Ao som de funk e axé e sem “pegação”, baladas gospel reúnem milhares de jovens madrugada a dentro

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As “baladas gospel” estão ficando cada vez mais populares e numerosas, atraindo jovens que, mesmo sem bebidas, drogas e roupas vulgares, querem dançar e se divertir nas madrugadas.

Ao som de funk e axé, as festas não permitem “amassos” entre casais, e os que se arriscam na dança não descem até o chão ou exageram na sensualidade dos “passinhos”.

O fenômeno de “baladas gospel” tem crescido e festas com até 6 mil jovens atravessam as noites de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro.

A festa mais conhecida no ramo, Gospel Night, possui a chamada Operação Desgrude, que separa casais que se beijam na pista. Para isso, é necessário uma equipe especializada na “separação” dos jovens pombinhos mais ousados.


Entre os estilos musicais, o axé da banda DOPA faz sucesso com hits como “Vai se Converter”, que entre seus versos, alerta o jovem que “Tira onda de crentão” a se converter “senão o inimigo envergonha você”.

Já no funk, Tonzão, ex-integrante do grupo Os Hawaianos, se vale de termos comuns no vocabulário evangélico e, quase formando um dialeto, canta: “O mistério é profundo/acho bom ficar ligado/quando ver o pretinho mandando o passinho do abençoado/Qual é o cumprimento do crente?/Paz do senhor!”.

Ao som de músicas como essas, o DJ Pastor Anderson Dias Barbosa comanda as picapes há 13 anos na Comunidade Evangélica Crescendo na Graça, e não esquece do momento em que a mensagem é transmitida como forma de agregar valor à festa. “Em um determinado momento, tem uma palavra. ‘Olha bróder, vou falar para você hoje de uma parada, um cara que morreu por você, pela sua mãe’, e acaba atingindo um objetivo nosso que é fazer o cara refletir sobre a palavra de Deus”, resume o DJ em entrevista ao portal iG.

Segundo Alexandre Ricardo Pereira, organizador da micareta gospel da Igreja Renascer, “há uma certa repressão. Tem pastores que proíbem os membros de participar”, revela. O líder da banda DOPA, pastor Neto Marotti, explica como argumenta com os críticos das festas: “A gente encara a música como louvor a Deus. Eles passam a olhar com outros olhos quando ouvem as letras. Todas têm mensagens totalmente evangélicas”, conta o músico, que vê as “baladas gospel” como estratégia de evangelização.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+

14 COMENTÁRIOS

  1. Isso é desculpa esfarrapada para enganar os descuidados. Todo mundo já sabe que ser evangélico atualmente é ser mundano! Depois vão criticar os descrentes! Tenham juízo na cara, sua cambada de enganadores com nome de cristãos!

  2. PRIMEIRO NAO VAMOS RADICALIZAR,POIS NEM TODOS OS CRISTAOS SÃO COMO VCS ESTÃO
    FALANDO,CUIDADO COM SUAS PALAVRAS…TEM MUITOS CARA DE PAU QUE SE DIZEM CRISTAOS E NAO O SÃO MAS E DAI,CUIDEM DA VIDA DE VCS,E TEM MAIS NAO SOMOS HIPOCRITAS E NEM FALSOS MORALISTAS,SOMOS FILHOS DE DEUS,NAO TEMOS CULPA SE TEM ALGUNS QUE SE PRESTAM A DAR MAL TESTEMUNHO…E O QUE É RUIM NAO SE CONSAGRA A DEUS…

  3. Gente, Balada gospel nada mais do que uma festa em que somente se adora aquele que é digno, Jesus é o centro de todas as coisas,à essas pessoas que estão julgando eu gostaria de fazer um convite, vá em um evento desses e tire sua própria conclusão, veja primeiro, participe e depois fale, mas fale com propriedade, sou cristã,casada e líder de célula, já fui em eventos desse gênero denominadas como baladas gospel e nada mais é do que uma estratégia para tirar os jovens do mundo, mostrar ao mundo que é possível haver diversão sem drogas, sem bebida, sem vulgaridade, sem sensualismo. Fico muito triste qdo vejo tamanha religiosidade, o Senhor Jesus conhece nossos corações, não é uma balada gospel que vai fazer um jovem menos ou mais santo, se nós como cristãos não usarmos nossas ferramentas para ganhar esta multidão de jovens o inimigo vai usar, o mundo esta cheio de convites, agora existem os que se escondem atrás da bíblia sim, que acha que tudo é valido, é por isso que existe o pastor, é dele o dever de discispular o seu rebanho. Sinceramente eu acho que antes de sair criticando,nós cristãos deveríamos se preocupar mais em salvar vidas, povoar o reino dos céus, praticar verdadeiramente o IDE, julgar menos, e se preocupar em ganhar vidas, afinal o que iremos prestar conta qdo Jesus voltar??? Será o quanto você foi religioso, ou será o quanto você falou do amor de Deus e quantas vidas você ganhou para Jesus???

    E disse-lhes: Ide por todo omundo, pregai o evangelho a toda criatura. Marcos 16:15

    • É isso aí Lu, o verdadeiro cristão estão acomodado, só querem levarem a salvação há seus amigos, parentes e vizinhos conhecidos, mas ir nos prostíbulos e nos botecos cheios de viciados em bebidas é loucura né, o crente tem que descer no inferno e tirar esses perdidos na mão do diabo, isso não querem fazer e ficam só criticando sem realmente conhecer de perto.

  4. O mundo influenciando a Igreja, quando deveria ser o contrário.
    Onde fica o “Negue-se a si mesmo”?
    A conversão deve ser feita nas pessoas, e não na cultura.
    Convertem ritmos musicais em “gospel”, baladas em “gospel”… falta pouco para “cerveja gospel”
    se é que ela já não exista!
    Lamentável!

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