmitidas já às primeiras comunidades cristãs pelos Apóstolos? Vejamos:

      “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por Ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação. Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela, visto que a autoridade é ministro de Deus para o teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada: ela é instrumento de Deus para fazer justiça e punir quem pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. Por esse motivo, também pagais tributos, porque os que governam são servidores de Deus. Pagai a todos o que lhe é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra.” (Rm 13, 1-7)

      A passagem é mais do que clara. Devemos obedecer e observar o governo que Deus põe sobre nós. Isso é o exato oposto de comunismo, de fazer revolução ou procurar construir o Reino de Deus neste mundo, numa utopia de sociedade igualitária, desprovida de classes hierárquicas totalmente impossível. Deus mesmo criou o governo, para estabelecer a ordem, punir o mal e promover a justiça (Gn 9,6; 1 Cor 14,33; Rm 12,8). Devemos obedecer as regras estabelecidas pelo governo pagando impostos, leis civis etc. E note-se que quando o Apóstolo escreveu esse texto, ele estava sob o governo de Roma e durante o reinado de Nero, um dos mais impiedosos inimigos dos cristãos. Mesmo assim, Paulo reconhece a autoridade do governo e o coloca para os cristãos condições para que os mesmos sobrevivam num terreno hostil.

      Atenção ! Cuidado com os ditos “cristãos” vestidos em peles de socialistas/comunistas, o único interesse deles é descaracterizar o Cristianismo.

    • Antes de tudo é preciso compreender que quando tratamos do sistema social dos primeiríssimos cristãos, conforme descrito brevemente no Livro dos Atos, estamos falando de:

      1) Um grupo pequeno: estamos analisando um contexto de alguns milhares de pessoas (no máximo), e, – muito importante: – pessoas fortemente unidas em torno de um mesmo ideal e de uma mesma fé, concentrados num território pequeno e bem demarcado.

      A) Um sistema comunitário (eu disse comunitário, não c0munista!) parece ter dado certo, por algum tempo, naquele lugar determinado, com um determinado grupo e sob condições muito, muito específicas, sendo a mais importante a fé comum, tendo como elemento principal a Graça santificante de Deus. Além disso, a própria Bíblia deixa transparecer que, mesmo nesse contexto infinitamente mais simples e mais propício, já aconteciam conflitos e disputas: diversas epístolas o evidenciam. Não é preciso pensar muito para notar que a comparação entre comunismo e Igreja primitiva é, com muita boa vontade, no mínimo ingênua. No mínimo.

      2) Além de tudo, os cidadãos que constituíam a Igreja primitiva eram dóceis ao poder do Estado, pois acreditavam (como ainda acreditamos hoje) que toda autoridade temporal tem origem em Deus. Os textos do Novo Testamento são claríssimos neste sentido: ninguém ali pregava a revolução, não se pensava em construir o Reino de Deus aqui na Terra, como certos “teólogos (sic) da libertação” dos nossos tempos.

      3) Um outro elemento muito importante nessa história é compreender que os primeiros cristãos esperavam o retorno de Cristo para muito breve. Sabemos historicamente que alguns desses primeiros membros da Igreja não só deixaram tudo o que tinham, como também pararam de trabalhar, achando que a Parousia, a segunda vinda do Cristo, era para já, para as próximas semanas ou meses. O Apóstolo Pedro precisou advertir a Igreja a esse respeito, pois já havia murmuração e inquietação, visto que os dias se sucediam e nada acontecia: “Amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não tarda a cumprir sua Promessa, como pensam alguns, entendendo que há demora; Ele usa de paciência convosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a converter-se. Mas o dia do Senhor virá como ladrão…” (2Pd 3,8-10).

      A) Este é um ponto essencial no quadro geral, que não pode ser ignorado: é bem mais fácil para alguém que acredita piamente que Jesus está prestes a retornar, para julgar os vivos e os mortos, que venda tudo que tem e se entregue à vida comunitária, deixando tudo o que é mundano de lado, do que para alguém que não pense deste modo.

    • Antes de tudo é preciso compreender que quando tratamos do sistema social dos primeiros cristãos, conforme descrito brevemente no Livro dos Atos, estamos falando de:

      1) Um grupo pequeno: estamos analisando um contexto de alguns milhares de pessoas (no máximo), e muito importante: pessoas fortemente unidas em torno de um mesmo ideal e de uma mesma fé, concentrados num território pequeno e bem demarcado.

      A) Um sistema comunitário (eu disse comunitário, não c0munista!) parece ter dado certo, por algum tempo, naquele lugar determinado, com um determinado grupo e sob condições muito, muito específicas, sendo a mais importante a fé comum, tendo como elemento principal a Graça santificante de Deus. Além disso, os textos sagrados deixa transparecer que, mesmo nesse contexto infinitamente mais simples e mais propício, já aconteciam conflitos e disputas: diversas epístolas o evidenciam. Não é preciso pensar muito para notar que a comparação entre comunismo e Igreja primitiva é, com muita boa vontade, no mínimo ingênua. No mínimo.

