Em adeus a Nelson Mandela, sul-africanos cantam e oram; Mais de 90 líderes mundiais comparecem ao funeral

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O funeral do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela foi realizado no estádio Soccer City, em Johanesburgo, maior cidade do país, e contou com a presença de mais de 90 líderes mundiais.

A cerimônia de despedida do líder popular que lutou contra o apartheid contou com orações, músicas e um sermão pregado pelo líder da Igreja Metodista no país, denominação onde Mandela se converteu e foi ensinado.

A presidente Dilma Rousseff esteve no evento, acompanhada dos ex-presidentes Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Luis Inácio Lula da Silva. Em seu discurso, Dilma classificou o líder sul-africano de “a personalidade maior do século XX”, e afirmou que “Mandela inspirou a luta no Brasil” contra a desigualdade social.

“Trago aqui o sentimento de profundo pesar do governo e do povo brasileiro e, tenho certeza, [também] de toda a América do Sul pela morte desse grande líder Nelson Mandela. O apartheid que Mandela e o povo derrotaram foi a forma mais elaborada e cruel de desigualdade social e política que se tem notícia nos tempos modernos. [Mandela] Inspirou a luta no Brasil e na América do Sul. ‘Madiba’, como carinhosamente vocês o chamam, constituiu exemplo de referência para todos nós, pela histórica paciência com que suportou o cárcere e o sofrimento”, disse a presidente.


Estiveram presentes ainda, entre inúmeras personalidades,  o músico e ativista social Bono Vox, líder da banda irlandesa U2, além do presidente norte-americano Barack Obama.

Em seu discurso, Obama enalteceu as conquistas pelas quais Mandela lutou durante toda sua vida e trajetória política, e comparou o ex-presidente a personalidades como Ghandi, Martin Luther King, Abraham Lincoln e os pais fundadores dos Estados Unidos da América.

“Mandela foi o último grande libertador do século XX”, disse Obama. “Demorou um homem como Madiba libertar não apenas o preso, mas o carcereiro, bem como, para mostrar que você deve confiar nos outros para que eles possam confiar em você, para ensinar que a reconciliação não é uma questão de ignorar um passado cruel, mas um meios de confrontá-la com a inclusão, generosidade e a verdade. Ele mudou a lei, mas ele também mudou corações”, acrescentou Obama, de acordo com informações do portal NPR.

Os ex-presidentes norte-americanos George H. W. Bush (pai de George W. Bush), Bill Clinton, Jimmy Carter e a ex-secretária de Estado Hilary Clinton acompanharam Barack Obama na cerimônia fúnebre.

O bispo metodista Ivan Abrahams citou a história bíblica de Elias para ilustrar os feitos de Mandela, e disse que o ex-presidente deixa um legado imortal na história da humanidade: “Pessoas como Madiba não morrem, mas eles continuam a viver no coração das pessoas”.

O arcebispo católico Desmond Tutu exortou os sul-africanos para mostrar o mesmo tipo de disciplina que Mandela mostrou durante sua vida: “Nós prometemos a Deus que vamos seguir o exemplo de Nelson Mandela”, disse Tutu em seu discurso.

Sul-africanos repetem gesto de Mandela ao deixar a prisão após 27 anos
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Povo canta em homenagem ao líder morto
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Igualdade: brancos e negros sentados lado a lado durante cerimônia de despedida de Nelson Mandela
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Multidão promove abraço coletivo em cerimônia de tributo a Nelson Mandela
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Por Tiago Chagas, para o Gospel+


4 COMENTÁRIOS

  1. “Remembering The Church Street Bomb, Pretoria”

    “Mandela and necklacing”

    “Nelson Mandela, the Diamond Shill”

    “Self-conscious conservatives for Mandela”

  2. Mandiba – Uma homenagem evangélica

    A hipocrisia é a amiga da mentira, do totalitarismo, da ambição pelo poder e da falta de transparência. A homenagem à um líder mundial, Nelson Mandela, líder moral, da estirpe de M, Ghandi e outros pouquíssimos nomes, “ foi um tapa na cara à indivíduos comuns, egoístas e individualistas, à nações inteiras, como povo e cidadão , deseducado e alienado e sem senso comum e amor à seu território e por fim, sobretudo à demais líderes mundiais, também ocupantes de cargos públicos”. A homenagem recebeu a visita de mais de 150 representantes de países, de diversos status político, desde um EUA, Cuba à uma China.
    Ocorre uma relação inevitável, dos discursos de países que oprimem o povo aos países que mantém uma democracia e uma certa satisfação de sua população. O discurso de Baraque Obama, foi contundente e inspirador, refletiu a imagem de Mandiba, ético, persistente, tolerante, longânimo, mediador, dentre outros atributos. Homem não só de sonhos e de projetos, mas de ação. Seguiu-se após em discurso a Presidente Dilma, com alguma emoção e palavras somente lidas, não entusiasmou o publico sul africano, como no discurso anterior. O discurso da China, não fora traduzido pelos apresentadores, mas limitou-se à uns três minutos. O que dizer, como prestar contas ao mundo se não tem-se o que, de concreto falar, senão de aspectos econômicos, políticos, mas da busca e do mantenimento do poder, a qualquer preço, na verticalização absoluta.
    Um líder, um tutor à menos e, um mundo nas mãos de corruptos econômicos, morais e sociais. O mundo precisa de um rearmamento moral, já!

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