Felipe Heiderich irá responder às acusações de pedofilia em liberdade; Juiz manda soltar o pastor

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A prisão preventiva do pastor Felipe Heiderich foi pedida pela delegada Cristiana Bento, titular da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), e recebeu endosso do Ministério Público. No entanto, a pouco, o advogado Leandro Meuser, que representa o pastor, informou através do perfil oficial de seu cliente que Felipe teve a prisão preventiva revogada e irá responder às acusações em liberdade.

Confira a nota na íntegra:

“Na qualidade de advogado de Felipe Heiderich, venho a público informar que o MM. Juízo de Direito competente em respeitável decisão, revogou a prisão temporária de Felipe. Aguardamos apenas os trâmites burocráticos para que Felipe seja posto em liberdade e possa assim, provar sua completa inocência.”

Prisão de Felipe Heiderich

O pedido de prisão preventiva, aceito pelo juiz Paulo César Vieira Carvalho, da 17ª Vara Criminal, apontava que os supostos crimes cometidos pelo pastor mostravam “alto grau de perversão”.


No documento, Cristiana Bento assinala que “a prisão do indiciado é imprescindível, uma vez que o indiciado é acusado de ter cometido crime gravíssimo, inclusive considerado hediondo”, e destacou que a medida cautelar poderia evitar “que outras crianças sejam abusadas pelo acusado”, segundo informações do jornal Extra.

O jornalista Guilherme Amado, do jornal O Globo, revelou que as três babás que cumpriam turnos na residência de Bianca Toledo e Felipe Heiderich apontaram situações em que o filho da cantora ficava sozinho com o padrasto por diversas vezes.

“As três babás se revezavam em turnos para cuidar do menino. Segundo uma delas, o casal impunha como regra da casa que o menino jamais dormisse com a mãe e o padrasto no quarto. O garoto sempre ficava sozinho no cômodo, já que a babá da vez sempre dormia no andar de baixo. Portanto, segundo as babás, quando Bianca viajava para conferências evangélicas da igreja Ministério AME (Aliança Mundial de Evangelização e Ensino), Felipe ficava sozinho no andar de cima com o garoto”, informou Amado.

Na cadeia

O advogado do pastor Felipe Heiderich, Leandro Meuser, confirmou que seu cliente está em uma cela isolada no Complexo de Gericinó, em Bangu, e que ele se mantém calmo.

Meuser destacou que não tentará um novo pedido de habeas corpus para Felipe Heiderich, já que o primeiro foi negado antes mesmo da prisão ser efetuada: “O Felipe está tranquilo. Confiamos que a Justiça será feita e tudo será esclarecido”, disse o advogado ao site Ego enquanto seu cliente estava preso.

De acordo com informações do portal R7, o pastor estava detido em uma unidade do complexo, conhecida como Bangu 10, que é destinada para presos por estupro.

Felipe já foi denunciado à Justiça pelo Ministério Público, de acordo com o apurado pelo jornal O Globo: “O promotor Luiz Otávio Gomes denunciou ontem à Justiça do Rio de Janeiro o pastor Felipe Garcia Heiderich […] Na denúncia, o promotor pede ainda que Heiderich seja proibido de ter acesso a integrantes da família, por razões de segurança. O Ministério Público não pediu a prisão preventiva de Heiderich, hoje preso temporariamente, por falta de necessidade para mantê-lo preso. Com isso, a menos que a Justiça tenha um entendimento diferente, o pastor deve responder em liberdade”, informou Guilherme Amado.

A publicação acrescentou que o promotor citou na acusação “o laudo assinado por um psicólogo e um psiquiatra, que, baseados em desenhos e entrevistas com a criança, afirmaram que há evidências de que ele foi vítima”.

Atualizado com informação sobre a liberação do acusado às 16:21

1 COMENTÁRIO

  1. Há um princípio jurídico de que a pessoa não pode pagar duas vezes pelo mesmo crime. Isso é injustiça.
    Por outro lado, é bom que isso aconteça. Quantos bastiões da moral e dos bons costumes não estão praticando o mesmo crime neste momento?
    E assim a hipocrisia evangélica cai por terre. É por isso que eu digo que não me comparo com esses tais convertidos.

  2. Pena de morte é um pensamento materialista; pois, o simpatizante de tal punição, considera que a perca do direito de continuar neste mundo, representa o maior castigo que um criminoso poderia receber. Quanto engano; uma vez que o criminoso condenou a família da vítima, ao sofrimento perpétuo, pela perda do ente querido ou, no caso do estupro, o criminoso condenou a vítima a passar o resto de seus dias, com a terrível lembrança e marcas do infame acontecimento. Portanto, a punição de verdade seria confinamento numa jaula para sempre. É claro que, no caso do estupro, o criminoso, antes da prisão perpétua, seria devidamente castrado, mecanicamente a sangue-frio, com ampla divulgação. Isso, sim, é punição. Depois dessa, um potencial estuprador iria pensar 346 vezes antes de, se quer, olhar libidinosamente para alguém.

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