      2) Além de tudo, os cidadãos que constituíam a Igreja primitiva eram dóceis ao poder do Estado, pois acreditavam (como ainda acreditamos hoje) que toda autoridade temporal tem origem em Deus. Os textos do Novo Testamento são claríssimos neste sentido: ninguém ali pregava a revolução, não se pensava em construir o Reino de Deus aqui na Terra, como certos “teólogos enganadores da libertação” dos nossos tempos.

      3) Um outro elemento muito importante nessa história é compreender que os primeiros cristãos esperavam o retorno de Cristo para muito breve. Sabemos historicamente que alguns desses primeiros membros da Igreja não só deixaram tudo o que tinham, como também pararam de trabalhar, achando que a Parusia, a segunda vinda do Cristo, era para já, para as próximas semanas ou meses. O Apóstolo Pedro precisou advertir a Igreja a esse respeito, pois já havia murmuração e inquietação, visto que os dias se sucediam e nada acontecia: “Amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não tarda a cumprir sua Promessa, como pensam alguns, entendendo que há demora; Ele usa de paciência convosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a converter-se. Mas o dia do Senhor virá como ladrão…” (2Pd 3,8-10).

      A) Este é um ponto essencial no quadro geral, que não pode ser ignorado: é bem mais fácil para alguém que acredita piamente que Jesus está prestes a retornar, para julgar os vivos e os mortos, que venda tudo que tem e se entregue à vida comunitária, deixando tudo o que é mundano de lado, do que para alguém que não pense deste modo.

    • Antes de tudo é preciso compreender que quando tratamos do sistema social dos primeiríssimos cristãos, conforme descrito brevemente no Livro dos Atos, estamos falando de:

      1) Um grupo pequeno: estamos analisando um contexto de alguns milhares de pessoas (no máximo), e, – muito importante: – pessoas fortemente unidas em torno de um mesmo ideal e de uma mesma fé, concentrados num território pequeno e bem demarcado.

      A) Um sistema comunitário (eu disse comunitário, não c0munista!) parece ter dado certo, por algum tempo, naquele lugar determinado, com um determinado grupo e sob condições muito, muito específicas, sendo a mais importante a fé comum, tendo como elemento principal a Graça santificante de Deus. Além disso, a própria Bíblia deixa transparecer que, mesmo nesse contexto infinitamente mais simples e mais propício, já aconteciam conflitos e disputas: diversas epístolas o evidenciam. Não é preciso pensar muito para notar que a comparação entre comunismo e Igreja primitiva é, com muita boa vontade, no mínimo ingênua. No mínimo.

      2) Além de tudo, os cidadãos que constituíam a Igreja primitiva eram dóceis ao poder do Estado, pois acreditavam (como ainda acreditamos hoje) que toda autoridade temporal tem origem em Deus. Os textos do Novo Testamento são claríssimos neste sentido: ninguém ali pregava a revolução, não se pensava em construir o Reino de Deus aqui na Terra, como certos “teólogos (sic) da libertação” dos nossos tempos.

    • querido ,e futuro irmão em cristo jesus .concordo em genero e grau em tudo que o irmão falou,mais o que eu quero tratar com o amado irmao é muito mais sério e urgente,que estes assuntos deste que ficaram aqui na terra para passarem a grande tribulação que ja esta começando.
      passei a ser seu admirador ,devido a sua frase citada de hebreus 13:8 ,e percebi que alem de visão politica tambem possui um pouco de visão espiritual:como o irmão de mateus 19:20,que disse au mestre jesus ,se cumpridor de todos os mandamentos,mais o senhor o mandou amar a Deus sobre todas as coisas.
      com esta introdução ,querido mauro,baseando-se em joão 8:58 ,onde o nosso senhor afirma estar presente e ter acompanhado os fatos bem antes que nosso irmão abraão.
      sendo assim e comforme apocalipse 1:8,ele este no inicio e vai estar no fim .
      e considerando a palavra dita pelo faraó do egito em exodo 9:27,quando reconheceu que o senhor é justo e que ele e seu povo seriam impios.
      e tambem considerando os varios deslizes de lideres do passado e do presente ,como no passado darei o ezemplo de ROBOÃO em 1reis 14;22-23 E os atuais darei o ezenplo do senhor francisco ( o papa).
      continuan,transgredindo a palavra de DEUS.
      e agora usarei a sua frase onde o senhor citou hebreus 13:8
      e para o senhor e ja querido e futuro amado irmaão em cristo deixo apocalipse 18:4 e tambem lucas 13:34 e tambem ramanos 1:28 e apocalipse 3:20

  8. Antes de tudo é preciso compreender que quando tratamos do sistema social dos primeiríssimos cristãos, conforme descrito brevemente no Livro dos Atos, estamos falando de:

    1) Um grupo pequeno: estamos analisando um contexto de alguns milhares de pessoas (no máximo), e, – muito importante: – pessoas fortemente unidas em torno de um mesmo ideal e de uma mesma fé, concentrados num território pequeno e bem demarcado.

    A) Estes “pequenos detalhes” fazem toda a diferença! – Imagine tentar implantar este mesmo regime, por exemplo, num país pluricultural como o Brasil, de uma população de 200 milhões de habitantes espalhados por uma área de 8 515 767,049 km2! E só para “apimentar” ainda mais este “angu”, considere que estamos falando de um povo que idolatra a figura do “malandr0”, que acha linda a malandragem, a “malemolência” do brasileiro… Sinceramente vocês acham que haveria alguma (mínima que seja) chance de um sistema idêntico ao dos primeiros cristãos dar certo dentro desse contexto absurdamente diferente? Ou será que a corrupção da classe p0lítica (esta sim a verdadeira ‘zelite’ de que tanto falam, a verdadeira ‘classe opressora’ dos trabalhadores) tornaria alguns milionários em detrimento de uma imensa maioria de excluídos?

    B) Um sistema comunitário (eu disse comunitário, não comunista!) parece ter dado certo, por algum tempo, naquele lugar determinado, com um determinado grupo e sob condições muito específicas, sendo a mais importante a fé comum, tendo como elemento principal a Graça santificante de Deus. Além disso, a própria Bíblia deixa transparecer que, mesmo nesse contexto infinitamente mais simples e mais propício, já aconteciam conflitos e disputas: diversas epístolas o evidenciam. Não é preciso pensar muito para notar que a comparação entre comunismo e Igreja primitiva é, com muita boa vontade, no mínimo ingênua. No mínimo.

    2) Além de tudo, os cidadãos que constituíam a Igreja primitiva eram dóceis ao poder do Estado, pois acreditavam (como ainda acreditamos hoje) que toda autoridade temporal tem origem em Deus. Os textos do Novo Testamento são claríssimos neste sentido: ninguém ali pregava a revolução, não se pensava em construir o Reino de Deus aqui na Terra, como certos “teólogos (sic) da libertação” dos nossos tempos.

    3) Um outro elemento muito importante nessa história é compreender que os primeiros cristãos esperavam o retorno de Cristo para muito breve. Sabemos historicamente que alguns desses primeiros membros da Igreja não só deixaram tudo o que tinham, como também pararam de trabalhar, achando que a Parousia, a segunda vinda do Cristo, era para já, para as próximas semanas ou meses. O Apóstolo Pedro precisou advertir a Igreja a esse respeito, pois já havia murmuração e inquietação, visto que os dias se sucediam e nada acontecia: “Amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não tarda a cumprir sua Promessa, como pensam alguns, entendendo que há demora; Ele usa de paciência convosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a converter-se. Mas o dia do Senhor virá como ladrão…” (2Pd 3,8-10).

    A) Este é um ponto essencial no quadro geral, que não pode ser ignorado: é bem mais fácil para alguém que acredita piamente que Jesus está prestes a retornar, para julgar os vivos e os mortos, que venda tudo que tem e se entregue à vida comunitária, deixando tudo o que é mundano de lado, do que para alguém que não pense deste modo.

    Esclarecidos estes pontos fundamentais, busquemos compreender, através do testemunho direto da Sagrada Escritura, se há alguma possibilidade de relação harmoniosa entre as ideias comunistas marxistas-leninistas e o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Que diretivas estavam sendo transmitidas já às primeiras comunidades cristãs pelos Apóstolos? Vejamos:

    “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por Ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação. Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela, visto que a autoridade é ministro de Deus para o teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada: ela é instrumento de Deus para fazer justiça e punir quem pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. Por esse motivo, também pagais tributos, porque os que governam são servidores de Deus. Pagai a todos o que lhe é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra.” (Rm 13, 1-7)

    A passagem é mais do que clara. Devemos obedecer e observar o governo que Deus põe sobre nós. Isso é o exato oposto de comunismo, de fazer revolução ou procurar construir o Reino de Deus neste mundo, numa utopia de sociedade igualitária, desprovida de classes hierárquicas totalmente impossível. Deus mesmo criou o governo, para estabelecer a ordem, punir o mal e promover a justiça (Gn 9,6; 1 Cor 14,33; Rm 12,8). Devemos obedecer as regras estabelecidas pelo governo pagando impostos, leis civis etc. E note-se que quando o Apóstolo escreveu esse texto, ele estava sob o governo de Roma e durante o reinado de Nero, um dos mais impiedosos inimigos dos cristãos. Mesmo assim, Paulo reconhece a autoridade do governo e o coloca para os cristãos condições para que os mesmos sobrevivam num terreno hostil.

    Atenção ! Cuidado com os ditos “cristãos” vestidos em peles de socialistas/comunistas, o único interesse deles é descaracterizar o Cristianismo.

  9. Antes de tudo é preciso compreender que quando tratamos do sistema social dos primeiríssimos cristãos, conforme descrito brevemente no Livro dos Atos, estamos falando de:

    1) Um grupo pequeno: estamos analisando um contexto de alguns milhares de pessoas (no máximo), e, – muito importante: – pessoas fortemente unidas em torno de um mesmo ideal e de uma mesma fé, concentrados num território pequeno e bem demarcado.

    A) Um sistema comunitário (eu disse comunitário, não comunista!) parece ter dado certo, por algum tempo, naquele lugar determinado, com um determinado grupo e sob condições muito, muito específicas, sendo a mais importante a fé comum, tendo como elemento principal a Graça santificante de Deus. Além disso, a própria Bíblia deixa transparecer que, mesmo nesse contexto infinitamente mais simples e mais propício, já aconteciam conflitos e disputas: diversas epístolas o evidenciam. Não é preciso pensar muito para notar que a comparação entre comunismo e Igreja primitiva é, com muita boa vontade, no mínimo ingênua. No mínimo.

    2) Além de tudo, os cidadãos que constituíam a Igreja primitiva eram dóceis ao poder do Estado, pois acreditavam (como ainda acreditamos hoje) que toda autoridade temporal tem origem em Deus. Os textos do Novo Testamento são claríssimos neste sentido: ninguém ali pregava a revolução, não se pensava em construir o Reino de Deus aqui na Terra, como certos “teólogos (sic) da libertação” dos nossos tempos.

    3) Um outro elemento muito importante nessa história é compreender que os primeiros cristãos esperavam o retorno de Cristo para muito breve. Sabemos historicamente que alguns desses primeiros membros da Igreja não só deixaram tudo o que tinham, como também pararam de trabalhar, achando que a Parousia, a segunda vinda do Cristo, era para já, para as próximas semanas ou meses. O Apóstolo Pedro precisou advertir a Igreja a esse respeito, pois já havia murmuração e inquietação, visto que os dias se sucediam e nada acontecia: “Amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não tarda a cumprir sua Promessa, como pensam alguns, entendendo que há demora; Ele usa de paciência convosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a converter-se. Mas o dia do Senhor virá como ladrão…” (2Pd 3,8-10).

    A) Este é um ponto essencial no quadro geral, que não pode ser ignorado: é bem mais fácil para alguém que acredita piamente que Jesus está prestes a retornar, para julgar os vivos e os mortos, que venda tudo que tem e se entregue à vida comunitária, deixando tudo o que é mundano de lado, do que para alguém que não pense deste modo.

    * * *

    Esclarecidos estes pontos fundamentais, busquemos compreender, através do testemunho direto da Sagrada Escritura, se há alguma possibilidade de relação harmoniosa entre as ideias comunistas marxistas-leninistas e o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Que diretivas estavam sendo transmitidas já às primeiras comunidades cristãs pelos Apóstolos? Vejamos:

    “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por Ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação. Porque os magistrados não são para temor quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela, visto que a autoridade é ministro de Deus para o teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada: ela é instrumento de Deus para fazer justiça e punir quem pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. Por esse motivo, também pagais tributos, porque os que governam são servidores de Deus. Pagai a todos o que lhe é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra.” (Rm 13, 1-7)

    A passagem é mais do que clara. Devemos obedecer e observar o governo que Deus põe sobre nós. Isso é o exato oposto de comunismo, de fazer revolução ou procurar construir o Reino de Deus neste mundo, numa utopia de sociedade igualitária, desprovida de classes hierárquicas totalmente impossível. Deus mesmo criou o governo, para estabelecer a ordem, punir o mal e promover a justiça (Gn 9,6; 1 Cor 14,33; Rm 12,8). Devemos obedecer as regras estabelecidas pelo governo pagando impostos, leis civis etc. E note-se que quando o Apóstolo escreveu esse texto, ele estava sob o governo de Roma e durante o reinado de Nero, um dos mais impiedosos inimigos dos cristãos. Mesmo assim, Paulo reconhece a autoridade do governo e o coloca para os cristãos condições para que os mesmos sobrevivam num terreno hostil.

    Atenção ! Cuidado com os ditos “cristãos” vestidos em peles de socialistas/comunistas, o único interesse deles é descaracterizar o Cristianismo.

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